segunda-feira, agosto 24, 2009

Narciso Miranda - Publicidade não solicitada

Todos os dias recebo dezenas de mensagens de spam, com publicidade enganosa, por isso não me espantei quando vi na minha caixa de correio uma mensagem, de 27 de Julho - ainda este blogue estava de molho - da Associação Narciso Miranda, cujo conteúdo passo a divulgar, em itálico, permitindo-me fazer alguns comentários:

"Não tenho por hábito participar em blogs. Tal não significa, no entanto, que estou alheado desta nova forma de comunicar. Bem pelo contrário.
Ok... e?

A falta de tempo impede-me, no entanto, de consultar de forma mais assídua, como desejaria, todos os blogs que falam sobre mim, todos sem excepção, os que dizem bem e os que dizem menos bem.
Hum... 'tou a ver.

Venho sendo, no entanto, alertado, justa ou injustamente, verdade ou não, para o facto de estar a ser criada a ideia que alguns dos participantes neste blog, identificados anonimamente ou através de pseudónimos, são por vezes agressivos e deixam evidenciar sinais de má educação, chegando quase a atingir, uma ou outra vez, a área do insulto.
Aaaaah! Então é isso... Vamos por partes, para ficarmos esclarecidos: Este blog não tem comentários moderados por opção minha, porque nunca senti necessidade de fazê-lo. Permita-me esta liberdade. Participa quem quer e diz o que quer, desde que o conteúdo não seja por mim considerado ofensivo. Se se refere a posts por mim escritos, não são anónimos. Estão assinados (RMS), iniciais do meu nome e o endereço de correio electrónico está no perfil. Nesse endereço de correio electrónico, encontra o meu nome completo. Logo, os alertas que lhe fizeram podem caber apenas no campo da má educação e do insulto, que, sinceramente, não encontro. Nem o ilustre ex-presidente da CMM quererá, certamente, colar-me tais atributos. Eu recorro às metáforas e aos eufemismos para evitar essas coisas.

Sobre esta matéria, quero que fique claro que não tenho, como nunca tive, porta-vozes, ninguém fala em meu nome, muito menos está alguém autorizado, mesmo que anonimamente ou recorrendo a pseudónimos, a fazê-lo.

Não é esta a minha prática, muito menos a minha orientação. Bem pelo contrário.
Insisto, permanentemente, na importância de se elevar o debate, de respeitar as diferenças e o contraditório, qualificando a participação neste processo eleitoral das autárquicas em Matosinhos.
O meu caminho e a minha orientação é a da promoção do debate de ideias, projectos e linhas estratégicas que melhor sirvam os interesses dos cidadãos, dos matosinhenses e o futuro de Matosinhos. É este o debate que quero, como sempre quis, promover.

Ainda bem que depois de décadas de governação autoritária da CMM descobriu o diálogo e a elevação do debate. Assinalo isso como positivo. Quanto ao contraditório aqui está ele, com a publicação desta carta. Não porque tenha obrigação de o fazer; este blog é propriedade do RMS e não um blog colectivo RMS-Narciso. Como tal, aqui ficam expostos os meus pontos de vista e não os seus. Para isso, tem à disposição a caixa de comentários.

Fique, portanto, claro que não aceito esta prática que vem, aliás, cansando as pessoas e afastando, cada vez mais, os cidadãos da política.
De acordo. A novidade vem, mesmo, por agora não aceitar este tipo de prática.

Fique claro que me demarco por completo deste tipo de mensagens, mesmo que partam de pessoas que se afirmem meus apoiantes.

A minha candidatura é feita pela positiva, agregando todos os matosinhenses, independentemente da sua classe social, cultural, profissional ou política.

Aos meus apoiantes, a todos aqueles que estão empenhados neste processo da minha candidatura independente, peço, sinceramente, que não entrem neste jogo, que valorizem o debate e não respondam a este tipo de provocações que em nada dignificam a liberdade de expressão e, muito menos, servem os verdadeiros interesses do concelho ou da união dos matosinhenses.

Peço a todos a melhor compreensão neste sentido.

Narciso Miranda"


Depois desta comovente prosa de Narciso Miranda, republico aqui um texto de 14 de Maio de 2009, sobre Narciso Miranda e a sua campanha:

Campanha em Matosinhos - O vale tudo

Com o aproximar das eleições, das autárquicas neste caso, começam a confirmar-se as expectativas de que a campanha será quentinha. Depois dos outdoors que Guilherme Pinto mandou retirar, da propaganda da CDU que Narciso cobriu, mas que afinal foi um erro da agência de publicidade, começa a campanha pelo correio.

No mesmo dia em que Guilherme Pinto fez chegar às caixas de correio um desdobrável sobre a nova Quinta da Conceição - não é difícil de encontrá-la, está algures entre as torres do Narciso, ali onde era a FACAR - Narciso Miranda enviou cartas a convidar para a apresentação da sua candidatura. Ora, não haveria novidade, não fosse o facto de as cartas enviadas pelo ex-presidente serem dirigidas à minha avó e a um tio que vivia com ela. Mas chegaram a minha casa.

Por motivos secundários, a minha avó esteve a viver em minha casa durante algum tempo, pelo que a morada de residência foi alterada, nomeadamente, na Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede de Infesta, uma IPSS para onde a minha avó pagava, naqueles programas de "pense na sua vida, pague o seu caixão".

Posso garantir que a associação acima referida foi a única para onde foram indicados os nomes da minha avó e do meu tio com a morada de minha casa, pelo que podemos concluir que a Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede - ou alguém por ela - forneceu os dados dos associados ao movimento de Narciso. O que não só é ilegal como deplorável eticamente. Mas não estamos já habituados a isso?

Para finalizar, na carta que acompanhava o convite é afirmado que a minha avó o conhece bem - ao Narciso. Duvido, mas dê graças por o meu avô já ter falecido, de certeza pediria explicações sobre até que ponto conhece bem a minha avó.

De qualquer forma, e voltando ao que interessa, informo a associação do Narciso que a minha avó faleceu já há algum tempo, pelo que, mesmo percebendo que a "presença é muito importante" para o ex-presidente, não estará representada.

P.S.: Apelo também à Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede que actualize o seu ficheiro.

domingo, agosto 23, 2009

O desafio

José Modesto, leceiro destas coisas da blogosfera, lançou o seguinte desafio, na caixa de comentários ali em baixo:

"As boas intenções têm sido a ruína do mundo. As únicas pessoas que realizaram qualquer coisa foram as que não tiveram intenção alguma.De: Oscar WildeAinda em férias, e porque todos nós nos preocupamos… as eleições estão aí,decidi efectuar uma pausa e através de um computador que não o meu lançar este desafio aos nossos candidatos através da nossa blogosfera:

Ensino:Será que os nossos candidatos no seu programa de campanha eleitoral vão incluir a oferta gratuitade livros no 1º ciclo do ensino básico?Aceitam-se os comentários.Saudações Marítimas (ainda em férias)

José Modesto


A posição do PCP, que concorre no quadro da CDU às legislativas e autárquicas, é clara e inequívoca no que diz respeito ao ensino - a todo, não só ao 1.º ciclo, e está no ponto 1.3 do programa eleitoral:

"1.3. Por uma Escola Pública de qualidade e gratuita, uma escola inclusiva
A gratuitidade de todo o ensino como elemento crucial da garantia ao acesso e sucesso escolares. O direito à educação e ao ensino como direito fundamental, simultaneamente individual e colectivo, constitui um pilar estruturante da própria democracia. A gratuitidade de todo o ensino, condição para um efectivo exercício do direito à educação independente das suas condições económicas e sociais e elemento crucial para o aprofundamento da democracia, exige: O investimento numa Escola Pública de Qualidade, com a gratuitidade de todo o ensino público como prioridade estratégica, objectivo a atingir de forma progressiva, num prazo máximo de seis anos, com a distribuição gratuita dos manuais escolares no ensino obrigatório, já no próximo ano lectivo; o incremento do apoio social escolar em todos os níveis de escolaridade com crescimento considerável das captações para atribuição dos respectivos apoios e dos montantes limite previstos para diversas áreas; a expansão do sistema público de Educação Pré-Escolar, articulado com a rede escolar do 1ºciclo, no cumprimento da obrigação que a Constituição impõe ao Estado, garantindo a frequência universal, gratuita e obrigatória no ano que anteceda o ingresso das crianças no ensino básico, bem como as condições para a universalidade da frequência a partir dos 3 anos. É, ainda, indispensável garantir, a curto prazo uma resposta de qualidade para as crianças de idade inferior aos 3 anos".

