Vem tarde, eu sei, mas não tenho tido muito tempo para postar.
Ao que parece, Narciso Miranda, antigo presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, está apostado em voltar à vida política activa.
Depois de ter comentado este post no blog "Ouve-se", estava mais do que evidente que o metalúrgico de Barroselas estava a preparar terreno para o regresso. A presença na RNTV motivou a CMM a apoiar financeiramente o PortoCanal. O ex-pupilo de Narciso e actual presidente da CMM, Guilherme Pinto, veio já dizer que o tutor foi mal tratado... Pelo próprio? Por Manuel Seabra? Ninguém sabe.
Narciso foi deixando que lhe passassem a perna e quer agora voltar ao poleiro, nem que para isso tenha de concorrer às próximas eleições contra o PS. Provavelmente, em mais algum movimento de cidadãos que surja por aí.
Afinal, os movimentos de cidadãos são para isso mesmo: Para que aqueles que os partidos rejeitam se insurjam contra os "aparelhos". Claro que, se fossem os escolhidos pelos mesmos "aparelhos", estava tudo bem, e lá se ia a cidadania pelo esgoto abaixo. Foi assim com Alegre e Roseta, será assim com Narciso.
Post it 1: Ora, quer-me parecer que nunca se retirou, efectivamente, da vida política activa. É falso dizer que o PS não pensou nele nas últimas eleições. Narciso Miranda integrou as listas do PS para a Junta de Freguesia de Leça da Palmeira. Era o último suplente, mas estava lá...
«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e... a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, (...) privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos» José Saramago - Cadernos de Lanzarote
quinta-feira, janeiro 17, 2008
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Censura
O Governo socratista enfrenta hoje a primeira moção de censura, ao que parece, por não ter cumprido uma promessa - fazer o referendo ao Tratado.
E as outras todas?
E uma vez que vai ser chumbada, pode ou não transformar-se numa moção de confiança ao executivo?
E as outras todas?
E uma vez que vai ser chumbada, pode ou não transformar-se numa moção de confiança ao executivo?
terça-feira, janeiro 15, 2008
Vantagem de lá
Um atleta sul-africano foi proibido de participar nos Jogos Olímpicos, na categoria de 400m, porque a Federação Internacional de Atletismo considerou que as duas próteses nas pernas o colocavam em vantagem em relação aos adversários.
Faz todo o sentido. Tanto como o ATP, que organiza provas de ténis, impedir alguém sem braços de jogar porque o coloca em vantagem em relação aos adversários.
Faz todo o sentido. Tanto como o ATP, que organiza provas de ténis, impedir alguém sem braços de jogar porque o coloca em vantagem em relação aos adversários.
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Bem-vindo!
Gostava de dar as boas-vindas ao primeiro ministro, depois de seis meses de desaparecimento.
Parece que não foi de férias, não esteve no Quénia - aquilo por lá anda anda complicado -, mas andou num corropio incessante entre os países da UE.
Quando voltou, foi à Assembleia da República, acabou com o referendo que nunca o chegou a ser e, um dia depois, colocou Mário Lino de castigo, ao seu lado, enquanto anunciava a construção do novo aeropoto em Allcochete - Allcochete, sim, esperemos pela intervenção do Manuel Pinho.
Bem me parecia que aquela mensagem de Natal não foi de uma pessoa que viva em Portugal...
Parece que não foi de férias, não esteve no Quénia - aquilo por lá anda anda complicado -, mas andou num corropio incessante entre os países da UE.
Quando voltou, foi à Assembleia da República, acabou com o referendo que nunca o chegou a ser e, um dia depois, colocou Mário Lino de castigo, ao seu lado, enquanto anunciava a construção do novo aeropoto em Allcochete - Allcochete, sim, esperemos pela intervenção do Manuel Pinho.
Bem me parecia que aquela mensagem de Natal não foi de uma pessoa que viva em Portugal...
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Afinal, o novo aeroporto da Ota vai ser em Alcochete
Parece que vais ser mesmo assim, o novo aeroporto da Ota vai ser em Alcochete.
