quinta-feira, agosto 21, 2008

Tomá lá um tacho

Vítor Ramalho, um dos deputados do PS que, de vez em quando, põe a cabeça de fora para mandar umas postas de pescada, embora continue, invariavelmente, ao lado do Governo em tudo o que foi votado na AR, é o novo presidente do Inatel.

Parece que a campanha para 2009 já começou mesmo!

terça-feira, agosto 19, 2008

Engenharias

Proponho desde já a substituição de Vicente de Moura por José Sócrates no nosso Comité Olímpico.

Da forma que o nosso engenheiro trabalha os números do desemprego, quer-me parecer que, com um bocadinho de esforço e dedicação do nosso Primeiro, se ele der o mesmo tratamento ao número de medalhas conquistadas, ainda vamos a tempo de sair de Pequim com, pelo menos, umas 48.

Líquidas, claro.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Fado

No dia em que a Vanessa Fernandes trouxe a primeira medalha olímpica para Portugal, Sócrates regressou de férias...

quarta-feira, agosto 13, 2008

Nós por lá - Orgulhosamente só

Laurentino Dias, SE do Desporto, diz que estamos a ter uma "participação honrosa" nestes Jogos Olímpicos.

Concordo.

Depois de se ter elevado tanto a fasquia, o facto de estarmos atrás do Azerbaijão, Zimbabué, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Togo e Usbequistão na lista de medalhas é completamente secundário...

terça-feira, agosto 12, 2008

Cinco Dias - Comentário transformado em posta

Como parece ser mais ou menos evidente, não há comparação entre o BES e este caso da vacaria que, convém que se diga, não tinha vacas, mas sim máquinas e materiais de contrução civil. Eu percebo que dê jeito falar em vacaria, para dar um toque de ridículo à actuação da GNR.

O que considero que também devemos lamentar é o facto de alguém levar menores para um assalto. A Fernanda se calhar não sabe, mas os menores são muito utilizados como escudos em actividades criminosas, com especial incidência no transporte de estupefacientes.
Quanto ao que realmente aconteceu só o inquérito da IGAI - alguém explique ao blasfemo João Miranda o que é a IGAI - poderá apurar as circunstâncias em que aconteceu o disparo e tudo o que aconteceu. Reitero que, para mim, a perda de uma vida humana é sempre de lamentar, e não acredito que o militar que fez o disparo esteja feliz por tê-lo feito.

Depois, temos uma questão de fundo que tende a ser desvalorizada, e sê-lo-á quase de certeza no que vem por aí, que é, precisamente, a natureza militar da GNR. Como militares, os homens e mulheres da GNR recebem um treino muito específico, vocacionado para o combate e o confronto, é por isso que são militares, e isso mesmo tem sido afirmado várias vezes pelo José Maneiro, presidente da Associação de Profissionais da Guarda. E é urgente que esta natureza militar seja terminada para uma força de segurança que lida todos os dias com o cidadão e não com o inimigo.

Outra matéria são as armas utilizadas e a sua fiabilidade. E a Fernanda Câncio até pode ajudar a esclarecer os cidadãos sobre onde páram as novas armas Glock que o MAI anda a anunciar há quase 1 ano e que deveria ter sido entregues até 30 de Novembro de 2007
. http://umtaldeblog.blogspot.com/search?q=armas

E a Fernanda tem boa maneira de sabê-lo, a julgar pela familiaridade que pudemos todos observar na entrevista que fez, há uns tempos, ao Oliveira Pereira.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Espírito Santo

Quinta-feira esteve meio país colado à televisão. Não, não era um comunicado do Presidente da República, mas sim um assalto com reféns a uma dependência bancária. Nada de novo, se atendermos a que é um fenómeno crescente. Mas este fez reféns e foi uma situação que se arrastou desde as 15h05 da tarde - hora a que foi dado o alerta por uma testemunha que se encontrava no multibanco.

