«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e... a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, (...) privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos» José Saramago - Cadernos de Lanzarote
quarta-feira, maio 06, 2009
Matosinhos e os sismos
Um doce a quem adivinhar quantos elementos tem a Protecção Civil em Matosinhos...
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terça-feira, maio 05, 2009
1.º de Maio - Lisboa - Ontem sim, hoje sim. Mesmo sabendo que é mentira. V
A ver se ficamos por aqui:
Se, num dia, o DO consegue atribuir ao PCP a responsabilidade por actos de algumas pessoas numa manifestação, uns dias depois tem - ou não - espinha para escrever o seguinte, num comentário a um comentário:
"ou então há pessoas que, com mais facilidade do que outras, fazem papel de bufos. Por mim, como já disse, reconheci mais algumas pessoas nas imagens. E isso fica para mim. Aprendi (por acaso numa familia comunista) que a bofaria é coisa feia. Mesmo que dê jeito. Ou sobretudo quando dá jeito".
Podemos então concluir que o Daniel Oliveira, ao reconhecer algumas pessoas nas imagens, ter-lhe-ão escapado pelo menos duas. Curiosamente duas do seu partido. Não vamos brincar aos ingénuos. Não vamos ver quem é que desconversa mais. Eu acredito que os protagonistas dos incidentes com o Vital Moreira tinham várias sensibilidades políticas. Mas, ao contrário do DO, eu não imputo responsabilidade a qualquer Partido, nem aproveito para dar mais uma malha no Bloco.
Se identificou várias pessoas nos incidentes, então, foi faccioso na análise de um acontecimento que sabia à partida que incluiu membros do seu próprio partido, mas omitiu-o.
Não consigo compreender - ou se calhar até consigo - é este modo de estar na política, cada vez mais ao estilo do ministro malhante, de cada vez que se trata de qualquer questão relacionada com o PCP. Ou não relacionada, como é o caso.
Se, num dia, o DO consegue atribuir ao PCP a responsabilidade por actos de algumas pessoas numa manifestação, uns dias depois tem - ou não - espinha para escrever o seguinte, num comentário a um comentário:
"ou então há pessoas que, com mais facilidade do que outras, fazem papel de bufos. Por mim, como já disse, reconheci mais algumas pessoas nas imagens. E isso fica para mim. Aprendi (por acaso numa familia comunista) que a bofaria é coisa feia. Mesmo que dê jeito. Ou sobretudo quando dá jeito".
Podemos então concluir que o Daniel Oliveira, ao reconhecer algumas pessoas nas imagens, ter-lhe-ão escapado pelo menos duas. Curiosamente duas do seu partido. Não vamos brincar aos ingénuos. Não vamos ver quem é que desconversa mais. Eu acredito que os protagonistas dos incidentes com o Vital Moreira tinham várias sensibilidades políticas. Mas, ao contrário do DO, eu não imputo responsabilidade a qualquer Partido, nem aproveito para dar mais uma malha no Bloco.
Se identificou várias pessoas nos incidentes, então, foi faccioso na análise de um acontecimento que sabia à partida que incluiu membros do seu próprio partido, mas omitiu-o.
Não consigo compreender - ou se calhar até consigo - é este modo de estar na política, cada vez mais ao estilo do ministro malhante, de cada vez que se trata de qualquer questão relacionada com o PCP. Ou não relacionada, como é o caso.
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segunda-feira, maio 04, 2009
1.º de Maio - Lisboa - Não se deve mijar contra o vento IV
As supostas agressões físicas - que ninguém viu - a Vital Moreira deram, e estão a dar, pano para mangas na blogosfera. Logo durante a tarde, as rádios, tv's e jornais online avançavam que o candidato do PS atribuía, implicitamente, responsabilidades ao PCP pelo sucedido.
Síndrome Manuel Alegre
Não está em causa, obviamente, o direito de Vital Moreira participar numa manifestação da CGTP. Logo ele, que até "comemorava o 1.º de Maio clandestinamente". Pessoalmente, acho que seria bem mais interessante o candidato revelar em quantas comemorações do 1.º de Maio participou nos últimos 20 anos, mais especificamente, ao lado da CGTP.