E há quem diga que a escolha tem por base um estudo do LNEC. Eu, pessoalmente, duvido. Tenho pra mim que o que realmente motivou a nova opção foi o anúncio do Euromilhões no Dacar, em que o excêntrico transforma o deserto em mar.
Mas há perguntas que é preciso fazer:
Como é que um burro explica aos camelos que, afinal, podem ter um aeroporto.
Como é que fica Almeida Santos e as bombas na Ponte 25 de Abril.
E há quem diga que a escolha tem por base um estudo do LNEC. Eu, pessoalmente, duvido. Tenho pra mim que o que realmente motivou a nova opção foi o anúncio do Euromilhões no Dacar, em que o excêntrico transforma o deserto em mar.
Mas há perguntas que é preciso fazer:
Como é que um burro explica aos camelos que, afinal, podem ter um aeroporto.
Como é que fica Almeida Santos e as bombas na Ponte 25 de Abril.
O que fica
quarta-feira, janeiro 09, 2008
(Des)Tratado
Está feito. O engenheiro falou e decidiu que não vai haver referendo ao tratado. É apenas mais uma promessa por cumprir, a juntar aos tão falados 150.000 empregos, que, soubemos hoje, estão com um saldo negativo de 19.000, entre criação e perda de empregos.
Dizer que o Tratado de Lisboa não é o Tratado Constituicional é chamar-nos estúpidos, mais ou menos como ontem o secretário de Estado da Segurança Social, que hoje o ministro Vieira da Silva veio desdizer e, afinal, vai pagar tudo de uma vez só aos reformados.
Poucos acreditariam na realização do referendo. Primeiro, porque ninguém espera que Sócrates cumpra o que diz, segundo, porque o Presidente da República também veio a correr pedir a ratificação no parlamento, em terceiro lugar, porque a nova presidência da UE também deixou o aviso ao Governo do país e, em quarto, porque a Merkel impõe respeito.
Ao contrário do que alguns querem já fazer crer, não são só os defensores do não que querem o referendo. António José Seguro não parece defensor do não, nem o CDS é a favor do não. É apenas uma questão de (falta) de carácter do Governo. Mais, parece-me que o Sócrates teve medo de ir às urnas e efeito França atemorizou-o. Em França, o Tratado foi chumbado em referendo, também, como alerta às políticas internas, algo que Sócrates sabe que não pode referendar, sob pena de sair vergado a uma pesada derrota, que lhe arruinaria o ego, mais do que a carreira política.
Há dias publiquei aqui como era o PS em 2000. Hoje, está tudo esquecido.
Dizer que o Tratado de Lisboa não é o Tratado Constituicional é chamar-nos estúpidos, mais ou menos como ontem o secretário de Estado da Segurança Social, que hoje o ministro Vieira da Silva veio desdizer e, afinal, vai pagar tudo de uma vez só aos reformados.
Poucos acreditariam na realização do referendo. Primeiro, porque ninguém espera que Sócrates cumpra o que diz, segundo, porque o Presidente da República também veio a correr pedir a ratificação no parlamento, em terceiro lugar, porque a nova presidência da UE também deixou o aviso ao Governo do país e, em quarto, porque a Merkel impõe respeito.
Ao contrário do que alguns querem já fazer crer, não são só os defensores do não que querem o referendo. António José Seguro não parece defensor do não, nem o CDS é a favor do não. É apenas uma questão de (falta) de carácter do Governo. Mais, parece-me que o Sócrates teve medo de ir às urnas e efeito França atemorizou-o. Em França, o Tratado foi chumbado em referendo, também, como alerta às políticas internas, algo que Sócrates sabe que não pode referendar, sob pena de sair vergado a uma pesada derrota, que lhe arruinaria o ego, mais do que a carreira política.
Há dias publiquei aqui como era o PS em 2000. Hoje, está tudo esquecido.
terça-feira, janeiro 08, 2008
Os reformados - Esses grandes malucos
O Governo do PS demonstrou que está atento aos gastos excessivos e supérfluos - que, de resto, motivaram, nos últimos anos, uma corrida aos crédito para aquisição de bens de consumo - optou por pagar em prestações os retroactivos das pensões de 2007, fruto do aumento da inflação acima do previsto - em itálico, um bom exemplo de uma não-notícia.