O assalto conheceu vários desenvolvimentos, desde a fuga de reféns - e não a sua libertação, o que de resto aconteceu com apenas uma das pessoas que estava dentro BES, devido a um ataque de ansiedade. O desfecho, que já toda a gente conhece, ganhou uma dimensão tremenda, mas vamos por partes:


1. Não acredito que algum elemento da PSP mate por prazer. Acresce ainda, no caso dos snipers do GOE, o facto de apenas poderem disparar após ordem superior. E, depois da ordem dada, não podem falhar.

2. Todos os elementos da PSP - e não só o GOE - que estiveram no local, estiveram submetidos a níveis de stress inimagináveis durante as horas que durou o sequestro. É também para isso que estão preparados, é por isso que integram uma Unidade Especial de Polícia.


3. O lema da UEP é "A última razão". Não é difícil perceber por quê. São isso mesmo, os que actuam quando tudo o resto falhou.

4. É evidente que o desfecho do sequestro não foi o ideal. Ideal, teria sido que não houvesse vítimas; antes disso, que não houvesse reféns; antes disso, que não houvesse assalto. Mas houve e a PSP procedeu da forma possível. E, dentro do possível, a operação foi um êxito: Não houve baixas entre os reféns ou entre as forças policiais.

Dito isto, vamos às reacções:

O Moita Flores, uma espécia de autarca, deixou vir ao de cima toda a sua pequenez, relacionando a nacionalidade dos assaltantes ao acto praticado. A isto não terá sido alheio o facto de também a Imprensa em geral ter referido, até à exaustão, a nacionalidade dos assaltantes. Se fossem dois portugueses, o tratamento seria o mesmo?

Uma viagem pelos sites e blogs coloca a nú um perigo enorme que, até então, parecia estar mais ou menos adormecido. As reacções xenófobas foram tremendas, por parte do cidadão comum. Importa encontrar respostas para isto. O sentimento de insegurança instalou-se e é uma batalha tremenda que as Forças de Segurança têm pela frente. A par disso, a noção e o sentimento de impunidade - muito por culpa das alterações aos códigos Penal e de Processo Penal, que teve como um dos criadores o actual ministro Rui Pereira - que grassa pela aplicação da justiça, faz com que os cidadãos anseiem por ver resultados palpáveis nas acções policiais. E, na acção no BES, foi isso que viram. É evidente que os elogios são efémeros. Se hoje os mesmos que elogiaram a PSP forem multados, os Profissionais da Polícia passam outra vez a bestas.

Blogosfera

Mas se, com mais ou menos exageros, a acção da PSP foi louvada pela generalidade de quem se pronunciou sobre o caso, houve excepções. Nada contra, obviamente. Mas ir tão longe como foi o blasfemo João Miranda no seu blog, roça o ridículo. Pretende o ilustre blogger comparar pela negativa a acção dos snipers e a pena de morte.

Desde quinta-feira que continua o seu esforço absurdo de denegrir a acção dos polícias. Certamente que o João Miranda, se estivesse no lugar da refém que saiu a correr após o tiro do sniper, dirigir-se-ia ao oficial de dia para travar-se de razões e questionar o tiro que matou o assaltante.

Depois, alega ainda que, "em Portugal, não há uma fiscalização independente das polícias". Das duas uma, ou é ignorante - e isso está sempre a tempo de corrigir - ou omitiu deliberadamente a existência da Inspecção-Geral da Administração Interna. E, se foi a segunda hipótese, não é grave. É só desonesto.

A IGAI existe e é dirigida por um magistrado, de nome Clemente Lima. E tem uma actuação bastante visível. Ainda há dias emitiu uma directiva que aconselhava os polícias a não recorrerem à arma em perseguições policiais.

É Agosto, é verdade, e há muito pouco para dizer. Mas, às vezes, estar calado é mesmo o ideal.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Galp - sentimentos à flor da pele

"Isso dói-nos muito" - Ferreira de Oliveira, administrador presidente da Galp, sobre as críticas em torno da queda do preço do petróleo e o não acompanhamento na baixa do preço dos combustíveis.

Começar o dia a ouvir esta frase, dita assim, cheia de sentimento e emoção, arrasa qualquer um.