Importa referir que a CDU propõe ainda a "revogação do decreto que estabelece o processo de municipalização do ensino básico, com o objectivo de impedir a perda de autonomia administrativa e pedagógica das escolas ou a sua privatização.

Para além do que foi referido atrás, é necessário ter em conta o seguinte: As políticas educativas têm de ser integradas e transversais a todas as etapas do ensino, proporcionando uma aprendizagem que seja uniforme ao longo da vida. Não são medidas desgarradas - sejam elas certas ou erradas - que darão mais e melhor ensino, seja a crianças ou adultos.

O ensino vai muito além de Magalhães para os miúdos. Aliás, de que serve um Magalhães, se não pode ser usado nas salas de aula, fruto do desinvestimento constante nos equipamentos educativos?

Esta é uma factura que agora sobra para as autarquias. Todas elas. Mas nem todos os autarcas desgostarão deste facto: haverá agora mais espaço para criar uma empresa municipal e nelas colocar mais alguns afilhados: políticos e não só.

terça-feira, agosto 18, 2009

Novo jornal cá na terra - vícios antigos

Chegou-me hoje às mãos o número zero de um novo jornal mensal, o Notícias de Matosinhos. Nesta edição, entra em grande, ou de pé em riste, como costuma dizer-se. Logo na primeira página, três fotos. Guilherme Aguiar, Guilherme Pinto e Narciso Miranda. Lá dentro, a apresentação do candidato do BE à câmara.
Ainda na primeira página, a manchete pergunta "Quem vai ganhar a Câmara de Matosinhos?", remetendo para a página oito, onde consta um anúncio de página inteira do colégio Anjos do Saber. O mesmo colégio que passa de publicidade a notícia, na página 12, sob o título: "Colégio proporciona actividades extra-curriculares".
Na página 11, dedicada à Economia, anuncia o aniversário de uma escola de condução, que - ó surpresa - tem direito a publicidade na página 13.
Na página 6, entrevista ao presidente da Junta de Freguesia de Lavra. Na página 14, anúncio de página inteira às festas em honra do Divino Salvador... de Lavra, pois claro.
Resumindo, isto promete.

P.s.: No estatuto editorial escreve-se que "a publicação insistente de determinados assuntos - do crime e do sexo às baixezas da vida política e económica. - poderia aumentar as vendas..." Nada de especial, não fosse este um jornal que se apresenta como gratuito, com uma edição de 20.000 exemplares. Decidam lá isso...

domingo, agosto 16, 2009

A variz - Construir a Festa!

Há coisas que só se explicam quando as vivemos. Ou antes, explicam-se se as quisermos perceber enquanto experiência vivida sem preconceito. A experiência que constitui a Festa do Avante! é um símbolo do que deve merecer admiração democrática. O texto que o Miguel Esteves Cardoso escreveu há uns anos é um bom exemplo disso mesmo. Ele, insuspeito quanto a ideologias, descreveu o Avante! com uma frieza dura para os mais cínicos anti-comunistas, dando-lhe o toque de paixão que conseguiu encontrar em todos os militantes e amigos do PCP que participam nas tarefas fundamentais para que a Festa seja A Festa.Mas, antes do primeiro fim-de-semana de Setembro, há todo um trabalho notável de militância genuína, de entrega e sacrifício que tanta gente quer fazer de conta que não existe na política. E a Festa é política. Desde o primeiro prego até ao último, é a política que ergue a Festa. É uma ideologia política afirmada em forma de música, cultura, desporto, debates, convívio, aberta a todos e onde todos são bem recebidos. Camaradagem.A construção da Festa é mais uma oportunidade de afirmação das convicções do tremendo colectivo que é o PCP. Com o contributo possível de cada um, o crescimento da Festa representa, ao mesmo tempo, o crescimento e a afirmação dos Comunistas e da sua intervenção. De um Partido jovem de quase nove décadas, com um vigor que outros, nascidos no pós-25 de Abril e recauchutados para media ver, jamais conseguirão ter. A construção da Festa é mais um momento valioso - e irrepetível a cada ano - de troca de sabedoria e experiências intergeracional.No sábado, o Abílio estava fodido. A variz direita deixava ver um bocadinho da perna, por entre uma cordilheira de inchaços roxos que o sexagenário procurava desvalorizar e esconder. A enfermeira de serviço ficou em choque. O Abílio foi arrastado até ao centro médico e aconselhado a descansar, depois de lhe terem enfiado uma ligadura . Mas tudo o que leva um comunista do Porto a viajar até ao Seixal é demasiado forte. O Abílio, mesmo com a marcação cerrada da enfermeira, lá conseguia continuar a sua tarefa, mesmo quando lhe foi pedido para não o fazer. O Abílio estava desesperado por não poder ajudar e tinha a tensão a 20-13. Eu não percebo muito disso, mas comentava-se que estava altíssima e eu acredito. O sentimento de que se é útil, ou antes, fundamental, e de que seu o contributo é válido e tido em conta, é importante para qualquer ser humano, independentemente da idade. E a Festa é também isso. Sentirmo-nos úteis, vermos o nosso trabalho reconhecido pelos milhares de visitantes que passam pela Quinta da Atalaia todos os anos.A revolta e frustração do Abílio assemelhavam-se à de um desportista que perde uma final de um Mundial qualquer. Há quatro anos que o Abílio espera por uma operação às varizes. Há uns tempos, furou uma variz e foi ao hospital, na esperança de ser operado. Até hoje, pelo menos, ainda não foi.A variz do Abílio ajuda a perceber um bocadinho do que vai além dos três dias da Festa do Avante!.

Fim de férias

Se calhar, eu precisava era de umas férias.

quinta-feira, junho 04, 2009

Tao amigos que eles são

Foi enternecedor ver a convergência entre o PS e o BE no programa Pontos de Vista, da RTPN*, de dia 23 de Março.

No debate, João Avelino, cabeça de lista da CDU à Junta de Freguesia de Leça da Palmeira, fala sobre as eleições europeias e o trabalho levado a cabo pelos eleitos Ilda Figueiredo e Pedro Guerreiro. Resultados que, mesmo baralhados por uma edição do Expresso de há umas semanas, colocam os dois eurodeputados entre os que mais trabalharam.
João Avelino diz, e não poderia não o fazer, que, curiosamente, Francisco Assis - também no debate - é dos eurodeputados que menos trabalhou. Assis ficou ofendido e relativizou os números da actividade, secundado por - ó surpresa das surpresas - Alda Macedo, do BE.
Os dois entendem que é uma mera análise quantitativa. Resumindo, para PS e BE o trabalho dos eurodeputados não se mede pelas intervenções, relatórios e interpelações.

Mas então, mede-se por onde? Pelas entrevistas, textos em blogues, artigos de opinião? Qual é o critério para que os eleitores possam avaliar o trabalho e a competência daqueles que elegeram?

