«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e... a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, (...) privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos» José Saramago - Cadernos de Lanzarote
quarta-feira, março 12, 2008
Cancio(neiro) do costume
Confesso que, se aconteceu, escapou-me, e não é algo que costume acontecer. Mas até dou isso de barato.
Começa, depois, num rol de certezas quase científicas sobre a criminalidade, quando, na verdade, confunde os números. A criminalidade não desceu dez por cento. A criminalidade violenta desceu 10 por cento, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna, de que o MAI foi divulgando, às pinguinhas, números para combater o sentimento de insegurança, embora a divulgação oficial esteja apenas prevista para 15 de Abril. De qualquer forma, se a autora se permitisse a tal, importava esclarecer que a criminalidade geral aumentou 2 por cento.
Sobre isto, passo a transcrever, ainda sobre a confusão dos dez por cento: "O ministro da Administração Interna afirmou que «a partir de 2003» houve «uma tendência de estabilização e mesmo de algum decréscimo» na criminalidade, embora reconheça que «entre 2000 e 2006 aumentou 8.8 por cento», aproximando-se do INE, que aponta 10 por cento", no Portugal Diário de 14 de Fevereiro de 2008.
Passamos depois ao "portanto", que a Fernanda Câncio considera ser palavra-tique pc. Sugiro desde já que o anti-fascista-libertário-ex-trotskista-ex-maoísta elabore um dicionário de boas práticas linguísticas para que possamos escolher quais as palavras comunas e as mais democráticas, devidamente caucionadas pelo PS.
O PCP foi pioneiro, como em muitas outras coisas, em defender o papel activo das mulheres na sociedade, por muito que lhe custe, e quando Jerónimo de Sousa diz que "uma trabalhadora que chega a casa para tratar dos filhos" é porque as coisas se passam, de facto, assim. Por muito que lhe custe e por muito que custe a todos nós. Por uma questão de demagogia retórica, a Fernanda Câncio preferia que fosse utilizado o masculino. São opções.
O incontornável Cunhal também surge no texto. E, por estranho que possa parecer, surge em todos os textos que a autora escreve, escreveu e escreverá. Pelo simples facto de os poder escrever.
Voltando ao português, transcrevo: "
Há precisamente 30 anos, ao entrar pela primeira vez no Palácio de São Bento, Jerónimo de Sousa não fazia a mínima ideia de "como era isso de ser deputado".
Quando o DN lhe propôs um regresso às memórias dessa época, o actual secretário-geral do PCP lembra a ruptura que se registou entre a velha Assembleia Nacional da ditadura e a Assembleia Constituinte que contribuiu decisivamente para firmar os alicerces do regime democrático.
"Vínhamos de uma assembleia fascista, com uma composição muito classista, onde um operário não tinha entrada."Nesse mês de Junho de 1975, o contraste não podia ser maior até o PPD e o CDS exibiam operários na sua bancada. Mas nenhum outro grupo parlamentar como o PCP tinha tantos "membros da classe trabalhadora", como se dizia na terminologia marxista, muito em uso na época.Um desses operários, oriundo de Alpiarça, era António Malaquias Abalada - um operário agrícola já idoso que mal sabia ler ou escrever. Ao fazer uma das suas primeiras intervenções no plenário, com um discurso escrito na mão, este deputado começou a ser alvo de chacota generalizada, bem perceptível em diversas bancadas da Constituinte. Um episódio que indignou Jerónimo de Sousa.
Três décadas volvidas, o dirigente máximo do PCP guarda todos pormenores da cena, que reconstitui com visível emoção."Aconteceu num dia em que se discutia uma norma transitória que o PS e o PPD acabaram por incluir na Constituição da República. Esta norma, na altura, permitiu a libertação de todos os pides. Esse meu camarada António Abalada, que tinha passado pelas masmorras da PIDE, fez então uma intervenção, naturalmente sentida. Mas lia de forma muito deficiente - gaguejante, soletrando mal as palavras. Então a Assembleia Constituinte desatou numas gargalhadas visivelmente humilhantes", recorda Jerónimo de Sousa.O que se passou então? O secretário-geral dos comunistas continua a lembrar o episódio "Então esse meu camarada largou o papel que tinha na mão e falou assim: 'Estão-se a rir de mim porquê? Por eu não saber ler? Pois: é que eu, aos sete anos, já andava a guardar gado; aos 17, fui preso pela PIDE. E quando fui preso não me perguntaram se eu era do CDS ou do PS ou do PPD. Perguntaram, isso sim, se eu era do Partido [Comunista Português]. E foram os meus camaradas intelectuais deste partido que me ensinaram as poucas letras que eu conheço'.
"Aquelas frases espontâneas, proferidas como reacção à deselegância dos restantes deputados, constituíram uma autêntica lição de vida. "A verdade é que o hemiciclo emudeceu. E o camarada Abalada lá continuou a ler - manifestamente mal, como já fizera anteriormente - a sua intervenção sobre a tal norma transitória", recorda Jerónimo de Sousa, também ele com raízes operárias.Mesmo com tantos anos decorridos, a emoção é visível na face do secretário-geral comunista ao desfiar esta memória dos seus tempos de deputado constituinte. "Aquele foi um dos momentos mais impressionantes que eu testemunhei no hemiciclo de São Bento, no sentido de classe. E foi também uma lição para a arrogância intelectual de muitos deputados", conclui Jerónimo de Sousa.
E, já agora, falando em bom português, parece que as maiúsculas ainda constam na nossa gramática...
Pensamento vazio
Ora, eu diria que também não tem muito tempo para perder quando pensa no que fizeram bem...
segunda-feira, março 10, 2008
Postas com atraso (IV)
Falou com Jorge Máximo.
Quem é? Sócio do Benfica.
Postas com atraso (III)
"Nem bom, nem mau.
Incontornável".
Posto isto...
... Vão brincar com o digníssimo caralho!
Postas com atraso (II)
Postas com atraso
...tem de ser Mário Lino a sair em defesa da ministra da Educação, está tudo dito sobre o estado do Governo.
sexta-feira, março 07, 2008
A/C Pedro Correia
Por isso, deixo aqui uma fonte quase inesgotável de conteúdos para alguns posts dele - sem querer condicionar, obviamente - a escolha dos temas. São só e apenas sugestões.
Basta clicar aqui para ter acesso a uma série de editoriais interessantes do jornal Avante! na clandestinidade.
quinta-feira, março 06, 2008
Encher as medidas
As 9.000 armas de que o ministro fala são as mesmas que deviam ter sido entregues até 30 de Novembro?
As Unidades Especiais de Polícia não são isso mesmo - unidades especiais - pelo que não devem ser usadas de forma recorrente no patrulhamento, correndo o risco de descaracterizar o propósito para que foram criadas?
Quando o ministro fala em geo-referenciação, está a referir-se ao programa Táxi Seguro, que nem todos os taxistas têm porque são eles próprios a comprar o dispositivo? E, já agora, antes de alargar a outros sectores de actividade, não seria conveniente dotar os próprios veículos da Polícia com esse sistema?
Quem pode, com toda a certeza, definir o que é uma arma não letal?
A reforma das Polícias Municipais não vai agravar o problema de sobreposição de tarefas entre a PSP, a GNR e as Polícias Municipais?
