«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e... a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, (...) privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos» José Saramago - Cadernos de Lanzarote
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Timor
Depois de anos como colónia portuguesa, mais alguns - bem menos - sob domínio indonésio, Timor passou a ser usado como extensão do território australiano e uma espécie de braço católico ao lado do gigante muçulmano indonésio.
A identidade timorense perdeu-se com Xanana e Ramos Horta.
Um, no funeral do ditador Suharto; outro, a propor Barroso para Nobel da Paz.
A liberdade e a democracia tardam em chegar a Timor.
A identidade timorense perdeu-se com Xanana e Ramos Horta.
Um, no funeral do ditador Suharto; outro, a propor Barroso para Nobel da Paz.
A liberdade e a democracia tardam em chegar a Timor.
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Cidadania
A entrevista de Alegre ao Público é constituída por duas páginas de imenso irrealismo, só comparável ao do próprio primeiro ministro. Alegre fala do Governo como se não fosse deputado eleito pelo partido que suporta a maioria, manifesta preocupações e sentimentos e tece considerações ao melhor estilo de Marinho Pinto - mas menos efusivo -, através de exercícios demagogia pura e dura. Até podia ser atenuado se Alegre não tivesse faltado, por exemplo, à votação do Orçamento de Estado de 2006, ou se não tivesse votado a favor do Orçamento para 2007.
A suposta oposição de Alegre ao Governo faz-se através da cobertura às decisões decisões de Sócrates, mas usando declarações de voto, onde alega, várias vezes, que "sendo eleito em listas partidárias, há situações em que, salvo circunstâncias excepcionais, não deve quebrar o sentido de voto do seu Grupo Parlamentar: programa de governo, moção de confiança e moção de censura, Orçamento de Estado".
Ou seja, não se deve quebrar o sentido de voto nos diplomas que regem as políticas, mas censuram-se as políticas.
Revela, sobre a remodelação - de cargos - que não criticou pessoas, mas sim políticas. Ora, a actual ministra, que integrou a comissão de honra da candidatura de Alegre às presidenciais, disse desde logo que o que está é para manter. Ora, ou podemos então prever que vem aí outra remodelação, ou a ministra entrou mal e parece que vai mesmo ter de mudar de políticas.
Depois dos 1.130.000 votos que Manuel Alegre conseguiu nas presidenciais, passaremos então a contar com 1.129.999, porque a ministra não deve estar de acordo com o candidato.
A suposta oposição de Alegre ao Governo faz-se através da cobertura às decisões decisões de Sócrates, mas usando declarações de voto, onde alega, várias vezes, que "sendo eleito em listas partidárias, há situações em que, salvo circunstâncias excepcionais, não deve quebrar o sentido de voto do seu Grupo Parlamentar: programa de governo, moção de confiança e moção de censura, Orçamento de Estado".
Ou seja, não se deve quebrar o sentido de voto nos diplomas que regem as políticas, mas censuram-se as políticas.
Revela, sobre a remodelação - de cargos - que não criticou pessoas, mas sim políticas. Ora, a actual ministra, que integrou a comissão de honra da candidatura de Alegre às presidenciais, disse desde logo que o que está é para manter. Ora, ou podemos então prever que vem aí outra remodelação, ou a ministra entrou mal e parece que vai mesmo ter de mudar de políticas.
Depois dos 1.130.000 votos que Manuel Alegre conseguiu nas presidenciais, passaremos então a contar com 1.129.999, porque a ministra não deve estar de acordo com o candidato.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
E muito tempo depois...
... Volto a escrever. Porque o(s) trabalho(s) não me deixa(m) muito espaço para dedicar aqui ao estaminé, ando meio alheado destas andanças.
Por isso, vou desabafar algumas notas soltas.
Ontem consegui ver parte da Quadratura do Círculo e acho que o Jorge Coelho já teve melhores dias. Tanto quando procurou diabolizar a notícia do Público sobre os mamarrachos do Sócrates, como quando falou sobre o Alípio Ribeiro.
E enquanto estamos às voltas com a dívida da ministra da Saúde ao Estado, as casas do Sócrates, o caso Maddie e a derrota de Portugal com a Itália, deixou, por exemplo, de haver problemas no SNS.
