«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e... a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, (...) privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos» José Saramago - Cadernos de Lanzarote
sexta-feira, março 20, 2009
Vergonha
Façam chegar a vossa indignação:
rdp.antena1@rtp.pt
antena1.direccao@rtp.pt;
quinta-feira, março 19, 2009
Dia do Pai.
terça-feira, março 17, 2009
América Latina
O alarido do MAI faz-me alguma confusão e deste relatório apenas tiro um ponto positivo: a maior fiscalização em torno da legalidade com que operam estas empresas.
De resto, parece-me evidente que estamos a caminhar para uma realidade perigosa, em que é preciso pagar a segurança pública. Por outro lado, o volume de negócios destas empresas não constitui uma prova do falhanço das políticas de segurança deste Governo? Se o combate à criminalidade, à insegurança e ao sentimento de insegurança, estivesse a ser bem sucedido, haveria necessidade de recorrer a este tipo de empresas? Se o efectivo das FFSS fosse suficiente para as necessidades da sociedade haveria tantas empresas de segurança privada?
Sem noção do ridículo
Segundo o próprio, nunca foi insultado em manifestações da UGT - talvez porque a UGT não faz manifestações. O sindicalismo livre, independente e responsável da UGT, que convida o primeiro ministro para o congresso dos sindicalistas socialistas.
segunda-feira, março 16, 2009
quinta-feira, março 12, 2009
Magalhães
Mas posso assegurar, no que diz respeito aos programas de reprodução de ficheiros audio, que funciona na perfeição.
Ontem, aquela miuda lá do bairro, com 7/8 anos, ouvia com toda a clareza o Rap das Armas, integrante da banda sonora do Tropa de Elite.
Parrapapa pa pa pa....
terça-feira, março 10, 2009
Tratado de Lisboa
Se o maior feito da diplomacia portuguesa - o Tratado de Lisboa - estivesse em vigor, Teixeira dos Santos faria o quê?
segunda-feira, março 09, 2009
Tiro os patos
No sábado, no Expresso:
"... continuo a lutar por mudar as coisas no PS, na esquerda, na democracia - que está a ser confiscada por gente medíocre que se apoderou dos partidos". Fantástico. Quem o diz é o fundador do MIC, que se candidatou às presidenciais contra os aparelhos partidários, para, logo a seguir, ser ainda mais claro: "P - Se os movimentos de cidadãos pudessem candidatar-se ao Parlamento avançava com o MIC já nas próximas legislativas?
R - Avançava".
A ver se percebo: Os partidos políticos, se tiverem esta designação, deixam de ser movimentos de cidadãos e passam a ser, sei lá, movimentos de beringelas, pronto. Mas, para Alegre, se pudessem concorrer a eleições, seriam, ao que parece, uma mais-valia. Faz sentido. Um dia, quando o MIC não o quisesse como candidato à presidência da Associação de Tiro aos Patos de uma aldeola qualquer, Alegre podia sempre insurgir-se contra a lógica aparelhística dos movimentos de cidadãos.
Mas a pérola vem depois: "Os partidos não esgotam a democracia. Até a podem estragar. Sempre fui renitente em relação à lógica partidária". Palavras de Manuel Alegre, fundador do PS, deputado desde sempre em democracia.
domingo, março 08, 2009
Avanços civilizacionais
Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Beijos para elas.
sexta-feira, março 06, 2009
quinta-feira, março 05, 2009
quarta-feira, março 04, 2009
Sintomas
Pelo menos, fiquei a saber que o presidente da dita assembleia dá uma morada de Castelo de Paiva antes das eleições e mais tarde procede a uma alteração de residência para S. Mamede de Infesta ou Leça da Palmeira - a dúvida ficou no ar.
A discussão acabou em torno do facto de os quilómetros feitos na deslocação entre a residência pós-eleitoral e Castelo de Paiva serem pagos pela autarquia.
Assim vai a minha sanidade.
Greve

Diz a imagem que a Controlinveste é uma marca que fica, e sê-lo-á, com certeza, para os 119 despedidos - eram 122, mas três foram reintegrados.
A 15 de Janeiro de 2009, surgia no site da Controlinveste o seguinte comunicado:
"A evolução acentuadamente negativa do mercado dos media, em particular na área da imprensa tradicional, e a profunda quebra de receitas do sector impõem (...) É hoje impossível ignorar a profunda retracção dos mercados de media, que se tem vindo a agravarnos últimos meses, particularmente na área da imprensa, no quadro de uma crise global cujos efeitos directos e indirectos já atingem todos os sectores económicos".
A 29 de Fevereiro de 2009, no mesmo site, podem ler-se dados comparativos das vendas de jornais em 2007 e 2008. O título: "Jornais Controlinveste vendem mais".
Há aqui qualquer coisa que não bate certo, ou é só impressão minha?
segunda-feira, março 02, 2009
Há qualquer coisa neste candidato que não me inspira confiança


quarta-feira, fevereiro 25, 2009
Ó boa, dava-te um vestido de cuspo!

A arte é subjectiva. Eu, por exemplo, ainda acho que foi algum chulo que partiu os braços à senhora ali em cima representada para impedi-la de puxar as vestes e compor-se como manda a ordem. Se calhar, até estava em exposta na montra de algum red light district da Grécia Antiga e nós a olhar para ela como obra de arte.
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
Faz sentido?
O jornalista protagoniza o programa "Money Box", que, ao que me parece, vai sendo reeditado ao logo do dia. Não raraz vezes, o jornalista/comentador/especialista em assuntos económicos, utiliza o espaço para promover as virtudes do trabalho em call-centers e o cada vez maior grau de qualificação que é exigido para lá trabalhar como uma prova de como é bom trabalhar num call-center.
Ora, o recrutamento para trabalhar nos call-centers é, na sua esmagadora maioria, feito através de empresas de trabalho temporário, que cobram uma comissão por cada trabalhador que colocam. Há dias, ao final da tarde, Camilo Lourenço entrevistava uma senhora que destacava a enorme oportunidade de futuro que é trabalhar num call-center.
Essa senhora é uma responsável pela Select, que é, julgo, a maior empresa de trabalho temporário em Portugal.
Por uma coincidência tremenda, o programa de Camilo Lourenço é patrocinado por esta mesma empresa. Como se diferencia, neste caso, a publicidade do jornalismo?
Dilema?
