A sério que não percebo a histeria, blogosférica e não só, em torno do Obama. Mas o vídeo é bem feito.
A sério que gostava, mas gostava mesmo, de ouvir não o que Obama diz que vai fazer, mas sim como vai fazer.
A sério que gostava de ver em Obama uma mudança profunda na administração norte-americana.
A sério que gostava de ver em Obama mais do que um fenómeno mediático em torno da sua pigmentação.
A sério que espero mesmo, mas mesmo, mesmo, mesmo, estar enganado!
«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e... a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, (...) privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos» José Saramago - Cadernos de Lanzarote
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Quem não conhecer...
... até pensa que este blog é daqueles respeitáveis!
Depois de uma referência no carderno P2, do Público, vem o João Aguiar buscar um texto meu e publicá-lo aqui!
Depois de uma referência no carderno P2, do Público, vem o João Aguiar buscar um texto meu e publicá-lo aqui!
Congresso da CGTP-IN - em cinco ou sete pontos
Como é habitual antes dos Congressos da CGTP há um enorme alarido em torno da Inter. Porque o PCP instrumentaliza, porque a CGTP definha, porque o movimento sindical está imóvel, porque não é adequado às circunstâncias actuais.
É o ruído do costume, vindo em Bloco da esquerda à direita.
Ponto 1 - No dia em que deixar de haver uma ligação ideológica e prática entre a CGTP e o PCP, significa o fim dos dois, ou de um dos dois, por um motivo simples: Os dois têm o mesmo propósito. A defesa do povo e dos trabalhadores.
Ponto 2 - A influência do PCP na Inter é, simplesmente, o reflexo da actividade diária dos militantes do PCP. Ao contrário de algumas linhas de intervenção sindical, os militantes do PCP que também integram a CGTP não fazem a sua intervenção com base no mediatismo, maior ou menor, das acções que encetam.
Ponto 3 - Os que Chora(m) contra a a interferência do "aparelho" do PCP na Inter, são os mesmos que, a bem da pluralidade deles, gostariam de ter os seus "aparelhos" a ditar as orientações da Inter. Não o têm porque não possuem quadros para isso.
Ponto 4 - A importância da CGTP no seio dos trabalhadores é directamente proporcional ao interesse demonstrado pelos iluminados comentadores anti-sindicais na desarticulação da Inter; e inversamente proporcional ao interesse demonstrado nos congressos da UGT - onde não há qualquer inconveniência da influência do PS.
Ponto 5 - O grande entrave à influência de outros partidos ou movimentos de cidadãos não constituídos em partidos é apenas a incoerência. É-o à direita, PS incluído, e em alguns sectores da esquerda. Não se pode, por uma questão de seriedade e de princípio, Chora(r) contra a flexissegurança e depois acenar afirmativamente aos patrões que apresentam acordos que procuram, de forma mais ou menos clara e objectiva, desregular horários de trabalho, descer salários e obrigar ainda os trabalhadores a um quase agradecimento pela manutenção daquilo que deve ser um direito: o seu posto de trabalho.
Ponto 6 - A entrevista do DN de há uns dias a Carvalho da Silva foi uma excelente entrevista ao militante do PCP.
Ponto 7 - A entrevista da SIC a Carvalho da Silva foi uma boa entrevista ao secretério-geral da CGTP.
É o ruído do costume, vindo em Bloco da esquerda à direita.
Ponto 1 - No dia em que deixar de haver uma ligação ideológica e prática entre a CGTP e o PCP, significa o fim dos dois, ou de um dos dois, por um motivo simples: Os dois têm o mesmo propósito. A defesa do povo e dos trabalhadores.
Ponto 2 - A influência do PCP na Inter é, simplesmente, o reflexo da actividade diária dos militantes do PCP. Ao contrário de algumas linhas de intervenção sindical, os militantes do PCP que também integram a CGTP não fazem a sua intervenção com base no mediatismo, maior ou menor, das acções que encetam.
Ponto 3 - Os que Chora(m) contra a a interferência do "aparelho" do PCP na Inter, são os mesmos que, a bem da pluralidade deles, gostariam de ter os seus "aparelhos" a ditar as orientações da Inter. Não o têm porque não possuem quadros para isso.
Ponto 4 - A importância da CGTP no seio dos trabalhadores é directamente proporcional ao interesse demonstrado pelos iluminados comentadores anti-sindicais na desarticulação da Inter; e inversamente proporcional ao interesse demonstrado nos congressos da UGT - onde não há qualquer inconveniência da influência do PS.
