Ontem, o maior - não o mais plural - espaço de debate da televisão pública discutia o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Hoje entra em vigor o novo Código Laboral.
Post it: À mesma hora, um canal do cabo passava um filme com a Salma Hayek. E eu, que sou um gajo com prioridades, vi de relanço as meias roxas da Fernanda Câncio e fiquei colado no Hollywood.
«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e... a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, (...) privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos» José Saramago - Cadernos de Lanzarote
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Prioridades
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Títulos obviamente inocentes e sem qualquer espécie de tiques de pré-campanha da agência noticiosa de todos nós
"Sócrates dá tolerância de ponto na 3ª feira de Carnaval".
Na Lusa.
Outras hipóteses de bons títulos:
Sócrates empresta assinaturas para que engenheiros em dificuldades possam assinar projectos.
Sócrates envia exame por fax para poupar instalações da Uni.
Na Lusa.
Outras hipóteses de bons títulos:
Sócrates empresta assinaturas para que engenheiros em dificuldades possam assinar projectos.
Sócrates envia exame por fax para poupar instalações da Uni.
Isso é que ia ter piada...
Diz o DN que "Narciso não exclui ser candidato em Viana". Então e o que aconteceria aos boys que já se queimaram no PS por terem integrado o movimento?
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
O obreiro do Concelho
Lê-se no Matosinhos Hoje que Narciso Miranda considera necessário "retomar o rumo em áreas como a juventude, o urbanismo ou o ordenamento do território". Quem o diz é o próprio.
O mesmo autarca que permitiu a construção do Paço da Boa Nova, do Alto da Boa Nova - empreendimentos separados da Petrogal por uma avenida - e do complexo Entre Quintas, umas torres gigantes que saem do meio das árvores da Quinta da Conceição e da Quinta de Santiago.
Há muunta falta de memória... Na política, nos políticos...
O mesmo autarca que permitiu a construção do Paço da Boa Nova, do Alto da Boa Nova - empreendimentos separados da Petrogal por uma avenida - e do complexo Entre Quintas, umas torres gigantes que saem do meio das árvores da Quinta da Conceição e da Quinta de Santiago.
Há muunta falta de memória... Na política, nos políticos...
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
O sol brilhará pra todos nós!
Sócrates anuncia linha de crédito para pagar painéis solares. Boa. Ficamos desempregados, mas com um painel solar. Como o vamos pagar? Logo se vê...
Só com a intervenção de Jerónimo de Sousa no debate quinzenal de hoje se começou a falar de Economia. Até então, o que decorreu foi um lavar de roupa suja lamentável.
Só com a intervenção de Jerónimo de Sousa no debate quinzenal de hoje se começou a falar de Economia. Até então, o que decorreu foi um lavar de roupa suja lamentável.
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Estratégia de 2008 em 2009 - Portugal Seguro
Esta estratégia apresentada ontem pelo MAI é um belo exercício de cópia em relação à outra, apresentada em Março de 2008.
Por muitos vídeos de propaganda que façam...
Por muitos vídeos de propaganda que façam...
terça-feira, fevereiro 10, 2009
PPC-PSD
O título parece ser inevitável. Lá se vai o PPD-PSD que Santana Lopes, naquele jeito meloso de conquistador tuga, apregoava no palanque - e lá se vai, também, Santana Lopes?
É cada vez mais evidente que só Pedro Passos Coelho trará paz ao PSD. Marques Mendes não foi corrido, foi sendo corrido; Menezes foi mesmo corrido e Ferreira Leite é tudo menos uma líder. E só não é corrida pelo estatuto que tem dentro e fora do PSD.
Menezes, o tal que ia ficar calado depois das eleições, tem maior visibilidade agora do que quando liderava o PSD, em que cada gás que soltava se tornava num assunto em torno da sua credibilidade e capacidade de liderança.
