«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e... a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, (...) privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos» José Saramago - Cadernos de Lanzarote
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Isso é que ia ter piada...
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
O obreiro do Concelho
O mesmo autarca que permitiu a construção do Paço da Boa Nova, do Alto da Boa Nova - empreendimentos separados da Petrogal por uma avenida - e do complexo Entre Quintas, umas torres gigantes que saem do meio das árvores da Quinta da Conceição e da Quinta de Santiago.
Há muunta falta de memória... Na política, nos políticos...
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
O sol brilhará pra todos nós!
Só com a intervenção de Jerónimo de Sousa no debate quinzenal de hoje se começou a falar de Economia. Até então, o que decorreu foi um lavar de roupa suja lamentável.
Estratégia de 2008 em 2009 - Portugal Seguro
Por muitos vídeos de propaganda que façam...
terça-feira, fevereiro 10, 2009
PPC-PSD
É cada vez mais evidente que só Pedro Passos Coelho trará paz ao PSD. Marques Mendes não foi corrido, foi sendo corrido; Menezes foi mesmo corrido e Ferreira Leite é tudo menos uma líder. E só não é corrida pelo estatuto que tem dentro e fora do PSD.
Menezes, o tal que ia ficar calado depois das eleições, tem maior visibilidade agora do que quando liderava o PSD, em que cada gás que soltava se tornava num assunto em torno da sua credibilidade e capacidade de liderança.
Para além do que dizem o especialista em PCP, Pacheco Pereira e o prof. da Nação, Marcelo, os militantes do PSD ainda não perceberam que o seu partido só terá paz interna quando ceder à vontade de elementos externos. Passos Coelho soube rodear-se das pessoas certas - ou as pessoas certas escolheram-no a ele, não sei bem.
Mas a projecção mediática que tem só se compreende com uma nova preparação do terreno para ser de novo candidato. E, se não ganhar, ficará tudo na mesma, nem que o líder do PSD seja o Papa.
Tu queres ver que vamos ter noivado?
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
domingo, fevereiro 08, 2009
Ui, se fosse no PCP...
A apoiante de Mário Soares é assim corrida do órgão decisor nacional da esquerda tolerante.
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Juntar forças?
De onde vem o dinheiro para este tipo de propaganda política - outdoors -, é uma incógnita, tendo em conta os baixos índices de militância que são apontados numa das moções que será derrotada, mas isso é outra história.
Como é sabido, eleições legislativas e autárquicas têm dinâmicas diferentes e os factores que levam as populações a votar neste ou naquele candidato para o poder local são bem diferentes. Por isso, há situações pontuais em que as coligações podem existir. Aconteceu entre o PS e a CDU em Lisboa; com o PS e o BE em Lisboa.
No concelho de Matosinhos as autárquicas serão uma batalha difícil e a seguir com toda a atenção e interesse, tendo em conta a entrada de Narciso Miranda em campo, como independente. Em Leça da Palmeira, o actual presidente da Junta não será candidato do PS, já que se aproximou do "senhor de Matosinhos".
Com a dispersão de votos, estariam reunidas as condições para analisar a possibilidade de coligações. Mas com quem?
A Assembleia de Freguesia de Leça reúne ordinariamente quatro vezes por ano. Entre 2006 e 2008 ocorreram, portanto, 12 assembleias ordinárias. O eleito do Bloco faltou a 6, mais a sessão solene do 25 de Abril, sem nunca nomear o segundo da lista para estar presente.
Juntar forças com quem? Com quem não está?
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Mohammed Santos Saeed Al-Sahhaf Silva
Este sujeito que escreve declara desde já que se diz de esquerda plebeia. Pronto.
Não é que o que diz Mohammed Santos Saeed Al-Sahhaf Silva mereça grande importância. Desde aquele tristemente célebre eposódio de Trás-os-Montes que o que sai daquela boca é em tudo semelhante ao que sai por outros orifícios corporais, mas com menos consistência.
Seguiu-se a comunicação do cidadão Santos Silva, na Assembleia da República, em relação à campanha negra contra o nosso primeiro.
Agora temos esta questão do malho. Confesso que nunca me senti malhado, muito menos por este ministro. Ah! Ainda bem que a ausência de vontade de discutir questões internas não partiu da esquerda plebeia, se não, Mohammed Santos Saeed Al-Sahhaf Silva estaria já aos urros a clamar contra a falta de democracia. Assim, está tudo bem...
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Pensamento do dia
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Viver para contá-la
Mas ler o título deste post e o comentário do caro Pedro Correia, confesso, fez-me sorrir.
Sempre Há Sexta!
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Aaaaaahhhhh, então é isso!
E despedimentos? E o desemprego já existente? E o trabalho precário? Nada? Ok...
O Estudo que já deu o que tinha a dar - Eu falei com a OCDE
"I'd like to know if the OECD presented, during this week, any study related to the Portuguese educational system".