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Assembleia da Organização de Freguesia de Leça da Palmeira do Partido Comunista Português
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Serviço Público
No dia daquela espécie de flash mob que decorreu no Porto, ouvi um trabalhador, que julgo ser gráfico, dizer qualquer coisa como:
"Com esta idade já é difícil encontrar trabalho, mais ainda quando o patrão que me despede é dono de 80 por cento do mercado".
E onde está a AdC? E a ERC?
António Aleixo - 110 anos
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Prioridades
Hoje entra em vigor o novo Código Laboral.
Post it: À mesma hora, um canal do cabo passava um filme com a Salma Hayek. E eu, que sou um gajo com prioridades, vi de relanço as meias roxas da Fernanda Câncio e fiquei colado no Hollywood.
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Títulos obviamente inocentes e sem qualquer espécie de tiques de pré-campanha da agência noticiosa de todos nós
Na Lusa.
Outras hipóteses de bons títulos:
Sócrates empresta assinaturas para que engenheiros em dificuldades possam assinar projectos.
Sócrates envia exame por fax para poupar instalações da Uni.
Isso é que ia ter piada...
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
O obreiro do Concelho
O mesmo autarca que permitiu a construção do Paço da Boa Nova, do Alto da Boa Nova - empreendimentos separados da Petrogal por uma avenida - e do complexo Entre Quintas, umas torres gigantes que saem do meio das árvores da Quinta da Conceição e da Quinta de Santiago.
Há muunta falta de memória... Na política, nos políticos...
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
O sol brilhará pra todos nós!
Só com a intervenção de Jerónimo de Sousa no debate quinzenal de hoje se começou a falar de Economia. Até então, o que decorreu foi um lavar de roupa suja lamentável.
Estratégia de 2008 em 2009 - Portugal Seguro
Por muitos vídeos de propaganda que façam...
terça-feira, fevereiro 10, 2009
PPC-PSD
É cada vez mais evidente que só Pedro Passos Coelho trará paz ao PSD. Marques Mendes não foi corrido, foi sendo corrido; Menezes foi mesmo corrido e Ferreira Leite é tudo menos uma líder. E só não é corrida pelo estatuto que tem dentro e fora do PSD.
Menezes, o tal que ia ficar calado depois das eleições, tem maior visibilidade agora do que quando liderava o PSD, em que cada gás que soltava se tornava num assunto em torno da sua credibilidade e capacidade de liderança.
Para além do que dizem o especialista em PCP, Pacheco Pereira e o prof. da Nação, Marcelo, os militantes do PSD ainda não perceberam que o seu partido só terá paz interna quando ceder à vontade de elementos externos. Passos Coelho soube rodear-se das pessoas certas - ou as pessoas certas escolheram-no a ele, não sei bem.
Mas a projecção mediática que tem só se compreende com uma nova preparação do terreno para ser de novo candidato. E, se não ganhar, ficará tudo na mesma, nem que o líder do PSD seja o Papa.
Tu queres ver que vamos ter noivado?
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
domingo, fevereiro 08, 2009
Ui, se fosse no PCP...
A apoiante de Mário Soares é assim corrida do órgão decisor nacional da esquerda tolerante.
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Juntar forças?
De onde vem o dinheiro para este tipo de propaganda política - outdoors -, é uma incógnita, tendo em conta os baixos índices de militância que são apontados numa das moções que será derrotada, mas isso é outra história.
Como é sabido, eleições legislativas e autárquicas têm dinâmicas diferentes e os factores que levam as populações a votar neste ou naquele candidato para o poder local são bem diferentes. Por isso, há situações pontuais em que as coligações podem existir. Aconteceu entre o PS e a CDU em Lisboa; com o PS e o BE em Lisboa.
No concelho de Matosinhos as autárquicas serão uma batalha difícil e a seguir com toda a atenção e interesse, tendo em conta a entrada de Narciso Miranda em campo, como independente. Em Leça da Palmeira, o actual presidente da Junta não será candidato do PS, já que se aproximou do "senhor de Matosinhos".
Com a dispersão de votos, estariam reunidas as condições para analisar a possibilidade de coligações. Mas com quem?
A Assembleia de Freguesia de Leça reúne ordinariamente quatro vezes por ano. Entre 2006 e 2008 ocorreram, portanto, 12 assembleias ordinárias. O eleito do Bloco faltou a 6, mais a sessão solene do 25 de Abril, sem nunca nomear o segundo da lista para estar presente.
Juntar forças com quem? Com quem não está?
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Mohammed Santos Saeed Al-Sahhaf Silva
Este sujeito que escreve declara desde já que se diz de esquerda plebeia. Pronto.
Não é que o que diz Mohammed Santos Saeed Al-Sahhaf Silva mereça grande importância. Desde aquele tristemente célebre eposódio de Trás-os-Montes que o que sai daquela boca é em tudo semelhante ao que sai por outros orifícios corporais, mas com menos consistência.
Seguiu-se a comunicação do cidadão Santos Silva, na Assembleia da República, em relação à campanha negra contra o nosso primeiro.
Agora temos esta questão do malho. Confesso que nunca me senti malhado, muito menos por este ministro. Ah! Ainda bem que a ausência de vontade de discutir questões internas não partiu da esquerda plebeia, se não, Mohammed Santos Saeed Al-Sahhaf Silva estaria já aos urros a clamar contra a falta de democracia. Assim, está tudo bem...
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Pensamento do dia
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Viver para contá-la
Mas ler o título deste post e o comentário do caro Pedro Correia, confesso, fez-me sorrir.
Sempre Há Sexta!
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Aaaaaahhhhh, então é isso!
E despedimentos? E o desemprego já existente? E o trabalho precário? Nada? Ok...
O Estudo que já deu o que tinha a dar - Eu falei com a OCDE
"I'd like to know if the OECD presented, during this week, any study related to the Portuguese educational system".
A resposta chega passado algum tempo:
"Thank you for your request. You can access information on this report on ourwebsite: click on http://www.oecd.org/document/57/0,3343,en_2649_39263231_4
2065529_1_1_1_1,00.html
best wishes"
O link remete para um texto cujo título é "Portuguese primary school reforms bearing fruit, says independent report", cuja tradução para português surge através de uma ligação ao site do Ministério da Educação. Tendo em conta a polémica, não respondia à minha pergunta, por isso, voltei a questionar:
"Thank you for your quick answer. What I intend to ask was if the report was made by OECD or if it is independent study..."