Cheio de pena do senhor, fui logo pesquisar nesta coisa fantástica que é a Internet e encontrei isto:


E o que nos diz este gráfico? Que o preço do Brent, que serve de referência ao mercado luso, está agora ao mesmo nível do preço mais elevado de Abril de 2006.
Com ainda mais pena do senhor, fui verificar o que nos diz a comparação dos preços médios em 25 de Abril e em 7 de Agosto?

7 de Agosto - Preço médio
Gasolina
Sem Chumbo95 - €1.473
Sem Chumbo98 - €1.612

Gasóleo
Gasóleo - €1.393
Gasóleo + - €1.468

25 de Abril - Preço médio
Gasolina
Sem Chumbo95 - €1.414
Sem Chumbo98 - €1.544

Gasóleo
Gasóleo - €1.284
Gasóleo + - €1.376

Ou seja, com o Brent ao mesmo preço, pagamos hoje mais 6 cêntimos na gasolina S/Chumbo95, quase mais sete cêntimos pela S/Chumbo98, mais 11 cêntimos pelo gasóleo e mais nove cêntimos pelo gasóleo +.
Afinal, é a subir que todos os santos ajudam!

terça-feira, agosto 05, 2008

Cobradores do traque

É uma bela ideia mandar funcionários do fisco a casa das pessoas em pleno mês de Agosto. Tão oportuno como fazer uma comunicação ao país a 31 de Julho.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Eu andei por aí - Parte II

Coisas que aprendi durante esta pausa de Verão:

No dia 4 de Agosto, em pleno mês de férias, de turismo, de desenvolvimento da nossa grande actividade económica - dizem - a PSP do Porto tinha apenas duas brigadas (quatro elementos) da Divisão de Trânsito para tratar dos acidentes rodoviários. Aprendi da pior maneira possível, estive à espera de uma delas.

Cavaco falou ao país para dizer ao Governo que ele também manda.

Já rola por aí que os centros comerciais vão estar abertos 24 sobre 24h. Assim de repente, acho que já vi este filme. Os patrões depois recuam e, para demonstrar toda a sua humanidade, não querem abrir 24 horas por dia, mas sim apenas aos domingos. Já me lembro do filme, foi o que se passou com o despedimento sem justa causa do Código Laboral do Governo, da UGT e do patronato.

Há uma proposta lançada para a opinião pública que pretende permitir qualquer coisa como prisão preventiva em part-time. É avançado que, depois de ser condenado em primeira instância, quem está em prisão preventiva e optar por recorrer da pena, passe apenas as noites na cadeia. Ou seja, fica em prisão preventiva mas, depois de condenado, passa os dias em liberdade. Faz sentido, não faz?

O Daniel Oliveira deixou de defender o Bloco para defender o Sá Fernandes.

Já temos cartaz para a Festa do Avante!.

Depois d'O Comércio do Porto, é a vez d'O Primeiro de Janeiro passar por dias terríveis para quem lá trabalha - ou trabalhava. Hoje saiu para as bancas feito pela redacção d'O Norte Desportivo.

Relacionado com o parágrafo anterior, é uma pena que o blog do JPMeneses tenha fechado - espero eu que apenas para férias e vou enviar um mail a tratar disso -, gostava de saber o que tem a dizer sobre esta situação.

Os salários dos trabalhadores podem vir a ser pagos em géneros. Eu sugiro que também os membros do Governo passem a ser pagos em género. Ontem o jantar estava algo picante e, apesar das dores abdominais e do aroma, estou disponível para ceder todos os géneros, devidamente isolados por causa da ASAE, para pagar aos súbditos de Sócrates.

"Ópera para operários

Na Festa do Avante! deste ano haverá ópera. Será, de resto, a grande novidade da festa do jornal do PCP. No Palco 25 de Abril poderá deleitar-se com árias de ‘O Barbeiro de Sevilha’, de Rossini, ‘As Bodas de Fígaro’, de Mozart, ‘Madame Butterfly’, de Puccini, e ‘Porgy and Bess’, do muito americano Gershwin. Para compensar estes desvios claramente burgueses deste Partido-Comunista-em-versão-São-Carlos, também haverá, claro... ‘A Internacional’."

