quarta-feira, janeiro 14, 2009

Curiosidades

E qual é o nome ideal para um sociólogo das religiões?

Moisés Espírito Santo.

Alerta catraias casadoiras!

O Policarpo avisou e é preciso ter cuidado, muito cuidado com os muçulmanos. Os casamentos com muçulmanos podem ser um "monte de sarilhos".

O ideal são os casamentos entre católicos, pela igreja, claro, e de preferência como eram - mais flagrantemente - há umas décadas. A mulher fechada em casa numa enorme burka de cimento e/ou pedra, saindo só para ir à igreja com um lenço na cabeça, talvez para esconder a porrada que levava - e bem - do devoto marido, antes de voltar para casa e tomar conta dos filhos.

Claro que a superioridade civilizacional da igreja católica é flagrante. A distinção entre géneros é apenas um detalhe comum às duas religiões. E os mortos em nome delas. E a - falta de - razão cega. E... E... E...

Post - it: O sr. Soares, o tal da comissão para o diálogo inter-religioso não tem uma palavrinha a dizer?

Xutos - 30 anos


30 anos de Xutos - Os melhores entre os melhores

terça-feira, janeiro 13, 2009

Nós por cá

Leça da Palmeira é um Mundo. Melhor que as Maldivas, como expliquei em tempos.

Somos tão grandes que até a Junta de Freguesia é diferente. Pensam que estamos nesta coisa da Internet como todas as outras? Nada disso. www.jf-lecadapalmeira.pt? Nada disso. www.junta.pt. É o nosso domínio e é muito bem.

E somos ainda convidados a votar nas sete maravilhas de Leça da Palmeira. Querem eles que "elega as sete maravilhas de Leça". Que estupidez. Leceiro que se preze recusa votar apenas em sete maravilhas, toda a gente sabe que tudo em Leça é maravilhoso e é manifestamente redutor elegar apenas sete...

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Concurso de quadras humorísticas no Dia de Reis

As duas quadras vencedoras, cantadas ao ilumidado:
"Viva o nosso primeiro-ministro
Viva o nosso dirigente
Seja sempre iluminado
Pela estrela mais fulgente

Temos todo o desejo
Não o podemos negar
Cantar para o ano as janeiras
Outra vez neste lugar
"

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Futebol com causas

Vamos parar de discutir, por momentos, se o Benfica jogou mal na Trofa e em Guimarães, se o FC Porto é um justo líder ou se o Miguel Veloso é realmente um jogador de futebol. Paremos, só por momentos, para pensar se o futebol é ainda um desporto de massas ou se o preço dos bilhetes o transforma num luxo que, ao vivo, só pode ser assistido pelos menos pobres. Paremos e pensemos se é possível ainda haver causas no futebol, para além das campanhas institucionais anti-racistas e a favor do fair-play. Se ainda é possível, para além das tradicionais visitas de Natal a hospitais e instituições de acolhimento a crianças, haver jogadores de futebol que se interessem por alguma coisa para além da bola.

São casos cada vez mais pontuais e raríssimos os exemplos daqueles a quem a fama e o dinheiro não subiu à cabeça e ocupou a zona do cérebro destinada à sensibilidade social a troco de coisa nenhuma.

Há uns anos, Filipovic, talvez a treinar o Salgueiros, não tenho a certeza, e Drulovic, então a jogar no FC Porto, participaram em acções de luta contra o desmembramento da Jugoslávia pelas forças da NATO.

Exemplos raríssimos vêm também lá de fora, onde se destaca o italiano Cristiano Lucarelli que se divide entre os relvados e a causa socialista.

Ontem, em Espanha, Frederic Kanouté, internacional do Mali, deixou as cores do Sevilha e, para festejar um golo frente ao Depor, envergou a camisola da causa palestiniana.

Não quero aqui debruçar-me sobre a questão de Gaza. Não é difícil saber a minha opinião relativamente a Israel, mas considero importante esclarecer que em termos políticos, tanto os eternos aliados dos EUA como o Hamas me merecem o mesmo comentário: Não simpatizo com países, partidos, movimentos e tudo o mais que tenha a ver com religião. Se o Hamas é composto por fundamentalistas islâmicos, o governo de Israel é composto por fundamentalistas judaicos.


O que realmente me preocupa é o massacre de inocentes e a miséria - para mim a grande raiz do fundamentalismo islâmico - daquela gente de Gaza. E isso vai além da política e entra no campo do sentimento de humanidade, que há cada vez menos.


Ontem, Kanouté, jogador de futebol, goleou uma série de governos e governantes.


quarta-feira, janeiro 07, 2009

São ciclos

Até há um ano, mais coisa menos coisa, estávamos todos desgraçados porque era preciso travar o défice e colocá-lo abaixo dos 3 por cento.

Neste ano - e no próximo, muito provavelmente - estamos todos desgraçados porque é preciso segurar os bancos, perdão, o sistema económico, e estamos em crise profunda. Para isso, vamos aumentar o défice e colocá-lo nos 3 por cento.