Para além disto, o Governo, que quer uma polícia pró-activa e preventiva, faz papel de bombeiro para combater um tipo de crime que até está a diminuir. Avança com um pacote de medidas que, depois de uma leitura mais ou menos atenta, permite-nos verificar que a maioria delas estava já prevista no orçamento e no plano de acção do MAI.
De fora, mais uma vez, ficam os direitos sócioprofissionais dos profissionais da PSP, retirados ao longo dos últimos três anos, entre outros por que ainda lutam: continuam sem horário de trabalho; com material obsoleto; a trabalhar em contentores que o próprio ministro inaugura; sem pré-aposentação; aumentos nos descontos do SAD/PSP - subsistema de saúde da PSP; e muitas outras coisas.
Também nesta área o Governo continua a reformar e a anunciar medidas sem ter em conta o essencial para que qualquer medida funcione: o seu capital humano.
terça-feira, março 04, 2008
Arrastadeira
Independentemente disso, há alturas em que a minha bandeira fica em casa, por exemplo, nas iniciativas dos movimentos unitários.
Quando diz que o PCP deve "deixar que os movimentos sindicais e sociais sejam autónomos, participando neles com espírito de abertura, sem impor a sua agenda partidária e eleitoral. Seria um excelente sinal de honestidade democrática, como foi a realização desta manifestação assinada por quem a deve assinar", acerta no conteúdo, mas erra no alvo. Posso até dar-lhe um exemplo muito concreto: Quando tiveram início a invasão do Afeganistão e a guerra do Iraque, o Movimento pela Paz - Porto reuniu e houve uma força política que não abdicou de estar presente nas iniciativas com a sua propaganda. Surpreenda-se: O Bloco de Esquerda. Mais: foi referido numa das reuniões que, mesmo que mais ninguém fosse identificado partidariamente, dado que o Movimento pela Paz - unitário - pretendia iniciativas transversais a partidos, o representante do BE afirmou que não abdicava delas. Como disse, acerta no conteúdo, apenas erra no alvo. Confirme lá com o Teixeira Lopes para sabermos se não se passou assim.
Nas manifestações do 1.º de Maio, só há uma faixa partidária: a do Bloco. É este tipo de benevolência democrática, de não-ingerência partidária no movimento sindical que defende?
Por tudo isto e mais algumas coisas, caríssimo, deixemo-nos de tangas. A Marcha do PCP fez-lhe o que faz a muitos: obriga-os a reconhecer que os defuntos que propalam nas notícias, nas colunas de opinião e nos comentários na rádio e na tv estão, afinal, bem vivos. Mais vivos que todos os outros todos juntos.
E há que admitir que isso faz uma certa comichão, não faz?
Post it: E a urticária continua no Kontratempos. É uma seca isto de os comunas mobilizarem tanta gente... Mas o Tiago esquece-se que neste dia, para além desta marcha, houve também manifs de professores, na margem sul, supostamente também intrumentalizadas e organizadas por comunas.
Fujam! Fujam! Eles andam em todo o lado!
segunda-feira, março 03, 2008
Número
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
A voz de Portugal
Tendo em conta a actuação dela na cerimónia de assinatura do Tratado de Lisboa, Portugal está esganiçado, histérico e cheio de uma espécie de convulsões.
Na pia
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Quando eu era pequenino...
Quando eu era pequenino, vivia num país que tinha uma Constituição tão marxista, tão desadequada, tão ideologicamente vincada, que até o preço do pão era fixado pelo Estado.
Hoje, porque somos um país moderno e virado para o futuro e acreditamos no milagre da auto-regulação do mercado, já não temos isso.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Futebóis
As declarações de Camacho, em relação a este Benfica, são paradigmáticas. Para ele, o segundo lugar é fundamental, porque dá acesso à Champions League. E a Taça UEFA não é tão importante, porque não garante nada para a época seguinte. Só que a Champions também não. Veja-se o exemplo do Liverpool, que um ano depois de ter-se sagrado campeão europeu, teve de disputar a terceira pré-eliminatória para conseguir qualificar-se.
Não gosto. Se para os grandes não há salvação - o caminho é mesmo este, até por uma questão de competitividade -, continuo a ir à bola com os clubes mais pequenos.
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
SEDES - Alerta II
Os casos da criminalidade violenta no Porto e em Lisboa, por exemplo, foram desvalorizados pelo MAI, atribuindo aos OCS a mediatização exagerada de um tipo de criminalidade que, segundo o ministério, até desceu.
Sem explicar que, a ser verdade que desceu - aguardamos o RASI de 2007 -, a criminalidade violenta, particularmente os homicídios, deixaram de ser praticados em zonas rurais e por motivos, essencialmente, passionais e de desavenças entre vizinhos, para serem levados a cabo nas grandes cidades e como ajustes de conta entre grupos criminosos rivais.
E a culpa foi dos OCS, que mediatizaram os crimes.
Voltando à questão, é pena que quem elaborada o resultado da SEDES, pessoas com responsabilidades políticas, incluindo ex-ministros, só agora, fora dos cargos, se preocupem com estas matérias, que têm, objectivamente, uma forte componente sócio-económica, fruto das políticas praticadas pelos governos nos últimos anos.
SEDES - Alerta
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Coisas que eu ouvi
S. Bento, Mensagem de Natal, 25 de Dezembro de 2006: "Mas melhorou também o emprego – neste último ano, de Setembro de 2005 a Setembro de 2006, a economia portuguesa foi capaz de criar 57 000 novos empregos".
Assembleia da República, Debate sobre o Estado da Nação, 20 de Julho de 2007: "Terceiro compromisso: o crescimento do emprego. Os factos são estes: em 2006, a população empregada registou o maior crescimento desde 2001 e desde a entrada em funções do actual Governo foram criados 41 mil novos empregos, em termos de saldo líquido. Isto é: a economia já está a criar mais empregos do que aqueles que se perdem".
Assembleia da República, apresentação do OE para 2008, 06 de Novembro de 2007: "Desde que o Governo iniciou funções, a economia criou 60 000 postos de trabalho líquidos".
S. Bento, Mensagem de Natal, 25 de Dezembro de 2007: "Mas não quero esquecer o problema do desemprego. Como muitas vezes tenho dito este é o problema social que mais me preocupa. Ainda não foi possível reduzir a taxa de desemprego mas já foi possível conter o crescimento do desemprego. No entanto, e felizmente, a nossa economia já está a criar mais empregos do que aqueles que se perdem. Segundo os dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística, nestes últimos dois anos e meio a economia criou em termos líquidos 106.000 novos empregos. Temos agora boas razões para acreditar que a criação de emprego vai prosseguir nos próximos anos.
Porto, 14 de Fevereiro de 2008: «A economia portuguesa está a mudar muito rapidamente» afirmou o Primeiro-Ministro na inauguração do departamento de investigação e desenvolvimento da farmacêutica Bial, no Porto, a 14 de Fevereiro... A economia cresceu 1,9% em 2007, o maior ritmo desde 2001, e acabou o ano em aceleração. José Sócrates referiu também que «a economia portuguesa já está a gerar emprego há dois anos», tendo criado «mais 100 mil postos de trabalho».
Torres Vedras, 18 de Fevereiro de 2008: "O PM acrescentou que «desde que iniciámos funções, «a economia gerou 94 mil postos de trabalho», pelo que « não vejo nenhuma razão para que no próximo ano e meio não consigamos ter mais emprego e conseguirmos atingir o nosso objectivo» de criar 150 mil empregos durante a legislatura".