O medo:
Nos últimos tempos, dei por mim a concordar com uma série de gente estranha, e coloco em dúvida a minha sanidade mental actual:
1.º - Luís Delgado - Quando disse, na Antena1, que os pais deviam ser preparados para fazerem as manobras básicas de reanimação de recém-nascidos. Nas aulas de preparação para o parto em que participei, nunca tal foi abordado. Estas centram-se na mãe - e bem - mas acho a sugestão do referido senhor bastante válida.
2.º - Pacheco Pereira - Quando escreve isto no Abrupto, e que passo a citar: «AS MUDANÇAS DA “CULTURA” ... significam quase sempre mais mudanças na clientela do que mudanças na política. Num sector tribalizado até ao limite, o que muda é a tribo próxima do Ministro, e quem perde é a tribo longínqua. Em função da distância aos subsídios, claro.O novo ministro chega lá com ideias, gostos, opções diferentes do anterior: gosta mais de teatro de revista, mais de ópera, mais de cinema, mais do grupo A ou do grupo B, mais do fado ou de Emanuel Nunes, vai ao CCB ou à CGD, à Gulbenkian ou a Serralves, dá-se com os bolseiros da escrita ou com os actores da “Rivolução”, está mais com os críticos do Actual do Expresso, do ex-DNA do Diário de Notícias ou com os do Ipsilon do Público, e por aí adiante conforme as tribos. Como nunca há dinheiro que chegue para todos os gostos e tribos, há sempre uma insatisfação activa na “cultura”. É só uma questão de tempo até haver outro abaixo-assinado na Internet».
3.º - António Galamba - O deputado do PS veio pedir ao Tribunal Constitucional que divulgue os nomes de quem pediu para manter as contas em segredo.
Posto isto, estou assustado.
Por isso, vou desabafar algumas notas soltas.
Ontem consegui ver parte da Quadratura do Círculo e acho que o Jorge Coelho já teve melhores dias. Tanto quando procurou diabolizar a notícia do Público sobre os mamarrachos do Sócrates, como quando falou sobre o Alípio Ribeiro.
E enquanto estamos às voltas com a dívida da ministra da Saúde ao Estado, as casas do Sócrates, o caso Maddie e a derrota de Portugal com a Itália, deixou, por exemplo, de haver problemas no SNS.
O medo:
Nos últimos tempos, dei por mim a concordar com uma série de gente estranha, e coloco em dúvida a minha sanidade mental actual:
1.º - Luís Delgado - Quando disse, na Antena1, que os pais deviam ser preparados para fazerem as manobras básicas de reanimação de recém-nascidos. Nas aulas de preparação para o parto em que participei, nunca tal foi abordado. Estas centram-se na mãe - e bem - mas acho a sugestão do referido senhor bastante válida.
2.º - Pacheco Pereira - Quando escreve isto no Abrupto, e que passo a citar: «AS MUDANÇAS DA “CULTURA” ... significam quase sempre mais mudanças na clientela do que mudanças na política. Num sector tribalizado até ao limite, o que muda é a tribo próxima do Ministro, e quem perde é a tribo longínqua. Em função da distância aos subsídios, claro.O novo ministro chega lá com ideias, gostos, opções diferentes do anterior: gosta mais de teatro de revista, mais de ópera, mais de cinema, mais do grupo A ou do grupo B, mais do fado ou de Emanuel Nunes, vai ao CCB ou à CGD, à Gulbenkian ou a Serralves, dá-se com os bolseiros da escrita ou com os actores da “Rivolução”, está mais com os críticos do Actual do Expresso, do ex-DNA do Diário de Notícias ou com os do Ipsilon do Público, e por aí adiante conforme as tribos. Como nunca há dinheiro que chegue para todos os gostos e tribos, há sempre uma insatisfação activa na “cultura”. É só uma questão de tempo até haver outro abaixo-assinado na Internet».
3.º - António Galamba - O deputado do PS veio pedir ao Tribunal Constitucional que divulgue os nomes de quem pediu para manter as contas em segredo.
Posto isto, estou assustado.
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
O Engenheiro
Fantástica esta notícia do Público.
Parece que o engenheiro(?) Sócrates andou a treinar a caligrafia para assinar projectos que deram entrada na Câmara da Guarda e que não lhe pertenciam, como forma de dar a volta à lei e dar cobertura aos actos de um colega de curso que, por trabalhar naquele município, não podia assumir a sua autoria.