Para além do que dizem o especialista em PCP, Pacheco Pereira e o prof. da Nação, Marcelo, os militantes do PSD ainda não perceberam que o seu partido só terá paz interna quando ceder à vontade de elementos externos. Passos Coelho soube rodear-se das pessoas certas - ou as pessoas certas escolheram-no a ele, não sei bem.
Mas a projecção mediática que tem só se compreende com uma nova preparação do terreno para ser de novo candidato. E, se não ganhar, ficará tudo na mesma, nem que o líder do PSD seja o Papa.
É cada vez mais evidente que só Pedro Passos Coelho trará paz ao PSD. Marques Mendes não foi corrido, foi sendo corrido; Menezes foi mesmo corrido e Ferreira Leite é tudo menos uma líder. E só não é corrida pelo estatuto que tem dentro e fora do PSD.
Menezes, o tal que ia ficar calado depois das eleições, tem maior visibilidade agora do que quando liderava o PSD, em que cada gás que soltava se tornava num assunto em torno da sua credibilidade e capacidade de liderança.
Para além do que dizem o especialista em PCP, Pacheco Pereira e o prof. da Nação, Marcelo, os militantes do PSD ainda não perceberam que o seu partido só terá paz interna quando ceder à vontade de elementos externos. Passos Coelho soube rodear-se das pessoas certas - ou as pessoas certas escolheram-no a ele, não sei bem.
Mas a projecção mediática que tem só se compreende com uma nova preparação do terreno para ser de novo candidato. E, se não ganhar, ficará tudo na mesma, nem que o líder do PSD seja o Papa.
Tu queres ver que vamos ter noivado?
Parece que os bispos estão reunidos em Fátima para falarem sobre o casamento de homossexuais...
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segunda-feira, fevereiro 09, 2009
domingo, fevereiro 08, 2009
Ui, se fosse no PCP...
Joana Amaral Dias ficou de fora da lista para a mesa nacional do Bloco.
A apoiante de Mário Soares é assim corrida do órgão decisor nacional da esquerda tolerante.
A apoiante de Mário Soares é assim corrida do órgão decisor nacional da esquerda tolerante.
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Juntar forças?
Começa hoje o congresso do Bloco, que espalhou pelos principais centros urbanos do país outdoors sob o lema "juntar forças". Percebe-se que a enorme manta de retalhos que é o BE, com uma política de agregar tudo o que mexe fora de partidos, tenha um lema como aquele.
De onde vem o dinheiro para este tipo de propaganda política - outdoors -, é uma incógnita, tendo em conta os baixos índices de militância que são apontados numa das moções que será derrotada, mas isso é outra história.
Como é sabido, eleições legislativas e autárquicas têm dinâmicas diferentes e os factores que levam as populações a votar neste ou naquele candidato para o poder local são bem diferentes. Por isso, há situações pontuais em que as coligações podem existir. Aconteceu entre o PS e a CDU em Lisboa; com o PS e o BE em Lisboa.
No concelho de Matosinhos as autárquicas serão uma batalha difícil e a seguir com toda a atenção e interesse, tendo em conta a entrada de Narciso Miranda em campo, como independente. Em Leça da Palmeira, o actual presidente da Junta não será candidato do PS, já que se aproximou do "senhor de Matosinhos".
Com a dispersão de votos, estariam reunidas as condições para analisar a possibilidade de coligações. Mas com quem?
A Assembleia de Freguesia de Leça reúne ordinariamente quatro vezes por ano. Entre 2006 e 2008 ocorreram, portanto, 12 assembleias ordinárias. O eleito do Bloco faltou a 6, mais a sessão solene do 25 de Abril, sem nunca nomear o segundo da lista para estar presente.
Juntar forças com quem? Com quem não está?
De onde vem o dinheiro para este tipo de propaganda política - outdoors -, é uma incógnita, tendo em conta os baixos índices de militância que são apontados numa das moções que será derrotada, mas isso é outra história.
Como é sabido, eleições legislativas e autárquicas têm dinâmicas diferentes e os factores que levam as populações a votar neste ou naquele candidato para o poder local são bem diferentes. Por isso, há situações pontuais em que as coligações podem existir. Aconteceu entre o PS e a CDU em Lisboa; com o PS e o BE em Lisboa.