E a resposta surge seca e directa:
"It is an OECD report."
E a pergunta, minha, é a óbvia:
«Then why is written "A report by independent experts on Portugal's primary school"? (quote)»
A resposta não chegou pela mesma fonte, que me deixou a falar para o boneco...
Hoje, voltei a receber um email, mas de outra menina, que me respondeu o seguinte:
Thank you for your enquiry about the report released in Lisbon earlier this week, Policy Measures Implemented in the First Cycle of Compulsory Education in Portugal. This study was carried out by independent experts who were directly commissioned to carry out this work by the Portuguese Ministry of Education. The study was led by Dr. Peter Matthews, Visiting Professor at the Institute of Education, University of London and international consultant in the area of education. Peter Matthews has worked as a consultant for the OECD on other occasions and for this exercise his team chose to use an approach very similar to the one that OECD has used in assessing education policies over a number of years.
Although the OECD had no input into the contents of the report, which remain the responsibility of the authors themselves, it was invited by the Portuguese authorities to write the foreword, a task we were happy to accept after reading the report. The OECD also agreed to participate in the event to launch the report with a discussion of the issues raised in the report. External and independent assessments by experts are a valuable input to inform policy debates and assist with the design and implementation of policies. They can provide useful insights for policy development. The recommendations of the independent experts in this report are thoughtful and constructive and on that basis, they merit the full consideration of Portuguese education stakeholders in the pursuit of better education for all in Portugal. (...)
Na despedida:
Thank for your aswer.
Please consider only one sugestion:
I sent the same email message to webmaster@oecd.org, where it was said (quote): 29 de janeiro de 2009
RE: Study on the Portuguese educational systemoecd.org29 jan
"It is an OECD report"
Said this, regarding the importance of OECD and furthermore its credibility, I humbly sugest the communication policy should be centered in a single Office, to avoid cases like the one I mentioned above.
Resposta:
Thanks for pointing this out to me. Sorry that there was this confusion.
Estamos esclarecidos?
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Recordar é viver
"Aqui no Porto, o insulto assume uma beleza democrática considerável. Qualquer gajo que não abrande num sinal de aproximação de estrada com prioridade é um filho da puta; se conduzir um topo de gama ainda melhor, porque é um chulo filho da puta, cujo pai é o tio.
Levamos tudo isto no melhor espírito democrático. Nuns dias são eles os filhos da puta, no dia seguinte sou eu. Acho que aqui ganhamos fígados para aguentar estas coisas.Eu já insultei tantas vezes tanta gente, até a mim, que não há texto legível que aguente tanto palavrão e tantos destinatários. Mas também já fui insultado. Também insultei enquanto manifestante, mas também já fui insultado enquanto manifestante.
Também já insultei figuras públicas, desde políticos, artistas, actores, actrizes, futebolistas, escritores, comentadores, tudo. Mas mesmo tudo. E não me considero por isso menos democrata.Pode ser difícil de perceber, mas, mesmo assim, tenho respeito pelas instituições e pelas pessoas. O insulto é quase uma interjeição, ainda mais numa manifestação, seja ela política, desportiva, tantas..."
Evidências
Pessoalmente, acho que isto tem tudo a ver com o Miguel Veloso e a possível ida para o Bolton. Se eu fosse inglês e um clube português quisesse impingir o Miguel Veloso a um clube do meu país, eu também retaliava de todas as formas possíveis...
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Dos Beijinhos* I
Não sei se é do frio, mas tenho ouvido muito nas rádios aquela música dos Pólo Norte ali em cima. Trouxe-me à memória os dias em que ia para a Praia dos Beijinhos*, em Leça da Palmeira, juntamente com uma dúzia de amigos.
Eu, de cabelo comprido e viola às costas, lá ia. A camisola do Che dava aquele ar de artista - eu, que sem saber desenhar, pintar ou esculpir, estive no agrupamento de artes no 10.º ano. O facto de saber dedilhar apenas duas ou três músicas era pouco relevante. Uma delas era precisamente aquela. Chegar à praia com o saco da guitarra às costas servia para colmatar uma falha tremenda na minha pessoa que é o facto de nadar mal e à cão. Assim, sem os fatos de licra dos surfistas ou do pessoal do body-board, eu tinha a minha mais-valia.
O Grande, do alto do seu metro e 98, também com cabelo comprido, ajudava à festa. O facto de ele - e só ele - achar que cantava bem, motivava-me a ir carregado de minha casa até à praia, uns 15 minutos a pé.
O facto de conhecermos o nadador-salvador da praia dava-nos mais algum estatuto. Todos juntos, éramos o "corpo de nadadores-salvadores da Praia dos Beijinhos" - mesmo não sabendo nadar -, como nos chamou uma senhora que foi a correr dizer-nos que estava um homem nas rochas a mexer no pénis. E lá fomos nós atrás do malvado que atentava contra o pudor. Não o encontrámos, mas ficámos com os pés cortados nos mexilhões.
Nós não tínhamos pés como o do sr. João, que todos os dias atravessava a ponte para abrir o bar da praia, um barraco azul. Aquilo eram cascos tremendos. Tinha as unhas dos pés mais temíveis da zona norte. Dizia-se que as usava para tirar lapas das rochas ou ir aos caramujos. Nunca foi confirmado. As mãos eram verdadeiros barrotes, que, um dia, ajudadas por uma pá que usava para segurar os panos das barracas, correu com dois gunas de Perafita, que cometeram o pecado capital: jogar à bola perto das barracas azuis e brancas. E a voz dava-lhe um toque de típico homem do mar, das histórias que preenchem o nosso imaginário: grossa e rouca.
Homem do mar que se preze, não se preocupa com horário das digestões. Por isso, não eram raras as vezes em que o almoço do nadador-salvador era à base de feijoada. Sem quarto-de-banho, pelo menos uma vez o nadador-salvador foi obrigado a pegar na prancha do ISN e afastar-se da costa para fazer a vontade aos intestinos. Não é bonito, mas é real...
*A Praia dos Beijinhos não deve o nome a qualquer pouso romântico. Chama-se Praia dos Beijinhos porque abundavam ali uma espécie de conchas minúsculas, raiadas, parecidas com as dos caramujos. Hoje, quase não se encontram, mas o nome permanece.
