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terça-feira, novembro 04, 2008

Can he?

A Europa está suspensa à espera de saber o resultado das eleições nos EUA. Poucas vezes falei aqui sobre estas eleições e não altero uma linha ao que disse aqui em Fevereiro deste ano sobre o candidato Obama.

À hora a que escrevo este post, mantenho a convicção de que Obama não ganhará. Mesmo levando já a impressionante vantagem de 32 votos contra 16 - são os resultados conhecidos até agora.

Não partilho a euforia em torno de Obama e da mudança que poderá vir a significar. Pelo simples facto de que não o vejo como exterior ao sistema - olá Dias da Cunha -, mas antes como parte integrante do sistema e que fará exactamente o mesmo que os outros para manter tudo como está. Não tem interesse em combatê-lo. E que melhor forma de manter tudo como está do que prometer a mudança através da imagem? Neste momento, para mim, Obama é isso mesmo: Imagem.

Os europeus - e nós também, já agora - acreditam que Obama seria uma espécie de europeu no poder nos EUA. Obama é americano e continuará a sê-lo. E nós - e a Europa também - temos de perceber que a prioridade dele são os EUA, e, como a história nos prova, o bem para os EUA está longe de significar o bem para o resto do Mundo.

Caso vença - coisa em que, muito sinceramente, não acredito - será por uma margem bem menor do que aquela que as sondagens europeias divulgam, com vantagens absurdamente colossais, e isso também terá peso numa eventual postura presidencial que tenha de assumir.

E um dos sinais que me leva a crer que as eleições não serão favas contadas foi o anúncio de meia-hora nas tv's americanas, que custou milhões de dólares a um candidato que promete ajudar aos mais desfavorecidos e a classe média. A equipa que suporta Obama tinha que saber alguma coisa que a opinião pública não soubesse para fazer um investimento desta envergadura, apesar de ter ventagem em todas as sondagens.

Como em Fevereiro, espero muito sinceramente estar enganado.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Obama nas alturas II (acho eu)

A sério que não percebo a histeria, blogosférica e não só, em torno do Obama. Mas o vídeo é bem feito.

A sério que gostava, mas gostava mesmo, de ouvir não o que Obama diz que vai fazer, mas sim como vai fazer.

A sério que gostava de ver em Obama uma mudança profunda na administração norte-americana.

A sério que gostava de ver em Obama mais do que um fenómeno mediático em torno da sua pigmentação.

A sério que espero mesmo, mas mesmo, mesmo, mesmo, estar enganado!

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Obama nas alturas

Se os sistemas político e democrático(?) dos EUA permitissem a existência de esquerda e direita, os resultados do Iowa nas primárias indicavam o extremar de posições.

Para já, é Obama vs Huckabbe.

segunda-feira, maio 25, 2009

São modas, senhores, são modas...

Um dia depois de os media terem colocado a circular que os comícios estão fora de moda e que o que está a der são os blogues, facebook, twitter e outros primos, a CDU levou às ruas de Lisboa bem mais de 80.000 pessoas.

Eu percebo que com o desastre que têm sido ao longo dos anos PS, PSD e CDS apenas consigam mobilizar os seus boys e girls que foram agregando ao longo dos tempos. Mas isso não faz com que os comícios estejam fora de moda. E mesmo Obama, ícone que agora tudo e todos comparam a tudo e todos, o fez por várias vezes em várias cidades. Por isso, se as ideias de dos partidos que nos governaram até agora não cativam, que o assumam, não dêem é desculpas esfarrapadas para tal.

Se mesmo a jogar em casa o professor-doutor-de-Coimbra-meu-deus, mais o engenheiro, mais o reforço que foi buscar a Madrid não conseguiram encher um pavilhão em Coimbra, terão de pensar no que terá levado a tal, e não esconder a cabeça na areia e fazer de conta que estamos a falar de modas.

Em breve colocarei aqui fotos da grandiosa Marcha da CDU.

Post It: Considero-me um democrata e gosto de jogar limpo, pelo que, mesmo estando nos antípodas do que é o CDS, informo que quando se vai a uma feira, convém que seja no dia em que ela se realiza. Vão ver que resulta muito melhor...

terça-feira, janeiro 20, 2009

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Ainda o XVIII Congresso do PCP

Reunião do Comité Central de 11 e 12 de Novembro de 2005

O XVII Congresso do PCP realizado em 26, 27 e 28 de Novembro de 2004 colocou como questão central a dinamização e a concentração da atenção do colectivo partidário no lançamento e concretização de uma nova fase do movimento geral de reforço da organização partidária. Em 11 e 12 de Novembro de 2005 o Comité Central, concretizando as orientações do XVII Congresso, aprovou a resolução:

«Sim, é possível! Um PCP mais forte».

O discurso de encerramento de Jerónimo de Sousa, com o recurso ao "Sim, é possível", mereceu desde logo doutas considerações de vários comentadores da nossa praça. Desde a acusação de vendidos ao capital, por recuperar um slogan de Obama, até à falta de imaginação.

Este facto prova duas coisas:

1 - Para além de demonstrar que única coisa que conhecem do PCP é o espaço das Teses destinado à situação internacional e, mesmo esse, utilizam-no abusivamente, com conclusões facciosas, mais na linha do que gostariam que o PCP fosse, do que aquilo que o PCP é.

2 - O evidente subacompanhamento das iniciativas do PCP. De outra forma, como observadores atentos da realidade, certamente que teriam tomado conhecimento desta iniciativa, que decorreu em 2005.

Ou então é só mesmo imbecilidade.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Enganei-me

Obama ganhou e ainda bem. A primeira parte do que escrevi ontem estava errada. O tempo dirá se também errei na segunda... Espero que sim!