sexta-feira, novembro 28, 2008

curiosidades

Curioso foi ver ontem o Corredor do Poder. Não foi curioso o acto de ver, porque acho foram poucas ou nenhumas as vezes que perdi o programa, mas antes o que vi:

  1. A moderadora - uma espécie de suporte para o representante do PS - a afirmar que "aquilo que os portugueses questionam, neste momento é para que serve uma comissão parlamentar" [sobre o caso BPN], dirigindo-se a Margarida Botelho [PCP], com quem consegue ser tão arrogante como era com o Soeiro [BE] - independentemente de eu achar que ele não tem uma presença credível, principalmente em discussão directa com o Nuno Melo [CDS].
  2. A resposta da Margarida Botelho - que tem melhorado muito desde o início do programa - sobre o que realmente faz os portugueses questionarem-se: Como foi possível a supervisão do BP ter falhado desta forma e o critério do Governo para segurar empresas. Financia a banca e esquece o resto. Os exemplos: 20.000.000.000.000 de euros para recuperar a banca. Não tem 6.000.000 de euros para aguentar a Ceres de Coimbra ou um valor semelhante, que é o necessário para as minas de Aljustrel.
  3. O Marco António [PSD], de imperador, só mesmo o nome. Estava assim murchito, a falar do BPN, vá lá saber-se os motivos...
  4. Ver o Marco Perestrelo [PS], que, como disse acima, safa-se mais devido ao auxílio da moderadora do que pelo mérito próprio, deixar Ana Drago [BE] sem resposta ao acusá-la de mentir, fundamentando devidamente os motivos. Acho que foi a primeira vez que vi a menina do Bloco demonstrar nervosismo e desorientação.

Post it: Não sei bem por que motivo, mas o Poker Alho saiu ali do lado. As minhas desculpas ao gajo que parece que até faz anos ou hoje. E parabéns.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Quem faz mesmo, mesmo, mas mesmo falta?

No último dia de campanha, José Sá Fernandes e o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles estiveram nas instalações da Docapesca para denunciar aquilo que chamam de "plano secreto" para a frente ribeirinha, que as candidaturas de António Costa e Carmona Rodrigues se recusam a revelar antes de domingo.



O novo executivo da Câmara Municipal de Lisboa, liderado pelo socialista António Costa, toma posse esta quarta-feira e, de acordo com um comunicado do Partido Socialista enviado aos órgãos de comunicação social, foi conseguido um acordo entre o Bloco de Esquerda e o PS para a autarquia.



Contudo, constata-se que "o estado de execução do acordo de políticas estabelecido para a CML é de grande atraso em diversos aspectos centrais para uma mudança na cidade". Critica-se o executivo por não travar a batalha por uma política anti-especulativa para a habitação, pelo "atraso irreparável" na reestruturação das empresas municipais, ou por ser conivente com a "concessão sem concurso de uma extensão do prazo de negócio da Liscont/Mota-Engil no terminal de Alcântara", demonstrando "uma grave cedência aos interesses económicos que colonizam a cidade de Lisboa."

quarta-feira, novembro 19, 2008

Tu queres ver...?

Pelo que disse ontem, Manuela Ferreira Leite arrisca-se a ser a próxima ministra da Educação deste Governo...


Post-it: Piada fácil: Caiu-lhe a máscara!

quinta-feira, novembro 13, 2008

Coincidência pura

Ontem foi decretado que os vegetais deformados e inestéticos regressam aos mercados.

Hoje regresso eu.

Coincidência, nãoa é??

quarta-feira, novembro 05, 2008

Enganei-me

Obama ganhou e ainda bem. A primeira parte do que escrevi ontem estava errada. O tempo dirá se também errei na segunda... Espero que sim!

terça-feira, novembro 04, 2008

Can he?

A Europa está suspensa à espera de saber o resultado das eleições nos EUA. Poucas vezes falei aqui sobre estas eleições e não altero uma linha ao que disse aqui em Fevereiro deste ano sobre o candidato Obama.

À hora a que escrevo este post, mantenho a convicção de que Obama não ganhará. Mesmo levando já a impressionante vantagem de 32 votos contra 16 - são os resultados conhecidos até agora.