E não tenho muito mais a dizer sobre o tempo de antena de ontem do Governo na SIC.
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Novidades
Ao contrário do que é costume por aquelas bandas, fecharam sem cadáveres lá dentro.
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Sócrates e o INE - o aumento do desemprego em 2007
Mas se tal não é mentira, também não é menos verdade que a taxa de desemprego média anual de 2007 foi de 8,0%, mais 0,3 do que em 2006. E ponto final.
A oportunidade perdida pela minha irmã Gogas

Braço armado
E também não diz quais os efeitos práticos do crescimento económico, já que o desemprego aumenta e a inflação também.
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
A chamada esquerda moderna...
"Prefiro uma maioria absoluta do Partido Socialista a uma maioria [relativa] do PSD [em 2009]"
Lobo Xavier - Quadratura do Círculo
Obama nas alturas II (acho eu)
A sério que gostava, mas gostava mesmo, de ouvir não o que Obama diz que vai fazer, mas sim como vai fazer.
A sério que gostava de ver em Obama uma mudança profunda na administração norte-americana.
A sério que gostava de ver em Obama mais do que um fenómeno mediático em torno da sua pigmentação.
A sério que espero mesmo, mas mesmo, mesmo, mesmo, estar enganado!
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Quem não conhecer...
Depois de uma referência no carderno P2, do Público, vem o João Aguiar buscar um texto meu e publicá-lo aqui!
Congresso da CGTP-IN - em cinco ou sete pontos
É o ruído do costume, vindo em Bloco da esquerda à direita.
Ponto 1 - No dia em que deixar de haver uma ligação ideológica e prática entre a CGTP e o PCP, significa o fim dos dois, ou de um dos dois, por um motivo simples: Os dois têm o mesmo propósito. A defesa do povo e dos trabalhadores.
Ponto 2 - A influência do PCP na Inter é, simplesmente, o reflexo da actividade diária dos militantes do PCP. Ao contrário de algumas linhas de intervenção sindical, os militantes do PCP que também integram a CGTP não fazem a sua intervenção com base no mediatismo, maior ou menor, das acções que encetam.
Ponto 3 - Os que Chora(m) contra a a interferência do "aparelho" do PCP na Inter, são os mesmos que, a bem da pluralidade deles, gostariam de ter os seus "aparelhos" a ditar as orientações da Inter. Não o têm porque não possuem quadros para isso.
Ponto 4 - A importância da CGTP no seio dos trabalhadores é directamente proporcional ao interesse demonstrado pelos iluminados comentadores anti-sindicais na desarticulação da Inter; e inversamente proporcional ao interesse demonstrado nos congressos da UGT - onde não há qualquer inconveniência da influência do PS.
Ponto 5 - O grande entrave à influência de outros partidos ou movimentos de cidadãos não constituídos em partidos é apenas a incoerência. É-o à direita, PS incluído, e em alguns sectores da esquerda. Não se pode, por uma questão de seriedade e de princípio, Chora(r) contra a flexissegurança e depois acenar afirmativamente aos patrões que apresentam acordos que procuram, de forma mais ou menos clara e objectiva, desregular horários de trabalho, descer salários e obrigar ainda os trabalhadores a um quase agradecimento pela manutenção daquilo que deve ser um direito: o seu posto de trabalho.
Ponto 6 - A entrevista do DN de há uns dias a Carvalho da Silva foi uma excelente entrevista ao militante do PCP.
Ponto 7 - A entrevista da SIC a Carvalho da Silva foi uma boa entrevista ao secretério-geral da CGTP.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Lapso
Hoje, em nenhum dos diários, encontro referência ao relatório da OCDE.
As minhas desculpas.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Sócrates - Sempre a fazer história
Mas a vida segue e, no Parlamento, Sócrates vai usar o eufemismo que consiste em dizer que ainda não estamos a criar emprego suficiente para compensar quem é despedido e aqueles que entram no mercado de trabalho.
Mas também hoje um senhor da CIP já veio dizer que solução é flexibilizar e permitir - ainda mais - a proliferação dos recibos verdes.
Por curiosidade, fui consultar os dados da OCDE, que podem ver aqui, numa comparação entre Portugal, Finlândia, Luxemburgo, Espanha UE/15, UE, Zona Euro, G7, OCDE Europa e o total da OCDE.
Quem não tiver paciência para interpretar os resultados, aqui vai (período entre 2005 e 2007):
Na Finlândia, tantas vezes citada pelo nosso pm, o desemprego desceu de 8,3 para 6,9.
Em Espanha, do amigo Zapatero, o desemprego também desceu de 9,2, para 8,3.
No Luxemburgo, aumentou de 4,5 para 4,9.
Em Portugal, aumentou 7,6 para 8,2.
Nos restantes conjuntos, o desemprego desce sempre:
OCDE Total: 6, 7 para 5,6
OCDE Europa: 8,8 para 7.2
G7: 6,2 para 5,4
Zona Euro: 8,8 para 7,4
UE: 8,9 para 7,1
UE/15: de 8.1 para 7.0
No conjunto analisado, os únicos países onde aumentao desemprego são o Luxemburgo e Portugal. Ainda não há dados totais de 2007 para a Grécia, Itália, Nova Zelândia, Noruega, Suíça e Reino Unido. Destes, só o Reino Unido apresenta uma tendência acentuada de crescimento - de 4,8 para 5,3, entre 2005 e 2006.
França, Alemanha, Polónia, Eslováquia e Espanha têm uma taxa de desemprego mais elevada do que Portugal. Em todos estes o desemprego desceu entre 2005 e 2006.
O engenheiro (?) até pode correr e saltar para tentar desmentir os factos. E que venha agora o INE desmentir, para o IEFP corroborar o desmentido.
Até quando vai durar a falácia dos 150.000 empregos?
E os analistas especializados, que análise vão fazer?
É, ou não, a prova clara que, ao fim de três anos, as políticas de emrpego do Governo socialista são um fracasso gigantesco?
Timor
A identidade timorense perdeu-se com Xanana e Ramos Horta.
Um, no funeral do ditador Suharto; outro, a propor Barroso para Nobel da Paz.
A liberdade e a democracia tardam em chegar a Timor.
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Cidadania
A suposta oposição de Alegre ao Governo faz-se através da cobertura às decisões decisões de Sócrates, mas usando declarações de voto, onde alega, várias vezes, que "sendo eleito em listas partidárias, há situações em que, salvo circunstâncias excepcionais, não deve quebrar o sentido de voto do seu Grupo Parlamentar: programa de governo, moção de confiança e moção de censura, Orçamento de Estado".
Ou seja, não se deve quebrar o sentido de voto nos diplomas que regem as políticas, mas censuram-se as políticas.
Revela, sobre a remodelação - de cargos - que não criticou pessoas, mas sim políticas. Ora, a actual ministra, que integrou a comissão de honra da candidatura de Alegre às presidenciais, disse desde logo que o que está é para manter. Ora, ou podemos então prever que vem aí outra remodelação, ou a ministra entrou mal e parece que vai mesmo ter de mudar de políticas.
Depois dos 1.130.000 votos que Manuel Alegre conseguiu nas presidenciais, passaremos então a contar com 1.129.999, porque a ministra não deve estar de acordo com o candidato.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
E muito tempo depois...
Por isso, vou desabafar algumas notas soltas.