*Ver a partir dos 12,30 minutos

quarta-feira, junho 03, 2009

Opções. São mesmo.

Encontrei esta pérola no http://rupturavizela.blogs.sapo.pt/ que só pode ser para rir. Vinda de um bloquista, claro. Leia-se:


Comentando declarações da Ilda Figueiredo: "Queremos mais Deputados para a defesa dos interesses do nosso País. E os interesses dos trabalhadores espanhois, franceses, italianos, gregos...?" (sic)

Portanto, ficamos a saber que o BE não se candidata às eleições europeias para defender os interesses do país. Estranho não ter visto ainda o Miguel Portas a fazer campanha em Espanha, França, Itália e Grécia.

terça-feira, junho 02, 2009

As coisas são como são

O desemprego aumentou para 9,3 por cento nos países do euro, Portugal está nos 9,2. Atrás de Portugal só Hungria, Irlanda, Estónia, Eslováquia, Letónia, Lituânia e Espanha. Num ano - entre Abril de 2008 e Abril de 2009 -, a taxa de desemprego aumentou 1,7 por cento.
Em números líquidos, quantos faltam para os 150.000 empregos?

segunda-feira, junho 01, 2009

É limpinho!

Os prédios de habitação social de Matosinhos ganharam serviços de limpeza, ao que parece, duas vezes por semana. É gratuito - ou antes, pagamos indirectamente, porque é a Câmara de Matosinhos que paga à empresa, que por óbvio acaso é propriedade da filha de Olga Maia - filha que já havia ganho a exploração do bar da Biblioteca Florbela Espanca. Há gente com sorte!

segunda-feira, maio 25, 2009







São modas, senhores, são modas...

Um dia depois de os media terem colocado a circular que os comícios estão fora de moda e que o que está a der são os blogues, facebook, twitter e outros primos, a CDU levou às ruas de Lisboa bem mais de 80.000 pessoas.

Eu percebo que com o desastre que têm sido ao longo dos anos PS, PSD e CDS apenas consigam mobilizar os seus boys e girls que foram agregando ao longo dos tempos. Mas isso não faz com que os comícios estejam fora de moda. E mesmo Obama, ícone que agora tudo e todos comparam a tudo e todos, o fez por várias vezes em várias cidades. Por isso, se as ideias de dos partidos que nos governaram até agora não cativam, que o assumam, não dêem é desculpas esfarrapadas para tal.

Se mesmo a jogar em casa o professor-doutor-de-Coimbra-meu-deus, mais o engenheiro, mais o reforço que foi buscar a Madrid não conseguiram encher um pavilhão em Coimbra, terão de pensar no que terá levado a tal, e não esconder a cabeça na areia e fazer de conta que estamos a falar de modas.

Em breve colocarei aqui fotos da grandiosa Marcha da CDU.

Post It: Considero-me um democrata e gosto de jogar limpo, pelo que, mesmo estando nos antípodas do que é o CDS, informo que quando se vai a uma feira, convém que seja no dia em que ela se realiza. Vão ver que resulta muito melhor...

quinta-feira, maio 21, 2009

Agora, Chora!

Mais vale tarde que nunca. O sindicalista-modelo do BE descobriu ontem que os patrões - administradores é mais fashion - da Autoeuropa estavam de má-fé no processo negocial com os trabalhadores - colaboradores. Depois de, nos últimos anos, ter passado o tempo a assinar de letra tudo o que era determinação dos donos da empresa para flexibilizar direitos e remunerações, o sindicalista parece que teve uma viragem qualquer, positiva, diga-se.
Como é evidente, os tempos de crise favorecem a exploração dos assalariados por parte de quem possui os meios de produção. E as cedências dos assalariados perante os desígnios do patronato não são mais do que negar a luta de classes, na medida em que os interesses das duas camadas são bem diferentes.
A Comissão de Trabalhadores (CT), liderada pelo António Chora, cedeu em todas as frentes, com uma ingenuidade que já não se usa, depois do que nos ensina a história do sindicalismo e das lutas dos trabalhadores. Aliás, a CT demonstrou ontem mesmo ser mais papista que o Papa, dizendo que os patrões não disseram aquilo que, passados dois minutos, disseram através de uma carta enviada a todos os trabalhadores.
A lição está dada. O capital não perdoa deslizes. Quando os trabalhadores cedem, a exploração avança. Seja a cobro da crise, da deslocalização ou da lei da oferta e da procura. Humanizar o capitalismo é o mesmo que humanizar uma pedra. Podemos esculpi-la de maneira a ganhar forma humana, mas continuará a ser isso mesmo: uma pedra. Mantendo todas as características que a fazem ser o que é.

quarta-feira, maio 20, 2009

Quinta ao sábado - A cara nova da Conceição

Chegou a minha casa, há dias, por acaso no mesmo em que o Narciso convidou a minha falecida avó para a apresentação da sua candidatura, um desdobrável com a cara do Guilherme Pinto a publicitar a nova Quinta da Conceição.

Puxando o filme atrás, quando era pupilo de Narciso, Guilherme Pinto era vereador do Ambiente e tinha, por isso, sob a sua tutela a manutenção da Quinta da Conceição. Uns anos depois, quando passou a presidente da CMM, um dos motivos que deu para privatização do espaço foi o avançado estado de degradação do mesmo. Por isso, podemos concluir que foi a sua incompetência como vereador do Ambiente que deixou a Quinta degradar-se ainda mais.

Voltando ao assunto central da posta, gostaria de dizer que é uma pena que os lagos tenham ficado sem peixes - espero que não tenham sido servidos em algum mega-almoço - e convenhamos que dizer que a Quinta passa a ser um espaço para a prática de desporto, depois de retirar os equipamentos - velhos, é certo -, do circuito de manutenção que lá existia, não me parece muito verdadeiro. Mais uma vez, nada de novo...

quinta-feira, maio 14, 2009

Campanha em Matosinhos - O vale tudo

Com o aproximar das eleições, das autárquicas neste caso, começam a confirmar-se as expectativas de que a campanha será quentinha. Depois dos outdoors que Guilherme Pinto mandou retirar, da propaganda da CDU que Narciso cobriu, mas que afinal foi um erro da agência de publicidade, começa a campanha pelo correio.

No mesmo dia em que Guilherme Pinto fez chegar às caixas de correio um desdobrável sobre a nova Quinta da Conceição - não é difícil de encontrá-la, está algures entre as torres do Narciso, ali onde era a FACAR - Narciso Miranda enviou cartas a convidar para a apresentação da sua candidatura.

Ora, não haveria novidade, não fosse o facto de as cartas enviadas pelo ex-presidente serem dirigidas à minha avó e a um tio que vivia com ela. Mas chegaram a minha casa. Por motivos secundários, a minha avó esteve a viver em minha casa durante algum tempo, pelo que a morada de residência foi alterada, nomeadamente, na Associação de Socrros Mútuos de S. Mamede de Infesta, uma IPSS para onde a minha avó pagava, naqueles programas de "pense na sua vida, pague o seu caixão".

Posso garantir que a associação acima referida foi a única para onde foram indicados os nomes da minha avó e do meu tio com a morada de minha casa, pelo que podemos concluir que a Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede - ou alguém por ela - forneceu os dados dos associados ao movimento de Narciso. O que não só é ilegal como deplorável eticamente. Mas não estamos já habituados a isso?

Para finalizar, na carta que acompanhava o convite é afirmado que a minha avó o conhece bem - ao Narciso. Duvido, mas dê graças por o meu avô já ter falecido, de certeza pediria até que ponto conhece bem a minha avó.

De qualquer forma, e voltando ao que interessa, informo a associação do Narciso que a minha avó faleceu já há algum tempo, pelo que, mesmo percebendo que a "presença é muito importante" para o ex-presidente, não estará representada.