Não partilho a euforia em torno de Obama e da mudança que poderá vir a significar. Pelo simples facto de que não o vejo como exterior ao sistema - olá Dias da Cunha -, mas antes como parte integrante do sistema e que fará exactamente o mesmo que os outros para manter tudo como está. Não tem interesse em combatê-lo. E que melhor forma de manter tudo como está do que prometer a mudança através da imagem? Neste momento, para mim, Obama é isso mesmo: Imagem.

Os europeus - e nós também, já agora - acreditam que Obama seria uma espécie de europeu no poder nos EUA. Obama é americano e continuará a sê-lo. E nós - e a Europa também - temos de perceber que a prioridade dele são os EUA, e, como a história nos prova, o bem para os EUA está longe de significar o bem para o resto do Mundo.

Caso vença - coisa em que, muito sinceramente, não acredito - será por uma margem bem menor do que aquela que as sondagens europeias divulgam, com vantagens absurdamente colossais, e isso também terá peso numa eventual postura presidencial que tenha de assumir.

E um dos sinais que me leva a crer que as eleições não serão favas contadas foi o anúncio de meia-hora nas tv's americanas, que custou milhões de dólares a um candidato que promete ajudar aos mais desfavorecidos e a classe média. A equipa que suporta Obama tinha que saber alguma coisa que a opinião pública não soubesse para fazer um investimento desta envergadura, apesar de ter ventagem em todas as sondagens.

Como em Fevereiro, espero muito sinceramente estar enganado.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Extra! Extra!

Ricardo Costa, na Sic:

"Este (o BPN) era um banco que já devia ter morrido, numa economia de mercado".

Pois. Mas não morreu e agora toca a reanimá-lo às custas de todos. Ricardo Costa consegue, numa só frase, explicar a génese da economia de mercado. Baseia-se em intenções e "dever ser". Mas não é. A regulação? O Constâncio que explique o que isso é. O que anda ele a fazer no Banco de Portugal. Ou o Greenspan. Ou tantos outros. Os verdadeiros utópicos.

Post-it: Então a Real Seguros fica de fora da privatização? Pois, às tantas dá lucro...

Post-it 1: O que vai acontecer aos trabalhadores do BPN?

E o burro era ele?




"Se é natural que alguns te esqueçam, como poderia o povo esquecer quem ergueu do chão os humilhados e ofendidos deste País, e com o seu nome assinou a Lei dos Baldios, a Lei do Arrendamento Rural, a Lei da Reforma Agrária, a Lei das Nacionalizações".

quinta-feira, outubro 30, 2008

Está tudo louco!

Soares e Alegre, dois putos nestas coisas da política, vêm afirmar a necessidade de repensar a Esquerda. Não é preciso muito, meus caros. Esquerda. Estão a ver? Esquerda...
Vamos lá então explicar: Esquerda é aquela coisa que é precisamente o contrário do partido que fundaram e do qual são militantes.


Post-it: Então não é que um dirigente de um partido de extrema-direita, nacionalista, anti-emigração, mais-ou-menos-anti-imigração e, por acaso, ex-emigrante, é líder de uma rede de emigração ilegal que recrutava trabalhadoras brasileiras especializadas na área do sexo?

terça-feira, outubro 28, 2008

Hã?

Diz-se por aí em várias notícias que a Islândia vai pedir ajuda aos países vizinhos.
Ok.

Vizinhos...
Vizinhos!
Vizinhos?!?!


Post-it: A Islândia é aquele ponto vermelho no meio do nada.

Tudo tem um preço

Quanto custa uma parede de contentores com uma extensão de 1.500 metros numa capital europeia?

Uma página de publicidade nos jornais diários.
Um Jorge Coelho na administração de uma empresa.

Aprender, aprender, aprender sempre!

*"O paradigma subjacente que, neste caso, insiste no conflito, no desequilíbrio e na descontinuidade, data igualmente de há uma centena de anos. Precisamente porque o conhecimento que ele produz constitui uma crítica total da sociedade existente, é natural que os beneficiários desta ordem social não o tenham aceite - em primeiro lugar as classes possidentes, que são também as detentoras do poder político. A economia marxista foi, portanto, rejeitada por todas as instituições estabelecidas da sociedade: os governos, as escolas, colégios e universidades. Em consequência, tornou-se a ciência social dos indivíduos e classes em revolta contra a ordem social estabelecida".