Ponto 5 - O grande entrave à influência de outros partidos ou movimentos de cidadãos não constituídos em partidos é apenas a incoerência. É-o à direita, PS incluído, e em alguns sectores da esquerda. Não se pode, por uma questão de seriedade e de princípio, Chora(r) contra a flexissegurança e depois acenar afirmativamente aos patrões que apresentam acordos que procuram, de forma mais ou menos clara e objectiva, desregular horários de trabalho, descer salários e obrigar ainda os trabalhadores a um quase agradecimento pela manutenção daquilo que deve ser um direito: o seu posto de trabalho.
Ponto 6 - A entrevista do DN de há uns dias a Carvalho da Silva foi uma excelente entrevista ao militante do PCP.
Ponto 7 - A entrevista da SIC a Carvalho da Silva foi uma boa entrevista ao secretério-geral da CGTP.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Lapso
Devo ter-me precipitado no post anterior.
Hoje, em nenhum dos diários, encontro referência ao relatório da OCDE.
As minhas desculpas.
Hoje, em nenhum dos diários, encontro referência ao relatório da OCDE.
As minhas desculpas.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Sócrates - Sempre a fazer história
Os dados divulgados hoje pela OCDE demonstram que Portugal está com 8,2 por cento de desempregados, marca só superada, nos últimos 20 anos, pelo valor de 1986, quando a taxa de desemprego era de 8,8 por cento.
Mas a vida segue e, no Parlamento, Sócrates vai usar o eufemismo que consiste em dizer que ainda não estamos a criar emprego suficiente para compensar quem é despedido e aqueles que entram no mercado de trabalho.
Mas também hoje um senhor da CIP já veio dizer que solução é flexibilizar e permitir - ainda mais - a proliferação dos recibos verdes.
Por curiosidade, fui consultar os dados da OCDE, que podem ver aqui, numa comparação entre Portugal, Finlândia, Luxemburgo, Espanha UE/15, UE, Zona Euro, G7, OCDE Europa e o total da OCDE.
Quem não tiver paciência para interpretar os resultados, aqui vai (período entre 2005 e 2007):
Na Finlândia, tantas vezes citada pelo nosso pm, o desemprego desceu de 8,3 para 6,9.
Em Espanha, do amigo Zapatero, o desemprego também desceu de 9,2, para 8,3.
No Luxemburgo, aumentou de 4,5 para 4,9.
Em Portugal, aumentou 7,6 para 8,2.
Nos restantes conjuntos, o desemprego desce sempre:
OCDE Total: 6, 7 para 5,6
OCDE Europa: 8,8 para 7.2
G7: 6,2 para 5,4
Zona Euro: 8,8 para 7,4
UE: 8,9 para 7,1
UE/15: de 8.1 para 7.0
No conjunto analisado, os únicos países onde aumentao desemprego são o Luxemburgo e Portugal. Ainda não há dados totais de 2007 para a Grécia, Itália, Nova Zelândia, Noruega, Suíça e Reino Unido. Destes, só o Reino Unido apresenta uma tendência acentuada de crescimento - de 4,8 para 5,3, entre 2005 e 2006.
França, Alemanha, Polónia, Eslováquia e Espanha têm uma taxa de desemprego mais elevada do que Portugal. Em todos estes o desemprego desceu entre 2005 e 2006.
O engenheiro (?) até pode correr e saltar para tentar desmentir os factos. E que venha agora o INE desmentir, para o IEFP corroborar o desmentido.
Até quando vai durar a falácia dos 150.000 empregos?
E os analistas especializados, que análise vão fazer?
É, ou não, a prova clara que, ao fim de três anos, as políticas de emrpego do Governo socialista são um fracasso gigantesco?
Mas a vida segue e, no Parlamento, Sócrates vai usar o eufemismo que consiste em dizer que ainda não estamos a criar emprego suficiente para compensar quem é despedido e aqueles que entram no mercado de trabalho.
Mas também hoje um senhor da CIP já veio dizer que solução é flexibilizar e permitir - ainda mais - a proliferação dos recibos verdes.
Por curiosidade, fui consultar os dados da OCDE, que podem ver aqui, numa comparação entre Portugal, Finlândia, Luxemburgo, Espanha UE/15, UE, Zona Euro, G7, OCDE Europa e o total da OCDE.