O PCP, as costas largas, e o título desta posta
Queria o candidato, e aquela esquerda mais fashion, que o PCP pedisse desculpa pelos actos isolados de alguns manifestantes. Vindo do candidato, não me espanta. Mas confesso que fui surpreendido por aquele pessoal que até é adepto da desobediência civil e dos Verdes Eufémais. Escreveu o DO, na arrastadeira do costume: "Na verdade, este tipo de comportamento, apesar de ser isolado (não foram os manifestantes, mas apenas alguns deles, que agrediram Vital Moreira), corresponde a um ambiente cada vez mais crispado com tudo o que não seja PCP e se atreva a participar em manifestações que, recorde-se, não são do PCP. E ele é alimentado por esta direcção do partido, a mais sectária que o PCP teve desde o 25 de Abril. Não é por acaso que o insulto que Vital Moreira mais ouviu foi o de “traidor”."
Foi uma posta quentinha, escrita logo no próprio dia. Não deixa de ser impressionante como DO, mesmo tendo estado na manif, conseguiu identificar os intervenientes como ligados ao PCP. E o sempre atento Pedro Vieira até dedica um rabisco ao sucedido.
Mas, afinal, parece que dos manifestantes que o DO conseguiu identificar como ligados ao PCP, escapou-lhe um, por acaso dirigente partidário e por acaso do BE. O (a?) Salvo Conduto notou, e bem, que um dos que chamou "traidor" - o tal insulto mais ouvido - a Vital Moreira foi, curiosamente, esse dirigente, um rapaz bem parecido, loirinho e tudo, como mostra a RTP. Parece que se move lá para os lados de Coimbra.
Vale tudo. Venha do PS ou do BE, o que importa é malhar. Só que às vezes, nos intervalos dos malhanços, dá.nos aquela vontade enorme de aliviar a bexiga. Por aqui, recomendo que se evite fazê-lo contra o vento...
Nota: Às 18h00 de hoje, o rabisco continua online.
Síndrome Manuel Alegre
Não está em causa, obviamente, o direito de Vital Moreira participar numa manifestação da CGTP. Logo ele, que até "comemorava o 1.º de Maio clandestinamente". Pessoalmente, acho que seria bem mais interessante o candidato revelar em quantas comemorações do 1.º de Maio participou nos últimos 20 anos, mais especificamente, ao lado da CGTP.
O PCP, as costas largas, e o título desta posta
Queria o candidato, e aquela esquerda mais fashion, que o PCP pedisse desculpa pelos actos isolados de alguns manifestantes. Vindo do candidato, não me espanta. Mas confesso que fui surpreendido por aquele pessoal que até é adepto da desobediência civil e dos Verdes Eufémais. Escreveu o DO, na arrastadeira do costume: "Na verdade, este tipo de comportamento, apesar de ser isolado (não foram os manifestantes, mas apenas alguns deles, que agrediram Vital Moreira), corresponde a um ambiente cada vez mais crispado com tudo o que não seja PCP e se atreva a participar em manifestações que, recorde-se, não são do PCP. E ele é alimentado por esta direcção do partido, a mais sectária que o PCP teve desde o 25 de Abril. Não é por acaso que o insulto que Vital Moreira mais ouviu foi o de “traidor”."
Foi uma posta quentinha, escrita logo no próprio dia. Não deixa de ser impressionante como DO, mesmo tendo estado na manif, conseguiu identificar os intervenientes como ligados ao PCP. E o sempre atento Pedro Vieira até dedica um rabisco ao sucedido.
Mas, afinal, parece que dos manifestantes que o DO conseguiu identificar como ligados ao PCP, escapou-lhe um, por acaso dirigente partidário e por acaso do BE. O (a?) Salvo Conduto notou, e bem, que um dos que chamou "traidor" - o tal insulto mais ouvido - a Vital Moreira foi, curiosamente, esse dirigente, um rapaz bem parecido, loirinho e tudo, como mostra a RTP. Parece que se move lá para os lados de Coimbra.
Vale tudo. Venha do PS ou do BE, o que importa é malhar. Só que às vezes, nos intervalos dos malhanços, dá.nos aquela vontade enorme de aliviar a bexiga. Por aqui, recomendo que se evite fazê-lo contra o vento...
Nota: Às 18h00 de hoje, o rabisco continua online.