P.S.: Apelo também à Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede que actualize o seu ficheiro.

quinta-feira, maio 07, 2009

Jerónimo de Sousa em Matosinhos

Almoço com Jerónimo de Sousa


9 de Maio, sábado, 12h30

Cervejaria Activa, Matosinhos


A todos os candidatos, activistas e amigos da CDU em Matosinhos!
Participa e traz outro(a) amigo(a) também!

Confirma a tua presença até dia 6 de Maio para
Maria Leonor (Becas) 917006285
José Eduardo 966464223
Eduardo Teixeira 964467372
Centro de Trabalho de Matosinhos 229375773
Centro de Trabalho da Boavista 226095651


Ementa
Pão, Azeitonas, Queijo
Bacalhau com natas (ou Lombo Assado, sob confirmação)
Sobremesa

Esquina da Avenida Menéres (nº 433) com a Rua de Mouzinho de Albuquerque (junto à Avenida da República, que vai até à Praia de Matosinhos)

quarta-feira, maio 06, 2009

CDU em Leça da Palmeira

Já foi apresentado o candidato da CDU à Junta de Freguesia de Leça da Palmeira. Trata-se de João Avelino, sobejamente conhecido no Concelho e na Freguesia, também pela sua actividade na Assembleia Municipal.

A notícia no Matosinhos Hoje.

Matosinhos e os sismos

Um doce a quem adivinhar quantos elementos tem a Protecção Civil em Matosinhos...

terça-feira, maio 05, 2009

1.º de Maio - Lisboa - Ontem sim, hoje sim. Mesmo sabendo que é mentira. V

A ver se ficamos por aqui:



Se, num dia, o DO consegue atribuir ao PCP a responsabilidade por actos de algumas pessoas numa manifestação, uns dias depois tem - ou não - espinha para escrever o seguinte, num comentário a um comentário:

"ou então há pessoas que, com mais facilidade do que outras, fazem papel de bufos. Por mim, como já disse, reconheci mais algumas pessoas nas imagens. E isso fica para mim. Aprendi (por acaso numa familia comunista) que a bofaria é coisa feia. Mesmo que dê jeito. Ou sobretudo quando dá jeito".



Podemos então concluir que o Daniel Oliveira, ao reconhecer algumas pessoas nas imagens, ter-lhe-ão escapado pelo menos duas. Curiosamente duas do seu partido. Não vamos brincar aos ingénuos. Não vamos ver quem é que desconversa mais. Eu acredito que os protagonistas dos incidentes com o Vital Moreira tinham várias sensibilidades políticas. Mas, ao contrário do DO, eu não imputo responsabilidade a qualquer Partido, nem aproveito para dar mais uma malha no Bloco.

Se identificou várias pessoas nos incidentes, então, foi faccioso na análise de um acontecimento que sabia à partida que incluiu membros do seu próprio partido, mas omitiu-o.

Não consigo compreender - ou se calhar até consigo - é este modo de estar na política, cada vez mais ao estilo do ministro malhante, de cada vez que se trata de qualquer questão relacionada com o PCP. Ou não relacionada, como é o caso.

segunda-feira, maio 04, 2009

1.º de Maio - Lisboa - Não se deve mijar contra o vento IV

As supostas agressões físicas - que ninguém viu - a Vital Moreira deram, e estão a dar, pano para mangas na blogosfera. Logo durante a tarde, as rádios, tv's e jornais online avançavam que o candidato do PS atribuía, implicitamente, responsabilidades ao PCP pelo sucedido.


Síndrome Manuel Alegre
Não está em causa, obviamente, o direito de Vital Moreira participar numa manifestação da CGTP. Logo ele, que até "comemorava o 1.º de Maio clandestinamente". Pessoalmente, acho que seria bem mais interessante o candidato revelar em quantas comemorações do 1.º de Maio participou nos últimos 20 anos, mais especificamente, ao lado da CGTP.

O PCP, as costas largas, e o título desta posta
Queria o candidato, e aquela esquerda mais fashion, que o PCP pedisse desculpa pelos actos isolados de alguns manifestantes. Vindo do candidato, não me espanta. Mas confesso que fui surpreendido por aquele pessoal que até é adepto da desobediência civil e dos Verdes Eufémais. Escreveu o DO, na arrastadeira do costume: "Na verdade, este tipo de comportamento, apesar de ser isolado (não foram os manifestantes, mas apenas alguns deles, que agrediram Vital Moreira), corresponde a um ambiente cada vez mais crispado com tudo o que não seja PCP e se atreva a participar em manifestações que, recorde-se, não são do PCP. E ele é alimentado por esta direcção do partido, a mais sectária que o PCP teve desde o 25 de Abril. Não é por acaso que o insulto que Vital Moreira mais ouviu foi o de “traidor”."

Foi uma posta quentinha, escrita logo no próprio dia. Não deixa de ser impressionante como DO, mesmo tendo estado na manif, conseguiu identificar os intervenientes como ligados ao PCP. E o sempre atento Pedro Vieira até dedica um rabisco ao sucedido.

Mas, afinal, parece que dos manifestantes que o DO conseguiu identificar como ligados ao PCP, escapou-lhe um, por acaso dirigente partidário e por acaso do BE. O (a?) Salvo Conduto notou, e bem, que um dos que chamou "traidor" - o tal insulto mais ouvido - a Vital Moreira foi, curiosamente, esse dirigente, um rapaz bem parecido, loirinho e tudo, como mostra a RTP. Parece que se move lá para os lados de Coimbra.

Vale tudo. Venha do PS ou do BE, o que importa é malhar. Só que às vezes, nos intervalos dos malhanços, dá.nos aquela vontade enorme de aliviar a bexiga. Por aqui, recomendo que se evite fazê-lo contra o vento...

Nota: Às 18h00 de hoje, o rabisco continua online.

1.º de Maio - Lisboa - O sindicalismo independente e democrático da UGT III

Na noite de quarta-feira, uma brigada Brejnev* da UGT colocava pendões de apelo à participação nas comemorações do 1.º de Maio daquela central. Ao mesmo tempo, os sindicalistas independentes e democratas do PS retiravam a propaganda da CDU para as europeias.



O 5Dias aborda a questão e ilustra-a com fotos.




O mesmo sucede no site da CDU. E, entretanto, os pendões da CDU já foram recolocados.

*Brigadas Brejnev foi o nome escolhido para caracterizar os seus supostos agressores.

1.º de Maio - Porto - O PCP a dividir os trabalhadores II

Antes de mais, devo dizer que este deve ter sido a maior desfile do 1.º de Maio em que participei. Muita gente, mesmo. Bonito de ver os Aliados pintados de protesto, luta e confiança. À parte disso, mais ou menos uma hora antes chegou um grupo de supostos precários, vindos de uma outra manifestação/concentração organizada pelos próprios. Fizeram o seu próprio circo, devidamente afastados dos restantes participantes no desfile, organizado pela União de Sindicatos do Porto.

Quando se aproximava o início da marcha, os jovens colocaram-se na cauda da manif, por trás da faixa do BE. Diga-se que o BE continua a ser o único partido que utiliza o Dia do Trabalhador para distribuir propaganda partidária, sendo, ao mesmo tempo, o único que se apresenta com uma faixa com o logo do boneco vermelho.

Ora, como, hoje em dia, há a necessidade legal de, quando se convocam manifestações, haver responsáveis que, em caso de desacatos são responsabilizados, a organização é cada vez mais fundamental nestas situações.

Mesmo assim, os jovens precários e o precário Soeiro quiseram desfilar e fizeram-no, atrás da faixa do Bloco, apenas não tendo sido permitido a entrada no desfile de um carro de som. Esse mesmo carro, que antes havia pensado na hipótese de deslocar-se para a Rua de Ceuta e, de lá, furar para integrar o desfile, chegou mesmo a avançar contra um dos elementos da organização, devidamente identificado. O incidente agradou a alguns dirigentes bloquistas, que davam ordens a um jovem para que filmasse tudo, "mas de forma natural".