Quem não tiver paciência para interpretar os resultados, aqui vai (período entre 2005 e 2007):
Na Finlândia, tantas vezes citada pelo nosso pm, o desemprego desceu de 8,3 para 6,9.
Em Espanha, do amigo Zapatero, o desemprego também desceu de 9,2, para 8,3.
No Luxemburgo, aumentou de 4,5 para 4,9.
Em Portugal, aumentou 7,6 para 8,2.
Nos restantes conjuntos, o desemprego desce sempre:
OCDE Total: 6, 7 para 5,6
OCDE Europa: 8,8 para 7.2
G7: 6,2 para 5,4
Zona Euro: 8,8 para 7,4
UE: 8,9 para 7,1
UE/15: de 8.1 para 7.0
No conjunto analisado, os únicos países onde aumentao desemprego são o Luxemburgo e Portugal. Ainda não há dados totais de 2007 para a Grécia, Itália, Nova Zelândia, Noruega, Suíça e Reino Unido. Destes, só o Reino Unido apresenta uma tendência acentuada de crescimento - de 4,8 para 5,3, entre 2005 e 2006.
França, Alemanha, Polónia, Eslováquia e Espanha têm uma taxa de desemprego mais elevada do que Portugal. Em todos estes o desemprego desceu entre 2005 e 2006.
O engenheiro (?) até pode correr e saltar para tentar desmentir os factos. E que venha agora o INE desmentir, para o IEFP corroborar o desmentido.
Até quando vai durar a falácia dos 150.000 empregos?
E os analistas especializados, que análise vão fazer?
É, ou não, a prova clara que, ao fim de três anos, as políticas de emrpego do Governo socialista são um fracasso gigantesco?
Timor
Depois de anos como colónia portuguesa, mais alguns - bem menos - sob domínio indonésio, Timor passou a ser usado como extensão do território australiano e uma espécie de braço católico ao lado do gigante muçulmano indonésio.
A identidade timorense perdeu-se com Xanana e Ramos Horta.
Um, no funeral do ditador Suharto; outro, a propor Barroso para Nobel da Paz.
A liberdade e a democracia tardam em chegar a Timor.
A identidade timorense perdeu-se com Xanana e Ramos Horta.
Um, no funeral do ditador Suharto; outro, a propor Barroso para Nobel da Paz.
A liberdade e a democracia tardam em chegar a Timor.
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Cidadania
A entrevista de Alegre ao Público é constituída por duas páginas de imenso irrealismo, só comparável ao do próprio primeiro ministro. Alegre fala do Governo como se não fosse deputado eleito pelo partido que suporta a maioria, manifesta preocupações e sentimentos e tece considerações ao melhor estilo de Marinho Pinto - mas menos efusivo -, através de exercícios demagogia pura e dura. Até podia ser atenuado se Alegre não tivesse faltado, por exemplo, à votação do Orçamento de Estado de 2006, ou se não tivesse votado a favor do Orçamento para 2007.
A suposta oposição de Alegre ao Governo faz-se através da cobertura às decisões decisões de Sócrates, mas usando declarações de voto, onde alega, várias vezes, que "sendo eleito em listas partidárias, há situações em que, salvo circunstâncias excepcionais, não deve quebrar o sentido de voto do seu Grupo Parlamentar: programa de governo, moção de confiança e moção de censura, Orçamento de Estado".
Ou seja, não se deve quebrar o sentido de voto nos diplomas que regem as políticas, mas censuram-se as políticas.
Revela, sobre a remodelação - de cargos - que não criticou pessoas, mas sim políticas. Ora, a actual ministra, que integrou a comissão de honra da candidatura de Alegre às presidenciais, disse desde logo que o que está é para manter. Ora, ou podemos então prever que vem aí outra remodelação, ou a ministra entrou mal e parece que vai mesmo ter de mudar de políticas.
Depois dos 1.130.000 votos que Manuel Alegre conseguiu nas presidenciais, passaremos então a contar com 1.129.999, porque a ministra não deve estar de acordo com o candidato.
A suposta oposição de Alegre ao Governo faz-se através da cobertura às decisões decisões de Sócrates, mas usando declarações de voto, onde alega, várias vezes, que "sendo eleito em listas partidárias, há situações em que, salvo circunstâncias excepcionais, não deve quebrar o sentido de voto do seu Grupo Parlamentar: programa de governo, moção de confiança e moção de censura, Orçamento de Estado".
Ou seja, não se deve quebrar o sentido de voto nos diplomas que regem as políticas, mas censuram-se as políticas.