O texto acima lê-se n'O Tempo das Cerejas, foi transcrito do Expresso. Para o imbecil que o escreveu, resta só dizer que, para já, os gostos musicais não pagam imposto, nem são propriedade de quem quer que seja; burguês, nobre, operário ou simplesmente estúpido. Ah! Já agora, a imbecilidade também não paga imposto. Nalguns casos, infelizmente.

Já temos Acordo Ortográfico e parece que vai mesmo para a frente. Sou frontalmente contra e a fúria deste Governo avança até ao ridículo de decretar a forma como escrevemos. Dizem que é importante por causa da projecção internacional do português. Já agora, alterem também a Lei da Rádio e universalizem o português. É que a lei considera os cantores brasileiros, que cantam no agora português universal, música estrangeira.

Amanhã há mais.

segunda-feira, julho 07, 2008

O medo

Já tinha saudades de ler o Pedro Correia escrever sobre o PCP. Desta vez o tema foi a incontornável Ingrid.

Depois de, surpreendentemente, elogiar Saramago, que ainda há uns tempos era um decrépito apoiante das atrocidades cubanas. Nos comentários ao texto cuja ligação está na primeira linha do texto, o autor fala ainda em clima claustrofóbico dentro do PCP.

Por coincidência, ainda ontem conversava sobre a minha desconfiança em relação a elevadores, quando olhava para um submarino que passava na tv.

Voltando ao post do Pedro Correia, aqui fica o esclarecimento às afirmações falsas que faz. Falta é saber se quer ser esclarecido...

VOTO DE CONGRATULAÇÃO
Ingrid Betancourt em liberdade


Após seis anos de cativeiro na selva, é motivo de justa satisfação o regresso à liberdade de Ingrid Betancourt, ex-candidata presidencial colombiana. O resgate de Ingrid Betancourt coloca em evidência a gravidade da situação em que se encontram centenas de prisioneiros na posse da guerrilha e nas prisões do regime de Álvaro Uribe e a necessidade de encontrar uma solução humanitária. Assinale-se que, sistematicamente, o Governo da Colômbia tem vindo a sabotar negociações, mediadas por responsáveis de diversos países, no sentido da troca de prisioneiros entre as partes do conflito. Os complexos problemas em presença na Colômbia, exigem uma solução política e negociada de um conflito que se arrasta há mais de 40 anos, indissociável de um regime que promove o agravamento da exploração, da repressão e das perseguições, incluindo milhares de assassinatos e brutais torturas, fortemente condicionado pela ingerência política e militar da administração norte-americana. A necessidade de uma solução negociada para o conflito na Colômbia, torna-se ainda mais urgente num quadro em que os EUA o procuram radicalizar e instrumentalizar, como justificação para o reforço da presença de forças militares e como forma de desestabilização da região e dos países que a integram, com risco de escalada militar e ameaça à paz.

Nestes termos, a Assembleia da República:
1- Congratula-se pelo regresso à liberdade de Ingrid Betancourt.
2- Exprime o seu desejo de que a liberdade de Ingrid Betancourt possa contribuir para um caminho de paz para a Colômbia.
3- Apela às partes envolvidas para que encetem negociações no sentido da libertação de todos os prisioneiros.
4- Valoriza todos os esforços orientados para alcançar uma solução política negociada.
5- Apela às partes para que se empenhem na busca de uma solução política negociada do conflito, que dura há mais de quatro décadas.
6- Manifesta-se pelo respeito da soberania do povo colombiano na definição dos destinos do seu país.

Assembleia da República, 4 de Julho de 2008

Moção apresentada pelo grupo parlamentar do PCP

Moção rejeitada com os votos contra do PS, PSD, BE e CDS.

sexta-feira, julho 04, 2008

Água vai!

No meio da lama, a Águas de Portugal pagou alguns milhões de euros em prémios aos seus empregados.

Tenho enrome curiosidade em saber se nos empregados se incluem administradores e outros funcionários de topo, mas tal ainda não me foi possível...