Ontem consegui ver parte da Quadratura do Círculo e acho que o Jorge Coelho já teve melhores dias. Tanto quando procurou diabolizar a notícia do Público sobre os mamarrachos do Sócrates, como quando falou sobre o Alípio Ribeiro.
E enquanto estamos às voltas com a dívida da ministra da Saúde ao Estado, as casas do Sócrates, o caso Maddie e a derrota de Portugal com a Itália, deixou, por exemplo, de haver problemas no SNS.
O medo:
Nos últimos tempos, dei por mim a concordar com uma série de gente estranha, e coloco em dúvida a minha sanidade mental actual:
1.º - Luís Delgado - Quando disse, na Antena1, que os pais deviam ser preparados para fazerem as manobras básicas de reanimação de recém-nascidos. Nas aulas de preparação para o parto em que participei, nunca tal foi abordado. Estas centram-se na mãe - e bem - mas acho a sugestão do referido senhor bastante válida.
2.º - Pacheco Pereira - Quando escreve isto no Abrupto, e que passo a citar: «AS MUDANÇAS DA “CULTURA” ... significam quase sempre mais mudanças na clientela do que mudanças na política. Num sector tribalizado até ao limite, o que muda é a tribo próxima do Ministro, e quem perde é a tribo longínqua. Em função da distância aos subsídios, claro.O novo ministro chega lá com ideias, gostos, opções diferentes do anterior: gosta mais de teatro de revista, mais de ópera, mais de cinema, mais do grupo A ou do grupo B, mais do fado ou de Emanuel Nunes, vai ao CCB ou à CGD, à Gulbenkian ou a Serralves, dá-se com os bolseiros da escrita ou com os actores da “Rivolução”, está mais com os críticos do Actual do Expresso, do ex-DNA do Diário de Notícias ou com os do Ipsilon do Público, e por aí adiante conforme as tribos. Como nunca há dinheiro que chegue para todos os gostos e tribos, há sempre uma insatisfação activa na “cultura”. É só uma questão de tempo até haver outro abaixo-assinado na Internet».
3.º - António Galamba - O deputado do PS veio pedir ao Tribunal Constitucional que divulgue os nomes de quem pediu para manter as contas em segredo.
Posto isto, estou assustado.
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
O Engenheiro
Parece que o engenheiro(?) Sócrates andou a treinar a caligrafia para assinar projectos que deram entrada na Câmara da Guarda e que não lhe pertenciam, como forma de dar a volta à lei e dar cobertura aos actos de um colega de curso que, por trabalhar naquele município, não podia assumir a sua autoria.
Sócrates estava na Covilhã e deu um jeito ao amigo.
Post it 1: Acho que esta passagem da notícia merece destaque: "Destacam-se os processos em que o primeiro-ministro, então engenheiro técnico ao serviço da vizinha Câmara da Covilhã, assina – quase sempre com reconhecimento notarial – peças manuscritas, nomeadamente memórias descritivas, termos de responsabilidade e cálculos de betão, em que a caligrafia usada nada tem a ver com a de José Sócrates. Muitas vezes, essa caligrafia, inconfundível, é a mesma que aparece nos autos das vistorias realizadas no fim das obras pelos técnicos da Câmara da Guarda: a letra de Fernando Caldeira, colega de curso do primeiro-ministro e que, por ser funcionário do município, estava legalmente impedido de subscrever projectos na área do concelho".
Até quando é que a vergonha em torno deste senhor vai continuar? Em torno, sim, porque ele parece não a ter.
Post it 2: Agora percebo porque é que o Tratado Europeu não foi referendado. Realmente, nem todos os portugueses conseguiriam perceber do que se trata. E nem todos os portugueses são espertos como o primeiro ministro. Ou, pelo menos, "chicos-espertos".
Post it 2: Não sei, nem me interessa muito, para dizer a verdade, se esta história é uma vingança do engenheiro - este parece que é mesmo - Belmiro de Azevedo. Sei que é mais uma prova do carácter do nosso primeiro e de que quando as comadres se zangam...
Festa rija!
O motivo é simples: ao fim de décadas - duas, pelo menos -, Leça da Palmeira vai receber uma esquadra da PSP e logo inaugurada pelo ministro!
Tudo bem, foi uma esquadra "construída" em apenas dois dias. Ok, não é uma esquadra, é um posto de atendimento. Ok, são apenas dois contentores pintados de branco.
Mas, que raio, vai ter polícias! Ok, vai ter só um.
Mas, bolas, vai poder comunicar prontamente com a esquadra de Matosinhos! Ok, não tem sistema de comunicações. Vai ter de ser através de telemóvel.
Mas vai poder receber queixas! Ok, em papel. Parece que não tem electricidade, nem computadores, nem faxes.
Mas, raios, são dois contentores lindos!
quinta-feira, janeiro 31, 2008
E se...?
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Haja saúde!
Apesar de este ser apenas um caso de mudança de moscas, a nomeação da nova ministra é ideal para José Sócrates. Enquanto se falar sobre o seu envolvimento no caso dos fundos atribuídos ilegalmente ao Hospital Amadora-Sintra, do clã Mello, vamos esquecendo as pessoas que morrem sem assistência médica.
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Denúncias vs boatos
Finalmente!
É para poder afogar o país com barragens.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Pergunta de fim-de-semana
A sério... Para seu bem e para bem de nós todos, senhor ministro,
Breves
Não sei qual o preconceito que move o autor em relação aos sindicatos que representam os polícias, mas numa coisa está, certamente, errado: se há alguém dentro da instituição PSP que é avesso às mudanças, não são, com toda a certeza, os profissionais...
Post it 1:Eu, pessoalmente, não aprecio a figura de Quartin Graça, mas esta foto do JN e com esta legenda, não me parece das mais felizes.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
NEE, outra vez
Post it 1: Segundo Magda Rocha, moderadora do programa, o Ministério tinha, dois dias antes, confirmado a presença de um responsável, para juntar-se ao painel composto com outros três intervenientes. Parece que ontem, duas horas antes do programa, o Ministério informou a produção do programa que a pessoa destinada a representar o Governo não iria estar presente por encontrar-se muito cansada.
Magda Rocha marcou pontos e, depois de comunicar os motivos apresentados pelo Ministério, começou por agradecer a presença dos intervenientes salvaguardando que, certamente, também eles estariam muito cansados, mas lá estiveram para debater uma questão tão importante.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Diário - Post 100
Que o horário de atendimento previsto nas senhas da Segurança Social não é real;
Que, mesmo tendo efectuado o meu registo no ultra-moderno website da Segurança Social, continuo a não poder efectuar pagamentos com multibanco na dependência da Segurança Social de Matosinhos - não tem terminal multibanco;
Que o Conselho Directivo da Faculdade de Letras da Universidade do Porto mandou retirar do centro de cópias a esmagadora maioria dos textos de apoio e estudo aos exames destinados a trabalhadores-estudantes;
Que a Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto disponibiliza alguns textos de apoio, fornecidos por estudantes, desde que sejamos sócios da AE. Pagamos os seis euros de inscrição na AE e não é garantido que tenhamos os documentos necessários às disciplinas.
Grande, grande manhã. Hoje é segunda-feira?
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Carta à minha irmã Gogas
Tu sabes que gosto de ti, como gosto das outras duas que te sucederam. Não por laços de sangue, que são sempre vinculativos mas quase sempre subjectivos, mas porque gosto de vós, pronto.