Revela, sobre a remodelação - de cargos - que não criticou pessoas, mas sim políticas. Ora, a actual ministra, que integrou a comissão de honra da candidatura de Alegre às presidenciais, disse desde logo que o que está é para manter. Ora, ou podemos então prever que vem aí outra remodelação, ou a ministra entrou mal e parece que vai mesmo ter de mudar de políticas.
Depois dos 1.130.000 votos que Manuel Alegre conseguiu nas presidenciais, passaremos então a contar com 1.129.999, porque a ministra não deve estar de acordo com o candidato.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
E muito tempo depois...
... Volto a escrever. Porque o(s) trabalho(s) não me deixa(m) muito espaço para dedicar aqui ao estaminé, ando meio alheado destas andanças.
Por isso, vou desabafar algumas notas soltas.
Ontem consegui ver parte da Quadratura do Círculo e acho que o Jorge Coelho já teve melhores dias. Tanto quando procurou diabolizar a notícia do Público sobre os mamarrachos do Sócrates, como quando falou sobre o Alípio Ribeiro.
E enquanto estamos às voltas com a dívida da ministra da Saúde ao Estado, as casas do Sócrates, o caso Maddie e a derrota de Portugal com a Itália, deixou, por exemplo, de haver problemas no SNS.
O medo:
Nos últimos tempos, dei por mim a concordar com uma série de gente estranha, e coloco em dúvida a minha sanidade mental actual:
1.º - Luís Delgado - Quando disse, na Antena1, que os pais deviam ser preparados para fazerem as manobras básicas de reanimação de recém-nascidos. Nas aulas de preparação para o parto em que participei, nunca tal foi abordado. Estas centram-se na mãe - e bem - mas acho a sugestão do referido senhor bastante válida.
2.º - Pacheco Pereira - Quando escreve isto no Abrupto, e que passo a citar: «AS MUDANÇAS DA “CULTURA” ... significam quase sempre mais mudanças na clientela do que mudanças na política. Num sector tribalizado até ao limite, o que muda é a tribo próxima do Ministro, e quem perde é a tribo longínqua. Em função da distância aos subsídios, claro.O novo ministro chega lá com ideias, gostos, opções diferentes do anterior: gosta mais de teatro de revista, mais de ópera, mais de cinema, mais do grupo A ou do grupo B, mais do fado ou de Emanuel Nunes, vai ao CCB ou à CGD, à Gulbenkian ou a Serralves, dá-se com os bolseiros da escrita ou com os actores da “Rivolução”, está mais com os críticos do Actual do Expresso, do ex-DNA do Diário de Notícias ou com os do Ipsilon do Público, e por aí adiante conforme as tribos. Como nunca há dinheiro que chegue para todos os gostos e tribos, há sempre uma insatisfação activa na “cultura”. É só uma questão de tempo até haver outro abaixo-assinado na Internet».
3.º - António Galamba - O deputado do PS veio pedir ao Tribunal Constitucional que divulgue os nomes de quem pediu para manter as contas em segredo.
Posto isto, estou assustado.
Por isso, vou desabafar algumas notas soltas.
Ontem consegui ver parte da Quadratura do Círculo e acho que o Jorge Coelho já teve melhores dias. Tanto quando procurou diabolizar a notícia do Público sobre os mamarrachos do Sócrates, como quando falou sobre o Alípio Ribeiro.
E enquanto estamos às voltas com a dívida da ministra da Saúde ao Estado, as casas do Sócrates, o caso Maddie e a derrota de Portugal com a Itália, deixou, por exemplo, de haver problemas no SNS.
O medo:
Nos últimos tempos, dei por mim a concordar com uma série de gente estranha, e coloco em dúvida a minha sanidade mental actual:
1.º - Luís Delgado - Quando disse, na Antena1, que os pais deviam ser preparados para fazerem as manobras básicas de reanimação de recém-nascidos. Nas aulas de preparação para o parto em que participei, nunca tal foi abordado. Estas centram-se na mãe - e bem - mas acho a sugestão do referido senhor bastante válida.