No concelho de Matosinhos as autárquicas serão uma batalha difícil e a seguir com toda a atenção e interesse, tendo em conta a entrada de Narciso Miranda em campo, como independente. Em Leça da Palmeira, o actual presidente da Junta não será candidato do PS, já que se aproximou do "senhor de Matosinhos".
Com a dispersão de votos, estariam reunidas as condições para analisar a possibilidade de coligações. Mas com quem?
A Assembleia de Freguesia de Leça reúne ordinariamente quatro vezes por ano. Entre 2006 e 2008 ocorreram, portanto, 12 assembleias ordinárias. O eleito do Bloco faltou a 6, mais a sessão solene do 25 de Abril, sem nunca nomear o segundo da lista para estar presente.
Juntar forças com quem? Com quem não está?
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Mohammed Santos Saeed Al-Sahhaf Silva
"Eu cá gosto é de malhar na direita e gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS. São das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheço e que gostam de se dizer de esquerda plebeia ou chique".
Este sujeito que escreve declara desde já que se diz de esquerda plebeia. Pronto.
Não é que o que diz Mohammed Santos Saeed Al-Sahhaf Silva mereça grande importância. Desde aquele tristemente célebre eposódio de Trás-os-Montes que o que sai daquela boca é em tudo semelhante ao que sai por outros orifícios corporais, mas com menos consistência.
Seguiu-se a comunicação do cidadão Santos Silva, na Assembleia da República, em relação à campanha negra contra o nosso primeiro.
Agora temos esta questão do malho. Confesso que nunca me senti malhado, muito menos por este ministro. Ah! Ainda bem que a ausência de vontade de discutir questões internas não partiu da esquerda plebeia, se não, Mohammed Santos Saeed Al-Sahhaf Silva estaria já aos urros a clamar contra a falta de democracia. Assim, está tudo bem...
Este sujeito que escreve declara desde já que se diz de esquerda plebeia. Pronto.
Não é que o que diz Mohammed Santos Saeed Al-Sahhaf Silva mereça grande importância. Desde aquele tristemente célebre eposódio de Trás-os-Montes que o que sai daquela boca é em tudo semelhante ao que sai por outros orifícios corporais, mas com menos consistência.
Seguiu-se a comunicação do cidadão Santos Silva, na Assembleia da República, em relação à campanha negra contra o nosso primeiro.
Agora temos esta questão do malho. Confesso que nunca me senti malhado, muito menos por este ministro. Ah! Ainda bem que a ausência de vontade de discutir questões internas não partiu da esquerda plebeia, se não, Mohammed Santos Saeed Al-Sahhaf Silva estaria já aos urros a clamar contra a falta de democracia. Assim, está tudo bem...
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Pensamento do dia
Se não é mentira que o CDS se assume como muleta do PSD em Lisboa, não é menos verdade que também o justiceiro Sá Fernandes foi bengala para o BE nas últimas autárquicas.
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segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Viver para contá-la
Há poucas coisas que podem fazer sorrir alguém que acordou às seis da manhã, fez três horas de viagem a conduzir e ainda parou a meio para trocar um pneu.
Mas ler o título deste post e o comentário do caro Pedro Correia, confesso, fez-me sorrir.
Mas ler o título deste post e o comentário do caro Pedro Correia, confesso, fez-me sorrir.
Sempre Há Sexta!
E pronto. Porque nem só de segundas-feiras vive um homem, a partir de hoje vou lembrar que Sempre Há Sexta e, até lá, tudo há-de melhorar.
K's Choice & Skin
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Aaaaaahhhhh, então é isso!
«A maioria dos casos de novos pobres está associada a situações de divórcio»
E despedimentos? E o desemprego já existente? E o trabalho precário? Nada? Ok...
Cavaco Silva
E despedimentos? E o desemprego já existente? E o trabalho precário? Nada? Ok...