A resposta chega passado algum tempo:
"Thank you for your request. You can access information on this report on ourwebsite: click on http://www.oecd.org/document/57/0,3343,en_2649_39263231_4
2065529_1_1_1_1,00.html
best wishes"
O link remete para um texto cujo título é "Portuguese primary school reforms bearing fruit, says independent report", cuja tradução para português surge através de uma ligação ao site do Ministério da Educação. Tendo em conta a polémica, não respondia à minha pergunta, por isso, voltei a questionar:
"Thank you for your quick answer. What I intend to ask was if the report was made by OECD or if it is independent study..."
E a resposta surge seca e directa:
"It is an OECD report."
E a pergunta, minha, é a óbvia:
«Then why is written "A report by independent experts on Portugal's primary school"? (quote)»
A resposta não chegou pela mesma fonte, que me deixou a falar para o boneco...
Hoje, voltei a receber um email, mas de outra menina, que me respondeu o seguinte:
Thank you for your enquiry about the report released in Lisbon earlier this week, Policy Measures Implemented in the First Cycle of Compulsory Education in Portugal. This study was carried out by independent experts who were directly commissioned to carry out this work by the Portuguese Ministry of Education. The study was led by Dr. Peter Matthews, Visiting Professor at the Institute of Education, University of London and international consultant in the area of education. Peter Matthews has worked as a consultant for the OECD on other occasions and for this exercise his team chose to use an approach very similar to the one that OECD has used in assessing education policies over a number of years.
Although the OECD had no input into the contents of the report, which remain the responsibility of the authors themselves, it was invited by the Portuguese authorities to write the foreword, a task we were happy to accept after reading the report. The OECD also agreed to participate in the event to launch the report with a discussion of the issues raised in the report. External and independent assessments by experts are a valuable input to inform policy debates and assist with the design and implementation of policies. They can provide useful insights for policy development. The recommendations of the independent experts in this report are thoughtful and constructive and on that basis, they merit the full consideration of Portuguese education stakeholders in the pursuit of better education for all in Portugal. (...)
Na despedida:
Thank for your aswer.
Please consider only one sugestion:
I sent the same email message to webmaster@oecd.org, where it was said (quote): 29 de janeiro de 2009
RE: Study on the Portuguese educational systemoecd.org29 jan
"It is an OECD report"
Said this, regarding the importance of OECD and furthermore its credibility, I humbly sugest the communication policy should be centered in a single Office, to avoid cases like the one I mentioned above.
Resposta:
Thanks for pointing this out to me. Sorry that there was this confusion.
Estamos esclarecidos?
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Recordar é viver
"Aqui no Porto, o insulto assume uma beleza democrática considerável. Qualquer gajo que não abrande num sinal de aproximação de estrada com prioridade é um filho da puta; se conduzir um topo de gama ainda melhor, porque é um chulo filho da puta, cujo pai é o tio.
Levamos tudo isto no melhor espírito democrático. Nuns dias são eles os filhos da puta, no dia seguinte sou eu. Acho que aqui ganhamos fígados para aguentar estas coisas.Eu já insultei tantas vezes tanta gente, até a mim, que não há texto legível que aguente tanto palavrão e tantos destinatários. Mas também já fui insultado. Também insultei enquanto manifestante, mas também já fui insultado enquanto manifestante.
Também já insultei figuras públicas, desde políticos, artistas, actores, actrizes, futebolistas, escritores, comentadores, tudo. Mas mesmo tudo. E não me considero por isso menos democrata.Pode ser difícil de perceber, mas, mesmo assim, tenho respeito pelas instituições e pelas pessoas. O insulto é quase uma interjeição, ainda mais numa manifestação, seja ela política, desportiva, tantas..."
Evidências
Pessoalmente, acho que isto tem tudo a ver com o Miguel Veloso e a possível ida para o Bolton. Se eu fosse inglês e um clube português quisesse impingir o Miguel Veloso a um clube do meu país, eu também retaliava de todas as formas possíveis...
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Dos Beijinhos* I
Não sei se é do frio, mas tenho ouvido muito nas rádios aquela música dos Pólo Norte ali em cima. Trouxe-me à memória os dias em que ia para a Praia dos Beijinhos*, em Leça da Palmeira, juntamente com uma dúzia de amigos.
Eu, de cabelo comprido e viola às costas, lá ia. A camisola do Che dava aquele ar de artista - eu, que sem saber desenhar, pintar ou esculpir, estive no agrupamento de artes no 10.º ano. O facto de saber dedilhar apenas duas ou três músicas era pouco relevante. Uma delas era precisamente aquela. Chegar à praia com o saco da guitarra às costas servia para colmatar uma falha tremenda na minha pessoa que é o facto de nadar mal e à cão. Assim, sem os fatos de licra dos surfistas ou do pessoal do body-board, eu tinha a minha mais-valia.
O Grande, do alto do seu metro e 98, também com cabelo comprido, ajudava à festa. O facto de ele - e só ele - achar que cantava bem, motivava-me a ir carregado de minha casa até à praia, uns 15 minutos a pé.