Sócrates estava na Covilhã e deu um jeito ao amigo.
Post it 1: Acho que esta passagem da notícia merece destaque: "Destacam-se os processos em que o primeiro-ministro, então engenheiro técnico ao serviço da vizinha Câmara da Covilhã, assina – quase sempre com reconhecimento notarial – peças manuscritas, nomeadamente memórias descritivas, termos de responsabilidade e cálculos de betão, em que a caligrafia usada nada tem a ver com a de José Sócrates. Muitas vezes, essa caligrafia, inconfundível, é a mesma que aparece nos autos das vistorias realizadas no fim das obras pelos técnicos da Câmara da Guarda: a letra de Fernando Caldeira, colega de curso do primeiro-ministro e que, por ser funcionário do município, estava legalmente impedido de subscrever projectos na área do concelho".
Até quando é que a vergonha em torno deste senhor vai continuar? Em torno, sim, porque ele parece não a ter.
Post it 2: Agora percebo porque é que o Tratado Europeu não foi referendado. Realmente, nem todos os portugueses conseguiriam perceber do que se trata. E nem todos os portugueses são espertos como o primeiro ministro. Ou, pelo menos, "chicos-espertos".
Post it 2: Não sei, nem me interessa muito, para dizer a verdade, se esta história é uma vingança do engenheiro - este parece que é mesmo - Belmiro de Azevedo. Sei que é mais uma prova do carácter do nosso primeiro e de que quando as comadres se zangam...
Parece que o engenheiro(?) Sócrates andou a treinar a caligrafia para assinar projectos que deram entrada na Câmara da Guarda e que não lhe pertenciam, como forma de dar a volta à lei e dar cobertura aos actos de um colega de curso que, por trabalhar naquele município, não podia assumir a sua autoria.
Sócrates estava na Covilhã e deu um jeito ao amigo.
Post it 1: Acho que esta passagem da notícia merece destaque: "Destacam-se os processos em que o primeiro-ministro, então engenheiro técnico ao serviço da vizinha Câmara da Covilhã, assina – quase sempre com reconhecimento notarial – peças manuscritas, nomeadamente memórias descritivas, termos de responsabilidade e cálculos de betão, em que a caligrafia usada nada tem a ver com a de José Sócrates. Muitas vezes, essa caligrafia, inconfundível, é a mesma que aparece nos autos das vistorias realizadas no fim das obras pelos técnicos da Câmara da Guarda: a letra de Fernando Caldeira, colega de curso do primeiro-ministro e que, por ser funcionário do município, estava legalmente impedido de subscrever projectos na área do concelho".
Até quando é que a vergonha em torno deste senhor vai continuar? Em torno, sim, porque ele parece não a ter.
Post it 2: Agora percebo porque é que o Tratado Europeu não foi referendado. Realmente, nem todos os portugueses conseguiriam perceber do que se trata. E nem todos os portugueses são espertos como o primeiro ministro. Ou, pelo menos, "chicos-espertos".
Post it 2: Não sei, nem me interessa muito, para dizer a verdade, se esta história é uma vingança do engenheiro - este parece que é mesmo - Belmiro de Azevedo. Sei que é mais uma prova do carácter do nosso primeiro e de que quando as comadres se zangam...
Festa rija!
A população de Leça da Palmeira está em festa! Já não me lembrava de ver uma coisa assim desde que o Leça subiu de divisão; ou tanta gente junta desde que o Leça desceu de divisão!
O motivo é simples: ao fim de décadas - duas, pelo menos -, Leça da Palmeira vai receber uma esquadra da PSP e logo inaugurada pelo ministro!
Tudo bem, foi uma esquadra "construída" em apenas dois dias. Ok, não é uma esquadra, é um posto de atendimento. Ok, são apenas dois contentores pintados de branco.
Mas, que raio, vai ter polícias! Ok, vai ter só um.
Mas, bolas, vai poder comunicar prontamente com a esquadra de Matosinhos! Ok, não tem sistema de comunicações. Vai ter de ser através de telemóvel.
Mas vai poder receber queixas! Ok, em papel. Parece que não tem electricidade, nem computadores, nem faxes.