Como justificou à TSF o secretário de Estado, se pagassem tudo em Janeiro, em Fevereiro, os pensionistas iam receber menos dinheiro.
Observação fantástica e pertinente.
Ou seja, o Governo decidiu pagar aos pouquinhos para os algariados dos velhos não gastarem tudo assim à bruta, em sugus ou chicletes. Os que têm dentes, claro.
Como justificou à TSF o secretário de Estado, se pagassem tudo em Janeiro, em Fevereiro, os pensionistas iam receber menos dinheiro.
Observação fantástica e pertinente.
Ou seja, o Governo decidiu pagar aos pouquinhos para os algariados dos velhos não gastarem tudo assim à bruta, em sugus ou chicletes. Os que têm dentes, claro.
Sobre rodas
Enquanto nós por cá estávamos todos chocados porque o Lisboa-Dacar foi cancelado, na cidade capital de Senegal decorreu uma manifestação contra os acordos de cooperação entre a Europa e África.
Basicamente, os estados unidos da Europa querem fazer uma ALCA com o continente negro, e, como estamos a falar de países que têm ainda bem vivas as marcas da colonização, o povo torce o nariz, com o presidente senegalês à cabeça.
Parece que por lá a luta continua...
Basicamente, os estados unidos da Europa querem fazer uma ALCA com o continente negro, e, como estamos a falar de países que têm ainda bem vivas as marcas da colonização, o povo torce o nariz, com o presidente senegalês à cabeça.
Parece que por lá a luta continua...
Eu era mesmo um betinho...
México: Criança cola-se à cama para não regressar à escola
7 de Janeiro de 2008, 23:25
Monterrey, México, 07 Jan (Lusa) - Uma criança mexicana de 10 anos colou a mão direita à cama com cola industrial para não regressar à escola, que hoje reabriu após o período de férias, segundas as autoridades mexicanas.
"Eu não sabia como evitar (regresso à escola) (...) Foi-me dito que se me colasse à cama, não podiam obrigar-me a ir à escola (...) Eu não queria ir, estava a gostar das férias", explicou Diego.
Após tentativa infrutíferas da mãe de Diego, os serviços médicos de urgência e da protecção civil conseguiram separar a mão direita da cama de metal com um pulverizador que permitiu dissolver o produto químico sem ferir a criança.
Depois desta intervenção, Diego ainda viu os desenhos animados e foi para a escola com algumas horas de atraso.
CMP.
Lusa/Fim
7 de Janeiro de 2008, 23:25
Monterrey, México, 07 Jan (Lusa) - Uma criança mexicana de 10 anos colou a mão direita à cama com cola industrial para não regressar à escola, que hoje reabriu após o período de férias, segundas as autoridades mexicanas.
"Eu não sabia como evitar (regresso à escola) (...) Foi-me dito que se me colasse à cama, não podiam obrigar-me a ir à escola (...) Eu não queria ir, estava a gostar das férias", explicou Diego.
Após tentativa infrutíferas da mãe de Diego, os serviços médicos de urgência e da protecção civil conseguiram separar a mão direita da cama de metal com um pulverizador que permitiu dissolver o produto químico sem ferir a criança.
Depois desta intervenção, Diego ainda viu os desenhos animados e foi para a escola com algumas horas de atraso.
CMP.
Lusa/Fim
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Obama nas alturas
Se os sistemas político e democrático(?) dos EUA permitissem a existência de esquerda e direita, os resultados do Iowa nas primárias indicavam o extremar de posições.
Para já, é Obama vs Huckabbe.
Para já, é Obama vs Huckabbe.
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Não faço balanços.