Alguém esclarece?

quinta-feira, julho 03, 2008

Eu andei por aí

Eu andei por aí e, nestes dias, houve de tudo.

Portugal foi eliminado do EURO, Manuela Ferreira Leite foi ver o neto a Londres e deu uma entrevista à TVI, Jaime Silva esteve no seu melhor, o Cebola foi para o FC Porto, o Benfica já contratou 387456387 jogadores, a UGT acedeu à voz do dono e assinou o Código Laboral, o Bastonário da Ordem dos Advogados voltou a debitar umas bocas absurdas e mais e mais e mais.

Sócrates deu uma entrevista e ficámos a saber que, afinal, vão ser as instituições do Estado a suportar a crise. Não será o Governo, directamente, mas as Autarquias, as mesmas que asfixiou desde que chegou ao poder.

Ou seja, as instituições privadas que lucram com a crise, vão continuar a lucrar mais e mais e mais e mais.

Volto já!

quarta-feira, junho 18, 2008

Eu prometi!




Os comunistas, esses eternos pessimistas que não percebem a economia...


"Boa noite. Há quatro anos, nesta mesma estação de televisão, Miguel Urbano Rodrigues avisava que o mercado havia de fazer disparar o preço do barril de petróleo para os 125 dólares. E. na altura, o mundo virtual da opinião bloguista, criticou-o pela visão catastrófica do capitalismo, pela visão comunista ortodoxa"
Quantos sapos envio para engolirem os mestres da economia?
Há coisas fantásticas, não há?

A vantagem das pré-campanhas e a incrível visão económica de Jorge Coelho

Construção: Portugal com maior subida mensal na União Europeia - Eurostat
O sector da construção português cresceu 10,6 por cento em Abril face ao mês anterior, conseguindo a maior subida mensal na União Europeia (UE) no sector, segundo revelam os dados hoje divulgados pelo Eurostat.

Face a Abril do ano passado, o crescimento de Portugal foi de 4,4 por cento.
De acordo com o gabinete de estatística da UE, a construção na Zona Euro caiu 2,8 por cento no mês de Abril, quando comparado com o período homólogo do ano anterior, e 0,8 por cento face ao mês de Março.

Na União Europeia, o decréscimo foi menor quer face ao mês de Março (0,4 por cento), quer relativamente ao ano passado (0,3 por cento).

Depois de Portugal, a Bulgária e a Polónia foram os países que conseguiram mais crescimentos mensais, com 6,9 e 3,2 por cento de subidas, respectivamente.

As maiores quedas deste indicador ocorreram em Espanha (caiu 6,5 por cento face ao mês anterior) e Alemanha (-2,9 por cento).

Os dados da Eurostat referem-se ao índice sazonal ajustado do sector da construção.

Notícia Lusa.


Umas auto-estradas que levam a lado nenhum, umas alienações de património a favor de privados, uns centros de 3.ª idade e aí temos um sector económico que nem se lembra do preço dos combustíveis!

Foi o melhor Coelho que o Jorge tirou da cartola!

segunda-feira, junho 16, 2008

breves

Não há tempo:

Para actualizar a lista ali ao lado;

Para perceber por que é que nos referendos sobre a UE, quando o voto é positivo é porque o Povo está informado e quer uma Europa forte; quando o voto é negativo é porque o povo é ignorante e quer castigar as políticas nacionais;

Para perceber o que estão aqueles quatro senhores a discutir no Prós & Prós;

Para perceber o que leva a RTP a ter um programa chamado "Conversas de Mário Soares";

Para perceber se a mesma RTP paga mais ao pessoal da Antena 1, que trabalha para a rádio Antena 1, para transmitirem o programa Antena Aberta na RTPN.

quinta-feira, junho 12, 2008

Lost

Um morto, pelo menos três feridos, pelo menos três camiões incendiados.

Alguém viu por aí um primeiro-ministro, nem que seja a falar inglês técnico?

domingo, junho 08, 2008

Arrastadeira (II) ou: A Esquerda, os entendimentos e os diálogos possíveis

Excertos daqui.