Mas, raios, são dois contentores lindos!
O motivo é simples: ao fim de décadas - duas, pelo menos -, Leça da Palmeira vai receber uma esquadra da PSP e logo inaugurada pelo ministro!
Tudo bem, foi uma esquadra "construída" em apenas dois dias. Ok, não é uma esquadra, é um posto de atendimento. Ok, são apenas dois contentores pintados de branco.
Mas, que raio, vai ter polícias! Ok, vai ter só um.
Mas, bolas, vai poder comunicar prontamente com a esquadra de Matosinhos! Ok, não tem sistema de comunicações. Vai ter de ser através de telemóvel.
Mas vai poder receber queixas! Ok, em papel. Parece que não tem electricidade, nem computadores, nem faxes.
Mas, raios, são dois contentores lindos!
quinta-feira, janeiro 31, 2008
E se...?
E se houvesse uma câmara no país que, muito recentemente, tivesse pago ao executivo e aos chefes de serviço um fim-de-semana no Gerês, que teria custado cerca de 20.000 euros?
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Haja saúde!
A saída de Correia de Campos do Ministério da Saúde era inevitável.
Apesar de este ser apenas um caso de mudança de moscas, a nomeação da nova ministra é ideal para José Sócrates. Enquanto se falar sobre o seu envolvimento no caso dos fundos atribuídos ilegalmente ao Hospital Amadora-Sintra, do clã Mello, vamos esquecendo as pessoas que morrem sem assistência médica.
Apesar de este ser apenas um caso de mudança de moscas, a nomeação da nova ministra é ideal para José Sócrates. Enquanto se falar sobre o seu envolvimento no caso dos fundos atribuídos ilegalmente ao Hospital Amadora-Sintra, do clã Mello, vamos esquecendo as pessoas que morrem sem assistência médica.
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Denúncias vs boatos
Pode ser só impressão minha mas, à hora em que escrevo este post, o Bastonário da Ordem dos Advogados ainda não fez qualquer denúncia, apenas lançou boatos.
Finalmente!
Finalmente, percebi o que levou o Governo a fechar maternidades, hospitais, centros de saúde, escolas, esquadras...
É para poder afogar o país com barragens.
É para poder afogar o país com barragens.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Pergunta de fim-de-semana
Há alguém que ainda consiga ouvir as explicações, contra-explicações, desculpas, justificações, e outras "ões" do ministro da Saúde?
A sério... Para seu bem e para bem de nós todos, senhor ministro,
A sério... Para seu bem e para bem de nós todos, senhor ministro,
Vá embora!
Breves
Ao ler o editorial de hoje do DN, recordei-me de outro, quando foi organizada uma manifestação de polícias durante a presidência portuguesa da União Europeia e que, infelizmente, não encontro no arquivo do DN.
Não sei qual o preconceito que move o autor em relação aos sindicatos que representam os polícias, mas numa coisa está, certamente, errado: se há alguém dentro da instituição PSP que é avesso às mudanças, não são, com toda a certeza, os profissionais...
Post it 1:Eu, pessoalmente, não aprecio a figura de Quartin Graça, mas esta foto do JN e com esta legenda, não me parece das mais felizes.
Não sei qual o preconceito que move o autor em relação aos sindicatos que representam os polícias, mas numa coisa está, certamente, errado: se há alguém dentro da instituição PSP que é avesso às mudanças, não são, com toda a certeza, os profissionais...
Post it 1:Eu, pessoalmente, não aprecio a figura de Quartin Graça, mas esta foto do JN e com esta legenda, não me parece das mais felizes.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
NEE, outra vez
Ontem, o debate da RTPN sobre a nova legislação para crianças com Necessidades Educativas Especiais, decorreu sem a presença de um representante do Ministério da Educação.
Post it 1: Segundo Magda Rocha, moderadora do programa, o Ministério tinha, dois dias antes, confirmado a presença de um responsável, para juntar-se ao painel composto com outros três intervenientes. Parece que ontem, duas horas antes do programa, o Ministério informou a produção do programa que a pessoa destinada a representar o Governo não iria estar presente por encontrar-se muito cansada.