Quando passar esta crise, vamos voltar a estar desgraçados para voltar a baixar o défice.

Mas não desanimemos já a pensar como vamos desenrascar-nos a viver sem uma qualquer crise. Há-de vir outra crise depois da próxima para continuar a bater no mexilhão.

terça-feira, janeiro 06, 2009

O(s) Professor(es) da Nação


As frases de ontem:
"Os portuguesem precisam de saber";
"Deixem que explique aos portugueses".
Outra frase digna de registo do pós debate:
"Os investimentos a 75 anos não me preocupam, 'a longo prazo estamos todos mortos'" - Bettencourt Resendes

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Tiro ao lado

Uma posta sobre a morte de um jovem de 14 anos, no 5 Dias, suscitou um debate aceso. A posta foi entretanto retirada do ar e substituída por esta, a meu ver bem, numa prova de carácter do autor, acreditando eu que a decisão partiu do autor - mas isso são outros quinhentos.

O título era qualquer coisa como membro de organização assassina fortemente armada volta a matar, referindo-se ao PSP que disparou para um carro em fuga. A reacção do João Branco foi a quente, como o próprio reconheceu mais tarde, tendo em conta a morte de uma criança. Pego na posta original para constatar que a indignação do autor também é culpa da própria PSP.

Há sectores da sociedade que por birra, moda ou preconceitos ainda vêem as forças de segurança como obstáculos à democracia plena e à liberdade; outros, mais compreensivelmente, olham com desconfiança para os polícias, fruto dos anos de ditadura fascista em Portugal, em que PSP e GNR eram sinónimo de repressão.

Mais de três décadas depois do 25 de Abril de 74, a PSP não conseguiu ainda passar a mensagem de uma força de segurança humana, preventiva, com profissionais bem formados e capazes de dar resposta aos problemas dois cidadãos. O facto de até há pouco mais de uma década ter sido uma instituição militar fortemente hierarquizada, comandada por militares saídos fresquinhos das fileiras do exército, em nada ajudou a contrariar esta imagem transversal. Hoje mesmo, o director nacional da PSP é um ex-militar.

Pelo contrário, a aposta na repressão continuou - e continua - desta vez, no trânsito. Afinal, é o que dá dinheiro ao Estado. O primeiro reflexo de um cidadão comum que viaje de carro e veja um polícia na rua é o de ver se tem o cinto de segurança e isto ajuda a explicar o medo - em medidas bem diferentes das do tempo do fascismo - que ainda há em relação aos polícias; a ideia repressiva continua bem presente.

Só em 2002 passou a ser possível o sindicalismo na PSP e isso também ajuda ao atraso na face humana que uma força de segurança moderna e eficaz tem de ter. Programas "de proximidade" como o Escola Segura, o Comércio Seguro, o Maiores de 65 ajudam a mascarar uma insuficiência gritante no que diz respeito à efectiva proximidade da PSP em relação aos cidadãos.

Hoje, fruto de uma estratégia de comunicação inexistente na PSP, que continua achar que basta o peso do cargo que se ocupa para falar com o exterior, são os sindicatos a desempenhar o duplo papel de defensores dos interesses sócio-profissionais dos polícias e de defensores da instituição. São, muitas vezes, os dirigentes sindicais que explicam à opinião pública procedimentos, motivos e razões desta ou daquela intervenção. Não é o papel que lhes está destinado, mas têm de o cumprir, para que sejam compreendidos quando reivindicam e naquilo que reivindicam.

O reconhecimento público da necessidade de meios materiais e humanos na PSP deveria partir da própria hierarquia, mas o comprometimento político das nomeações impede-o. E assim continuamos a ter as cúpulas a esconder e os sindicatos a denunciar aquilo que a Direcção Nacional não faz, embora saiba que é verdade, para que se perceba que os profissionais só não fazem mais porque não podem.

Na GNR, a situação é ainda pior. Militares e está tudo dito. Interessa ao Estado, por motivos vários, ter uma força de segurança numerosa como a GNR fechada nela própria e sob o comando de generais, não de civis. Por isso continua a ser negado à GNR o direito ao sindicalismo, ainda que seja uma força de segurança com o mesmo propósito da PSP: a segurança pública.

É fundamental humanizar o rosto das forças de segurança. Se não o fazem pelas instituições e pela democracia, que o façam, pelo menos, pelos homens e mulheres que devem comandar e que todos os dias dão a cara pelas insígnias que representam.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

2009 - Ânus (ainda mais) horribillis

Em 2009, continuaremos a ser sodomizados pelo Governo. Pelo menos até às próximas eleições.


Post it: Favor não ler a posta caso seja administrador de uma qualquer empresa de construção que beneficiará com os ajustes directos até cinco milhões de euros.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

É...

Sou oficialmente um insensível. Não sinto cheiros nem sabores. Só dores no corpo todo.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Curiosidades

E como se chama o responsável do Observatório de Segurança das Estradas que concluiu que as auto-estradas portuguesas potenciam a formação de lençóis de água?