Mas tu és especial. Mais nenhuma me envia tantos mails como tu. E os teus são especiais, são sempre temáticos e muito úteis.
Mas sabes, eu não os reencaminho. Alguns porque são os mesmos que recebo desde 1998, outros, porque não interessam.
Tu sabes que eu não posso ter animais de estimação. Se bem te lembras, quando pedi aos pais um São Bernardo, a mãe foi a primeira a dizer que sim. Com o pequeno detalhe que, se o cão viesse, eu saía. Em vez disso, deram-me a Bloo, de quem gosto muito, mas que não é propriamente um São Bernardo. Quando muito, pelas dimensões, é uma pata de um São Bernardo, e isso já me deixa feliz.
Isto para dizer que, além de me deprimir, os mails sobre os cães abandonados morrem na minha lixeira, provavelmente, da mesma forma que morrem nos canis.
Eu sei que há coisas que provocam ataques cardíacos. E sei que há sintomas, porque tu me recordas diariamente. Também sei que há seres maléficos que colocam seringas nos bancos dos cinemas. Malucos. Mas eu juro que olho bem antes de me sentar.
Também sei - mesmo - que os combustíveis estão caros, mas aquele mail da acção conjunta já é antigo e não adianta muito não abastecer num dia, se no dia seguinte tenho de abastecer a dobrar.
E sei que há doenças com nomes estranhos como a Lupus e outras. E sei que há maternidades, urgências e hospitais a encerrar. É uma merda e espero que consigamos dar a resposta adequada já em 2009 - sem, entretanto, cessar a luta.
De qualquer forma, querida irmã, obrigado pelos mails.
Agora que te revelei estas questões, penso que ficarás com um leque de assuntos bem reduzidos.
Mas tu encontras outros, que eu sei.
De qualquer forma, obrigado.
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Cortes
Pessoalmente, acredito que aprendemos com os erros, pequenos ou grandes, e são eles que nos fazem ser maiores. Houve desvios na URSS que ajudaram a construir uma imagem negativa do que é a ideologia marxista-leninista.

quinta-feira, janeiro 17, 2008
Narcisismo
Ao que parece, Narciso Miranda, antigo presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, está apostado em voltar à vida política activa.
Depois de ter comentado este post no blog "Ouve-se", estava mais do que evidente que o metalúrgico de Barroselas estava a preparar terreno para o regresso. A presença na RNTV motivou a CMM a apoiar financeiramente o PortoCanal. O ex-pupilo de Narciso e actual presidente da CMM, Guilherme Pinto, veio já dizer que o tutor foi mal tratado... Pelo próprio? Por Manuel Seabra? Ninguém sabe.
Narciso foi deixando que lhe passassem a perna e quer agora voltar ao poleiro, nem que para isso tenha de concorrer às próximas eleições contra o PS. Provavelmente, em mais algum movimento de cidadãos que surja por aí.
Afinal, os movimentos de cidadãos são para isso mesmo: Para que aqueles que os partidos rejeitam se insurjam contra os "aparelhos". Claro que, se fossem os escolhidos pelos mesmos "aparelhos", estava tudo bem, e lá se ia a cidadania pelo esgoto abaixo. Foi assim com Alegre e Roseta, será assim com Narciso.
Post it 1: Ora, quer-me parecer que nunca se retirou, efectivamente, da vida política activa. É falso dizer que o PS não pensou nele nas últimas eleições. Narciso Miranda integrou as listas do PS para a Junta de Freguesia de Leça da Palmeira. Era o último suplente, mas estava lá...
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Censura
E as outras todas?
E uma vez que vai ser chumbada, pode ou não transformar-se numa moção de confiança ao executivo?
terça-feira, janeiro 15, 2008
Vantagem de lá
Faz todo o sentido. Tanto como o ATP, que organiza provas de ténis, impedir alguém sem braços de jogar porque o coloca em vantagem em relação aos adversários.
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Bem-vindo!
Parece que não foi de férias, não esteve no Quénia - aquilo por lá anda anda complicado -, mas andou num corropio incessante entre os países da UE.
Quando voltou, foi à Assembleia da República, acabou com o referendo que nunca o chegou a ser e, um dia depois, colocou Mário Lino de castigo, ao seu lado, enquanto anunciava a construção do novo aeropoto em Allcochete - Allcochete, sim, esperemos pela intervenção do Manuel Pinho.
Bem me parecia que aquela mensagem de Natal não foi de uma pessoa que viva em Portugal...
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Afinal, o novo aeroporto da Ota vai ser em Alcochete
E há quem diga que a escolha tem por base um estudo do LNEC. Eu, pessoalmente, duvido. Tenho pra mim que o que realmente motivou a nova opção foi o anúncio do Euromilhões no Dacar, em que o excêntrico transforma o deserto em mar.
Mas há perguntas que é preciso fazer:
Como é que um burro explica aos camelos que, afinal, podem ter um aeroporto.
Como é que fica Almeida Santos e as bombas na Ponte 25 de Abril.
O que fica
quarta-feira, janeiro 09, 2008
(Des)Tratado
Dizer que o Tratado de Lisboa não é o Tratado Constituicional é chamar-nos estúpidos, mais ou menos como ontem o secretário de Estado da Segurança Social, que hoje o ministro Vieira da Silva veio desdizer e, afinal, vai pagar tudo de uma vez só aos reformados.
Poucos acreditariam na realização do referendo. Primeiro, porque ninguém espera que Sócrates cumpra o que diz, segundo, porque o Presidente da República também veio a correr pedir a ratificação no parlamento, em terceiro lugar, porque a nova presidência da UE também deixou o aviso ao Governo do país e, em quarto, porque a Merkel impõe respeito.
Ao contrário do que alguns querem já fazer crer, não são só os defensores do não que querem o referendo. António José Seguro não parece defensor do não, nem o CDS é a favor do não. É apenas uma questão de (falta) de carácter do Governo. Mais, parece-me que o Sócrates teve medo de ir às urnas e efeito França atemorizou-o. Em França, o Tratado foi chumbado em referendo, também, como alerta às políticas internas, algo que Sócrates sabe que não pode referendar, sob pena de sair vergado a uma pesada derrota, que lhe arruinaria o ego, mais do que a carreira política.
Há dias publiquei aqui como era o PS em 2000. Hoje, está tudo esquecido.
terça-feira, janeiro 08, 2008
Os reformados - Esses grandes malucos
Como justificou à TSF o secretário de Estado, se pagassem tudo em Janeiro, em Fevereiro, os pensionistas iam receber menos dinheiro.
Observação fantástica e pertinente.
Ou seja, o Governo decidiu pagar aos pouquinhos para os algariados dos velhos não gastarem tudo assim à bruta, em sugus ou chicletes. Os que têm dentes, claro.
Sobre rodas
Basicamente, os estados unidos da Europa querem fazer uma ALCA com o continente negro, e, como estamos a falar de países que têm ainda bem vivas as marcas da colonização, o povo torce o nariz, com o presidente senegalês à cabeça.
Parece que por lá a luta continua...
Eu era mesmo um betinho...
7 de Janeiro de 2008, 23:25
Monterrey, México, 07 Jan (Lusa) - Uma criança mexicana de 10 anos colou a mão direita à cama com cola industrial para não regressar à escola, que hoje reabriu após o período de férias, segundas as autoridades mexicanas.