2.º - Pacheco Pereira - Quando escreve isto no Abrupto, e que passo a citar: «AS MUDANÇAS DA “CULTURA” ... significam quase sempre mais mudanças na clientela do que mudanças na política. Num sector tribalizado até ao limite, o que muda é a tribo próxima do Ministro, e quem perde é a tribo longínqua. Em função da distância aos subsídios, claro.O novo ministro chega lá com ideias, gostos, opções diferentes do anterior: gosta mais de teatro de revista, mais de ópera, mais de cinema, mais do grupo A ou do grupo B, mais do fado ou de Emanuel Nunes, vai ao CCB ou à CGD, à Gulbenkian ou a Serralves, dá-se com os bolseiros da escrita ou com os actores da “Rivolução”, está mais com os críticos do Actual do Expresso, do ex-DNA do Diário de Notícias ou com os do Ipsilon do Público, e por aí adiante conforme as tribos. Como nunca há dinheiro que chegue para todos os gostos e tribos, há sempre uma insatisfação activa na “cultura”. É só uma questão de tempo até haver outro abaixo-assinado na Internet».
3.º - António Galamba - O deputado do PS veio pedir ao Tribunal Constitucional que divulgue os nomes de quem pediu para manter as contas em segredo.
Posto isto, estou assustado.
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
O Engenheiro
Fantástica esta notícia do Público.
Parece que o engenheiro(?) Sócrates andou a treinar a caligrafia para assinar projectos que deram entrada na Câmara da Guarda e que não lhe pertenciam, como forma de dar a volta à lei e dar cobertura aos actos de um colega de curso que, por trabalhar naquele município, não podia assumir a sua autoria.
Sócrates estava na Covilhã e deu um jeito ao amigo.
Post it 1: Acho que esta passagem da notícia merece destaque: "Destacam-se os processos em que o primeiro-ministro, então engenheiro técnico ao serviço da vizinha Câmara da Covilhã, assina – quase sempre com reconhecimento notarial – peças manuscritas, nomeadamente memórias descritivas, termos de responsabilidade e cálculos de betão, em que a caligrafia usada nada tem a ver com a de José Sócrates. Muitas vezes, essa caligrafia, inconfundível, é a mesma que aparece nos autos das vistorias realizadas no fim das obras pelos técnicos da Câmara da Guarda: a letra de Fernando Caldeira, colega de curso do primeiro-ministro e que, por ser funcionário do município, estava legalmente impedido de subscrever projectos na área do concelho".
Até quando é que a vergonha em torno deste senhor vai continuar? Em torno, sim, porque ele parece não a ter.
Post it 2: Agora percebo porque é que o Tratado Europeu não foi referendado. Realmente, nem todos os portugueses conseguiriam perceber do que se trata. E nem todos os portugueses são espertos como o primeiro ministro. Ou, pelo menos, "chicos-espertos".
Post it 2: Não sei, nem me interessa muito, para dizer a verdade, se esta história é uma vingança do engenheiro - este parece que é mesmo - Belmiro de Azevedo. Sei que é mais uma prova do carácter do nosso primeiro e de que quando as comadres se zangam...
Parece que o engenheiro(?) Sócrates andou a treinar a caligrafia para assinar projectos que deram entrada na Câmara da Guarda e que não lhe pertenciam, como forma de dar a volta à lei e dar cobertura aos actos de um colega de curso que, por trabalhar naquele município, não podia assumir a sua autoria.
Sócrates estava na Covilhã e deu um jeito ao amigo.
Post it 1: Acho que esta passagem da notícia merece destaque: "Destacam-se os processos em que o primeiro-ministro, então engenheiro técnico ao serviço da vizinha Câmara da Covilhã, assina – quase sempre com reconhecimento notarial – peças manuscritas, nomeadamente memórias descritivas, termos de responsabilidade e cálculos de betão, em que a caligrafia usada nada tem a ver com a de José Sócrates. Muitas vezes, essa caligrafia, inconfundível, é a mesma que aparece nos autos das vistorias realizadas no fim das obras pelos técnicos da Câmara da Guarda: a letra de Fernando Caldeira, colega de curso do primeiro-ministro e que, por ser funcionário do município, estava legalmente impedido de subscrever projectos na área do concelho".
Até quando é que a vergonha em torno deste senhor vai continuar? Em torno, sim, porque ele parece não a ter.
Post it 2: Agora percebo porque é que o Tratado Europeu não foi referendado. Realmente, nem todos os portugueses conseguiriam perceber do que se trata. E nem todos os portugueses são espertos como o primeiro ministro. Ou, pelo menos, "chicos-espertos".
Post it 2: Não sei, nem me interessa muito, para dizer a verdade, se esta história é uma vingança do engenheiro - este parece que é mesmo - Belmiro de Azevedo. Sei que é mais uma prova do carácter do nosso primeiro e de que quando as comadres se zangam...
Festa rija!
