É tudo? Nãããããão.... "Petzner indicou ainda que Claudia, mulher de Haider há 32 anos e mãe das suas duas filhas, estava a par da relação entre os dois e não se opunha a ela".
«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e... a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, (...) privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos» José Saramago - Cadernos de Lanzarote
quinta-feira, outubro 23, 2008
Ontem não estava preparado
- Ó pai, ó pai, de onde vem o sol?
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coisas minhas
terça-feira, outubro 21, 2008
Já não há Mandelas?
Hoje, estamos mais desiguais. Mais pobres mais pobres e ricos mais ricos. Os pobres de hoje são hoje menos pobres que os pobres de há 30 anos. Talvez. Mas quem e como o quantifica? Hoje, como podemos colocar em causa o que se passa no Mundo, se, ao longo das últimas décadas fomos ensinados a não pensar para além do pensamento único? Na ausência da necessidade de pensar se vivíamos o fim da história? Do fim das ideologias como forma de compromisso implícito um com os outros, em relação ao que cada um defende? Parece que, afinal, não o é. O Mundo está mais desigual. Se hoje os pobres são menos pobres, as necessidades básicas humanas são cada vez mais. E as básicas das mais básicas são-no há séculos. Hoje, se os pobres são menos pobres, um pão continua a ser um pão e uma mão cheia de arroz mata a mesma fome que matava num Mundo que há décadas vamos deixando morrer.
E o desespero das grandes crises arrasta consigo as respostas fáceis. Porque a necessidade é maior do que a moral e sentimos as mãos invisíveis vasculharem cada vez mais fundo nos nossos bolsos quase vazios.
De vez em quando, aparecem umas causas que nos unem. Fora do Natal, em que estamos todos unidos no amor às grandes superfícies comerciais e compramos postais à Unicef. Timor, África do Sul, Iraque, Afeganistão.
Darfur, Etiópia, Congo, Eritreia, Saara Ocidental e Curdistão conhecemos ao de leve. Como muitos outros. Nem interessa falar mais. Onde ficam?
Dessas causas nascem símbolos. Mandela. Independentemente da avaliação que hoje façamos deles e da desilusão que possam ter sido. Nascem símbolos para muitos milhares de outros Mandelas noutros países e com menos eco. Deram esperança e resistiram. Acreditaram no que agora parece ridículo acreditar: Justiça e Igualdade.
Se hoje não há Mandelas, há o legado que deixaram enquanto lutadores e resistentes.
E o desespero das grandes crises arrasta consigo as respostas fáceis. Porque a necessidade é maior do que a moral e sentimos as mãos invisíveis vasculharem cada vez mais fundo nos nossos bolsos quase vazios.
De vez em quando, aparecem umas causas que nos unem. Fora do Natal, em que estamos todos unidos no amor às grandes superfícies comerciais e compramos postais à Unicef. Timor, África do Sul, Iraque, Afeganistão.
Darfur, Etiópia, Congo, Eritreia, Saara Ocidental e Curdistão conhecemos ao de leve. Como muitos outros. Nem interessa falar mais. Onde ficam?
Dessas causas nascem símbolos. Mandela. Independentemente da avaliação que hoje façamos deles e da desilusão que possam ter sido. Nascem símbolos para muitos milhares de outros Mandelas noutros países e com menos eco. Deram esperança e resistiram. Acreditaram no que agora parece ridículo acreditar: Justiça e Igualdade.
Se hoje não há Mandelas, há o legado que deixaram enquanto lutadores e resistentes.
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Descansai ó desassossegados da blogosfera
quinta-feira, outubro 09, 2008
Vem aí!
A Visão arranca hoje com as habituais notícias pré-Congressos do PCP.
Tremei, ó comunistas cristalizados, que a liberdade vem em forma de carta de um militante.
Se a minha mãe, do Partido Socialista nas décadas de 80 e 90, escrever uma carta a explicar por que passou a militante do PCP, a Visão também publica?
Tremei, ó comunistas cristalizados, que a liberdade vem em forma de carta de um militante.
Se a minha mãe, do Partido Socialista nas décadas de 80 e 90, escrever uma carta a explicar por que passou a militante do PCP, a Visão também publica?
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segunda-feira, outubro 06, 2008
Guerras e guerrinhas
Sá Fernandes, vereador do BE, mandou retirar o cartaz do PNR por considerá-lo ilegal... depois de o Procurador-Geral da República ter afirmado que não o é.