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Bambo
Evidentemente que este é apenas o primeiro passo e que outros despedimentos se seguirão, na Controlinveste e noutros grupos. Chocante, mesmo, é a quantidade de jornalistas do DN, JN e de outros jornais fora dos Oliveiras que produzem blogues de qualidade e com relevância no plano nacional e nem uma palavra sobre os 122 despedimentos na Controlinveste.
Afinal, que se lixe, é na província. O facto de a segunda maior cidade do país ter perdido referências como O Comércio e o Janeiro - uma sombra absurda do que já foi -, são coisas cá de cima. E perde agora a delegação do 24 Horas. E arrisca-se a perder o JN.
26 de Dezembro de 2007:
"Um post com conteúdo sobre conteúdos
O jornal O Jogo vai passar a produzir conteúdos para outros jornais da Controlinveste.
Nota prévia: O Jogo não produz conteúdos. Os jornalistas d'O Jogo produzem os conteúdos d'O Jogo. Se a lógica ainda imperasse, o justo seria dizer que os jornalistas d'O Jogo vão ceder, obrigatoriamente, o produto do seu trabalho a outras subempreitadas do grupo Controlinveste.
Está aqui a primeira consequência flagrante do novo Estatuto do Jornalista. Deixa de haver direitos de autor e passa a haver direitos de quem contrata o trabalho do autor.Segundo a notícia, este intercâmbio (?) vai ocorrer já no euro2008. É o primeiro passo. Depois, virão outras provas e eventos e vamos passar a ter uma espécie de mini O Jogo dentro do DN, do JN, do 24horas e, quem sabe, vamos começar a poder ouvir O Jogo, o DN, o JN e o 24horas na TSF.
Isto, até podermos ver O Jogo, o DN, o JN, o 24horas e a TSF num canal de tv que o grupo pretende lançar.Com esta "racionalização de meios" - que expressão tão na moda -, o que vai acontecer aos jornalistas "excedentários"? E aos recém-licenciados?
Como é possível ser o Manuel Tavares, jornalista antes de ser director d'O Jogo, a justificar esta medida?
O Capital, Karl Marx, Volume I, Secção 2:
O Processo de Produção de Mais Valia
"O produto, de propriedade do capitalista, é um valor-de-uso, fios, calçados etc. Mas, embora calçados sejam úteis à marcha da sociedade e nosso capitalista seja um decidido progressista, não fabrica sapatos por paixão aos sapatos. Na produção de mercadorias, nosso capitalista não é movido por puro amor aos valores-de-uso. Produz valores-de-uso apenas por serem e enquanto forem substrato material, detentores de valor-de-troca. Tem dois objectivos. Primeiro, quer produzir um valor-de-uso, que tenha um valor-de-troca, um artigo destinado à venda, uma mercadoria. E segundo, quer produzir uma mercadoria de valor mais elevado que o valor conjunto das mercadorias necessárias para produzi-la, isto é, a soma dos valores dos meios de produção e força de trabalho, pelos quais antecipou seu bom dinheiro no mercado. Além de um valor-de-uso quer produzir mercadoria, além de valor-de-uso, valor, e não só valor, mas também valor excedente (mais-valia)".
Ao contrário dos capitalistas - ou grupos económicos, chamem como quiserem -, a generalidade dos jornalistas faz sapatos por paixão aos sapatos. O novo Estatuto do Jornalista é o fim formal do Jornalista enquanto detentor da propriedade intelectual do que cria, para ser um sapateiro ao serviço dos grandes grupos económicos".
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Quimonda
Quem não assinou, não renovou contrato.
A explicação era óbvia: Suprir gastos com os trabalhadores e diminuir as perdas de tempo de trabalho que existiam a cada mudança de turno. Tudo em nome da competitividade, claro.
A agora Quimonda ainda no mês passado era estruturante para a economia nacional. Por isso teve direito a uma ajuda de 100 milhões de euros do Estado português, mais algum do governo alemão e da empresa mãe Infineon.
Hoje, a empresa entrou em processo de falência.
Só pode ser brincadeira.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
terça-feira, janeiro 20, 2009
Ah, o poder!
Desce
Concordo com tudo. Por mim, se há orçamento que não ratificava, era este.
Justiça Divina
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Tiro ao lado (Parte II)
Vamos então aguardar o fim do inquérito, relembrando que, por questões de coerência, quem considera - e bem - que à polícia não cabe julgar, não se transforme ele próprio em juiz.
No entanto, no seguimento de comentários que deixei no post anterior, gostaria mais uma vez de realçar a postura da Direcção Nacional da PSP em casos que podem estar relacionados com a qualidade do serviço policial.
Esta notícia de 2 de setembro de 2008 é um exemplo disso mesmo:
http://www.aspp-psp.pt/comunicacao.php?id=263
«Contactado pelo JN, Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), considerou "preocupantes" os resultados conhecidos até ao momento. A começar pelas três mil candidaturas. "É muito pouco, se compararmos, por exemplo, com a década de 90, em que chegava a haver até 14 mil candidatos e, por vezes, 6000 passavam à última fase. Alguma coisa não está bem", afirmou.
(...)
«"Desta forma, poderá haver uma redução dos níveis de exigência e de qualidade para entrar na PSP, numa altura em que é preciso melhorar em todos os sentidos para responder aos problemas de segurança", argumentou o dirigente, explicando a pouca afluência de cidadãos como um "reflexo" da falta de condições que marca o quotidiano da Polícia. "Hoje em dia, ser polícia não é uma profissão atractiva. Vive-se em permanente risco de vida; não se trabalha com condições dignas e o salário é ridículo. É preciso uma política séria de segurança", concluiu Paulo Rodrigues.»
Ou seja, são os próprios polícias que se preocupam com esta questão. Do Governo e da DN da PSP nem uma palavra.
Como conclusão, deixo aqui um texto que me dei ao trabalho de bater, por não encontrar online, publicado na revista Focus de 28 de Dezembro de 2008, na rubrica Bilhete Postal:
"Pisar o risco
Paulo Rodrigues
Presidente da ASPP/PSP
Associação Sindical dos Profissionais da Polícia
Ser profissional da polícia é mais que uma profissão. É um modo de vida. Pelas restrições nos direitos de cidadania e pela natureza da missão que encarnamos. Temos um poder político que não reconhece a especificidade dos profissionais que integram a PSP e isso em nada beneficia as instituições ou a própria democracia. Das muitas reformas anunciadas ao longo dos anos, poucas são as que estão no terreno, as que beneficiam os cidadãos e as que tiveram em conta o contributo dos sindicatos nas reuniões com os diversos ministros da Administração Interna.