Daniel Oliveira:
Bruno: em que encontrou as respostas que procura.
Já agora, qual é o modelo económico, social e jurídico que, por exemplo, o PCP defende.

rms:
“Daniel Oliveira:
Bruno: em que encontrou as respostas que procura.
Já agora, qual é o modelo económico, social e jurídico que, por exemplo, o PCP defende”.
Eu sei, e o Daniel sabe quais são os modelos económico, social e jurídico que o BE defende?

Daniel Oliveira:
Eu nem sei, neste tempo que vivemos, o que é isso de ter UM modelo económico. Sei o que é ter objectivos, princípios, coisas a conquistar e a defender.
Se ler o programa do PCP é completamente social-democrata. Depois tem uma leitura ideológica que não tem, não quer, nem se deve confrontar com a realidade, pois não é essa a função que o PCP lhe atribui. A própria forma como o PCP trata o marxismo é absolutamente anti-marxista. É dogmática e quase religiosa.
Sempre que falamos de qualquer exepriência comunista os militantes dizem que não é esse o modelo que defendem para Portugal. Quando perguntamos qual é não temos resposta. E quando chegam ao fim lembram aos outros que são os únicos que o têm.
Eu não tenho um modelo. Não tenho, confesso. Tenho várias soluções, respostas e dúvidas. Coisas a que me oponho e que defendo e que tento que sejam ideologicamente coerentes. Não tenho um modelo. E sinceramente, nisto os comunistas que conheço estão iguais a mim. Também não têm. O que foi experimentado foi mau e ainda não se pensou em melhor.
Feita a confissão da minha franqueza, a de ser um ateu, ajude-me: qual é o modelo então que dá ao PCP essa superioridade que lhe permite defender o capitalismo angolano e o capitalismo chinês? Estão mais próximos do tal modelo?
É que eu só encontro uma ponto em comum nos vários regimes pelos quais o PCP tem simpatia: não há liberdade política. De resto, não há modelo nenhum.
Se me diz que é o “socialismo”, então eu digo-lhe que isso não é resposta. Também é o meu, só que esse são milhares de modelos diferentes. Se me diz que é o comunismo, tem de me explicar o que será diferente do que tivemos. Se me diz que é a reconstrução disso tudo eu dou-lhe os parabéns e digo-lhe que está tão à nora como eu e como nós todos.
Porque neste tempo podemos ter algumas certezas. Mas quem tenha uma certeza, um modelo, uma resposta, está apenas no campo da religião. Nada tem a ver com política.