"Eu não sabia como evitar (regresso à escola) (...) Foi-me dito que se me colasse à cama, não podiam obrigar-me a ir à escola (...) Eu não queria ir, estava a gostar das férias", explicou Diego.
Após tentativa infrutíferas da mãe de Diego, os serviços médicos de urgência e da protecção civil conseguiram separar a mão direita da cama de metal com um pulverizador que permitiu dissolver o produto químico sem ferir a criança.
Depois desta intervenção, Diego ainda viu os desenhos animados e foi para a escola com algumas horas de atraso.
CMP.
Lusa/Fim
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Obama nas alturas
Para já, é Obama vs Huckabbe.
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Post it: No meio de tanta lei, ainda não há uma que me obrigue a dividir a minha vida por períodos de 365/6 dias
Tiveste gente de muita coragem
Já tinhas meio mundo na mão
Ai, Portugal, Portugal
Tiveste muita carta para bater
Esbanjaste muita vida nas apostas
Ai, Portugal, Portugal
Fizeste cegos de quem olhos tinha
Difamaste quem verdades dizia
Ai, Portugal, Portugal
Ai, Portugal, Portugal
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Gases
Conclusão: Toda a merda serve de desculpa para o aumento dos preços.
Em 2000, no jornal "Acção Socialista", número 1088, de 7 de Dezembro, era assim:
Lisboa defende:
Manutenção de um comissário por país
Fundos estruturais por unanimidade
Antes da cimeira de chefes de Estado e de Governo em Nice, Portugal já colocou em cima da mesa as duas questões que mais o preocupam e que pretendem evitar que haja um directório dos maiores Estados-membros dentro da União Europeia. Portugal não aceita que exista um esquema de rotatividade entre Estados-membros na nomeação de comissários europeus, defendendo que cada país deverá nomear um para esta instituição comunitária. Por outro lado, Portugal quer que os fundos estruturais continuem a ser objecto de decisão por unanimidade. Na segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros admitiu que a reforma não fique completa em Nice, mas que isso não irá colocar em causa o alargamento da União Europeia.
....
Divergências antes de Nice
Para complicar ainda mais, a Alemanha pretende ter mais votos do que os restantes «grandes», visto ter uma população superior e a Espanha quer ver confirmada definitivamente a sua equiparação a estes países. Portugal também se opõe à possibilidade de as votações relacionadas com a distribuição de fundos estruturais passarem a ser tomadas por maioria qualificada e não por unanimidade como actualmente. «Nós consideramos que a coesão económica e social, pela importância que tem na arquitectura da União Europeia, deve ser objecto de votação por unanimidade», disse Jaime Gama, acrescentando que também aqui Portugal não está isolado, tendo o apoio de vários Estados-membros. Dos 50 domínios identificados pelas presidências portuguesa e francesa para passarem a maioria qualificada, os cinco mais importantes continuam a não conseguir reunir o consenso dos Quinze: fundos estruturais, fiscalidade, relações comerciais, política social, justiça e assuntos internos. O único aspecto da reforma institucional dos Quinze onde parece haver um quase acordo é o das cooperações reforçadas, ou seja, a possibilidade de um número mínimo de oito países poder avançar na criação de políticas em vários domínios. A política europeia de segurança e defesa deverá ser incluída nos domínios já previstos aquando da última reforma do Tratado da União Europeia, em Amesterdão: todos os cobertos pelo Tratado actual e as questões relativas à cooperação policial e judiciária em matéria penal. «Há ainda alguns pontos finais a ajustar mas o esquema final está definido. A partir de agora, deixará de haver desculpas para que nenhuma cooperação reforçada tenha ainda sido proposta por um país», resumiu o ministro dos Negócios Estrangeiros.
terça-feira, janeiro 01, 2008
A primeira lição de democracia a transitar de 2007 para 2008
sexta-feira, dezembro 28, 2007
15
Nós, os do Eixo do Bem, que tanto lamentamos a morte de Benazir Bhutto, que somos todos tão humanistas e sensíveis a esta morte, esquecemos que, no mesmo momento, outras 15 pessoas perderam a vida.
A nossa superioridade moral é uma merda.
Bhutto
No entanto, antes de endeusar a personagem, como tão bem fazemos nós, portugueses, após a morte de quem quer que seja, convém lembrar que foi duas vezes destituída do cargo por corrupção e acusações de nepotismo. A morte do irmão está envolta em mistério, havendo quem lhe atribua as responsabilidades pelo assassinato.
A morte da ex-primeira-ministra traz instabilidade a umas das zonas mais inflamáveis do globo. Ali ao lado do Afeganistão, que tem exportado talibãs para o país vizinho, o democrata amigo dos norte-americanos, Pervez Musharraf, tem agora em mãos um país em ebulição.
Embora o cenário de guerra civil pareça demasiado longe, devido ao enorme poder do exército paquistanês, o extremismo islâmico volta a ganhar pontos.
Post it 1: Em 2002, o Partido Comunista do Paquistão - CMKP - foi proibido de concorrer às eleições.
Post it 2: Sendo o Paquistão uma potência nuclear, resta saber, depois da instabilidade criada e das eleições, quem vai ficar com a (ir)responsabilidade de carregar no botão vermelho.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Breves
que gostava de viver no mesmo país daquele senhor muito parecido com o nosso primeiro-ministro que falou na televisão.
Não sei
se fechar maternidades é a opção mais barata tendo em conta o preço do gasóleo.
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Um post com conteúdo sobre conteúdos
Nota prévia: O Jogo não produz conteúdos. Os jornalistas d'O Jogo produzem os conteúdos d'O Jogo.
Se a lógica ainda imperasse, o justo seria dizer que os jornalistas d'O Jogo vão ceder, obrigatoriamente, o produto do seu trabalho a outras sub-empreitadas do grupo Controlinveste.
Está aqui a primeira consequência flagrante do novo Estatuto do Jornalista. Deixa de haver direitos de autor e passa a haver direitos de quem contrata o trabalho do autor.
Segundo a notícia, este intercâmbio (?) vai ocorrer já no euro2008. É o primeiro passo. Depois, virão outras provas e eventos e vamos passar a ter uma espécie de mini O Jogo dentro do DN, do JN, do 24horas e, quem sabe, vamos começar a poder ouvir O Jogo, o DN, o JN e o 24horas na TSF. Isto, até podermos ver O Jogo, o DN, o JN, o 24horas e a TSF num canal de tv que o grupo pretende lançar.
Com esta "racionalização de meios" - que expressão tão na moda -, o que vai acontecer aos jornalistas "excedentários"? E aos recém-licenciados?
Como é possível ser o Manuel Tavares, jornalista antes de ser director d'O Jogo, a justificar esta medida?
O Capital, Karl Marx, Volume I, Secção 2:
O produto, de propriedade do capitalista, é um valor-de-uso, fios, calçados etc. Mas, embora calçados sejam úteis à marcha da sociedade e nosso capitalista seja um decidido progressista, não fabrica sapatos por paixão aos sapatos. Na produção de mercadorias, nosso capitalista não é movido por puro amor aos valores-de-uso. Produz valores-de-uso apenas por serem e enquanto forem substrato material, detentores de valor-de-troca. Tem dois objectivos. Primeiro, quer produzir um valor-de-uso, que tenha um valor-de-troca, um artigo destinado à venda, uma mercadoria. E segundo, quer produzir uma mercadoria de valor mais elevado que o valor conjunto das mercadorias necessárias para produzi-la, isto é, a soma dos valores dos meios de produção e força de trabalho, pelos quais antecipou seu bom dinheiro no mercado. Além de um valor-de-uso quer produzir mercadoria, além de valor-de-uso, valor, e não só valor, mas também valor excedente (mais valia).