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O Estudo que já deu o que tinha a dar - Eu falei com a OCDE
Tendo em conta a polémica com o Estudo que era da OCDE e depois deixou de ser, resolvi enviar um email à OCDE a perguntar, afinal, o que é aquele relatório. Aqui fica a conversa parcial - endereços e nomes foram cortados - com duas menina simpáticas:
"I'd like to know if the OECD presented, during this week, any study related to the Portuguese educational system".
A resposta chega passado algum tempo:
"Thank you for your request. You can access information on this report on ourwebsite: click on http://www.oecd.org/document/57/0,3343,en_2649_39263231_4
2065529_1_1_1_1,00.html
best wishes"
O link remete para um texto cujo título é "Portuguese primary school reforms bearing fruit, says independent report", cuja tradução para português surge através de uma ligação ao site do Ministério da Educação. Tendo em conta a polémica, não respondia à minha pergunta, por isso, voltei a questionar:
"Thank you for your quick answer. What I intend to ask was if the report was made by OECD or if it is independent study..."
E a resposta surge seca e directa:
"It is an OECD report."
E a pergunta, minha, é a óbvia:
«Then why is written "A report by independent experts on Portugal's primary school"? (quote)»
A resposta não chegou pela mesma fonte, que me deixou a falar para o boneco...
Hoje, voltei a receber um email, mas de outra menina, que me respondeu o seguinte:
Thank you for your enquiry about the report released in Lisbon earlier this week, Policy Measures Implemented in the First Cycle of Compulsory Education in Portugal. This study was carried out by independent experts who were directly commissioned to carry out this work by the Portuguese Ministry of Education. The study was led by Dr. Peter Matthews, Visiting Professor at the Institute of Education, University of London and international consultant in the area of education. Peter Matthews has worked as a consultant for the OECD on other occasions and for this exercise his team chose to use an approach very similar to the one that OECD has used in assessing education policies over a number of years.
Although the OECD had no input into the contents of the report, which remain the responsibility of the authors themselves, it was invited by the Portuguese authorities to write the foreword, a task we were happy to accept after reading the report. The OECD also agreed to participate in the event to launch the report with a discussion of the issues raised in the report. External and independent assessments by experts are a valuable input to inform policy debates and assist with the design and implementation of policies. They can provide useful insights for policy development. The recommendations of the independent experts in this report are thoughtful and constructive and on that basis, they merit the full consideration of Portuguese education stakeholders in the pursuit of better education for all in Portugal. (...)
Na despedida:
Thank for your aswer.
Please consider only one sugestion:
I sent the same email message to webmaster@oecd.org, where it was said (quote): 29 de janeiro de 2009
RE: Study on the Portuguese educational systemoecd.org29 jan
"It is an OECD report"
Said this, regarding the importance of OECD and furthermore its credibility, I humbly sugest the communication policy should be centered in a single Office, to avoid cases like the one I mentioned above.
Resposta:
Thanks for pointing this out to me. Sorry that there was this confusion.
Estamos esclarecidos?
"I'd like to know if the OECD presented, during this week, any study related to the Portuguese educational system".
A resposta chega passado algum tempo:
"Thank you for your request. You can access information on this report on ourwebsite: click on http://www.oecd.org/document/57/0,3343,en_2649_39263231_4
2065529_1_1_1_1,00.html
best wishes"
O link remete para um texto cujo título é "Portuguese primary school reforms bearing fruit, says independent report", cuja tradução para português surge através de uma ligação ao site do Ministério da Educação. Tendo em conta a polémica, não respondia à minha pergunta, por isso, voltei a questionar:
"Thank you for your quick answer. What I intend to ask was if the report was made by OECD or if it is independent study..."
E a resposta surge seca e directa:
"It is an OECD report."
E a pergunta, minha, é a óbvia:
«Then why is written "A report by independent experts on Portugal's primary school"? (quote)»
A resposta não chegou pela mesma fonte, que me deixou a falar para o boneco...