Este menosprezo constante dos profissionais da polícia assumiu contornos particularmente graves com este Governo: Desde a perda do poder de compra, dos descontos para o Sistema de Assistência na Doença, passando pelas condições de aposentação e pré-aposentação, até às condições laborais – dos meios e equipamentos às instalações – também a área da formação tem sido negligenciada. Defendemos uma formação constante, técnica e táctica, e na área das relações humanas. Por vezes, a intervenção de um polícia pode ter consequências socais gravíssimas. Viu-se há uns anos o que sucedeu em França e vemos o que acontece agora na Grécia. O paralelo entre os dois casos está na faísca que ateou o fogo: Tudo começou com uma intervenção policial. Também há muito que alertamos para a insatisfação crescente no seio da PSP, que o Governo teima em desvalorizar. Os polícias convivem com o risco, apenas pedimos ao poder político que não o pise, exigindo o respeito e reconhecimento que nos é devido".
À prova de tudo
Data de registo:
24-11-2008 0:00:00
Identificação de anúncio(se aplicável)
Listagem de entidades adjudicantes
Nome entidade adjudicante
Matosinhos Habit - MH
NIF 504597221
Nome entidade adjudiatária
502370351
A construtora de Pedroso Lda.
Objecto do contrato(descrição sumária):
Reparação de porta de entrada do edifício
Preço do contrato (Euro):
142.320,00 €
Prazo de execução (dias):
1
Local de execução:
Matosinhos
Apesar do preço, nota-se e louva-se o profissionalismo da empresa a quem foi adjudicada a tremenda obra, que concluiu num dia
quinta-feira, janeiro 15, 2009
122
Diário de Notícias, Jornal de Notícias, O Jogo e 24 Horas - que fica sem delegação no Porto.
Nunca sei o que dizer nestas alturas. Sei que há diversos factores que levam a isto: O Estatuto do Jornalista, a lei da Comunicação Social e a quantidade enorme de cursos de jornalismo, que, todos os anos, lançam num mercado inexistente, uma dezenas ou centenas de licenciados.
Tem toda a razão o Pedro Correia quando fala dos mortos, da saudade que deixam, do que nos levam com eles. E a saudade, que é uma coisa tão nossa, fica para sempre. Os que ficam cá que se aguentem à bronca, de levar com a saudade deles e com a vida de cada um nós.
Cada uma destas 122 pessoas desempenhava tarefas não no grupo Controlinveste, mas no Jornal de Notícias, n'O Jogo e no 24 Horas. E como eu meço os outros à minha medida, acredito que com cada um deles vai também um bocadinho dos títulos que morrem aos poucos de cada vez que estas coisas acontecem. Como eu trouxe um bocadinho de um outro título quando saí de lá, e esse - que morreu mesmo - continua bem vivo dentro de mim.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Alerta catraias casadoiras!
O ideal são os casamentos entre católicos, pela igreja, claro, e de preferência como eram - mais flagrantemente - há umas décadas. A mulher fechada em casa numa enorme burka de cimento e/ou pedra, saindo só para ir à igreja com um lenço na cabeça, talvez para esconder a porrada que levava - e bem - do devoto marido, antes de voltar para casa e tomar conta dos filhos.
Claro que a superioridade civilizacional da igreja católica é flagrante. A distinção entre géneros é apenas um detalhe comum às duas religiões. E os mortos em nome delas. E a - falta de - razão cega. E... E... E...
Post - it: O sr. Soares, o tal da comissão para o diálogo inter-religioso não tem uma palavrinha a dizer?
terça-feira, janeiro 13, 2009
Nós por cá
Somos tão grandes que até a Junta de Freguesia é diferente. Pensam que estamos nesta coisa da Internet como todas as outras? Nada disso. www.jf-lecadapalmeira.pt? Nada disso. www.junta.pt. É o nosso domínio e é muito bem.
E somos ainda convidados a votar nas sete maravilhas de Leça da Palmeira. Querem eles que "elega as sete maravilhas de Leça". Que estupidez. Leceiro que se preze recusa votar apenas em sete maravilhas, toda a gente sabe que tudo em Leça é maravilhoso e é manifestamente redutor elegar apenas sete...
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Concurso de quadras humorísticas no Dia de Reis
Viva o nosso dirigente
Seja sempre iluminado
Pela estrela mais fulgente
Temos todo o desejo
Não o podemos negar
Cantar para o ano as janeiras
Outra vez neste lugar"
sexta-feira, janeiro 09, 2009
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Futebol com causas
São casos cada vez mais pontuais e raríssimos os exemplos daqueles a quem a fama e o dinheiro não subiu à cabeça e ocupou a zona do cérebro destinada à sensibilidade social a troco de coisa nenhuma.
Há uns anos, Filipovic, talvez a treinar o Salgueiros, não tenho a certeza, e Drulovic, então a jogar no FC Porto, participaram em acções de luta contra o desmembramento da Jugoslávia pelas forças da NATO.
Exemplos raríssimos vêm também lá de fora, onde se destaca o italiano Cristiano Lucarelli que se divide entre os relvados e a causa socialista.
Ontem, em Espanha, Frederic Kanouté, internacional do Mali, deixou as cores do Sevilha e, para festejar um golo frente ao Depor, envergou a camisola da causa palestiniana.
Não quero aqui debruçar-me sobre a questão de Gaza. Não é difícil saber a minha opinião relativamente a Israel, mas considero importante esclarecer que em termos políticos, tanto os eternos aliados dos EUA como o Hamas me merecem o mesmo comentário: Não simpatizo com países, partidos, movimentos e tudo o mais que tenha a ver com religião. Se o Hamas é composto por fundamentalistas islâmicos, o governo de Israel é composto por fundamentalistas judaicos.
O que realmente me preocupa é o massacre de inocentes e a miséria - para mim a grande raiz do fundamentalismo islâmico - daquela gente de Gaza. E isso vai além da política e entra no campo do sentimento de humanidade, que há cada vez menos.