Luís Salpico.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Do jornalismo

Quando entrei na redacção d'O Comércio, já lá vão sete ou oito anos, as primeiras coisas que o Rock me ensinou - e que criou em mim um hábito que mantenho até hoje - foi que a primeira coisa a fazer quando se chega ao jornal é ler os jornais do dia. Hoje, é preciso ler os jornais do dia, dar uma volta pelos sites e, de preferência, ouvir os noticiários da manhã na rádio, para além da Sic Notícias e, se houver tempo, a RTPN.

Outra das coisas que aprendi foi que o trabalho de um jornalista é, também, pôr os intervenientes na notícia a falar correctamente. Pode não parecer, mas é um contributo importante para os leitores externos, chamemos assim, e para aqueles que citados entre aspas na peça.

É, por vezes, um desafio tremendo para os jornalistas que cobrem desporto. Não só, mas também para eles. Não é fácil pôr alguns presidentes, treinadores e jogadores e falar português correcto. Vem isto a propósito de uma notícia da Lusa que está online no Sol, onde pode ler-se que um responsável de um sindicato afirmou que a greve tem uma adesão "superior a 100 por cento".

Daqui, para além do lapso ou ignorância do sindicalista, podemos confirmar o lapso ou a ignorância do jornalista e do editor. Ou então, uma tremenda sucessão de mal-entendidos. Ou, como disse mais lá para baixo, anda mesmo tudo a nanar.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Natal

Pedintes; esmolas; multidão; confusão; gripe; frio; chuva; presépio e o menino ao frio; prendas; embrulhos; laços; doces; correr; luzes; pinheiro; mais pedintes; Legião da Boa Vontade; Banco Alimentar; mais pedintes; Popota e Tony Carreira; perfumes; meias; meias inteiras; bacalhau; batatas; polvo; farrapo velho; roupa nova; amigos; sms; emails; mais frio; mais pedintes; acabem com os semáforos; telefonar; postais; Natal dos Hospitais; crise; contas; jantares de Natal; amigos esquecidos; remorsos; lixo; família; rir; bombeiros; lotaria; comer...

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Revolta

Desde há anos que anda uma série de pessoas a olhar para o sol, as estrelas, os pólos, o gelo, o buraco do ozono e o caralho e a encherem-nos a cabeça com o filho da puta do aquecimento global.

Aquecimento global?! Onde??

HÁ SEMANAS QUE ESTÁ UM FRIO DO CARALHO!

terça-feira, dezembro 16, 2008

Um Toninho aos saltos

Raismapartam se eu não tinha pensado neste gajo, mesmo hoje de manhã, quando lia que o Manuel Alegre já não diz que disse o que disse, no seu habitual nem sim nem não, antes pelo contrário.

A histeria maratonista louçaniana de uma alternativa que vá a votos, saída da boca de Manuel Alegre, contrasta com o BE a concorrer sozinho às legislativas, como disse o seu líder numa entrevista à RTP. Isso passou tudo a secundário. Mesmo com todas as contradições inerentes às duas figuras, que não são mais que as contradições evidentes de quem não tem uma linha de rumo ou um fio condutor por onde possa pegar-se. Alegre pode bem falar no milhão de votos, que não terá ao lado de Louçã, e Louçã iludir-se com mais um agregado, que ao BE apenas trará ainda menos coerência e credibilidade. E as franjas - tão queridas ao BE - jamais votarão Alegre por tudo o que ele representa em três décadas de Parlamento: nada.

Se pessoalmente me deixa fulo da vida o tom Eduardo Sá com que às vezes fala comigo, também é verdade que Rock me proporciona momentos interessantes de debate. Para quem não conhece, é mais ou menos como aquele gajo que deixa o porto numa caravela para chegar à Índia mas, quando vai a ver, percebe que chegou às Berlengas - e justifica: As Berlengas também são um continente, só que em pequenino.

Não deixes é cair o R à Revolução, nem subestimes o poder da rua. Tira-te algum brilho e a história mais ou menos recente vai-te provando o contrário. Para além de deixar-te demasiado parecido com quem concebeu estes outdoors, em 2004, lembras-te?


A terminar, meu caro, as revoluções são como o amor: eternas enquanto duram. E eu, que nem sou um romântico, acredito que há amores que podem ser para toda a vida.

A virtude de ser diferente

Sair uma centena de militantes de um partido com alguns milhares não é significativo. Importava também saber quantos entraram. Mas, mais que isso, perder um deputado também não é significativo. Disse-o o Mário Bettencourt Resendes, comentador de política da TSF, enquanto eu ainda esfregava os olhos com o sono.

É por este tipo de coisas que tenho orgulho em ser comunista. Quando se deu o afastamento de Luísa Mesquita foi um caso nacional. E ainda bem. Ainda bem que reconhecem uma forma diferente de ser e de estar ao PCP.