Magda Rocha marcou pontos e, depois de comunicar os motivos apresentados pelo Ministério, começou por agradecer a presença dos intervenientes salvaguardando que, certamente, também eles estariam muito cansados, mas lá estiveram para debater uma questão tão importante.
Post it 1: Segundo Magda Rocha, moderadora do programa, o Ministério tinha, dois dias antes, confirmado a presença de um responsável, para juntar-se ao painel composto com outros três intervenientes. Parece que ontem, duas horas antes do programa, o Ministério informou a produção do programa que a pessoa destinada a representar o Governo não iria estar presente por encontrar-se muito cansada.
Magda Rocha marcou pontos e, depois de comunicar os motivos apresentados pelo Ministério, começou por agradecer a presença dos intervenientes salvaguardando que, certamente, também eles estariam muito cansados, mas lá estiveram para debater uma questão tão importante.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Diário - Post 100
O que aprendi apenas numa manhã:
Que o horário de atendimento previsto nas senhas da Segurança Social não é real;
Que, mesmo tendo efectuado o meu registo no ultra-moderno website da Segurança Social, continuo a não poder efectuar pagamentos com multibanco na dependência da Segurança Social de Matosinhos - não tem terminal multibanco;
Que o Conselho Directivo da Faculdade de Letras da Universidade do Porto mandou retirar do centro de cópias a esmagadora maioria dos textos de apoio e estudo aos exames destinados a trabalhadores-estudantes;
Que a Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto disponibiliza alguns textos de apoio, fornecidos por estudantes, desde que sejamos sócios da AE. Pagamos os seis euros de inscrição na AE e não é garantido que tenhamos os documentos necessários às disciplinas.
Grande, grande manhã. Hoje é segunda-feira?
Que o horário de atendimento previsto nas senhas da Segurança Social não é real;
Que, mesmo tendo efectuado o meu registo no ultra-moderno website da Segurança Social, continuo a não poder efectuar pagamentos com multibanco na dependência da Segurança Social de Matosinhos - não tem terminal multibanco;
Que o Conselho Directivo da Faculdade de Letras da Universidade do Porto mandou retirar do centro de cópias a esmagadora maioria dos textos de apoio e estudo aos exames destinados a trabalhadores-estudantes;
Que a Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto disponibiliza alguns textos de apoio, fornecidos por estudantes, desde que sejamos sócios da AE. Pagamos os seis euros de inscrição na AE e não é garantido que tenhamos os documentos necessários às disciplinas.
Grande, grande manhã. Hoje é segunda-feira?
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Carta à minha irmã Gogas
Querida irmã Gogas:
Tu sabes que gosto de ti, como gosto das outras duas que te sucederam. Não por laços de sangue, que são sempre vinculativos mas quase sempre subjectivos, mas porque gosto de vós, pronto.
Mas tu és especial. Mais nenhuma me envia tantos mails como tu. E os teus são especiais, são sempre temáticos e muito úteis.
Mas sabes, eu não os reencaminho. Alguns porque são os mesmos que recebo desde 1998, outros, porque não interessam.
Tu sabes que eu não posso ter animais de estimação. Se bem te lembras, quando pedi aos pais um São Bernardo, a mãe foi a primeira a dizer que sim. Com o pequeno detalhe que, se o cão viesse, eu saía. Em vez disso, deram-me a Bloo, de quem gosto muito, mas que não é propriamente um São Bernardo. Quando muito, pelas dimensões, é uma pata de um São Bernardo, e isso já me deixa feliz.
Isto para dizer que, além de me deprimir, os mails sobre os cães abandonados morrem na minha lixeira, provavelmente, da mesma forma que morrem nos canis.
Eu sei que há coisas que provocam ataques cardíacos. E sei que há sintomas, porque tu me recordas diariamente. Também sei que há seres maléficos que colocam seringas nos bancos dos cinemas. Malucos. Mas eu juro que olho bem antes de me sentar.
Também sei - mesmo - que os combustíveis estão caros, mas aquele mail da acção conjunta já é antigo e não adianta muito não abastecer num dia, se no dia seguinte tenho de abastecer a dobrar.
E sei que há doenças com nomes estranhos como a Lupus e outras. E sei que há maternidades, urgências e hospitais a encerrar. É uma merda e espero que consigamos dar a resposta adequada já em 2009 - sem, entretanto, cessar a luta.