Assim foi o 1.º de Maio no Porto, para este grupo de jovens precários, que, pelos vistos, não se identifica com os trabalhadores - não se consideram tal - nem se vê representado nos sindicatos. Por isso, não deixa de ser curioso que um dirigente bloquista tenha ostentado o pin da CGTP, para legitimar a sua presença no desfile - como se ser sindicalizado fosse condição obrigatória para integrar o desfile do 1.º de Maio.

Afinal, quem divide os trabalhadores?

1.º de Maio - Porto - O maygay? I

Não sei muito bem o que dizer do MayDay no Porto. Meia centena de jovens, devidamente enquadrados pelo ex-deputado Soeiro, do BE. O cartaz que fez vista: "Sou bicha mas sei trabalhar". Sobre qual a mensagem precária que pretende passar, fica a dúvida...

De volta?

O número de postas em Abril foi miserável. As coisas estão mais calmas, pelo menos durante as próximas duas semanas. A regularidade deverá voltar por aqui. Hoje volta a não haver Sempre Há Sexta, porque não pensei nisso. Mas vamos à luta, que é o que interessa.

terça-feira, abril 28, 2009

Recuperar o atraso - 25 de Abril

Estive, como é normal desde há mais de 10 anos, no desfile do 25 de Abril nos Aliados. Se não me engano, foi a primeira vez que vi a Juvestude Socialista representada no desfile, com direito a faixa e tudo.

Depois de quatro meses de 2009, em que o desemprego aumenta em Portugal à razão de três por minuto, lia-se na faixa qualquer coisa como: "Casamento para tod@s". Fracturantes, pois claro. Imbecis, digo eu...

segunda-feira, abril 20, 2009

Habemus candidatvs

)Foram ontem apresentados os candidatos da CDU à Câmara e Assembleia Municipal de Matosinhos. Honório Novo e José Pedro Rodrigues são os cabeças-de-lista para fazer a diferença no Concelho.

Já está também online o site da CDU Matosinhos. Passem por lá!

(Link corrigido)

quarta-feira, abril 15, 2009

Pausa

Primeiro foi uma dupla conjuntivite. Sou optimista, se fosse tripla seria bem pior. Depois, foi a amigdalite, a febre, comer de palhinha. Podia ser pior, a otite passou pouco ao lado. O trabalho, muito trabalho, também não tem ajudado à possibilidade de actualizar o barraco.

Mas a luta continua. Às duas pessoas que vêm cá diariamente à procura de qualquer coisinha nova, as minhas desculpas. Aos outros, que não costumam passar por cá, as minhas desculpas também.

domingo, abril 12, 2009

Uma depressão, p.f.

Li hoje em qualquer lado que as promoções no trabalho potenciam a depressão. Depois do Código Vieira da Silva, aqui está a desculpa científica que faltava.

quarta-feira, abril 08, 2009

Fim-de-semana num parque de campismo

Os desalojados do sismo em Itália devem encarar a situação como um fim-de-semana num parque de campismo. Di-lo Berlusconi, o José Sócrates italiano, que consegue misturar ainda uns tiques de Manuel Pinho, Teixeira dos Santos e Mário Lino. A sensibilidade do senhor vai mais além: "Não lhes falta nada. Têm cuidados médicos, comida quente..."
Evidentemente, ficar sem tudo o resto é detalhe.
É a forma, digamos, peculiar de Berlusconi encarar a situação. Podia, por exemplo, felicitar os corpos esguios de quem vive no Ruanda ou no Darfur. Talvez devessem encarar a situação como uma cura de emagrecimento.

quarta-feira, abril 01, 2009

Prós e Prós

Acho que poucos foram o que perceberam o que quer que seja do Prós e Prós desta semana, supostamente sobre segurança interna.


Sem entrar no detalhe da expressão "director da polícia nacional", usada e abusada pela apresentadora, voltou a suceder a transformação do debate, urgente e necessário, numa luta política de esgrimir números e estatísticas. Não é segredo: os números dizem o que nós quisermos que digam.


O mito do rácio de habitantes por polícia é um absurdo. Se é verdade que 10.000.000 de habitantes divididos por 46 mil PSP e GNR resulta em 217 habitantes por polícia, não é preciso ser muito inteligente para chegarmos à conclusão que a distribuição demográfica da população no país não tem um valor constante. Acredito até que em algumas zonas do interior o rácio desce ainda mais. Mas façamos as contas às duas áreas metropolitanas, à população que abrangem, e ao efectivo dos dois comandos metropolitanos da PSP.

Voltando ao programa, foi mais uma infeliz tanga. Sem as duas principais estruturas representativas da PSP e GNR, que deveriam assistir, sem intervir, ao programa. São critérios editoriais, claro está.

domingo, março 29, 2009

Batô

Batô, adaptado do francês bateau é a discoteca mais antiga do país. Em Leça, no Largo do Castelo, que, na verdade, não é um castelo mas sim o Forte de Nossa Senhora das Neves, a porta preta do Batô assumiu proporções de uma afirmação de estatuto.
O critério de entrada não era, em minha opinião, o melhor. Aliás, o critério era precisamente a ausência dele.
Independentemente de tudo, o Batô assumiu uma reputação tremenda que ultrapassou as fronteiras da cidade, do concelho e do distrito. A decoração, a mesma desde sempre, penso, reproduz o interior de barco, com escotilhas que dão para lado nenhum e tudo. Mesmo como num barco.
As características a que se manteve fiel, DJ's incluídos, faziam também do Batô um espaço intergeracional, eclético, cheio de tudo para todos os gostos
Na semana passada, o Batô foi vendido. Ninguém sabe muito bem no que se vai tornar, mas sabe-se que não voltará a ser o mesmo. Fica a memória da melhor discoteca de sempre.

quarta-feira, março 25, 2009

Leça sempre diferente




Imagem d'O Costa do Castelo, bar mítico de Leça da Palmeira, com o empenho do Mário, Lininha e outros, como eu, que passam por lá.

Leça é muuuuito à frente!

terça-feira, março 24, 2009

Trabalho e visibilidade

É mais que visível a diferença de cobertura entre inciativas do PCP/CDU e dos restantes partidos.

Ana Gomes e Miguel Portas são, talvez, os eurodeputados com maior cobertura mediática. O quadro abaixo, roubado ao Tempo das Cerejas, desmistifica quem realmente trabalha no Parlamento Europeu e quem trabalha para as tvs e jornais.




sábado, março 21, 2009

Matosinhos está desde ontem mais bonita



Já se sente o clima de guerrilha. Em Leça, na sexta-feira à tarde, a CDU colou vários cartazes. No sábado de manhã, estavam cobertos por propaganda narcisista. Democracia, pois claro. Espero que o espírito democrático seja válido para todas as forças políticas. Cá estaremos para ver.

sexta-feira, março 20, 2009

Vergonha

O spot publicitário da Antena1, com locução da autora do livro oficial do menino-luz do regime, é algo - ainda mais - impensável numa rádio pública, do Estado e não do governo.

Façam chegar a vossa indignação:

rdp.antena1@rtp.pt
antena1.direccao@rtp.pt;

terça-feira, março 17, 2009

América Latina

É hoje notícia em vários jornais o facto de haver mais seguranças privados do que polícias, numa actividade que gerou em 2008 cerca 650 milhões de euros - equivalente ao orçamento destinado à PSP para 2009.

O alarido do MAI faz-me alguma confusão e deste relatório apenas tiro um ponto positivo: a maior fiscalização em torno da legalidade com que operam estas empresas.

