«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e... a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, (...) privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos» José Saramago - Cadernos de Lanzarote
terça-feira, abril 07, 2009
quarta-feira, abril 01, 2009
Prós e Prós
Acho que poucos foram o que perceberam o que quer que seja do Prós e Prós desta semana, supostamente sobre segurança interna.
Sem entrar no detalhe da expressão "director da polícia nacional", usada e abusada pela apresentadora, voltou a suceder a transformação do debate, urgente e necessário, numa luta política de esgrimir números e estatísticas. Não é segredo: os números dizem o que nós quisermos que digam.
O mito do rácio de habitantes por polícia é um absurdo. Se é verdade que 10.000.000 de habitantes divididos por 46 mil PSP e GNR resulta em 217 habitantes por polícia, não é preciso ser muito inteligente para chegarmos à conclusão que a distribuição demográfica da população no país não tem um valor constante. Acredito até que em algumas zonas do interior o rácio desce ainda mais. Mas façamos as contas às duas áreas metropolitanas, à população que abrangem, e ao efectivo dos dois comandos metropolitanos da PSP.
Voltando ao programa, foi mais uma infeliz tanga. Sem as duas principais estruturas representativas da PSP e GNR, que deveriam assistir, sem intervir, ao programa. São critérios editoriais, claro está.
Sem entrar no detalhe da expressão "director da polícia nacional", usada e abusada pela apresentadora, voltou a suceder a transformação do debate, urgente e necessário, numa luta política de esgrimir números e estatísticas. Não é segredo: os números dizem o que nós quisermos que digam.
O mito do rácio de habitantes por polícia é um absurdo. Se é verdade que 10.000.000 de habitantes divididos por 46 mil PSP e GNR resulta em 217 habitantes por polícia, não é preciso ser muito inteligente para chegarmos à conclusão que a distribuição demográfica da população no país não tem um valor constante. Acredito até que em algumas zonas do interior o rácio desce ainda mais. Mas façamos as contas às duas áreas metropolitanas, à população que abrangem, e ao efectivo dos dois comandos metropolitanos da PSP.
Voltando ao programa, foi mais uma infeliz tanga. Sem as duas principais estruturas representativas da PSP e GNR, que deveriam assistir, sem intervir, ao programa. São critérios editoriais, claro está.
segunda-feira, março 30, 2009
domingo, março 29, 2009
Batô
Batô, adaptado do francês bateau é a discoteca mais antiga do país. Em Leça, no Largo do Castelo, que, na verdade, não é um castelo mas sim o Forte de Nossa Senhora das Neves, a porta preta do Batô assumiu proporções de uma afirmação de estatuto.
O critério de entrada não era, em minha opinião, o melhor. Aliás, o critério era precisamente a ausência dele.
Independentemente de tudo, o Batô assumiu uma reputação tremenda que ultrapassou as fronteiras da cidade, do concelho e do distrito. A decoração, a mesma desde sempre, penso, reproduz o interior de barco, com escotilhas que dão para lado nenhum e tudo. Mesmo como num barco.
As características a que se manteve fiel, DJ's incluídos, faziam também do Batô um espaço intergeracional, eclético, cheio de tudo para todos os gostos
Na semana passada, o Batô foi vendido. Ninguém sabe muito bem no que se vai tornar, mas sabe-se que não voltará a ser o mesmo. Fica a memória da melhor discoteca de sempre.
O critério de entrada não era, em minha opinião, o melhor. Aliás, o critério era precisamente a ausência dele.
Independentemente de tudo, o Batô assumiu uma reputação tremenda que ultrapassou as fronteiras da cidade, do concelho e do distrito. A decoração, a mesma desde sempre, penso, reproduz o interior de barco, com escotilhas que dão para lado nenhum e tudo. Mesmo como num barco.