rms
Caro Daniel Oliveira:
Tendo em conta a quantidade de respostas que dá a perguntas que não me fez, deixe-me clarificar que não perguntei ao Daniel Oliveira quais os modelos social, económico e jurídico que o Daniel Oliveira defende, perguntei qual os modelos social, económico e jurídico que o Bloco defende. E são coisas completamente distintas, tendo em conta a liberdade Daniel Oliveira, que tanto pode defender uma economia de mercado, como uma economia ultraliberal ou qualquer outro tipo de economia, porque o BE é isso mesmo, uma amálgama de coisas que redundam em coisa nenhuma.
O facto de haver uma linha ideológica coerente faz com que apelide de religiosa a forma do PCP de encarar a política. Está no seu direito, para mim, é só mais um rotuleiro que cataloga tudo e todos os que não concordam com aquilo que defende; e, claro, isso sim, é democracia.
Essa forma de estar, cheia de superioridade intelectual e moral que despeja aqui mais não é que um ressabiamento em relação ao PCP, que, confesso, me faz alguma confusão.
Percebo que sendo o PCP uma religião, como afirma, passe mais tempo a denegrir um sector fundamental da Esquerda que quer unir; afinal, o Daniel é ateu;
Mas sendo o PCP uma religião, como diz, espanta-me que um ateu convicto como o Daniel Oliveira não se importe de estar ao lado dos seus militantes, como acontecerá já amanhã, segundo diz - porque a repetir o que sucedeu já em variadíssimas outras ocasiões, o Daniel Oliveira irá atrás de uma faixa identificada com o símbolo do Bloco, quando os restantes manifestantes seguem atrás de faixas de sindicatos e associações, independentemente do seu partido - chama-se a isto o respeito pela diferença no seio da CGTP, que o Daniel tanto apregoa, mas quando é para propaganda, lá vem o PCP outra vez instrumentalizar a Inter.
É que, ao contrário de noutros partidos e blocos, são os militantes que fazem o PCP, não é um ideólogo iluminado que dita a conduta do rebanho.
Confesso que fiquei desiludido com o argumentário que utiliza - equiparável ao que é utilizado pela direita mais reaccionária - em relação a modelos económicos de alguns países e, neste aspecto, transcrevo:
“Embora com graus e aspectos diferenciados, deve ser valorizado na resistência à nova ordem imperialista, o papel dos países que definem como orientação e objectivo a construção de uma sociedade socialista - Cuba, China, Vietname, Laos, R. D. P. da Coreia.
Para além de apresentarem profundas diferenças entre si, estes países constituem importantes realidades da vida internacional, cujas experiências é necessário acompanhar, conhecer e avaliar, independentemente das diferenças que existem em relação à nossa concepção programática de sociedade socialista a que aspiramos para Portugal, e de inquietações e discordâncias, por vezes profundas e de princípio, que nos suscitam”.
Isto está na Resolução Política aprovada no último Congresso do PCP, o resto são devaneios do Daniel, talvez por causa do clima abafado que estava no Teatro Trindade.
Quanto ao resto:“1. No ideal e projecto dos comunistas, a democracia tem quatro vertentes inseparáveis - política, económica, social e cultural.
democracia política baseada na soberania popular, na eleição dos órgãos do Estado do topo à base, na separação e interdependência dos órgãos de soberania, no pluralismo de opinião e organização política, nas liberdades individuais e colectivas, na intervenção e participação directa dos cidadãos e do povo na vida política e na fiscalização e prestação de contas do exercício do poder;democracia económica baseada na subordinação do poder económico ao poder político democrático, na propriedade social dos sectores básicos e estratégicos da economia, bem como dos principais recursos naturais, na planificação democrática da economia, na coexistência de formações económicas diversas, no controlo de gestão e na intervenção e participação efectiva dos trabalhadores na gestão das empresas públicas e de capitais públicos;democracia social baseada na garantia efectiva dos direitos dos trabalhadores, no direito ao trabalho e à sua justa remuneração, em dignas condições de vida e de trabalho para todos os cidadãos, e no acesso generalizado e em condições de igualdade aos serviços e benefícios sociais, designadamente no domínio da saúde, ensino, habitação, segurança social, cultura física e desporto e tempos livres;democracia cultural baseada no efectivo acesso das massas populares à criação e fruição da cultura e na liberdade e apoio à produção cultural”.
O resto, encontra em
http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=13&Itemid=39#27
Já no caso do BE, não encontra em lado algum, por um motivo simples: Não se encontra o que não existe.

Ou seja, o carácter "revolucionário" do BE resume-se a pensar muito e diferente; todos diferentes. Quem pensar da mesma forma é seguidista e debita cassetes. Desde que não seja no Bloco, porque por lá todos são bem-vindos: até o deputado indignado que faltou à votação da moção de censura que o BE apresentou, embora tenha dito que votaria contra, se lá estivesse.

Basicamente, não há um fio condutor, vivem o imediato e o mediático. Espero, muito sinceramente, que o PS não consiga maioria absoluta no próximo ano. Aposto que vai dar para tirar uma série de dúvidas...

E pronto, o diálogo resume-se a isto. Agora, pelo blog que linkei lá em cima, discute-se a aliança em Lisboa entre Sá Fernandes e o PS.

O dono do Arrastão continua no esforço hercúleo de defender o homem e atacar as decisões. É a coerência bloquista.


PS: Não, o grande adversário não é o BE, mas sim a direita. Mas há coisas que não podem passar sem resposta. E falar em Esquerda sem falar no PCP, é mais ou menos como falar em francesinha sem molho...