Post it: No meio de tanta lei, ainda não há uma que me obrigue a dividir a minha vida por períodos de 365/6 dias
Tiveste gente de muita coragem
E acreditaste na tua mensagem
Foste ganhando terreno
E foste perdendo a memória
Já tinhas meio mundo na mão
Quiseste impor a tua religião
E acabaste por perder a liberdade
A caminho da glória
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
Tiveste muita carta para bater
Quem joga deve aprender a perder
Que a sorte nunca vem só
Quando bate à nossa porta
Esbanjaste muita vida nas apostas
E agora trazes o desgosto às costas
Não se pode estar direito
Quando se tem a espinha torta
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
Fizeste cegos de quem olhos tinha
Quiseste pôr toda a gente na linha
Trocaste a alma e o coração
Pela ponta das tuas lanças
Difamaste quem verdades dizia
Confundiste amor com pornografia
E depois perdeste o gosto
De brincar com as tuas crianças
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Gases
Basta um peidinho num dos integrantes da OPEP e já temos desculpa para o preço do barril de petróleo acima dos 100 dólares.
Conclusão: Toda a merda serve de desculpa para o aumento dos preços.
Conclusão: Toda a merda serve de desculpa para o aumento dos preços.
Em 2000, no jornal "Acção Socialista", número 1088, de 7 de Dezembro, era assim:
Lisboa defende:
Manutenção de um comissário por país
Fundos estruturais por unanimidade
Antes da cimeira de chefes de Estado e de Governo em Nice, Portugal já colocou em cima da mesa as duas questões que mais o preocupam e que pretendem evitar que haja um directório dos maiores Estados-membros dentro da União Europeia. Portugal não aceita que exista um esquema de rotatividade entre Estados-membros na nomeação de comissários europeus, defendendo que cada país deverá nomear um para esta instituição comunitária. Por outro lado, Portugal quer que os fundos estruturais continuem a ser objecto de decisão por unanimidade. Na segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros admitiu que a reforma não fique completa em Nice, mas que isso não irá colocar em causa o alargamento da União Europeia.
....
Divergências antes de Nice
Para complicar ainda mais, a Alemanha pretende ter mais votos do que os restantes «grandes», visto ter uma população superior e a Espanha quer ver confirmada definitivamente a sua equiparação a estes países. Portugal também se opõe à possibilidade de as votações relacionadas com a distribuição de fundos estruturais passarem a ser tomadas por maioria qualificada e não por unanimidade como actualmente. «Nós consideramos que a coesão económica e social, pela importância que tem na arquitectura da União Europeia, deve ser objecto de votação por unanimidade», disse Jaime Gama, acrescentando que também aqui Portugal não está isolado, tendo o apoio de vários Estados-membros. Dos 50 domínios identificados pelas presidências portuguesa e francesa para passarem a maioria qualificada, os cinco mais importantes continuam a não conseguir reunir o consenso dos Quinze: fundos estruturais, fiscalidade, relações comerciais, política social, justiça e assuntos internos. O único aspecto da reforma institucional dos Quinze onde parece haver um quase acordo é o das cooperações reforçadas, ou seja, a possibilidade de um número mínimo de oito países poder avançar na criação de políticas em vários domínios. A política europeia de segurança e defesa deverá ser incluída nos domínios já previstos aquando da última reforma do Tratado da União Europeia, em Amesterdão: todos os cobertos pelo Tratado actual e as questões relativas à cooperação policial e judiciária em matéria penal. «Há ainda alguns pontos finais a ajustar mas o esquema final está definido. A partir de agora, deixará de haver desculpas para que nenhuma cooperação reforçada tenha ainda sido proposta por um país», resumiu o ministro dos Negócios Estrangeiros.
terça-feira, janeiro 01, 2008
A primeira lição de democracia a transitar de 2007 para 2008
Bhutto deixou em testamento político a liderança simbólica do Partido Popular do Paquistão ao filho, de 19 anos, e a formal ao marido.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
15
Passei pelo Corta-Fitas e, ao comentar a posta, dei por mim a reparar no seguinte detalhe:
Nós, os do Eixo do Bem, que tanto lamentamos a morte de Benazir Bhutto, que somos todos tão humanistas e sensíveis a esta morte, esquecemos que, no mesmo momento, outras 15 pessoas perderam a vida.
A nossa superioridade moral é uma merda.