O facto de conhecermos o nadador-salvador da praia dava-nos mais algum estatuto. Todos juntos, éramos o "corpo de nadadores-salvadores da Praia dos Beijinhos" - mesmo não sabendo nadar -, como nos chamou uma senhora que foi a correr dizer-nos que estava um homem nas rochas a mexer no pénis. E lá fomos nós atrás do malvado que atentava contra o pudor. Não o encontrámos, mas ficámos com os pés cortados nos mexilhões.
Nós não tínhamos pés como o do sr. João, que todos os dias atravessava a ponte para abrir o bar da praia, um barraco azul. Aquilo eram cascos tremendos. Tinha as unhas dos pés mais temíveis da zona norte. Dizia-se que as usava para tirar lapas das rochas ou ir aos caramujos. Nunca foi confirmado. As mãos eram verdadeiros barrotes, que, um dia, ajudadas por uma pá que usava para segurar os panos das barracas, correu com dois gunas de Perafita, que cometeram o pecado capital: jogar à bola perto das barracas azuis e brancas. E a voz dava-lhe um toque de típico homem do mar, das histórias que preenchem o nosso imaginário: grossa e rouca.
Homem do mar que se preze, não se preocupa com horário das digestões. Por isso, não eram raras as vezes em que o almoço do nadador-salvador era à base de feijoada. Sem quarto-de-banho, pelo menos uma vez o nadador-salvador foi obrigado a pegar na prancha do ISN e afastar-se da costa para fazer a vontade aos intestinos. Não é bonito, mas é real...
*A Praia dos Beijinhos não deve o nome a qualquer pouso romântico. Chama-se Praia dos Beijinhos porque abundavam ali uma espécie de conchas minúsculas, raiadas, parecidas com as dos caramujos. Hoje, quase não se encontram, mas o nome permanece.
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Bambo
Evidentemente que este é apenas o primeiro passo e que outros despedimentos se seguirão, na Controlinveste e noutros grupos. Chocante, mesmo, é a quantidade de jornalistas do DN, JN e de outros jornais fora dos Oliveiras que produzem blogues de qualidade e com relevância no plano nacional e nem uma palavra sobre os 122 despedimentos na Controlinveste.
Afinal, que se lixe, é na província. O facto de a segunda maior cidade do país ter perdido referências como O Comércio e o Janeiro - uma sombra absurda do que já foi -, são coisas cá de cima. E perde agora a delegação do 24 Horas. E arrisca-se a perder o JN.
26 de Dezembro de 2007:
"Um post com conteúdo sobre conteúdos
O jornal O Jogo vai passar a produzir conteúdos para outros jornais da Controlinveste.
Nota prévia: O Jogo não produz conteúdos. Os jornalistas d'O Jogo produzem os conteúdos d'O Jogo. Se a lógica ainda imperasse, o justo seria dizer que os jornalistas d'O Jogo vão ceder, obrigatoriamente, o produto do seu trabalho a outras subempreitadas do grupo Controlinveste.
Está aqui a primeira consequência flagrante do novo Estatuto do Jornalista. Deixa de haver direitos de autor e passa a haver direitos de quem contrata o trabalho do autor.Segundo a notícia, este intercâmbio (?) vai ocorrer já no euro2008. É o primeiro passo. Depois, virão outras provas e eventos e vamos passar a ter uma espécie de mini O Jogo dentro do DN, do JN, do 24horas e, quem sabe, vamos começar a poder ouvir O Jogo, o DN, o JN e o 24horas na TSF.
Isto, até podermos ver O Jogo, o DN, o JN, o 24horas e a TSF num canal de tv que o grupo pretende lançar.Com esta "racionalização de meios" - que expressão tão na moda -, o que vai acontecer aos jornalistas "excedentários"? E aos recém-licenciados?
Como é possível ser o Manuel Tavares, jornalista antes de ser director d'O Jogo, a justificar esta medida?
O Capital, Karl Marx, Volume I, Secção 2:
O Processo de Produção de Mais Valia
"O produto, de propriedade do capitalista, é um valor-de-uso, fios, calçados etc. Mas, embora calçados sejam úteis à marcha da sociedade e nosso capitalista seja um decidido progressista, não fabrica sapatos por paixão aos sapatos. Na produção de mercadorias, nosso capitalista não é movido por puro amor aos valores-de-uso. Produz valores-de-uso apenas por serem e enquanto forem substrato material, detentores de valor-de-troca. Tem dois objectivos. Primeiro, quer produzir um valor-de-uso, que tenha um valor-de-troca, um artigo destinado à venda, uma mercadoria. E segundo, quer produzir uma mercadoria de valor mais elevado que o valor conjunto das mercadorias necessárias para produzi-la, isto é, a soma dos valores dos meios de produção e força de trabalho, pelos quais antecipou seu bom dinheiro no mercado. Além de um valor-de-uso quer produzir mercadoria, além de valor-de-uso, valor, e não só valor, mas também valor excedente (mais-valia)".
Ao contrário dos capitalistas - ou grupos económicos, chamem como quiserem -, a generalidade dos jornalistas faz sapatos por paixão aos sapatos. O novo Estatuto do Jornalista é o fim formal do Jornalista enquanto detentor da propriedade intelectual do que cria, para ser um sapateiro ao serviço dos grandes grupos económicos".