Natal é quando o Homem quiser e a vereadora do Ambiente da Câmara Municipal de Matosinhos deixar
Pela primeira vez em muitos e muitos anos, decidiu a vereadora, através da referida OS, que iria proceder-se à recolha de lixo na noite de 24 para 25 de Dezembro. Ou seja, a ceia de Natal deixaria de o ser, para ser lanche de Natal, uma vez que os trabalhadores da limpeza entram ao serviço às 21h.
Daqui, podemos retirar, entre outras coisas, que:
Para além da total insensibilidade social, a vereadora desconhece a especificidade do trabalho que devia dirigir: O grosso do lixo produzido na noite de 24 para 25 surge bem depois das 21 horas. Logo, à hora que os camiões deveriam estar a circular, o lixo seria pouco ou nenhum. Basicamente, circulariam vazios e completariam as zonas bem mais rapidamente do que o previsto.
Post it 1 - Nenhum trabalhador da CMM compareceu ao trabalho na noite de 24 para 25.
Post it 2 - Sejam quais forem as sensibilidades religiosas de cada um, a verdade é que a noite de 24 para 25 surge, para muita gente, como uma das poucas oportunidades para que toda a família se reúna, o que é cada vez mais difícil nos dias de hoje.
Post it 3 - Eu também sei que há profissões em que a extrema necessidade dos seus serviços obrigam a que trabalhem na noite de 24 para 25. Polícias, médicos, entre outros. Mas estes, por motivos óbvios.
Lanço daqui o apelo ao bussolista e vereador da Cultura da CMM, Fernando Rocha, que dê umas aulas disso mesmo - cultura - à sua colega do Ambiente. Explicar a cultura portuguesa, o que a noite de 24 para 25 ainda representa para as famílias portuguesas.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Desabafo muito sentido
Mas o que caralho tem o governo a ver se eu me esfumaço todo por dentro?
Filhos da puta dão seringas nas cadeias e a nós aumentam-nos o tabaco.
Mas aumentam pra k? Pa fumarmos onde?
Um gajo vai fumar pá rua e depois constipa-se e mais dinheiro po estado cos filhos da puta dos medicamentos.
Depois compramos o genérico porque é mais barato.
Depois ficamos a saber que genérico provoca diarreia e borramo-nos todos.
Vamos todos pás urgências.
Depois fecham as urgências e morremos todos na mesma.
Pó caralho pá!
Posta contra a discriminação
Ninguém se lembra do pacto com laranja.
Contra a discriminação.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Para rir...
terça-feira, dezembro 18, 2007
Há gajos sem sorte!!!
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Ao Minuto: Crise financeira: Bolsas caiem duvidando da eficácia das medidas dos grandes bancos centrais
Ou seja, as bolsas vão deixar a especulação financeira e dedicar-se às obras, começando por caiar os bancos centrais.
Parece-me bem.
LOL
Muito bom para quem viu.
Quem não viu, aguarde pelo youtube....
SEI (2)
Assim, à custa de, certamente, muito trabalho, conseguiu abandonar parte daquele tom nasalado com que brindava a audiência de cada vez que usava da palavra.
Sucedeu o mesmo ao pequenino Marques Mendes, para tratar aquele sigmatismo iguitante. Ainda por cima, quando foi obrigado a visitar a maguegem sul, por causa da localização novo aegopogueto.
Vi ontem que o nosso primeiro lhes seguiu o exemplo. De certeza que os seus conselheiros de imagem lhe disseram que aquele "ó senhores deputados, oiçam, que eu também os ouvi calado", já cansa. Por isso, ontem, no Parlamento Europeu, ouviu e limitou-se a olhar no vazio, que é como quem diz, a olhar para ele próprio.
Outra coisa que devia mudar éééééé a entoaçããããão que dááááááá, a alguuuuuumas sííííííílabas, que torna a forma - para além do conteúdo - profundamente irritante para quem o ouve.
Post it -1
Só depois de reler reparei que a entoação é nas sílabas tónicas.
sexta-feira, novembro 16, 2007
SEI!
Mas há outros que eu conheço,
Que sem parecer o que são,
São aquilo que eu pareço"
terça-feira, novembro 13, 2007
O velho problema de género da igreja católica
As mulheres são danadas!
segunda-feira, novembro 12, 2007
El Expresso, e olé!
Pormenor: Semana em que foi aprovado o Orçamento de Estado.
Detalhe: Cinco linhas de uma coluna na última página para registar que Jerónimo de Sousa esteve presente na inauguração de uma rua com o nome de Álvaro Cunhal, em Coimbra.
Post it:
A Petrogal voltou hoje a assustar, em Leça da Palmeira. Mais umas explosões e uns fumos.
Nada a que a população de Leça não esteja habituada. Tenho é algumas dúvidas da adaptação dos que compraram as casas milionárias no Paço da Boa Nova, a 200 metros da refinaria, numa zona em que, à partida, era proibido construir, por dois motivos:
A proximidade da praia e a violação da distância de segurança da refinaria que o então presidente da autarquia do lado de lá da ponte assegurou que ia fechar.
Detalhe: Quer-me parecer que Fernando Rocha, um dos ilustres que escreve no Bússola, já fazia parte do executivo camarário que aprovou a construção do complexo habitacional de luxo. Era interessante, da parte dele, um post sobre este assunto.
Pormenor: Quem vive no Paço tem uma vantagem. Pode aproveitar a piscina no terraço para ter uma vista única sobre os incêndios.
Ah, e um rei mandar calar um Presidente de um país ex-colonizado merece um enorme olé para os tiques colonialistas dos vuestros hermanos.
Será assim que ele trata Zapatero?
quarta-feira, novembro 07, 2007
Tentação
Era mais ou menos um filme, com guião mais do que previsto, o que se esperava ontem na Assembleia da República, na apresentação do Orçamento de Estado para 2008.
Basicamente, a discussão das linhas que definirão o andamento do Estado, no próximo ano, ficou reduzida a uma luta homem-a-homem, responsabilidade dos próprios e com a enorme conivência da esmagadora maioria dos Órgãos de Comunicação Social.
Caíram na tentação de empolar um regresso ao passado em que só se alteraram os lugares dos oradores.
Quanto ao Orçamento, muito pouco foi referido. O Big Brother do menino-guerreiro e do engenheiro por correspondência levou a melhor sobre o que realmente importa aos portugueses.
POST-IT 1
Descansemos. Pacheco Pereira já disse ontem que não lhe faz diferença que seja criado um Museu a Salazar em Santa Comba. Mesmo sendo inconstitucional, vamos manter calma. Pacheco Pereira "não se importa nada".
POST-IT 2
Valha-nos esta boa notícia.
segunda-feira, novembro 05, 2007
NEE, SEE
Dão o exemplo de Viseu, em que oito, numa escola, deixaram de ter condições para ir à escola, devido à falta de auxiliares. Curioso. Há uns meses, não muitos, penso que foi o Secretário de Estado da Educação (SEE), Valter Lemos, que anunciou que o número de terapeutas -ocupacionais, da fala e outros - a trabalhar nas escolas ia duplicar, precisamente, para pôr cobro a estes casos.