De resto, parece-me evidente que estamos a caminhar para uma realidade perigosa, em que é preciso pagar a segurança pública. Por outro lado, o volume de negócios destas empresas não constitui uma prova do falhanço das políticas de segurança deste Governo? Se o combate à criminalidade, à insegurança e ao sentimento de insegurança, estivesse a ser bem sucedido, haveria necessidade de recorrer a este tipo de empresas? Se o efectivo das FFSS fosse suficiente para as necessidades da sociedade haveria tantas empresas de segurança privada?

Sem noção do ridículo

Depois de acusar a CGTP de estar ao serviço do PCP e do BE, Sócrates elogiou a central sindical do PS e dos TSD.

Segundo o próprio, nunca foi insultado em manifestações da UGT - talvez porque a UGT não faz manifestações. O sindicalismo livre, independente e responsável da UGT, que convida o primeiro ministro para o congresso dos sindicalistas socialistas.

quinta-feira, março 12, 2009

Magalhães

Parece que correu por aí uma polémica relacionada com supostos erros gramaticais e em alguns programas. Desconheço.

Mas posso assegurar, no que diz respeito aos programas de reprodução de ficheiros audio, que funciona na perfeição.

Ontem, aquela miuda lá do bairro, com 7/8 anos, ouvia com toda a clareza o Rap das Armas, integrante da banda sonora do Tropa de Elite.

Parrapapa pa pa pa....

terça-feira, março 10, 2009

Tratado de Lisboa

Parece que o ministro Teixeira dos Santos vai bloquear uma decisão da UE - que tem de ser aprovada por unanimidade para ser aplicada - sobre a aplicação das taxas reduzidas do IVA, que o governante considera que deve incluir as portagens das pontes sobre o Tejo.

Se o maior feito da diplomacia portuguesa - o Tratado de Lisboa - estivesse em vigor, Teixeira dos Santos faria o quê?

segunda-feira, março 09, 2009

Tiro os patos

"O MIC não tem intuito de se constituir em partido político." - Carta de intenções do Movimento de Intervenção e Cidadania.

No sábado, no Expresso:

"... continuo a lutar por mudar as coisas no PS, na esquerda, na democracia - que está a ser confiscada por gente medíocre que se apoderou dos partidos". Fantástico. Quem o diz é o fundador do MIC, que se candidatou às presidenciais contra os aparelhos partidários, para, logo a seguir, ser ainda mais claro: "P - Se os movimentos de cidadãos pudessem candidatar-se ao Parlamento avançava com o MIC já nas próximas legislativas?
R - Avançava
".

A ver se percebo: Os partidos políticos, se tiverem esta designação, deixam de ser movimentos de cidadãos e passam a ser, sei lá, movimentos de beringelas, pronto. Mas, para Alegre, se pudessem concorrer a eleições, seriam, ao que parece, uma mais-valia. Faz sentido. Um dia, quando o MIC não o quisesse como candidato à presidência da Associação de Tiro aos Patos de uma aldeola qualquer, Alegre podia sempre insurgir-se contra a lógica aparelhística dos movimentos de cidadãos.

Mas a pérola vem depois: "Os partidos não esgotam a democracia. Até a podem estragar. Sempre fui renitente em relação à lógica partidária". Palavras de Manuel Alegre, fundador do PS, deputado desde sempre em democracia.

Sempre Há Sexta!

Martinho da Vila

domingo, março 08, 2009

Avanços civilizacionais

Em 1857, as trabalhadoras têxteis de Chicago lutavam exactamente pelos mesmos motivos que lutam hoje milhões de mulheres, pelo Mundo inteiro.

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Beijos para elas.

quarta-feira, março 04, 2009

Sintomas

Algo vai menos bem com a minha pessoa, quando dou por mim a ouvir uma sessão da Assembleia Municipal de Castelo de Paiva, na Rádio Paivense, durante a viagem do trabalho até casa.

Pelo menos, fiquei a saber que o presidente da dita assembleia dá uma morada de Castelo de Paiva antes das eleições e mais tarde procede a uma alteração de residência para S. Mamede de Infesta ou Leça da Palmeira - a dúvida ficou no ar.

A discussão acabou em torno do facto de os quilómetros feitos na deslocação entre a residência pós-eleitoral e Castelo de Paiva serem pagos pela autarquia.

Assim vai a minha sanidade.

Greve

Os trabalhadores do JN, DN, 24 Horas e O Jogo estão hoje em greve. As razão são conhecidas e, quem as quiser saber, pode procurar aqui mais para baixo neste humilde espaço.

Diz a imagem que a Controlinveste é uma marca que fica, e sê-lo-á, com certeza, para os 119 despedidos - eram 122, mas três foram reintegrados.

A 15 de Janeiro de 2009, surgia no site da Controlinveste o seguinte comunicado:

"A evolução acentuadamente negativa do mercado dos media, em particular na área da imprensa tradicional, e a profunda quebra de receitas do sector impõem (...) É hoje impossível ignorar a profunda retracção dos mercados de media, que se tem vindo a agravarnos últimos meses, particularmente na área da imprensa, no quadro de uma crise global cujos efeitos directos e indirectos já atingem todos os sectores económicos".

A 29 de Fevereiro de 2009, no mesmo site, podem ler-se dados comparativos das vendas de jornais em 2007 e 2008. O título: "Jornais Controlinveste vendem mais".

Há aqui qualquer coisa que não bate certo, ou é só impressão minha?

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Ó boa, dava-te um vestido de cuspo!


A sério que não percebo esta polémica toda por causa de uns livros apreendidos. Parece-me evidente que a pintura de Courbet - que me escuso a republicar - é de extremo mau gosto e obviamente atentatória do que é o mínimo bom senso. Aquele tufo farfalhudo junto da patareca fere as vistas do mais moralmente liberal e pode ser uma má influência para as meninas mais jovens. A própria Eva, ao que consta, usou uma parra para tapar a passarinha e não há quem desminta que terá sido pelo excesso de pilosidade. E, sejamos claros, tudo se passsou na cidade dos arcebispos. Não me admira que tenha sido algum deles a fazer queixa. Toda a gente sabe que os membros do clero preferem peles macias e jovens imberbes.
Além do mais, se considerar aquilo um nu feminino é insultuoso, chamar-lhe "Origem do Mundo" é ainda mais. O Mundo está fodido, todo sabemos. Mas a origem do Mundo não é, não pode ser aquela. O Mundo é bonito. Árvores, paisagens, mar e tudo. A origem do Mundo tem de ser mais bonita do que a Mulher Barbuda de pernas abertas. Courbet era um presunçoso.

A arte é subjectiva. Eu, por exemplo, ainda acho que foi algum chulo que partiu os braços à senhora ali em cima representada para impedi-la de puxar as vestes e compor-se como manda a ordem. Se calhar, até estava em exposta na montra de algum red light district da Grécia Antiga e nós a olhar para ela como obra de arte.

Sempre Há Sexta!

Fugees

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Faz sentido?

Por norma, faço zapping radiofónico quando ando de automóvel, principalmente nos dias úteis. Entre a TSF, a Antena 1 e o RCP, vou ouvindo o que mais me interessa. No RCP, deparo, muitas vezes, com profundas as análises económicas do Camilo Lourenço.

O jornalista protagoniza o programa "Money Box", que, ao que me parece, vai sendo reeditado ao logo do dia. Não raraz vezes, o jornalista/comentador/especialista em assuntos económicos, utiliza o espaço para promover as virtudes do trabalho em call-centers e o cada vez maior grau de qualificação que é exigido para lá trabalhar como uma prova de como é bom trabalhar num call-center.