Dois pontos:
1 - Ao substituir-se ao PGR, Sá Fernandes assume um papel próximo do ridículo;
2 - Tal medida só serve para incendiar ânimos e dar projecção a um partido que não a merece.
Afinal, o que quer Sá Fernandes? Comprar uma guerra - que não é dele - com os skins para fazer esquecer outras guerras em que se meteu?
Post-it: Evidentemente, acho o cartaz em causa absolutamente nojento.
Dois pontos:
1 - Ao substituir-se ao PGR, Sá Fernandes assume um papel próximo do ridículo;
2 - Tal medida só serve para incendiar ânimos e dar projecção a um partido que não a merece.
Afinal, o que quer Sá Fernandes? Comprar uma guerra - que não é dele - com os skins para fazer esquecer outras guerras em que se meteu?
Post-it: Evidentemente, acho o cartaz em causa absolutamente nojento.
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quinta-feira, outubro 02, 2008
Quando as flores murcham
Detesto insectos. Pronto. A partir daqui, é só um desabafo.
Não sei se as abelhas são formalmente consideradas insectos. Desconheço, não é área que me atraia. Apesar de a minha reserva pessoal se colocar, essencialmente, em torno dos rastejantes, a verdade é que os insectos voadores também me deixam desconfortável.
Ainda assim, apesar da repugnância que me causam, tenho alguma admiração pelas abelhas. Nomeadamente, na sua organização - chamemos-lhe assim - mesmo não sendo monárquico.
A capacidade de um insecto produzir algo como o mel deixa-me perplexo. Ainda mais a forma como procuram garantir a sua subsistência e a continuação da espécie. Retiram o néctar das plantas e espalham o pólen pelas restantes flores do jardim, para assim garantirem o seu modo de subsistência.
O programa Paulson é uma espécie de colmeia do capital.
Pega-se em 700.000.000.000.000 (?) de partículas de pólen e distribuem-se pelas abelhas, que entretanto acreditaram numa multiplicação miraculosa do número de flores e deixaram de o espalhar, colocando em causa o jardim. Pior ainda: a rainha, que deveria controlar toda a actividade da colmeia, caiu no mesmo erro e, enquanto houve flores, deixou o mercado do pólen funcionar.
Devemos aqui notar que as 700.000.000.000.000 (?) partículas de pólen injectadas pela rainha da colmeia foram sendo acumuladas, ao longo dos anos, através do contributo fornecido pelas flores, tendo em conta o bem-estar mínimo do jardim.
Assim, para agradar à colmeia, que durante décadas se sentou à sombra do pólen acumulado pela rainha e foi consumindo o néctar, esta distribui o pólen pelas abelhas para que, meio à pressa, façam chegar uns salpicos às flores e as levem a acreditar que vão voltar desabrochar e contribuir para o bem-estar do jardim. Desta vez, contribuir ainda mais, para que as 700.000.000.000.000 (?) partículas de pólen sejam repostas na colmeia, para além das que têm de cobrir as necessidades correntes.
A menos que as flores do jardim quebrem o ciclo.
Não sei se as abelhas são formalmente consideradas insectos. Desconheço, não é área que me atraia. Apesar de a minha reserva pessoal se colocar, essencialmente, em torno dos rastejantes, a verdade é que os insectos voadores também me deixam desconfortável.
Ainda assim, apesar da repugnância que me causam, tenho alguma admiração pelas abelhas. Nomeadamente, na sua organização - chamemos-lhe assim - mesmo não sendo monárquico.
A capacidade de um insecto produzir algo como o mel deixa-me perplexo. Ainda mais a forma como procuram garantir a sua subsistência e a continuação da espécie. Retiram o néctar das plantas e espalham o pólen pelas restantes flores do jardim, para assim garantirem o seu modo de subsistência.
O programa Paulson é uma espécie de colmeia do capital.
Pega-se em 700.000.000.000.000 (?) de partículas de pólen e distribuem-se pelas abelhas, que entretanto acreditaram numa multiplicação miraculosa do número de flores e deixaram de o espalhar, colocando em causa o jardim. Pior ainda: a rainha, que deveria controlar toda a actividade da colmeia, caiu no mesmo erro e, enquanto houve flores, deixou o mercado do pólen funcionar.
Devemos aqui notar que as 700.000.000.000.000 (?) partículas de pólen injectadas pela rainha da colmeia foram sendo acumuladas, ao longo dos anos, através do contributo fornecido pelas flores, tendo em conta o bem-estar mínimo do jardim.