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1.º de Maio - Lisboa - O sindicalismo independente e democrático da UGT III
Na noite de quarta-feira, uma brigada Brejnev* da UGT colocava pendões de apelo à participação nas comemorações do 1.º de Maio daquela central. Ao mesmo tempo, os sindicalistas independentes e democratas do PS retiravam a propaganda da CDU para as europeias.
O 5Dias aborda a questão e ilustra-a com fotos.

O mesmo sucede no site da CDU. E, entretanto, os pendões da CDU já foram recolocados.
*Brigadas Brejnev foi o nome escolhido para caracterizar os seus supostos agressores.
O 5Dias aborda a questão e ilustra-a com fotos.

O mesmo sucede no site da CDU. E, entretanto, os pendões da CDU já foram recolocados.
*Brigadas Brejnev foi o nome escolhido para caracterizar os seus supostos agressores.
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1.º de Maio - Porto - O PCP a dividir os trabalhadores II
Antes de mais, devo dizer que este deve ter sido a maior desfile do 1.º de Maio em que participei. Muita gente, mesmo. Bonito de ver os Aliados pintados de protesto, luta e confiança. À parte disso, mais ou menos uma hora antes chegou um grupo de supostos precários, vindos de uma outra manifestação/concentração organizada pelos próprios. Fizeram o seu próprio circo, devidamente afastados dos restantes participantes no desfile, organizado pela União de Sindicatos do Porto.
Quando se aproximava o início da marcha, os jovens colocaram-se na cauda da manif, por trás da faixa do BE. Diga-se que o BE continua a ser o único partido que utiliza o Dia do Trabalhador para distribuir propaganda partidária, sendo, ao mesmo tempo, o único que se apresenta com uma faixa com o logo do boneco vermelho.
Ora, como, hoje em dia, há a necessidade legal de, quando se convocam manifestações, haver responsáveis que, em caso de desacatos são responsabilizados, a organização é cada vez mais fundamental nestas situações.
Mesmo assim, os jovens precários e o precário Soeiro quiseram desfilar e fizeram-no, atrás da faixa do Bloco, apenas não tendo sido permitido a entrada no desfile de um carro de som. Esse mesmo carro, que antes havia pensado na hipótese de deslocar-se para a Rua de Ceuta e, de lá, furar para integrar o desfile, chegou mesmo a avançar contra um dos elementos da organização, devidamente identificado. O incidente agradou a alguns dirigentes bloquistas, que davam ordens a um jovem para que filmasse tudo, "mas de forma natural".
Assim foi o 1.º de Maio no Porto, para este grupo de jovens precários, que, pelos vistos, não se identifica com os trabalhadores - não se consideram tal - nem se vê representado nos sindicatos. Por isso, não deixa de ser curioso que um dirigente bloquista tenha ostentado o pin da CGTP, para legitimar a sua presença no desfile - como se ser sindicalizado fosse condição obrigatória para integrar o desfile do 1.º de Maio.
Afinal, quem divide os trabalhadores?
Quando se aproximava o início da marcha, os jovens colocaram-se na cauda da manif, por trás da faixa do BE. Diga-se que o BE continua a ser o único partido que utiliza o Dia do Trabalhador para distribuir propaganda partidária, sendo, ao mesmo tempo, o único que se apresenta com uma faixa com o logo do boneco vermelho.
Ora, como, hoje em dia, há a necessidade legal de, quando se convocam manifestações, haver responsáveis que, em caso de desacatos são responsabilizados, a organização é cada vez mais fundamental nestas situações.
Mesmo assim, os jovens precários e o precário Soeiro quiseram desfilar e fizeram-no, atrás da faixa do Bloco, apenas não tendo sido permitido a entrada no desfile de um carro de som. Esse mesmo carro, que antes havia pensado na hipótese de deslocar-se para a Rua de Ceuta e, de lá, furar para integrar o desfile, chegou mesmo a avançar contra um dos elementos da organização, devidamente identificado. O incidente agradou a alguns dirigentes bloquistas, que davam ordens a um jovem para que filmasse tudo, "mas de forma natural".
Assim foi o 1.º de Maio no Porto, para este grupo de jovens precários, que, pelos vistos, não se identifica com os trabalhadores - não se consideram tal - nem se vê representado nos sindicatos. Por isso, não deixa de ser curioso que um dirigente bloquista tenha ostentado o pin da CGTP, para legitimar a sua presença no desfile - como se ser sindicalizado fosse condição obrigatória para integrar o desfile do 1.º de Maio.