A população de Leça da Palmeira está em festa! Já não me lembrava de ver uma coisa assim desde que o Leça subiu de divisão; ou tanta gente junta desde que o Leça desceu de divisão!
O motivo é simples: ao fim de décadas - duas, pelo menos -, Leça da Palmeira vai receber uma esquadra da PSP e logo inaugurada pelo ministro!
Tudo bem, foi uma esquadra "construída" em apenas dois dias. Ok, não é uma esquadra, é um posto de atendimento. Ok, são apenas dois contentores pintados de branco.
Mas, que raio, vai ter polícias! Ok, vai ter só um.
Mas, bolas, vai poder comunicar prontamente com a esquadra de Matosinhos! Ok, não tem sistema de comunicações. Vai ter de ser através de telemóvel.
Mas vai poder receber queixas! Ok, em papel. Parece que não tem electricidade, nem computadores, nem faxes.
Mas, raios, são dois contentores lindos!
O motivo é simples: ao fim de décadas - duas, pelo menos -, Leça da Palmeira vai receber uma esquadra da PSP e logo inaugurada pelo ministro!
Tudo bem, foi uma esquadra "construída" em apenas dois dias. Ok, não é uma esquadra, é um posto de atendimento. Ok, são apenas dois contentores pintados de branco.
Mas, que raio, vai ter polícias! Ok, vai ter só um.
Mas, bolas, vai poder comunicar prontamente com a esquadra de Matosinhos! Ok, não tem sistema de comunicações. Vai ter de ser através de telemóvel.
Mas vai poder receber queixas! Ok, em papel. Parece que não tem electricidade, nem computadores, nem faxes.
Mas, raios, são dois contentores lindos!
quinta-feira, janeiro 31, 2008
E se...?
E se houvesse uma câmara no país que, muito recentemente, tivesse pago ao executivo e aos chefes de serviço um fim-de-semana no Gerês, que teria custado cerca de 20.000 euros?
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Haja saúde!
A saída de Correia de Campos do Ministério da Saúde era inevitável.
Apesar de este ser apenas um caso de mudança de moscas, a nomeação da nova ministra é ideal para José Sócrates. Enquanto se falar sobre o seu envolvimento no caso dos fundos atribuídos ilegalmente ao Hospital Amadora-Sintra, do clã Mello, vamos esquecendo as pessoas que morrem sem assistência médica.
Apesar de este ser apenas um caso de mudança de moscas, a nomeação da nova ministra é ideal para José Sócrates. Enquanto se falar sobre o seu envolvimento no caso dos fundos atribuídos ilegalmente ao Hospital Amadora-Sintra, do clã Mello, vamos esquecendo as pessoas que morrem sem assistência médica.
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Denúncias vs boatos
Pode ser só impressão minha mas, à hora em que escrevo este post, o Bastonário da Ordem dos Advogados ainda não fez qualquer denúncia, apenas lançou boatos.
Finalmente!
Finalmente, percebi o que levou o Governo a fechar maternidades, hospitais, centros de saúde, escolas, esquadras...
É para poder afogar o país com barragens.
É para poder afogar o país com barragens.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Pergunta de fim-de-semana
Há alguém que ainda consiga ouvir as explicações, contra-explicações, desculpas, justificações, e outras "ões" do ministro da Saúde?
A sério... Para seu bem e para bem de nós todos, senhor ministro,
A sério... Para seu bem e para bem de nós todos, senhor ministro,
Vá embora!
Breves
Ao ler o editorial de hoje do DN, recordei-me de outro, quando foi organizada uma manifestação de polícias durante a presidência portuguesa da União Europeia e que, infelizmente, não encontro no arquivo do DN.
Não sei qual o preconceito que move o autor em relação aos sindicatos que representam os polícias, mas numa coisa está, certamente, errado: se há alguém dentro da instituição PSP que é avesso às mudanças, não são, com toda a certeza, os profissionais...
Post it 1:Eu, pessoalmente, não aprecio a figura de Quartin Graça, mas esta foto do JN e com esta legenda, não me parece das mais felizes.
Não sei qual o preconceito que move o autor em relação aos sindicatos que representam os polícias, mas numa coisa está, certamente, errado: se há alguém dentro da instituição PSP que é avesso às mudanças, não são, com toda a certeza, os profissionais...
Post it 1:Eu, pessoalmente, não aprecio a figura de Quartin Graça, mas esta foto do JN e com esta legenda, não me parece das mais felizes.
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