Assim, para agradar à colmeia, que durante décadas se sentou à sombra do pólen acumulado pela rainha e foi consumindo o néctar, esta distribui o pólen pelas abelhas para que, meio à pressa, façam chegar uns salpicos às flores e as levem a acreditar que vão voltar desabrochar e contribuir para o bem-estar do jardim. Desta vez, contribuir ainda mais, para que as 700.000.000.000.000 (?) partículas de pólen sejam repostas na colmeia, para além das que têm de cobrir as necessidades correntes.
A menos que as flores do jardim quebrem o ciclo.
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terça-feira, setembro 30, 2008
Famílias felizes
Sócrates veio hoje a público para "tranquilizar as pessoas quanto às suas poupanças".
As cerca de 34 pessoas que conseguem poupar em Portugal agradeceram e 17 delas voltaram para o Conselho de Ministros.
As cerca de 34 pessoas que conseguem poupar em Portugal agradeceram e 17 delas voltaram para o Conselho de Ministros.
Titanic
É impressionante como alguns continuam a fazer a banda tocar.
"A palavra mais usada na economia mundial é "pânico". O termo é adequado, mas a circunstância não é anormal. A presente crise nada tem de extraordinário. Como os furacões que assolam regularmente a costa americana, o susto da catástrofe é duro mas não deve gerar previsões drásticas ou medidas radicais. Enfrentado o tufão, reconstrói-se e regressa-se ao normal".
César das Neves, who else?
"A palavra mais usada na economia mundial é "pânico". O termo é adequado, mas a circunstância não é anormal. A presente crise nada tem de extraordinário. Como os furacões que assolam regularmente a costa americana, o susto da catástrofe é duro mas não deve gerar previsões drásticas ou medidas radicais. Enfrentado o tufão, reconstrói-se e regressa-se ao normal".
César das Neves, who else?
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domingo, setembro 28, 2008
Quem não tem cão: Parte II
Na sequência da posta anterior, uma rápida viagem pela blogosfera permite-me verificar o seguinte:
A esquerda fracturante, a esquerda moderna, a direita liberal e a direita conservadora usam o mesmo argumento - falso, diga-se - para criticar as Teses do Congresso do PCP.
E todos eles partem de um excerto cirurgicamente recortado da secção Internacional do projecto de Teses.
Basicamente, entre fracturantes, modernos, liberais e conservadores, só muda o cheiro; o método, é o mesmo...
A esquerda fracturante, a esquerda moderna, a direita liberal e a direita conservadora usam o mesmo argumento - falso, diga-se - para criticar as Teses do Congresso do PCP.
E todos eles partem de um excerto cirurgicamente recortado da secção Internacional do projecto de Teses.
Basicamente, entre fracturantes, modernos, liberais e conservadores, só muda o cheiro; o método, é o mesmo...
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sexta-feira, setembro 26, 2008
Quem não tem cão...
... caça com gato! E deve ser por isso que o Daniel Oliveira, à falta de teses, programa ou ideologia no seu partido, se apressa a dar enorme relevância ao documento colocado à discussão dos militantes do PCP... Ah! Com a foto do Estaline a acompanhar a posta, claro. Só não fala nos comunistas que comem criancinhas, mas deve ter sido falta de espaço.
Num bloco que se considera tão à esquerda, ainda é possível ir beber ao argumentário da direita.
Num bloco que se considera tão à esquerda, ainda é possível ir beber ao argumentário da direita.
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quinta-feira, setembro 25, 2008
Andem lá com isso!
Vamos lá acabar com esta discussão patética do casamento homossexual. Deixem casar quem quer casar para podermos preocupar-nos com coisas que deveriam ser bem menos básicas do que o direito de um cidadão a casar com quem bem entende.
Nem que seja com um Toyota.
Nem que seja com um Toyota.
segunda-feira, setembro 22, 2008
Liberalismos
Para o liberal Pedro Passos Coelho, "o subprime permitiu a milhões de pessoas da classe média-baixa adquirirem casa própria", segundo a entrevista ao Rádio Clube.
Curioso. Ia jurar que o subprime gira em torno de pessoas que jamais terão casa própria - embora o facto de lhes concederem um crédito as faça acreditar que sim. Que o digam os três milhões de norte-americanos que já ficaram sem as casas próprias. E parece que até final do ano vão ser mais dois milhões.