Ora, o recrutamento para trabalhar nos call-centers é, na sua esmagadora maioria, feito através de empresas de trabalho temporário, que cobram uma comissão por cada trabalhador que colocam. Há dias, ao final da tarde, Camilo Lourenço entrevistava uma senhora que destacava a enorme oportunidade de futuro que é trabalhar num call-center.

Essa senhora é uma responsável pela Select, que é, julgo, a maior empresa de trabalho temporário em Portugal.

Por uma coincidência tremenda, o programa de Camilo Lourenço é patrocinado por esta mesma empresa. Como se diferencia, neste caso, a publicidade do jornalismo?

Dilema?

Esta seria uma análise correcta e existiria um verdadeiro dilema se o PS fosse um partido de esquerda. Neste momento, o poder nas mãos do PS ou PSD é, basicamente, o mesmo. Se o PSD ganhasse as eleições, não seria o regresso da direita ao poder, mais sim a continuidade da direita no poder. O que já ficou claro é que, no que respeita ao PCP, a disposição para assumir lugares de poder sempre foi manifestada, desde que para isso não seja necessário o Partido abdicar de princípios que considera fundamentais para uma sociedade melhor. O poder pelo poder, é claro que o PCP não quer.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Serviço Público

Como o silêncio dos media formais - e, incompreensivelmente, da blogosfera mais visitada -, continua em relação aos despedimentos na Controlinveste, vale a pena ir visitando o espaço do Hélder Robalo para estar minimamente actualizado.

No dia daquela espécie de flash mob que decorreu no Porto, ouvi um trabalhador, que julgo ser gráfico, dizer qualquer coisa como:

"Com esta idade já é difícil encontrar trabalho, mais ainda quando o patrão que me despede é dono de 80 por cento do mercado".

E onde está a AdC? E a ERC?

António Aleixo - 110 anos

A esmola não cura a chaga;
Mas quem a dá não percebe
Ou ela avilta, que ela esmaga
O infeliz que a recebe.
A ninguém faltava o pão,
Se este dever se cumprisse:
- Ganharmos em relação
Com o que se produzisse.
Tu, que tanto prometeste
Enquanto nada podias,
Hoje que podes – esqueceste
Tudo quanto prometias…

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Prioridades

Ontem, o maior - não o mais plural - espaço de debate da televisão pública discutia o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Hoje entra em vigor o novo Código Laboral.

Post it: À mesma hora, um canal do cabo passava um filme com a Salma Hayek. E eu, que sou um gajo com prioridades, vi de relanço as meias roxas da Fernanda Câncio e fiquei colado no Hollywood.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

O obreiro do Concelho

Lê-se no Matosinhos Hoje que Narciso Miranda considera necessário "retomar o rumo em áreas como a juventude, o urbanismo ou o ordenamento do território". Quem o diz é o próprio.
O mesmo autarca que permitiu a construção do Paço da Boa Nova, do Alto da Boa Nova - empreendimentos separados da Petrogal por uma avenida - e do complexo Entre Quintas, umas torres gigantes que saem do meio das árvores da Quinta da Conceição e da Quinta de Santiago.

Há muunta falta de memória... Na política, nos políticos...

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

O sol brilhará pra todos nós!

Sócrates anuncia linha de crédito para pagar painéis solares. Boa. Ficamos desempregados, mas com um painel solar. Como o vamos pagar? Logo se vê...

Só com a intervenção de Jerónimo de Sousa no debate quinzenal de hoje se começou a falar de Economia. Até então, o que decorreu foi um lavar de roupa suja lamentável.

Estratégia de 2008 em 2009 - Portugal Seguro

Esta estratégia apresentada ontem pelo MAI é um belo exercício de cópia em relação à outra, apresentada em Março de 2008.

Por muitos vídeos de propaganda que façam...

terça-feira, fevereiro 10, 2009

PPC-PSD

O título parece ser inevitável. Lá se vai o PPD-PSD que Santana Lopes, naquele jeito meloso de conquistador tuga, apregoava no palanque - e lá se vai, também, Santana Lopes?
É cada vez mais evidente que só Pedro Passos Coelho trará paz ao PSD. Marques Mendes não foi corrido, foi sendo corrido; Menezes foi mesmo corrido e Ferreira Leite é tudo menos uma líder. E só não é corrida pelo estatuto que tem dentro e fora do PSD.

Menezes, o tal que ia ficar calado depois das eleições, tem maior visibilidade agora do que quando liderava o PSD, em que cada gás que soltava se tornava num assunto em torno da sua credibilidade e capacidade de liderança.

Para além do que dizem o especialista em PCP, Pacheco Pereira e o prof. da Nação, Marcelo, os militantes do PSD ainda não perceberam que o seu partido só terá paz interna quando ceder à vontade de elementos externos. Passos Coelho soube rodear-se das pessoas certas - ou as pessoas certas escolheram-no a ele, não sei bem.

Mas a projecção mediática que tem só se compreende com uma nova preparação do terreno para ser de novo candidato. E, se não ganhar, ficará tudo na mesma, nem que o líder do PSD seja o Papa.

Tu queres ver que vamos ter noivado?

Parece que os bispos estão reunidos em Fátima para falarem sobre o casamento de homossexuais...

domingo, fevereiro 08, 2009

Ui, se fosse no PCP...

Joana Amaral Dias ficou de fora da lista para a mesa nacional do Bloco.

A apoiante de Mário Soares é assim corrida do órgão decisor nacional da esquerda tolerante.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Juntar forças?

Começa hoje o congresso do Bloco, que espalhou pelos principais centros urbanos do país outdoors sob o lema "juntar forças". Percebe-se que a enorme manta de retalhos que é o BE, com uma política de agregar tudo o que mexe fora de partidos, tenha um lema como aquele.

De onde vem o dinheiro para este tipo de propaganda política - outdoors -, é uma incógnita, tendo em conta os baixos índices de militância que são apontados numa das moções que será derrotada, mas isso é outra história.

Como é sabido, eleições legislativas e autárquicas têm dinâmicas diferentes e os factores que levam as populações a votar neste ou naquele candidato para o poder local são bem diferentes. Por isso, há situações pontuais em que as coligações podem existir. Aconteceu entre o PS e a CDU em Lisboa; com o PS e o BE em Lisboa.

No concelho de Matosinhos as autárquicas serão uma batalha difícil e a seguir com toda a atenção e interesse, tendo em conta a entrada de Narciso Miranda em campo, como independente. Em Leça da Palmeira, o actual presidente da Junta não será candidato do PS, já que se aproximou do "senhor de Matosinhos".

Com a dispersão de votos, estariam reunidas as condições para analisar a possibilidade de coligações. Mas com quem?

A Assembleia de Freguesia de Leça reúne ordinariamente quatro vezes por ano. Entre 2006 e 2008 ocorreram, portanto, 12 assembleias ordinárias. O eleito do Bloco faltou a 6, mais a sessão solene do 25 de Abril, sem nunca nomear o segundo da lista para estar presente.

Juntar forças com quem? Com quem não está?

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Mohammed Santos Saeed Al-Sahhaf Silva

"Eu cá gosto é de malhar na direita e gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS. São das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheço e que gostam de se dizer de esquerda plebeia ou chique".

Este sujeito que escreve declara desde já que se diz de esquerda plebeia. Pronto.

Não é que o que diz Mohammed Santos Saeed Al-Sahhaf Silva mereça grande importância. Desde aquele tristemente célebre eposódio de Trás-os-Montes que o que sai daquela boca é em tudo semelhante ao que sai por outros orifícios corporais, mas com menos consistência.

Seguiu-se a comunicação do cidadão Santos Silva, na Assembleia da República, em relação à campanha negra contra o nosso primeiro.