Ontem, Kanouté, jogador de futebol, goleou uma série de governos e governantes.
quarta-feira, janeiro 07, 2009
São ciclos
Neste ano - e no próximo, muito provavelmente - estamos todos desgraçados porque é preciso segurar os bancos, perdão, o sistema económico, e estamos em crise profunda. Para isso, vamos aumentar o défice e colocá-lo nos 3 por cento.
Quando passar esta crise, vamos voltar a estar desgraçados para voltar a baixar o défice.
Mas não desanimemos já a pensar como vamos desenrascar-nos a viver sem uma qualquer crise. Há-de vir outra crise depois da próxima para continuar a bater no mexilhão.
terça-feira, janeiro 06, 2009
O(s) Professor(es) da Nação

segunda-feira, janeiro 05, 2009
Tiro ao lado
O título era qualquer coisa como membro de organização assassina fortemente armada volta a matar, referindo-se ao PSP que disparou para um carro em fuga. A reacção do João Branco foi a quente, como o próprio reconheceu mais tarde, tendo em conta a morte de uma criança. Pego na posta original para constatar que a indignação do autor também é culpa da própria PSP.
Há sectores da sociedade que por birra, moda ou preconceitos ainda vêem as forças de segurança como obstáculos à democracia plena e à liberdade; outros, mais compreensivelmente, olham com desconfiança para os polícias, fruto dos anos de ditadura fascista em Portugal, em que PSP e GNR eram sinónimo de repressão.
Mais de três décadas depois do 25 de Abril de 74, a PSP não conseguiu ainda passar a mensagem de uma força de segurança humana, preventiva, com profissionais bem formados e capazes de dar resposta aos problemas dois cidadãos. O facto de até há pouco mais de uma década ter sido uma instituição militar fortemente hierarquizada, comandada por militares saídos fresquinhos das fileiras do exército, em nada ajudou a contrariar esta imagem transversal. Hoje mesmo, o director nacional da PSP é um ex-militar.
Pelo contrário, a aposta na repressão continuou - e continua - desta vez, no trânsito. Afinal, é o que dá dinheiro ao Estado. O primeiro reflexo de um cidadão comum que viaje de carro e veja um polícia na rua é o de ver se tem o cinto de segurança e isto ajuda a explicar o medo - em medidas bem diferentes das do tempo do fascismo - que ainda há em relação aos polícias; a ideia repressiva continua bem presente.
Só em 2002 passou a ser possível o sindicalismo na PSP e isso também ajuda ao atraso na face humana que uma força de segurança moderna e eficaz tem de ter. Programas "de proximidade" como o Escola Segura, o Comércio Seguro, o Maiores de 65 ajudam a mascarar uma insuficiência gritante no que diz respeito à efectiva proximidade da PSP em relação aos cidadãos.
Hoje, fruto de uma estratégia de comunicação inexistente na PSP, que continua achar que basta o peso do cargo que se ocupa para falar com o exterior, são os sindicatos a desempenhar o duplo papel de defensores dos interesses sócio-profissionais dos polícias e de defensores da instituição. São, muitas vezes, os dirigentes sindicais que explicam à opinião pública procedimentos, motivos e razões desta ou daquela intervenção. Não é o papel que lhes está destinado, mas têm de o cumprir, para que sejam compreendidos quando reivindicam e naquilo que reivindicam.
O reconhecimento público da necessidade de meios materiais e humanos na PSP deveria partir da própria hierarquia, mas o comprometimento político das nomeações impede-o. E assim continuamos a ter as cúpulas a esconder e os sindicatos a denunciar aquilo que a Direcção Nacional não faz, embora saiba que é verdade, para que se perceba que os profissionais só não fazem mais porque não podem.
Na GNR, a situação é ainda pior. Militares e está tudo dito. Interessa ao Estado, por motivos vários, ter uma força de segurança numerosa como a GNR fechada nela própria e sob o comando de generais, não de civis. Por isso continua a ser negado à GNR o direito ao sindicalismo, ainda que seja uma força de segurança com o mesmo propósito da PSP: a segurança pública.
É fundamental humanizar o rosto das forças de segurança. Se não o fazem pelas instituições e pela democracia, que o façam, pelo menos, pelos homens e mulheres que devem comandar e que todos os dias dão a cara pelas insígnias que representam.
sexta-feira, janeiro 02, 2009
2009 - Ânus (ainda mais) horribillis
Post it: Favor não ler a posta caso seja administrador de uma qualquer empresa de construção que beneficiará com os ajustes directos até cinco milhões de euros.
quarta-feira, dezembro 31, 2008
Feliz 2009

segunda-feira, dezembro 29, 2008
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Curiosidades
Luís Salpico.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Do jornalismo
Outra das coisas que aprendi foi que o trabalho de um jornalista é, também, pôr os intervenientes na notícia a falar correctamente. Pode não parecer, mas é um contributo importante para os leitores externos, chamemos assim, e para aqueles que citados entre aspas na peça.
É, por vezes, um desafio tremendo para os jornalistas que cobrem desporto. Não só, mas também para eles. Não é fácil pôr alguns presidentes, treinadores e jogadores e falar português correcto. Vem isto a propósito de uma notícia da Lusa que está online no Sol, onde pode ler-se que um responsável de um sindicato afirmou que a greve tem uma adesão "superior a 100 por cento".
Daqui, para além do lapso ou ignorância do sindicalista, podemos confirmar o lapso ou a ignorância do jornalista e do editor. Ou então, uma tremenda sucessão de mal-entendidos. Ou, como disse mais lá para baixo, anda mesmo tudo a nanar.
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Natal
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Revolta
Aquecimento global?! Onde??
HÁ SEMANAS QUE ESTÁ UM FRIO DO CARALHO!
terça-feira, dezembro 16, 2008
Um Toninho aos saltos

A virtude de ser diferente
É por este tipo de coisas que tenho orgulho em ser comunista. Quando se deu o afastamento de Luísa Mesquita foi um caso nacional. E ainda bem. Ainda bem que reconhecem uma forma diferente de ser e de estar ao PCP.
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Anda tudo a nanar??
07.12.2008 - 20h45 Lusa
"O Governo vai proceder, em 2009, ao recrutamento de dois mil novos elementos para a PSP e para a GNR, e construirá sete carreiras de tiro para treino, disse hoje, em Famalicão, o ministro da Administração Interna".