Curioso. Ia jurar que o subprime gira em torno de pessoas que jamais terão casa própria - embora o facto de lhes concederem um crédito as faça acreditar que sim. Que o digam os três milhões de norte-americanos que já ficaram sem as casas próprias. E parece que até final do ano vão ser mais dois milhões.
quinta-feira, setembro 18, 2008
Videovigilância - onde acaba o desejo de segurança e começa a filhadaputice
Hoje, por motivos que não interessam agora para aqui, fui ao Norteshopping comprar um ramo de flores.
Duas jovens, simpáticas, atenderam-me na perfeição. Apesar de os ramos serem bastante caros, confesso que não roubei qualquer deles. Mas podia tê-lo feito. Podia, porque a única câmara de vigilância que existe no local aponta, directamente, para a caixa registadora.
Daqui, podemos concluir que o que preocupa o patronato não é quem rouba nas lojas, mas sim os empregados que, não raras vezes, impedem esses mesmos roubos. Têm mais medo dos empregados do que dos clientes, e se isso não é uma filhadaputice, então não sei o que é.
Numa altura em que alguma esquerda descobriu a actualidade dos escritos de Marx e Engels - e a direita zurra pela intervenção do estado como paliativo para o sistema que criaram e que defendem -, por questões macroeconómicas, vem isto provar que também nas questões micro pode avaliar-se uma matéria tão importante como a confiança que um trabalhador tem no seu patrão. E o contrário. Que tipo de relação com o trabalhador pretende este empresário? E, já agora, onde está a pessoa que visiona as imagens? Será como no El Corte Inglès, que o fazem a partir de Espanha?
Já tinha ouvido falar nestes exemplos há mais de três anos, quando, por tarefas que tinha na JCP, visitei - clandestino - vários shoppings do Porto. Mas nunca tinha visto algo tão flagrante. E tão filho da puta.
Duas jovens, simpáticas, atenderam-me na perfeição. Apesar de os ramos serem bastante caros, confesso que não roubei qualquer deles. Mas podia tê-lo feito. Podia, porque a única câmara de vigilância que existe no local aponta, directamente, para a caixa registadora.
Daqui, podemos concluir que o que preocupa o patronato não é quem rouba nas lojas, mas sim os empregados que, não raras vezes, impedem esses mesmos roubos. Têm mais medo dos empregados do que dos clientes, e se isso não é uma filhadaputice, então não sei o que é.
Numa altura em que alguma esquerda descobriu a actualidade dos escritos de Marx e Engels - e a direita zurra pela intervenção do estado como paliativo para o sistema que criaram e que defendem -, por questões macroeconómicas, vem isto provar que também nas questões micro pode avaliar-se uma matéria tão importante como a confiança que um trabalhador tem no seu patrão. E o contrário. Que tipo de relação com o trabalhador pretende este empresário? E, já agora, onde está a pessoa que visiona as imagens? Será como no El Corte Inglès, que o fazem a partir de Espanha?
Já tinha ouvido falar nestes exemplos há mais de três anos, quando, por tarefas que tinha na JCP, visitei - clandestino - vários shoppings do Porto. Mas nunca tinha visto algo tão flagrante. E tão filho da puta.
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quarta-feira, setembro 17, 2008
Quem manda?
Ontem, um dos mais desastrados ministros veio aconselhar às petrolíferas uma descida dos preços dos combustíveis.
Hoje, a BP aumentou a gasolina em um cêntimo. Explicou um dos administradores que a BP Portugal não compra crude, só produto refinado. Ou seja, mesmo com a matéria-prima mais barata, a BP, supostamente, compra o produto final a um preço igualmente elevado. Ou seja, os gestores da BP devem ser bastante burros. Ou não...
Esta foi só uma demonstração sobre quem realmente manda neste rectângulo.
Hoje, a BP aumentou a gasolina em um cêntimo. Explicou um dos administradores que a BP Portugal não compra crude, só produto refinado. Ou seja, mesmo com a matéria-prima mais barata, a BP, supostamente, compra o produto final a um preço igualmente elevado. Ou seja, os gestores da BP devem ser bastante burros. Ou não...
Esta foi só uma demonstração sobre quem realmente manda neste rectângulo.
terça-feira, setembro 16, 2008
Constelações
"O treinador do Barcelona tem de gerir uma constelação de estrelas".