As características a que se manteve fiel, DJ's incluídos, faziam também do Batô um espaço intergeracional, eclético, cheio de tudo para todos os gostos
Na semana passada, o Batô foi vendido. Ninguém sabe muito bem no que se vai tornar, mas sabe-se que não voltará a ser o mesmo. Fica a memória da melhor discoteca de sempre.
sexta-feira, março 27, 2009
quarta-feira, março 25, 2009
terça-feira, março 24, 2009
Trabalho e visibilidade
É mais que visível a diferença de cobertura entre inciativas do PCP/CDU e dos restantes partidos.
Ana Gomes e Miguel Portas são, talvez, os eurodeputados com maior cobertura mediática. O quadro abaixo, roubado ao Tempo das Cerejas, desmistifica quem realmente trabalha no Parlamento Europeu e quem trabalha para as tvs e jornais.

segunda-feira, março 23, 2009
Sempre Há Sexta!
GNR
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Sempre Há Sexta
sábado, março 21, 2009
Matosinhos está desde ontem mais bonita
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cdu,
narciso,
ps-matosinhos
sexta-feira, março 20, 2009
Vergonha
O spot publicitário da Antena1, com locução da autora do livro oficial do menino-luz do regime, é algo - ainda mais - impensável numa rádio pública, do Estado e não do governo.
Façam chegar a vossa indignação:
rdp.antena1@rtp.pt
antena1.direccao@rtp.pt;
Façam chegar a vossa indignação:
rdp.antena1@rtp.pt
antena1.direccao@rtp.pt;
quinta-feira, março 19, 2009
Dia do Pai.
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coisas
terça-feira, março 17, 2009
América Latina
É hoje notícia em vários jornais o facto de haver mais seguranças privados do que polícias, numa actividade que gerou em 2008 cerca 650 milhões de euros - equivalente ao orçamento destinado à PSP para 2009.
O alarido do MAI faz-me alguma confusão e deste relatório apenas tiro um ponto positivo: a maior fiscalização em torno da legalidade com que operam estas empresas.
De resto, parece-me evidente que estamos a caminhar para uma realidade perigosa, em que é preciso pagar a segurança pública. Por outro lado, o volume de negócios destas empresas não constitui uma prova do falhanço das políticas de segurança deste Governo? Se o combate à criminalidade, à insegurança e ao sentimento de insegurança, estivesse a ser bem sucedido, haveria necessidade de recorrer a este tipo de empresas? Se o efectivo das FFSS fosse suficiente para as necessidades da sociedade haveria tantas empresas de segurança privada?
O alarido do MAI faz-me alguma confusão e deste relatório apenas tiro um ponto positivo: a maior fiscalização em torno da legalidade com que operam estas empresas.
De resto, parece-me evidente que estamos a caminhar para uma realidade perigosa, em que é preciso pagar a segurança pública. Por outro lado, o volume de negócios destas empresas não constitui uma prova do falhanço das políticas de segurança deste Governo? Se o combate à criminalidade, à insegurança e ao sentimento de insegurança, estivesse a ser bem sucedido, haveria necessidade de recorrer a este tipo de empresas? Se o efectivo das FFSS fosse suficiente para as necessidades da sociedade haveria tantas empresas de segurança privada?
Sem noção do ridículo
Depois de acusar a CGTP de estar ao serviço do PCP e do BE, Sócrates elogiou a central sindical do PS e dos TSD.
Segundo o próprio, nunca foi insultado em manifestações da UGT - talvez porque a UGT não faz manifestações. O sindicalismo livre, independente e responsável da UGT, que convida o primeiro ministro para o congresso dos sindicalistas socialistas.
Segundo o próprio, nunca foi insultado em manifestações da UGT - talvez porque a UGT não faz manifestações. O sindicalismo livre, independente e responsável da UGT, que convida o primeiro ministro para o congresso dos sindicalistas socialistas.
segunda-feira, março 16, 2009
quinta-feira, março 12, 2009
Magalhães
Parece que correu por aí uma polémica relacionada com supostos erros gramaticais e em alguns programas. Desconheço.
Mas posso assegurar, no que diz respeito aos programas de reprodução de ficheiros audio, que funciona na perfeição.
Ontem, aquela miuda lá do bairro, com 7/8 anos, ouvia com toda a clareza o Rap das Armas, integrante da banda sonora do Tropa de Elite.