Em 05.09.2008, na SIC
"O nosso esforço contempla a duplicação de investimento nas forças de segurança até 2012, de acordo com a lei da programação", disse Rui Pereira, salientando que privilegia também o equipamento das forças de segurança com armas de fogo. Rui Pereira adiantou que o Ministério da Administração Interna não descura a necessidade de treino com essas armas e que, por isso, até ao fim do ano estarão concluídas pelo menos sete novas carreiras de tiro".
Aliás, quer-me parecer que já durante a discussão do OE para 2009, o ministro foi confrontado com uma pergunta sobre as carreiras de tiro. A resposta foi que "os srs. deputados ainda vão ter uma surpresa".
Mas se calhar sou eu que tenho uma grande memória e me lembro destas coisas todas...
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Ainda o XVIII Congresso do PCP
O XVII Congresso do PCP realizado em 26, 27 e 28 de Novembro de 2004 colocou como questão central a dinamização e a concentração da atenção do colectivo partidário no lançamento e concretização de uma nova fase do movimento geral de reforço da organização partidária. Em 11 e 12 de Novembro de 2005 o Comité Central, concretizando as orientações do XVII Congresso, aprovou a resolução:
O discurso de encerramento de Jerónimo de Sousa, com o recurso ao "Sim, é possível", mereceu desde logo doutas considerações de vários comentadores da nossa praça. Desde a acusação de vendidos ao capital, por recuperar um slogan de Obama, até à falta de imaginação.
Este facto prova duas coisas:
1 - Para além de demonstrar que única coisa que conhecem do PCP é o espaço das Teses destinado à situação internacional e, mesmo esse, utilizam-no abusivamente, com conclusões facciosas, mais na linha do que gostariam que o PCP fosse, do que aquilo que o PCP é.
2 - O evidente subacompanhamento das iniciativas do PCP. De outra forma, como observadores atentos da realidade, certamente que teriam tomado conhecimento desta iniciativa, que decorreu em 2005.
Ou então é só mesmo imbecilidade.
Verdade!
Não é preciso ser muito inteligente para perceber isso. A greve de hoje é dos professores e não dos auxiliares de acção educativa...
terça-feira, dezembro 02, 2008
Que seca!
Não me vou dar ao trabalho de linkar todos os textos - ou sequer alguns - da blogosfera sobre o que foi escrito. Mas posso garantir que é inversamente proporcional ao que foi possível acompanhar na Comunicação Social.
Tanta coisa aconteceu no Campo Pequeno! E há gente que até se entretém a escrever sobre o que nunca aconteceu.
- Congresso à "porta fechada" - Transmitido em directo em pcp.pt;
- Honório Novo foi purgado - Saiu a pedido do próprio;
- Vítor Dias passou de ortodoxo do Comité Central a uma luz no fundo da ortodoxia comunista. Na hora da saída, claro;
- "Congresso marcado por críticas ao BE" - Para além de Jerónimo, apenas outras duas intervenções referiram o Bloco. As que se referiram ao Sá Fernandes não contam, já que ele não é do Bloco;
- Eleição dos órgãos do CC à porta fechada - Sim, porque as escolhas das DN do PS, do PSD, do BE e do CDS são à porta escancarada;
Enfim, tanta coisa, tanta. Basicamente, se o Comité Central não sofresse alterações, o PCP era imobilista e mais do mesmo; se há alterações no Comité Central, os que saem é porque são purgados, os que entram são estalinistas. Nada de novo, portanto.
O que realço, mais uma vez, é a semelhança dos posts de tantas áreas diferentes da política. O PCP incomoda mesmo!
sexta-feira, novembro 28, 2008
curiosidades
- A moderadora - uma espécie de suporte para o representante do PS - a afirmar que "aquilo que os portugueses questionam, neste momento é para que serve uma comissão parlamentar" [sobre o caso BPN], dirigindo-se a Margarida Botelho [PCP], com quem consegue ser tão arrogante como era com o Soeiro [BE] - independentemente de eu achar que ele não tem uma presença credível, principalmente em discussão directa com o Nuno Melo [CDS].
- A resposta da Margarida Botelho - que tem melhorado muito desde o início do programa - sobre o que realmente faz os portugueses questionarem-se: Como foi possível a supervisão do BP ter falhado desta forma e o critério do Governo para segurar empresas. Financia a banca e esquece o resto. Os exemplos: 20.000.000.000.000 de euros para recuperar a banca. Não tem 6.000.000 de euros para aguentar a Ceres de Coimbra ou um valor semelhante, que é o necessário para as minas de Aljustrel.
- O Marco António [PSD], de imperador, só mesmo o nome. Estava assim murchito, a falar do BPN, vá lá saber-se os motivos...
- Ver o Marco Perestrelo [PS], que, como disse acima, safa-se mais devido ao auxílio da moderadora do que pelo mérito próprio, deixar Ana Drago [BE] sem resposta ao acusá-la de mentir, fundamentando devidamente os motivos. Acho que foi a primeira vez que vi a menina do Bloco demonstrar nervosismo e desorientação.
Post it: Não sei bem por que motivo, mas o Poker Alho saiu ali do lado. As minhas desculpas ao gajo que parece que até faz anos ou hoje. E parabéns.
quinta-feira, novembro 27, 2008
Quem faz mesmo, mesmo, mas mesmo falta?
O novo executivo da Câmara Municipal de Lisboa, liderado pelo socialista António Costa, toma posse esta quarta-feira e, de acordo com um comunicado do Partido Socialista enviado aos órgãos de comunicação social, foi conseguido um acordo entre o Bloco de Esquerda e o PS para a autarquia.

sexta-feira, novembro 21, 2008
quarta-feira, novembro 19, 2008
Tu queres ver...?
Post-it: Piada fácil: Caiu-lhe a máscara!
quinta-feira, novembro 13, 2008
Coincidência pura
Hoje regresso eu.
Coincidência, nãoa é??
quarta-feira, novembro 05, 2008
Enganei-me
terça-feira, novembro 04, 2008
Can he?
À hora a que escrevo este post, mantenho a convicção de que Obama não ganhará. Mesmo levando já a impressionante vantagem de 32 votos contra 16 - são os resultados conhecidos até agora.
Não partilho a euforia em torno de Obama e da mudança que poderá vir a significar. Pelo simples facto de que não o vejo como exterior ao sistema - olá Dias da Cunha -, mas antes como parte integrante do sistema e que fará exactamente o mesmo que os outros para manter tudo como está. Não tem interesse em combatê-lo. E que melhor forma de manter tudo como está do que prometer a mudança através da imagem? Neste momento, para mim, Obama é isso mesmo: Imagem.