Afinal, quem divide os trabalhadores?
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1.º de Maio - Porto - O maygay? I
Não sei muito bem o que dizer do MayDay no Porto. Meia centena de jovens, devidamente enquadrados pelo ex-deputado Soeiro, do BE. O cartaz que fez vista: "Sou bicha mas sei trabalhar". Sobre qual a mensagem precária que pretende passar, fica a dúvida...
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De volta?
O número de postas em Abril foi miserável. As coisas estão mais calmas, pelo menos durante as próximas duas semanas. A regularidade deverá voltar por aqui. Hoje volta a não haver Sempre Há Sexta, porque não pensei nisso. Mas vamos à luta, que é o que interessa.
terça-feira, abril 28, 2009
Recuperar o atraso - 25 de Abril
Estive, como é normal desde há mais de 10 anos, no desfile do 25 de Abril nos Aliados. Se não me engano, foi a primeira vez que vi a Juvestude Socialista representada no desfile, com direito a faixa e tudo.
Depois de quatro meses de 2009, em que o desemprego aumenta em Portugal à razão de três por minuto, lia-se na faixa qualquer coisa como: "Casamento para tod@s". Fracturantes, pois claro. Imbecis, digo eu...
Depois de quatro meses de 2009, em que o desemprego aumenta em Portugal à razão de três por minuto, lia-se na faixa qualquer coisa como: "Casamento para tod@s". Fracturantes, pois claro. Imbecis, digo eu...
segunda-feira, abril 20, 2009
Habemus candidatvs
)Foram ontem apresentados os candidatos da CDU à Câmara e Assembleia Municipal de Matosinhos. Honório Novo e José Pedro Rodrigues são os cabeças-de-lista para fazer a diferença no Concelho.
Já está também online o site da CDU Matosinhos. Passem por lá!
(Link corrigido)
Já está também online o site da CDU Matosinhos. Passem por lá!
(Link corrigido)
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quarta-feira, abril 15, 2009
Pausa
Primeiro foi uma dupla conjuntivite. Sou optimista, se fosse tripla seria bem pior. Depois, foi a amigdalite, a febre, comer de palhinha. Podia ser pior, a otite passou pouco ao lado. O trabalho, muito trabalho, também não tem ajudado à possibilidade de actualizar o barraco.
Mas a luta continua. Às duas pessoas que vêm cá diariamente à procura de qualquer coisinha nova, as minhas desculpas. Aos outros, que não costumam passar por cá, as minhas desculpas também.
Mas a luta continua. Às duas pessoas que vêm cá diariamente à procura de qualquer coisinha nova, as minhas desculpas. Aos outros, que não costumam passar por cá, as minhas desculpas também.
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coisas minhas
domingo, abril 12, 2009
Uma depressão, p.f.
Li hoje em qualquer lado que as promoções no trabalho potenciam a depressão. Depois do Código Vieira da Silva, aqui está a desculpa científica que faltava.
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coisas minhas
quarta-feira, abril 08, 2009
Fim-de-semana num parque de campismo
Os desalojados do sismo em Itália devem encarar a situação como um fim-de-semana num parque de campismo. Di-lo Berlusconi, o José Sócrates italiano, que consegue misturar ainda uns tiques de Manuel Pinho, Teixeira dos Santos e Mário Lino. A sensibilidade do senhor vai mais além: "Não lhes falta nada. Têm cuidados médicos, comida quente..."
Evidentemente, ficar sem tudo o resto é detalhe.
É a forma, digamos, peculiar de Berlusconi encarar a situação. Podia, por exemplo, felicitar os corpos esguios de quem vive no Ruanda ou no Darfur. Talvez devessem encarar a situação como uma cura de emagrecimento.
Evidentemente, ficar sem tudo o resto é detalhe.
É a forma, digamos, peculiar de Berlusconi encarar a situação. Podia, por exemplo, felicitar os corpos esguios de quem vive no Ruanda ou no Darfur. Talvez devessem encarar a situação como uma cura de emagrecimento.
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terça-feira, abril 07, 2009
quarta-feira, abril 01, 2009
Prós e Prós
Acho que poucos foram o que perceberam o que quer que seja do Prós e Prós desta semana, supostamente sobre segurança interna.