Não só não é verdade, como é bem mais grave. A verdade é que não só não há terapeutas, como o apoio prestado a estes alunos é, na esmagadora maioria dos casos, feito através de auxiliares, sem a formação adequada para este tipo de serviços.
Há um exemplo mesmo aqui ao lado. Na Escola Secundária da Boa Nova, em Leça da Palmeira, há dois ou três alunos com NEE. Não há terapeutas e, como o número de auxiliares é insuficiente, para que seja prestado apoio a esses alunos, na deslocação, nas idas ao quarto-de-banho, na mudança de fraldas, etc., são as funcionárias, a.k.a. auxiliares, que fazem esse serviço. Sem formação e sem condições.
Ah! Como é evidente, como não há auxiliares suficientes, sempre que há necessidade de prestar apoio a estes alunos, os blocos ficam sem qualquer funcionário, durante o tempo necessário.
P.S.: No dia 17 de Outubro, um dia antes da colossal Manifestação da CGTP, a escola pediu à DREN - Direcção Regional de Educação do Norte - pelo menos mais um funcionário, para pôr cobro a esta situação.
A DREN assegurou que, em 24 horas, no dia 18, portanto, o caso estava resolvido.
Não está.
POST-IT
elsa. said...
Mais grave do que o número de terapeutas não ter duplicado, é o facto do número de professores e educadores destacados para dar apoio aos alunos com NEE ter sido reduzido sensivelmente para metade. Manter os alunos na escola sem os apoios? Assegurar uma integração apenas física e com condições muito aquém das desejadas? É isto que é preconizado na integração e inclusão dos alunos com NEE?
sexta-feira, novembro 02, 2007
A norte, nada de novo
Até agora, salvo uma ou duas honrosas excepções, o blog limita-se a ser mais uma arma de arremesso politico-clubístico.
Uns doem-se com a dores da bola, outros doem-se com as dores da bola...
É só mais uma extensão, não do Porto nortenho, mas do Porto portista, que os ilustres teimam em confundir. O ataque ao "Corrupção", o filme, é só mais uma vertente da confusão que lhes vai na alma.
Que o filme não presta, que não tem valor, blábláblá. Ok, pode ser verdade. Não sei, não estou a pensar em ir ver o filme.
O que me parece evidente é que a esmagadora maioria dos que vão ver, levam já uma ideia pré-concebida, para um lado ou para outro, e isso torna as apreciações mais apaixonadas do que apaixonantes.
De resto, dos 32 posts, 11 envolvem o FC Porto, directa ou indirectamente.
É pena. Há, naquele blog, uma série de gente ilustre, com obrigação de fazer muito melhor pelo norte.
Repetições
Somos um povo de baldas, de malta que só gosta de facilidades, e eu também.
Se não é assim, como é possível que as vítimas da Casa Pia tenham reprovado nos exames dos peritos que lhes foram feitos e vão ter de repeti-los?
Para isto a ministra não olha... Por mim está tudo reprovado!
segunda-feira, outubro 29, 2007
Sem tempo
Luis Filipe Menezes defendeu, na semana passada, a permanência dos padres nos hospitais. O argumento: Ficam mais baratos que os psicólogos.
Ando triste. Não tenho ouvido o Luís Delgado sem ser de passagem, na Antena 1, e o sociólogo Alberto ontem não escreveu no DN.
Tenho ouvido o Rádio Clube e, sinceramente, gosto.
Engraçada a reportagem da TSF na Mongólia.
Interessante a reportagem do Panorama BBC, na Sic Notícias, sobre as leis na Nigéria. Basicamente, rege-se por uma espécia de duas constituições: a Shari'a e o direito comum.
Volto logo que possível.
terça-feira, outubro 23, 2007
Em terra
Ao que parece, há uma adesão de 100%. A explicação é simples, as empresas de trabalho temporário que furam as greves de outros sectores ainda não têm nos seus contactos oferta de serviços de pilotos de avião...
sexta-feira, outubro 19, 2007
Orgulho português
Hoje, mais do que feliz por ser português, estou feliz por não ser francês, holandês, inglês, alemão, italiano ou espanhol.
Estou feliz, particularmente, por não ser nem holandês nem francês. Votaram um referendo, que até teve um resultado - normalmente, é assim quando se vota: há resultados. Só que o resultado não agradou a quem os governa e a solução é simples: aprova-se o que foi rejeitado em referendo pela via parlamentar.
Não, não foi exactamente o mesmo. O que eles votaram não tinha como anexo os mais básicos direitos dos cidadãos - estavam integrados no texto.
Os restantes países, segundo várias sondagens, apontam para a vontade de que seja realizado um referendo.
Eu por cá estou à vontade. Sei que o engenheiro (?) Sócrates prometeu um referendo em campanha. Por isso, estou tranquilo, porque o engenheiro (?) não é mentiroso e daqui a algum tempo devemos ir às urnas votar o tratado.
Notas soltas
1. A eleição de Santana Lopes como líder parlamentar do PSD teve três votos nulos. Como é possível deputados da República fazerem do seu voto um voto nulo? A sério que não percebo.
2. Afinal, o fim das listas de espera na saúde não é para já. Nem se sabe muito bem para quando é, tendo em conta as notícias de hoje. Depois, mais tarde, quando o engenheiro (?) Sócrates tiver um tempinho para olhar para o país, o pessoal por cá agradece.
quinta-feira, outubro 18, 2007
Flexissegurança - A mentira
Ao mesmo tempo, decorre a maior manifestação dos últimos 30 anos em Portugal. Alguma coisa sobre isso neste canal? Sim.
Logo no final da manhã, surgiu na tv um Ricardo Costa em estado orgásmico a anunciar que os parceiros sociais tinham chegado a um acordo sobre a flexissegurança - e não flexigurança ou, pior ainda, flexisegurança.
Anunciou o acordo - só não bateu palmas - e partiu para o condicionamento da gigantesca manifestação da CGTP. Que a Inter estava isolada em Portugal e na Europa e uma série de outras coisas.
Acho que o Ricardo Costa não conseguiu despir a pele de comentador-editor-director e exagerou nas funções de jornalista, que, penso, era a que deveria estar a desempenhar no momento.
No entanto, a verdade é que não foi assinado qualquer acordo sobre a flexissegurança em si, mas sim um acordo de princípio para a discussão da flexissegurança. E, para quem considera que a fonte CGTP não é credível, o presidente da CIP (patrões) veio afirmar o mesmo.
Depois disso, a Sic Notícias passou uns breves minutos pela cabeça da manif, por volta das 14h30, para dar a palavra a Carvalho da Silva. Mais? Nada.
17h30
Ligou a minha mãe. Está em Lisboa, na Manifestação. Só a esta hora saiu do ponto marcado para o início do desfile.
Tendo em conta o percurso, posso chegar a uma conclusão:
O Comando Metropolitano da PSP de Lisboa não sabe contar. Não soube contar no dia 1 de Outubro, quando divulgou que estavam no Parque das Nações entre 700 a 800 polícias, numa manifestação.
Errou por cerca de 3.200.
Hoje, o mesmo Comando Metropolitano da PSP de Lisboa anuncia 150.000 manifestantes. Eu aposto para 250.000 pessoas. Um quarto de milhão de pessoas.
Conclusão:
Ena! Tantos comunistas!