Hoje, voltei a receber um email, mas de outra menina, que me respondeu o seguinte:
Thank you for your enquiry about the report released in Lisbon earlier this week, Policy Measures Implemented in the First Cycle of Compulsory Education in Portugal. This study was carried out by independent experts who were directly commissioned to carry out this work by the Portuguese Ministry of Education. The study was led by Dr. Peter Matthews, Visiting Professor at the Institute of Education, University of London and international consultant in the area of education. Peter Matthews has worked as a consultant for the OECD on other occasions and for this exercise his team chose to use an approach very similar to the one that OECD has used in assessing education policies over a number of years.
Although the OECD had no input into the contents of the report, which remain the responsibility of the authors themselves, it was invited by the Portuguese authorities to write the foreword, a task we were happy to accept after reading the report. The OECD also agreed to participate in the event to launch the report with a discussion of the issues raised in the report. External and independent assessments by experts are a valuable input to inform policy debates and assist with the design and implementation of policies. They can provide useful insights for policy development. The recommendations of the independent experts in this report are thoughtful and constructive and on that basis, they merit the full consideration of Portuguese education stakeholders in the pursuit of better education for all in Portugal. (...)
Na despedida:
Thank for your aswer.
Please consider only one sugestion:
I sent the same email message to webmaster@oecd.org, where it was said (quote): 29 de janeiro de 2009
RE: Study on the Portuguese educational systemoecd.org29 jan
"It is an OECD report"
Said this, regarding the importance of OECD and furthermore its credibility, I humbly sugest the communication policy should be centered in a single Office, to avoid cases like the one I mentioned above.
Resposta:
Thanks for pointing this out to me. Sorry that there was this confusion.
Estamos esclarecidos?
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Recordar é viver
Esta posta do 5 Dias e a discussão em torno dela levou-me a recordar uma outra posta que há tempos escrevi aqui.
"Aqui no Porto, o insulto assume uma beleza democrática considerável. Qualquer gajo que não abrande num sinal de aproximação de estrada com prioridade é um filho da puta; se conduzir um topo de gama ainda melhor, porque é um chulo filho da puta, cujo pai é o tio.
Levamos tudo isto no melhor espírito democrático. Nuns dias são eles os filhos da puta, no dia seguinte sou eu. Acho que aqui ganhamos fígados para aguentar estas coisas.Eu já insultei tantas vezes tanta gente, até a mim, que não há texto legível que aguente tanto palavrão e tantos destinatários. Mas também já fui insultado. Também insultei enquanto manifestante, mas também já fui insultado enquanto manifestante.
Também já insultei figuras públicas, desde políticos, artistas, actores, actrizes, futebolistas, escritores, comentadores, tudo. Mas mesmo tudo. E não me considero por isso menos democrata.Pode ser difícil de perceber, mas, mesmo assim, tenho respeito pelas instituições e pelas pessoas. O insulto é quase uma interjeição, ainda mais numa manifestação, seja ela política, desportiva, tantas..."
"Aqui no Porto, o insulto assume uma beleza democrática considerável. Qualquer gajo que não abrande num sinal de aproximação de estrada com prioridade é um filho da puta; se conduzir um topo de gama ainda melhor, porque é um chulo filho da puta, cujo pai é o tio.
Levamos tudo isto no melhor espírito democrático. Nuns dias são eles os filhos da puta, no dia seguinte sou eu. Acho que aqui ganhamos fígados para aguentar estas coisas.Eu já insultei tantas vezes tanta gente, até a mim, que não há texto legível que aguente tanto palavrão e tantos destinatários. Mas também já fui insultado. Também insultei enquanto manifestante, mas também já fui insultado enquanto manifestante.
Também já insultei figuras públicas, desde políticos, artistas, actores, actrizes, futebolistas, escritores, comentadores, tudo. Mas mesmo tudo. E não me considero por isso menos democrata.Pode ser difícil de perceber, mas, mesmo assim, tenho respeito pelas instituições e pelas pessoas. O insulto é quase uma interjeição, ainda mais numa manifestação, seja ela política, desportiva, tantas..."
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