Sem entrar no detalhe da expressão "director da polícia nacional", usada e abusada pela apresentadora, voltou a suceder a transformação do debate, urgente e necessário, numa luta política de esgrimir números e estatísticas. Não é segredo: os números dizem o que nós quisermos que digam.
O mito do rácio de habitantes por polícia é um absurdo. Se é verdade que 10.000.000 de habitantes divididos por 46 mil PSP e GNR resulta em 217 habitantes por polícia, não é preciso ser muito inteligente para chegarmos à conclusão que a distribuição demográfica da população no país não tem um valor constante. Acredito até que em algumas zonas do interior o rácio desce ainda mais. Mas façamos as contas às duas áreas metropolitanas, à população que abrangem, e ao efectivo dos dois comandos metropolitanos da PSP.
Voltando ao programa, foi mais uma infeliz tanga. Sem as duas principais estruturas representativas da PSP e GNR, que deveriam assistir, sem intervir, ao programa. São critérios editoriais, claro está.
Sem entrar no detalhe da expressão "director da polícia nacional", usada e abusada pela apresentadora, voltou a suceder a transformação do debate, urgente e necessário, numa luta política de esgrimir números e estatísticas. Não é segredo: os números dizem o que nós quisermos que digam.
O mito do rácio de habitantes por polícia é um absurdo. Se é verdade que 10.000.000 de habitantes divididos por 46 mil PSP e GNR resulta em 217 habitantes por polícia, não é preciso ser muito inteligente para chegarmos à conclusão que a distribuição demográfica da população no país não tem um valor constante. Acredito até que em algumas zonas do interior o rácio desce ainda mais. Mas façamos as contas às duas áreas metropolitanas, à população que abrangem, e ao efectivo dos dois comandos metropolitanos da PSP.
Voltando ao programa, foi mais uma infeliz tanga. Sem as duas principais estruturas representativas da PSP e GNR, que deveriam assistir, sem intervir, ao programa. São critérios editoriais, claro está.
segunda-feira, março 30, 2009
domingo, março 29, 2009
Batô
Batô, adaptado do francês bateau é a discoteca mais antiga do país. Em Leça, no Largo do Castelo, que, na verdade, não é um castelo mas sim o Forte de Nossa Senhora das Neves, a porta preta do Batô assumiu proporções de uma afirmação de estatuto.
O critério de entrada não era, em minha opinião, o melhor. Aliás, o critério era precisamente a ausência dele.
Independentemente de tudo, o Batô assumiu uma reputação tremenda que ultrapassou as fronteiras da cidade, do concelho e do distrito. A decoração, a mesma desde sempre, penso, reproduz o interior de barco, com escotilhas que dão para lado nenhum e tudo. Mesmo como num barco.
As características a que se manteve fiel, DJ's incluídos, faziam também do Batô um espaço intergeracional, eclético, cheio de tudo para todos os gostos
Na semana passada, o Batô foi vendido. Ninguém sabe muito bem no que se vai tornar, mas sabe-se que não voltará a ser o mesmo. Fica a memória da melhor discoteca de sempre.
O critério de entrada não era, em minha opinião, o melhor. Aliás, o critério era precisamente a ausência dele.
Independentemente de tudo, o Batô assumiu uma reputação tremenda que ultrapassou as fronteiras da cidade, do concelho e do distrito. A decoração, a mesma desde sempre, penso, reproduz o interior de barco, com escotilhas que dão para lado nenhum e tudo. Mesmo como num barco.
As características a que se manteve fiel, DJ's incluídos, faziam também do Batô um espaço intergeracional, eclético, cheio de tudo para todos os gostos
Na semana passada, o Batô foi vendido. Ninguém sabe muito bem no que se vai tornar, mas sabe-se que não voltará a ser o mesmo. Fica a memória da melhor discoteca de sempre.
sexta-feira, março 27, 2009
quarta-feira, março 25, 2009
terça-feira, março 24, 2009
Trabalho e visibilidade
É mais que visível a diferença de cobertura entre inciativas do PCP/CDU e dos restantes partidos.
Ana Gomes e Miguel Portas são, talvez, os eurodeputados com maior cobertura mediática. O quadro abaixo, roubado ao Tempo das Cerejas, desmistifica quem realmente trabalha no Parlamento Europeu e quem trabalha para as tvs e jornais.

segunda-feira, março 23, 2009
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