Sic Notícias
Era para ser uma constelação de ovos estrelados, mas ficaram-se pelas estrelas.
segunda-feira, setembro 15, 2008
Exigências - Outra vez
O Portugal Diário publicou hoje uma notícia - da Lusa - com um título esclarecedor:
GNR tem o triplo dos candidatos da PSP
Na peça não é referido que tenha sido solicitado ao MAI qualquer comentário sobre esta matéria, e é pena.
Convém recordar o que escrevi aqui, em 12 de Maio de 2008, para quem quiser ler na íntegra.
Para quem não quiser, aqui fica um excerto:
"Por outro lado, foi fixado o 11º ano de escolaridade como requisito de admissão ao curso de formação de guardas, garantindo a equivalência deste curso ao 12º ano de escolaridade. Esta medida constituirá, sem dúvida, um factor importante para a melhoria da qualificação dos militares da Guarda". Ver aqui o texto completo, com data de 3 de Dezembro de 2007.
No entanto, segundo o site da GNR, de acordo com o Diário da República de 6 de Maio de 2008, a exigência diminuiu, sendo apenas necessário o 9.º ano para concorrer a Praça, como pode ler-se no Aviso n.º 13803/2008 do Comando-Geral da GNR, alínea g do ponto 7: "Ter como habilitações mínimas o 9.º ano de escolaridade ou equivalente". Ver aqui o texto completo.
sexta-feira, setembro 12, 2008
As virgens, arrastões e outras piadas
Uma das pinturas nas muitas paredes da Festa do Avante! motivou este post tão engraçado do Daniel Oliveira. Passo, então, a reproduzir aquela que, para o Daniel, é uma frase que não faz sentido:
"O Partido é uma casa grande, pintada de cores alegres e cheia de pessoas felizes".
Nos comentários, o autor do blog afirma qual o sentido que faria se a frase fosse em relação a outro partido qualquer que não o PCP. Não poderia acontecer, pelo simples facto que nenhum outro partido consegue fazer tanto e tão bem como o PCP. E o Bloco bem tentou, há dois ou três anos...
Voltando ao que interessa, se, na frase, quiser trocar o PCP (Partido) por outro partido qualquer, deixaria de fazer sentido:
O PS é uma mansão grande em Cascais, cheia de gente gira, fashion e com bons empregos.
O PSD é um condomínio fechado, silencioso e com um segurança à porta a dar cartões de consumo obrigatório.
O CDS é uma casa a arder, só com o seu presidente.
O BE é uma tenda alternativa, cheia de pessoas diferentes, vegetarianas, giras e fashion.
Posto isto, avancemos.
Na caixa de comentários, o Daniel brinda-nos com uma série de considerações; que é uma frase infantil, que não faz sentido, entre outras. Eu poderia apelar ao sentido literário do Daniel e explicar-lhe que, durante a Festa do Avante!, o Partido transforma a Quinta da Atalaia numa casa enorme, salpicada com cores alegres e vibrantes e a abarrotar de pessoas felizes. Não o faço. Achava eu que o Daniel era um insensível.
No entanto, e na resposta às muitas respostas do Daniel, depois de ele ter revelado que foi cuspido por um militante comunista numa manifestação e insultado numa festa do Avante!, disse eu o seguinte: "O Daniel não pode sair à rua por causa dos skins, vai às manifs e é cuspido, vai à Festa e é insultado… Coitadinho do Daniel…". O que eu fui dizer. A partir desta frase, que pretendia ir ao encontro do tom agradável e engraçado que deu ao post, o Daniel conseguiu ver que eu estava a comparar comunistas e skins, indo mais longe: "Que triste serviço faz ao seu partido ao pôr os seus camaradas lado a lado com fascistas de extrema-direita".
Como é evidente e tive oportunidade de dizer-lhe, não é o Daniel que vai dar-me lições de como melhor servir o meu Partido, mas a sensibilidade demonstrada deixou-me surpreendido. No fim, acabámos os dois a concordar que o humor é subjectivo; que uma frase que o Daniel considera ridícula, para mim pode apenas ser metafórica; que o Daniel não acha piada a piadas com skins e comunistas.
Mas eu, como sou um gajo teimoso, vou mais longe e digo-lhe:
O Daniel não pode sair à rua por causa dos skins, vai às manifs e é cuspido, vai à Festa e é insultado e, qualquer dia, tem a malta do Bloco à perna por causa do Sá Fernandes em Lisboa… Coitadinho do Daniel.
