O 5Dias aborda a questão e ilustra-a com fotos.

O mesmo sucede no site da CDU. E, entretanto, os pendões da CDU já foram recolocados.
*Brigadas Brejnev foi o nome escolhido para caracterizar os seus supostos agressores.
«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e... a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, (...) privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos» José Saramago - Cadernos de Lanzarote


GNR

Diz a imagem que a Controlinveste é uma marca que fica, e sê-lo-á, com certeza, para os 119 despedidos - eram 122, mas três foram reintegrados.
A 15 de Janeiro de 2009, surgia no site da Controlinveste o seguinte comunicado:
"A evolução acentuadamente negativa do mercado dos media, em particular na área da imprensa tradicional, e a profunda quebra de receitas do sector impõem (...) É hoje impossível ignorar a profunda retracção dos mercados de media, que se tem vindo a agravarnos últimos meses, particularmente na área da imprensa, no quadro de uma crise global cujos efeitos directos e indirectos já atingem todos os sectores económicos".
A 29 de Fevereiro de 2009, no mesmo site, podem ler-se dados comparativos das vendas de jornais em 2007 e 2008. O título: "Jornais Controlinveste vendem mais".
Há aqui qualquer coisa que não bate certo, ou é só impressão minha?



Não sei se é do frio, mas tenho ouvido muito nas rádios aquela música dos Pólo Norte ali em cima. Trouxe-me à memória os dias em que ia para a Praia dos Beijinhos*, em Leça da Palmeira, juntamente com uma dúzia de amigos.
Eu, de cabelo comprido e viola às costas, lá ia. A camisola do Che dava aquele ar de artista - eu, que sem saber desenhar, pintar ou esculpir, estive no agrupamento de artes no 10.º ano. O facto de saber dedilhar apenas duas ou três músicas era pouco relevante. Uma delas era precisamente aquela. Chegar à praia com o saco da guitarra às costas servia para colmatar uma falha tremenda na minha pessoa que é o facto de nadar mal e à cão. Assim, sem os fatos de licra dos surfistas ou do pessoal do body-board, eu tinha a minha mais-valia.
O Grande, do alto do seu metro e 98, também com cabelo comprido, ajudava à festa. O facto de ele - e só ele - achar que cantava bem, motivava-me a ir carregado de minha casa até à praia, uns 15 minutos a pé.
O facto de conhecermos o nadador-salvador da praia dava-nos mais algum estatuto. Todos juntos, éramos o "corpo de nadadores-salvadores da Praia dos Beijinhos" - mesmo não sabendo nadar -, como nos chamou uma senhora que foi a correr dizer-nos que estava um homem nas rochas a mexer no pénis. E lá fomos nós atrás do malvado que atentava contra o pudor. Não o encontrámos, mas ficámos com os pés cortados nos mexilhões.
Nós não tínhamos pés como o do sr. João, que todos os dias atravessava a ponte para abrir o bar da praia, um barraco azul. Aquilo eram cascos tremendos. Tinha as unhas dos pés mais temíveis da zona norte. Dizia-se que as usava para tirar lapas das rochas ou ir aos caramujos. Nunca foi confirmado. As mãos eram verdadeiros barrotes, que, um dia, ajudadas por uma pá que usava para segurar os panos das barracas, correu com dois gunas de Perafita, que cometeram o pecado capital: jogar à bola perto das barracas azuis e brancas. E a voz dava-lhe um toque de típico homem do mar, das histórias que preenchem o nosso imaginário: grossa e rouca.
Homem do mar que se preze, não se preocupa com horário das digestões. Por isso, não eram raras as vezes em que o almoço do nadador-salvador era à base de feijoada. Sem quarto-de-banho, pelo menos uma vez o nadador-salvador foi obrigado a pegar na prancha do ISN e afastar-se da costa para fazer a vontade aos intestinos. Não é bonito, mas é real...
*A Praia dos Beijinhos não deve o nome a qualquer pouso romântico. Chama-se Praia dos Beijinhos porque abundavam ali uma espécie de conchas minúsculas, raiadas, parecidas com as dos caramujos. Hoje, quase não se encontram, mas o nome permanece.



Enfim, tanta coisa, tanta. Basicamente, se o Comité Central não sofresse alterações, o PCP era imobilista e mais do mesmo; se há alterações no Comité Central, os que saem é porque são purgados, os que entram são estalinistas. Nada de novo, portanto.
O que realço, mais uma vez, é a semelhança dos posts de tantas áreas diferentes da política. O PCP incomoda mesmo!
Post it: Não sei bem por que motivo, mas o Poker Alho saiu ali do lado. As minhas desculpas ao gajo que parece que até faz anos ou hoje. E parabéns.