Os europeus - e nós também, já agora - acreditam que Obama seria uma espécie de europeu no poder nos EUA. Obama é americano e continuará a sê-lo. E nós - e a Europa também - temos de perceber que a prioridade dele são os EUA, e, como a história nos prova, o bem para os EUA está longe de significar o bem para o resto do Mundo.
Caso vença - coisa em que, muito sinceramente, não acredito - será por uma margem bem menor do que aquela que as sondagens europeias divulgam, com vantagens absurdamente colossais, e isso também terá peso numa eventual postura presidencial que tenha de assumir.
E um dos sinais que me leva a crer que as eleições não serão favas contadas foi o anúncio de meia-hora nas tv's americanas, que custou milhões de dólares a um candidato que promete ajudar aos mais desfavorecidos e a classe média. A equipa que suporta Obama tinha que saber alguma coisa que a opinião pública não soubesse para fazer um investimento desta envergadura, apesar de ter ventagem em todas as sondagens.
Como em Fevereiro, espero muito sinceramente estar enganado.
segunda-feira, novembro 03, 2008
Extra! Extra!
"Este (o BPN) era um banco que já devia ter morrido, numa economia de mercado".
Pois. Mas não morreu e agora toca a reanimá-lo às custas de todos. Ricardo Costa consegue, numa só frase, explicar a génese da economia de mercado. Baseia-se em intenções e "dever ser". Mas não é. A regulação? O Constâncio que explique o que isso é. O que anda ele a fazer no Banco de Portugal. Ou o Greenspan. Ou tantos outros. Os verdadeiros utópicos.
Post-it: Então a Real Seguros fica de fora da privatização? Pois, às tantas dá lucro...
Post-it 1: O que vai acontecer aos trabalhadores do BPN?
E o burro era ele?

sábado, novembro 01, 2008
quinta-feira, outubro 30, 2008
Está tudo louco!
Vamos lá então explicar: Esquerda é aquela coisa que é precisamente o contrário do partido que fundaram e do qual são militantes.
Post-it: Então não é que um dirigente de um partido de extrema-direita, nacionalista, anti-emigração, mais-ou-menos-anti-imigração e, por acaso, ex-emigrante, é líder de uma rede de emigração ilegal que recrutava trabalhadoras brasileiras especializadas na área do sexo?
terça-feira, outubro 28, 2008
Hã?

Tudo tem um preço
Uma página de publicidade nos jornais diários.
Um Jorge Coelho na administração de uma empresa.
Aprender, aprender, aprender sempre!
(...)
"A «investigação normalizada» no interior do quadro do paradigma marxiano tem sido, desde o início extremamente difícil de levar a cabo. Excluídos das universidades e dos institutos de investigação, os economistas marxistas não tiveram as facilidades, o tempo, o ambiente conveniente de que dispunham os outros investigadores. A maior parte deles teve de consagrar as suas vidas a outras tarefas , muitas vezes em sectores de actividade em sectores da actividade política que exigiam um trabalho esgotante e uma grande tensão nervosa. Em tais circunstâncias, , não é de espantar que tão poucas coisas tenham sido realizadas: pelo contrário, talvez se deva antes sublinhar o facto de tanto se ter concretizado nestas circunstâncias".
*"Para uma Crítica da Economia Política"
Publicações Escorpião - Cadernos o Homem e a Sociedade
Impresso em 16 de Março de 1973
sexta-feira, outubro 24, 2008
Economias ou a falta delas
Ainda sobre economias e finanças e coisas que tais, seria interessante saber quantos alunos do Ensino Superior aderiram aos empréstimos disponibilizados pelo Governo através da CGD, qual o montante global que atingiu e se estes empréstimos - realço - fomentados pelo Estado são ou não crédito de risco, uma vez que são créditos de pessoas que, à partida, nem sequer estão inseridas no mercado de trabalho, pelo que não possuem rendimentos..
E se o crédito não for cumprido, vão executar o quê? Assim de repente, só me lembro do calhamaço do Samuelson, que custa 70 euros. Mas quer-me parecer que este valor não cobre o preço da licenciatura...
quinta-feira, outubro 23, 2008
Uma família às (extremas) direitas
Ontem não estava preparado
terça-feira, outubro 21, 2008
Já não há Mandelas?
E o desespero das grandes crises arrasta consigo as respostas fáceis. Porque a necessidade é maior do que a moral e sentimos as mãos invisíveis vasculharem cada vez mais fundo nos nossos bolsos quase vazios.
De vez em quando, aparecem umas causas que nos unem. Fora do Natal, em que estamos todos unidos no amor às grandes superfícies comerciais e compramos postais à Unicef. Timor, África do Sul, Iraque, Afeganistão.
Darfur, Etiópia, Congo, Eritreia, Saara Ocidental e Curdistão conhecemos ao de leve. Como muitos outros. Nem interessa falar mais. Onde ficam?
Dessas causas nascem símbolos. Mandela. Independentemente da avaliação que hoje façamos deles e da desilusão que possam ter sido. Nascem símbolos para muitos milhares de outros Mandelas noutros países e com menos eco. Deram esperança e resistiram. Acreditaram no que agora parece ridículo acreditar: Justiça e Igualdade.
Se hoje não há Mandelas, há o legado que deixaram enquanto lutadores e resistentes.
Descansai ó desassossegados da blogosfera
quinta-feira, outubro 09, 2008
Vem aí!
Tremei, ó comunistas cristalizados, que a liberdade vem em forma de carta de um militante.
Se a minha mãe, do Partido Socialista nas décadas de 80 e 90, escrever uma carta a explicar por que passou a militante do PCP, a Visão também publica?
segunda-feira, outubro 06, 2008
Guerras e guerrinhas
Dois pontos:
1 - Ao substituir-se ao PGR, Sá Fernandes assume um papel próximo do ridículo;
2 - Tal medida só serve para incendiar ânimos e dar projecção a um partido que não a merece.
Afinal, o que quer Sá Fernandes? Comprar uma guerra - que não é dele - com os skins para fazer esquecer outras guerras em que se meteu?
Post-it: Evidentemente, acho o cartaz em causa absolutamente nojento.