Nós, os do Eixo do Bem, que tanto lamentamos a morte de Benazir Bhutto, que somos todos tão humanistas e sensíveis a esta morte, esquecemos que, no mesmo momento, outras 15 pessoas perderam a vida.
A nossa superioridade moral é uma merda.
Bhutto
Confesso que a morte de Benazir Bhutto não me surpreendeu, como não deve ter surpreendido quem quer que acompanhe, minimamente, a actualidade internacional.
No entanto, antes de endeusar a personagem, como tão bem fazemos nós, portugueses, após a morte de quem quer que seja, convém lembrar que foi duas vezes destituída do cargo por corrupção e acusações de nepotismo. A morte do irmão está envolta em mistério, havendo quem lhe atribua as responsabilidades pelo assassinato.
A morte da ex-primeira-ministra traz instabilidade a umas das zonas mais inflamáveis do globo. Ali ao lado do Afeganistão, que tem exportado talibãs para o país vizinho, o democrata amigo dos norte-americanos, Pervez Musharraf, tem agora em mãos um país em ebulição.
Embora o cenário de guerra civil pareça demasiado longe, devido ao enorme poder do exército paquistanês, o extremismo islâmico volta a ganhar pontos.
Post it 1: Em 2002, o Partido Comunista do Paquistão - CMKP - foi proibido de concorrer às eleições.
Post it 2: Sendo o Paquistão uma potência nuclear, resta saber, depois da instabilidade criada e das eleições, quem vai ficar com a (ir)responsabilidade de carregar no botão vermelho.
No entanto, antes de endeusar a personagem, como tão bem fazemos nós, portugueses, após a morte de quem quer que seja, convém lembrar que foi duas vezes destituída do cargo por corrupção e acusações de nepotismo. A morte do irmão está envolta em mistério, havendo quem lhe atribua as responsabilidades pelo assassinato.
A morte da ex-primeira-ministra traz instabilidade a umas das zonas mais inflamáveis do globo. Ali ao lado do Afeganistão, que tem exportado talibãs para o país vizinho, o democrata amigo dos norte-americanos, Pervez Musharraf, tem agora em mãos um país em ebulição.
Embora o cenário de guerra civil pareça demasiado longe, devido ao enorme poder do exército paquistanês, o extremismo islâmico volta a ganhar pontos.
Post it 1: Em 2002, o Partido Comunista do Paquistão - CMKP - foi proibido de concorrer às eleições.
Post it 2: Sendo o Paquistão uma potência nuclear, resta saber, depois da instabilidade criada e das eleições, quem vai ficar com a (ir)responsabilidade de carregar no botão vermelho.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Breves
Sei
que gostava de viver no mesmo país daquele senhor muito parecido com o nosso primeiro-ministro que falou na televisão.
Não sei
se fechar maternidades é a opção mais barata tendo em conta o preço do gasóleo.
que gostava de viver no mesmo país daquele senhor muito parecido com o nosso primeiro-ministro que falou na televisão.
Não sei
se fechar maternidades é a opção mais barata tendo em conta o preço do gasóleo.
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Um post com conteúdo sobre conteúdos
O jornal O Jogo vai passar a produzir conteúdos para outros jornais da Controlinveste.
Nota prévia: O Jogo não produz conteúdos. Os jornalistas d'O Jogo produzem os conteúdos d'O Jogo.
Se a lógica ainda imperasse, o justo seria dizer que os jornalistas d'O Jogo vão ceder, obrigatoriamente, o produto do seu trabalho a outras sub-empreitadas do grupo Controlinveste.
Está aqui a primeira consequência flagrante do novo Estatuto do Jornalista. Deixa de haver direitos de autor e passa a haver direitos de quem contrata o trabalho do autor.
Segundo a notícia, este intercâmbio (?) vai ocorrer já no euro2008. É o primeiro passo. Depois, virão outras provas e eventos e vamos passar a ter uma espécie de mini O Jogo dentro do DN, do JN, do 24horas e, quem sabe, vamos começar a poder ouvir O Jogo, o DN, o JN e o 24horas na TSF. Isto, até podermos ver O Jogo, o DN, o JN, o 24horas e a TSF num canal de tv que o grupo pretende lançar.