Parrapapa pa pa pa....
Mas posso assegurar, no que diz respeito aos programas de reprodução de ficheiros audio, que funciona na perfeição.
Ontem, aquela miuda lá do bairro, com 7/8 anos, ouvia com toda a clareza o Rap das Armas, integrante da banda sonora do Tropa de Elite.
Parrapapa pa pa pa....
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coisas minhas
terça-feira, março 10, 2009
Tratado de Lisboa
Parece que o ministro Teixeira dos Santos vai bloquear uma decisão da UE - que tem de ser aprovada por unanimidade para ser aplicada - sobre a aplicação das taxas reduzidas do IVA, que o governante considera que deve incluir as portagens das pontes sobre o Tejo.
Se o maior feito da diplomacia portuguesa - o Tratado de Lisboa - estivesse em vigor, Teixeira dos Santos faria o quê?
Se o maior feito da diplomacia portuguesa - o Tratado de Lisboa - estivesse em vigor, Teixeira dos Santos faria o quê?
segunda-feira, março 09, 2009
Tiro os patos
"O MIC não tem intuito de se constituir em partido político." - Carta de intenções do Movimento de Intervenção e Cidadania.
No sábado, no Expresso:
"... continuo a lutar por mudar as coisas no PS, na esquerda, na democracia - que está a ser confiscada por gente medíocre que se apoderou dos partidos". Fantástico. Quem o diz é o fundador do MIC, que se candidatou às presidenciais contra os aparelhos partidários, para, logo a seguir, ser ainda mais claro: "P - Se os movimentos de cidadãos pudessem candidatar-se ao Parlamento avançava com o MIC já nas próximas legislativas?
R - Avançava".
A ver se percebo: Os partidos políticos, se tiverem esta designação, deixam de ser movimentos de cidadãos e passam a ser, sei lá, movimentos de beringelas, pronto. Mas, para Alegre, se pudessem concorrer a eleições, seriam, ao que parece, uma mais-valia. Faz sentido. Um dia, quando o MIC não o quisesse como candidato à presidência da Associação de Tiro aos Patos de uma aldeola qualquer, Alegre podia sempre insurgir-se contra a lógica aparelhística dos movimentos de cidadãos.
Mas a pérola vem depois: "Os partidos não esgotam a democracia. Até a podem estragar. Sempre fui renitente em relação à lógica partidária". Palavras de Manuel Alegre, fundador do PS, deputado desde sempre em democracia.
No sábado, no Expresso:
"... continuo a lutar por mudar as coisas no PS, na esquerda, na democracia - que está a ser confiscada por gente medíocre que se apoderou dos partidos". Fantástico. Quem o diz é o fundador do MIC, que se candidatou às presidenciais contra os aparelhos partidários, para, logo a seguir, ser ainda mais claro: "P - Se os movimentos de cidadãos pudessem candidatar-se ao Parlamento avançava com o MIC já nas próximas legislativas?
R - Avançava".
A ver se percebo: Os partidos políticos, se tiverem esta designação, deixam de ser movimentos de cidadãos e passam a ser, sei lá, movimentos de beringelas, pronto. Mas, para Alegre, se pudessem concorrer a eleições, seriam, ao que parece, uma mais-valia. Faz sentido. Um dia, quando o MIC não o quisesse como candidato à presidência da Associação de Tiro aos Patos de uma aldeola qualquer, Alegre podia sempre insurgir-se contra a lógica aparelhística dos movimentos de cidadãos.
Mas a pérola vem depois: "Os partidos não esgotam a democracia. Até a podem estragar. Sempre fui renitente em relação à lógica partidária". Palavras de Manuel Alegre, fundador do PS, deputado desde sempre em democracia.
domingo, março 08, 2009
Avanços civilizacionais
Em 1857, as trabalhadoras têxteis de Chicago lutavam exactamente pelos mesmos motivos que lutam hoje milhões de mulheres, pelo Mundo inteiro.
Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Beijos para elas.
Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Beijos para elas.
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coisas minhas
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