(...)

"A «investigação normalizada» no interior do quadro do paradigma marxiano tem sido, desde o início extremamente difícil de levar a cabo. Excluídos das universidades e dos institutos de investigação, os economistas marxistas não tiveram as facilidades, o tempo, o ambiente conveniente de que dispunham os outros investigadores. A maior parte deles teve de consagrar as suas vidas a outras tarefas , muitas vezes em sectores de actividade em sectores da actividade política que exigiam um trabalho esgotante e uma grande tensão nervosa. Em tais circunstâncias, , não é de espantar que tão poucas coisas tenham sido realizadas: pelo contrário, talvez se deva antes sublinhar o facto de tanto se ter concretizado nestas circunstâncias".

Paul M Sweezy

*"Para uma Crítica da Economia Política"
Publicações Escorpião - Cadernos o Homem e a Sociedade

Impresso em 16 de Março de 1973

sexta-feira, outubro 24, 2008

Economias ou a falta delas

Adam Smith dá duas voltas e meia na tumba, ergue a mão invisível para os céus, olha para César das Neves, João Miranda e outros que tais e diz, com a voz embargada pelo desalento:


Ainda sobre economias e finanças e coisas que tais, seria interessante saber quantos alunos do Ensino Superior aderiram aos empréstimos disponibilizados pelo Governo através da CGD, qual o montante global que atingiu e se estes empréstimos - realço - fomentados pelo Estado são ou não crédito de risco, uma vez que são créditos de pessoas que, à partida, nem sequer estão inseridas no mercado de trabalho, pelo que não possuem rendimentos..

E se o crédito não for cumprido, vão executar o quê? Assim de repente, só me lembro do calhamaço do Samuelson, que custa 70 euros. Mas quer-me parecer que este valor não cobre o preço da licenciatura...

terça-feira, outubro 21, 2008

Já não há Mandelas?

Hoje, estamos mais desiguais. Mais pobres mais pobres e ricos mais ricos. Os pobres de hoje são hoje menos pobres que os pobres de há 30 anos. Talvez. Mas quem e como o quantifica? Hoje, como podemos colocar em causa o que se passa no Mundo, se, ao longo das últimas décadas fomos ensinados a não pensar para além do pensamento único? Na ausência da necessidade de pensar se vivíamos o fim da história? Do fim das ideologias como forma de compromisso implícito um com os outros, em relação ao que cada um defende? Parece que, afinal, não o é. O Mundo está mais desigual. Se hoje os pobres são menos pobres, as necessidades básicas humanas são cada vez mais. E as básicas das mais básicas são-no há séculos. Hoje, se os pobres são menos pobres, um pão continua a ser um pão e uma mão cheia de arroz mata a mesma fome que matava num Mundo que há décadas vamos deixando morrer.
E o desespero das grandes crises arrasta consigo as respostas fáceis. Porque a necessidade é maior do que a moral e sentimos as mãos invisíveis vasculharem cada vez mais fundo nos nossos bolsos quase vazios.
De vez em quando, aparecem umas causas que nos unem. Fora do Natal, em que estamos todos unidos no amor às grandes superfícies comerciais e compramos postais à Unicef. Timor, África do Sul, Iraque, Afeganistão.
Darfur, Etiópia, Congo, Eritreia, Saara Ocidental e Curdistão conhecemos ao de leve. Como muitos outros. Nem interessa falar mais. Onde ficam?
Dessas causas nascem símbolos. Mandela. Independentemente da avaliação que hoje façamos deles e da desilusão que possam ter sido. Nascem símbolos para muitos milhares de outros Mandelas noutros países e com menos eco. Deram esperança e resistiram. Acreditaram no que agora parece ridículo acreditar: Justiça e Igualdade.

Se hoje não há Mandelas, há o legado que deixaram enquanto lutadores e resistentes.

Descansai ó desassossegados da blogosfera

quinta-feira, outubro 09, 2008

Vem aí!

A Visão arranca hoje com as habituais notícias pré-Congressos do PCP.

Tremei, ó comunistas cristalizados, que a liberdade vem em forma de carta de um militante.

Se a minha mãe, do Partido Socialista nas décadas de 80 e 90, escrever uma carta a explicar por que passou a militante do PCP, a Visão também publica?