E proponho-me desde já a fazer com ele uma compilação de imagens ou escritos engraçados. Aqui fica o meu contributo:

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quinta-feira, setembro 11, 2008
11/9
Há sete anos estava num café da Rua Fernandes Tomás a ver um avião voar contra um arranha-céus. Foi o inesperado, o impensável.
Hoje, a Manuela Ferreira Leite está a falar e é mais ou menos a mesma coisa.
Hoje, a Manuela Ferreira Leite está a falar e é mais ou menos a mesma coisa.
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quarta-feira, setembro 03, 2008
Recordar é viver II
Todos correm atrás
de paz
e felicidade
Numa procura incessante
que faz
com que muitas pessoas
acabem
Desiludidas
ingenuamente suicidas
Totalmente perdidas
No labirinto da vida
Andando em círculos
Buscando saída de modo ridículo
E a cada
topada
nas pedras
da estrada
Alguém te observa
como quem não quer nada
Você não enxerga
você não escuta
o filha da puta
dando risada
E se qualquer canoa furada
alivia a depressão
você embarca
Pensa que é a tábua da salvação
Mas não haverá escapatória
na fuga ilusória
Buscando no pó
a vitória
Você fez o nó
Desfaça ele agora
Ou ele te enforca
Sem final feliz na história
Aí acabou
Não tem bis
Faça o diabo feliz...
Deixe o diabo contente
Mostrando os dentes
Continue bancando o valente
Baixando o cacete
Puxando o tapete
De quem
encontrar
pela frente
Arrume inimigos
Não dê ouvidos
A quem disser que
quem fere com ferro
com ferro será ferido
Pise
Esmague
Mate
Pague pra ver
Se o preço for alto não vá se arrepender
Subir é difícil,
mais fácil é descer
E ele te abraça com todo o prazer
E te diz: Ambição,
Egoísmo - o xis da questão
então
Faça o diabo feliz...
Se fingindo
de cego
tudo é lindo
Pela desgraça
- dos outros -
você passa sorrindo
Agindo da forma mais arrogante
Está de pé
e não quer
que ninguém mais se levante
Impressionante
o seu jeito covarde
De explorar a desigualdade
Mergulhando num mar
de Indiferença
parasitando o povo
A recompensa está chegando em dobro
Agora coma o pão que ele amassou
É a opção que restou
O seu reinado acabou
Foi bom enquanto durou
De gigolô
a meretriz
Será que foi isso que você quis?
Ontem ria
hoje
chora
Veja só
Quem ri por último
ri melhor
Faça o diabo feliz
Gabriel Contino
Poeta Brasileiro
de paz
e felicidade
Numa procura incessante
que faz
com que muitas pessoas
acabem
Desiludidas
ingenuamente suicidas
Totalmente perdidas
No labirinto da vida
Andando em círculos
Buscando saída de modo ridículo
E a cada
topada
nas pedras
da estrada
Alguém te observa
como quem não quer nada
Você não enxerga
você não escuta
o filha da puta
dando risada
E se qualquer canoa furada
alivia a depressão
você embarca
Pensa que é a tábua da salvação
Mas não haverá escapatória
na fuga ilusória
Buscando no pó
a vitória
Você fez o nó
Desfaça ele agora
Ou ele te enforca
Sem final feliz na história
Aí acabou
Não tem bis
Faça o diabo feliz...
Deixe o diabo contente
Mostrando os dentes
Continue bancando o valente
Baixando o cacete
Puxando o tapete
De quem
encontrar
pela frente
Arrume inimigos
Não dê ouvidos
A quem disser que
quem fere com ferro
com ferro será ferido
Pise
Esmague
Mate
Pague pra ver
Se o preço for alto não vá se arrepender
Subir é difícil,
mais fácil é descer
E ele te abraça com todo o prazer
E te diz: Ambição,
Egoísmo - o xis da questão
então
Faça o diabo feliz...
Se fingindo
de cego
tudo é lindo
Pela desgraça
- dos outros -
você passa sorrindo
Agindo da forma mais arrogante
Está de pé
e não quer
que ninguém mais se levante
Impressionante
o seu jeito covarde
De explorar a desigualdade
Mergulhando num mar
de Indiferença
parasitando o povo
A recompensa está chegando em dobro
Agora coma o pão que ele amassou
É a opção que restou
O seu reinado acabou
Foi bom enquanto durou
De gigolô
a meretriz
Será que foi isso que você quis?
Ontem ria
hoje
chora
Veja só
Quem ri por último
ri melhor
Faça o diabo feliz
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