Com esta "racionalização de meios" - que expressão tão na moda -, o que vai acontecer aos jornalistas "excedentários"? E aos recém-licenciados?
Como é possível ser o Manuel Tavares, jornalista antes de ser director d'O Jogo, a justificar esta medida?
O Capital, Karl Marx, Volume I, Secção 2:
O produto, de propriedade do capitalista, é um valor-de-uso, fios, calçados etc. Mas, embora calçados sejam úteis à marcha da sociedade e nosso capitalista seja um decidido progressista, não fabrica sapatos por paixão aos sapatos. Na produção de mercadorias, nosso capitalista não é movido por puro amor aos valores-de-uso. Produz valores-de-uso apenas por serem e enquanto forem substrato material, detentores de valor-de-troca. Tem dois objectivos. Primeiro, quer produzir um valor-de-uso, que tenha um valor-de-troca, um artigo destinado à venda, uma mercadoria. E segundo, quer produzir uma mercadoria de valor mais elevado que o valor conjunto das mercadorias necessárias para produzi-la, isto é, a soma dos valores dos meios de produção e força de trabalho, pelos quais antecipou seu bom dinheiro no mercado. Além de um valor-de-uso quer produzir mercadoria, além de valor-de-uso, valor, e não só valor, mas também valor excedente (mais valia).
Nota prévia: O Jogo não produz conteúdos. Os jornalistas d'O Jogo produzem os conteúdos d'O Jogo.
Se a lógica ainda imperasse, o justo seria dizer que os jornalistas d'O Jogo vão ceder, obrigatoriamente, o produto do seu trabalho a outras sub-empreitadas do grupo Controlinveste.
Está aqui a primeira consequência flagrante do novo Estatuto do Jornalista. Deixa de haver direitos de autor e passa a haver direitos de quem contrata o trabalho do autor.
Segundo a notícia, este intercâmbio (?) vai ocorrer já no euro2008. É o primeiro passo. Depois, virão outras provas e eventos e vamos passar a ter uma espécie de mini O Jogo dentro do DN, do JN, do 24horas e, quem sabe, vamos começar a poder ouvir O Jogo, o DN, o JN e o 24horas na TSF. Isto, até podermos ver O Jogo, o DN, o JN, o 24horas e a TSF num canal de tv que o grupo pretende lançar.
Com esta "racionalização de meios" - que expressão tão na moda -, o que vai acontecer aos jornalistas "excedentários"? E aos recém-licenciados?
Como é possível ser o Manuel Tavares, jornalista antes de ser director d'O Jogo, a justificar esta medida?
O Capital, Karl Marx, Volume I, Secção 2:
O Processo de Produção de Mais Valia
O produto, de propriedade do capitalista, é um valor-de-uso, fios, calçados etc. Mas, embora calçados sejam úteis à marcha da sociedade e nosso capitalista seja um decidido progressista, não fabrica sapatos por paixão aos sapatos. Na produção de mercadorias, nosso capitalista não é movido por puro amor aos valores-de-uso. Produz valores-de-uso apenas por serem e enquanto forem substrato material, detentores de valor-de-troca. Tem dois objectivos. Primeiro, quer produzir um valor-de-uso, que tenha um valor-de-troca, um artigo destinado à venda, uma mercadoria. E segundo, quer produzir uma mercadoria de valor mais elevado que o valor conjunto das mercadorias necessárias para produzi-la, isto é, a soma dos valores dos meios de produção e força de trabalho, pelos quais antecipou seu bom dinheiro no mercado. Além de um valor-de-uso quer produzir mercadoria, além de valor-de-uso, valor, e não só valor, mas também valor excedente (mais valia).
Ao contrário dos capitalistas - ou grupos económicos, chamem como quiserem -, a generalidade dos jornalistas faz sapatos por paixão aos sapatos. O novo Estatuto do Jornalista é o fim formal do Jornalista enquanto detentor da propriedade intelectual do que cria, para ser um sapateiro ao serviço dos grandes grupos económicos.
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