De qualquer forma, querida irmã, obrigado pelos mails.
Agora que te revelei estas questões, penso que ficarás com um leque de assuntos bem reduzidos.
Mas tu encontras outros, que eu sei.
De qualquer forma, obrigado.
Tu sabes que gosto de ti, como gosto das outras duas que te sucederam. Não por laços de sangue, que são sempre vinculativos mas quase sempre subjectivos, mas porque gosto de vós, pronto.
Mas tu és especial. Mais nenhuma me envia tantos mails como tu. E os teus são especiais, são sempre temáticos e muito úteis.
Mas sabes, eu não os reencaminho. Alguns porque são os mesmos que recebo desde 1998, outros, porque não interessam.
Tu sabes que eu não posso ter animais de estimação. Se bem te lembras, quando pedi aos pais um São Bernardo, a mãe foi a primeira a dizer que sim. Com o pequeno detalhe que, se o cão viesse, eu saía. Em vez disso, deram-me a Bloo, de quem gosto muito, mas que não é propriamente um São Bernardo. Quando muito, pelas dimensões, é uma pata de um São Bernardo, e isso já me deixa feliz.
Isto para dizer que, além de me deprimir, os mails sobre os cães abandonados morrem na minha lixeira, provavelmente, da mesma forma que morrem nos canis.
Eu sei que há coisas que provocam ataques cardíacos. E sei que há sintomas, porque tu me recordas diariamente. Também sei que há seres maléficos que colocam seringas nos bancos dos cinemas. Malucos. Mas eu juro que olho bem antes de me sentar.
Também sei - mesmo - que os combustíveis estão caros, mas aquele mail da acção conjunta já é antigo e não adianta muito não abastecer num dia, se no dia seguinte tenho de abastecer a dobrar.
E sei que há doenças com nomes estranhos como a Lupus e outras. E sei que há maternidades, urgências e hospitais a encerrar. É uma merda e espero que consigamos dar a resposta adequada já em 2009 - sem, entretanto, cessar a luta.
De qualquer forma, querida irmã, obrigado pelos mails.
Agora que te revelei estas questões, penso que ficarás com um leque de assuntos bem reduzidos.
Mas tu encontras outros, que eu sei.
De qualquer forma, obrigado.
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Cortes
Ao ler isto, e comentando o post do ilustre, apraz-me dizer o seguinte:
Fico feliz por saber que lê o Avante!. Devia fazer uma leitura mais atenta. Por exemplo, às conclusões saídas Congresso do PCP em que foram admitidos os erros e desvirtuamentos da ideologia socialista na URSS.
Pessoalmente, acredito que aprendemos com os erros, pequenos ou grandes, e são eles que nos fazem ser maiores. Houve desvios na URSS que ajudaram a construir uma imagem negativa do que é a ideologia marxista-leninista.
Mas o projecto de uma sociedade nova não morreu, por muito que custe a si e a muitos outros que, década após década, desde 0 25 de Abril, conjecturam o desaparecimento do PCP, que está a definhar, que já não é o que era.
Tenho pena que o seu preconceito ideológico não o deixe ir à Festa do Avante!. Verá que há muito mais para além das bifanas e que as insónias são muitíssimo salutares no recinto da Atalaia.
Voltando ao post, a ilustração também mostra bem o que é a manipulação. O Pedro Correia sabe que, em 1979, Estaline teria a bonita idade de 99 anos, data que não chegou a comemorar. Refere ainda o assassinato de Trostsky, que mordeu a língua e acabou morto pelo sistema que ajudou a criar, mais precisamente, pelos serviços do exército que comandou e ajudou a formar.
O Muro de Berlim, que a ironia o leva a dizer que nunca existiu, foi uma realidade, celebrada por muitos quando caiu. Talvez os mesmos que, agora, defendem a criação de um muro que separa os não-humanos dos civilizados.
Tendo integrado a equipa que fundou o Público, recorda-se, com certeza, da primeira edição. "Resistir até ao fim", com Cunhal de costas. Tê-la-á, se calhar, emoldurada, se calhar, não apenas por ser a primeira...

Se a vida de Cunhal chegou ao fim, o "fim" da manchete ainda não chegou...
Há coisas fantásticas, não há?
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