Agora temos esta questão do malho. Confesso que nunca me senti malhado, muito menos por este ministro. Ah! Ainda bem que a ausência de vontade de discutir questões internas não partiu da esquerda plebeia, se não, Mohammed Santos Saeed Al-Sahhaf Silva estaria já aos urros a clamar contra a falta de democracia. Assim, está tudo bem...

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Pensamento do dia

Se não é mentira que o CDS se assume como muleta do PSD em Lisboa, não é menos verdade que também o justiceiro Sá Fernandes foi bengala para o BE nas últimas autárquicas.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Viver para contá-la

Há poucas coisas que podem fazer sorrir alguém que acordou às seis da manhã, fez três horas de viagem a conduzir e ainda parou a meio para trocar um pneu.

Mas ler o título deste post e o comentário do caro Pedro Correia, confesso, fez-me sorrir.

Sempre Há Sexta!

E pronto. Porque nem só de segundas-feiras vive um homem, a partir de hoje vou lembrar que Sempre Há Sexta e, até lá, tudo há-de melhorar.

K's Choice & Skin


sexta-feira, janeiro 30, 2009

Aaaaaahhhhh, então é isso!

«A maioria dos casos de novos pobres está associada a situações de divórcio»
Cavaco Silva


E despedimentos? E o desemprego já existente? E o trabalho precário? Nada? Ok...

O Estudo que já deu o que tinha a dar - Eu falei com a OCDE

Tendo em conta a polémica com o Estudo que era da OCDE e depois deixou de ser, resolvi enviar um email à OCDE a perguntar, afinal, o que é aquele relatório. Aqui fica a conversa parcial - endereços e nomes foram cortados - com duas menina simpáticas:

"I'd like to know if the OECD presented, during this week, any study related to the Portuguese educational system".

A resposta chega passado algum tempo:

"Thank you for your request. You can access information on this report on ourwebsite: click on http://www.oecd.org/document/57/0,3343,en_2649_39263231_4
2065529_1_1_1_1,00.html
best wishes
"

O link remete para um texto cujo título é "Portuguese primary school reforms bearing fruit, says independent report", cuja tradução para português surge através de uma ligação ao site do Ministério da Educação. Tendo em conta a polémica, não respondia à minha pergunta, por isso, voltei a questionar:

"Thank you for your quick answer. What I intend to ask was if the report was made by OECD or if it is independent study..."

E a resposta surge seca e directa:

"It is an OECD report."

E a pergunta, minha, é a óbvia:

«Then why is written "A report by independent experts on Portugal's primary school"? (quote)»

A resposta não chegou pela mesma fonte, que me deixou a falar para o boneco...

Hoje, voltei a receber um email, mas de outra menina, que me respondeu o seguinte:

Thank you for your enquiry about the report released in Lisbon earlier this week, Policy Measures Implemented in the First Cycle of Compulsory Education in Portugal. This study was carried out by independent experts who were directly commissioned to carry out this work by the Portuguese Ministry of Education. The study was led by Dr. Peter Matthews, Visiting Professor at the Institute of Education, University of London and international consultant in the area of education. Peter Matthews has worked as a consultant for the OECD on other occasions and for this exercise his team chose to use an approach very similar to the one that OECD has used in assessing education policies over a number of years.

Although the OECD had no input into the contents of the report, which remain the responsibility of the authors themselves, it was invited by the Portuguese authorities to write the foreword, a task we were happy to accept after reading the report. The OECD also agreed to participate in the event to launch the report with a discussion of the issues raised in the report. External and independent assessments by experts are a valuable input to inform policy debates and assist with the design and implementation of policies. They can provide useful insights for policy development. The recommendations of the independent experts in this report are thoughtful and constructive and on that basis, they merit the full consideration of Portuguese education stakeholders in the pursuit of better education for all in Portugal. (...)

Na despedida:

Thank for your aswer.

Please consider only one sugestion:
I sent the same email message to webmaster@oecd.org, where it was said (quote): 29 de janeiro de 2009

RE: Study on the Portuguese educational systemoecd.org29 jan
"It is an OECD report"


Said this, regarding the importance of OECD and furthermore its credibility, I humbly sugest the communication policy should be centered in a single Office, to avoid cases like the one I mentioned above.

Resposta:

Thanks for pointing this out to me. Sorry that there was this confusion.

Estamos esclarecidos?

Inédito - Ele falou ao país pela segunda vez em cinco dias


quinta-feira, janeiro 29, 2009

Recordar é viver

Esta posta do 5 Dias e a discussão em torno dela levou-me a recordar uma outra posta que há tempos escrevi aqui.

"Aqui no Porto, o insulto assume uma beleza democrática considerável. Qualquer gajo que não abrande num sinal de aproximação de estrada com prioridade é um filho da puta; se conduzir um topo de gama ainda melhor, porque é um chulo filho da puta, cujo pai é o tio.

Levamos tudo isto no melhor espírito democrático. Nuns dias são eles os filhos da puta, no dia seguinte sou eu. Acho que aqui ganhamos fígados para aguentar estas coisas.Eu já insultei tantas vezes tanta gente, até a mim, que não há texto legível que aguente tanto palavrão e tantos destinatários. Mas também já fui insultado. Também insultei enquanto manifestante, mas também já fui insultado enquanto manifestante.

Também já insultei figuras públicas, desde políticos, artistas, actores, actrizes, futebolistas, escritores, comentadores, tudo. Mas mesmo tudo. E não me considero por isso menos democrata.Pode ser difícil de perceber, mas, mesmo assim, tenho respeito pelas instituições e pelas pessoas. O insulto é quase uma interjeição, ainda mais numa manifestação, seja ela política, desportiva, tantas..."

Evidências

O nosso Primeiro fala do caso Freeport como perseguição política. Segundo a Visão de hoje, os ingleses também o perseguem politicamente.

Pessoalmente, acho que isto tem tudo a ver com o Miguel Veloso e a possível ida para o Bolton. Se eu fosse inglês e um clube português quisesse impingir o Miguel Veloso a um clube do meu país, eu também retaliava de todas as formas possíveis...

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Dos Beijinhos* I


Não sei se é do frio, mas tenho ouvido muito nas rádios aquela música dos Pólo Norte ali em cima. Trouxe-me à memória os dias em que ia para a Praia dos Beijinhos*, em Leça da Palmeira, juntamente com uma dúzia de amigos.

Eu, de cabelo comprido e viola às costas, lá ia. A camisola do Che dava aquele ar de artista - eu, que sem saber desenhar, pintar ou esculpir, estive no agrupamento de artes no 10.º ano. O facto de saber dedilhar apenas duas ou três músicas era pouco relevante. Uma delas era precisamente aquela. Chegar à praia com o saco da guitarra às costas servia para colmatar uma falha tremenda na minha pessoa que é o facto de nadar mal e à cão. Assim, sem os fatos de licra dos surfistas ou do pessoal do body-board, eu tinha a minha mais-valia.

O Grande, do alto do seu metro e 98, também com cabelo comprido, ajudava à festa. O facto de ele - e só ele - achar que cantava bem, motivava-me a ir carregado de minha casa até à praia, uns 15 minutos a pé.

O facto de conhecermos o nadador-salvador da praia dava-nos mais algum estatuto. Todos juntos, éramos o "corpo de nadadores-salvadores da Praia dos Beijinhos" - mesmo não sabendo nadar -, como nos chamou uma senhora que foi a correr dizer-nos que estava um homem nas rochas a mexer no pénis. E lá fomos nós atrás do malvado que atentava contra o pudor. Não o encontrámos, mas ficámos com os pés cortados nos mexilhões.

Nós não tínhamos pés como o do sr. João, que todos os dias atravessava a ponte para abrir o bar da praia, um barraco azul. Aquilo eram cascos tremendos. Tinha as unhas dos pés mais temíveis da zona norte. Dizia-se que as usava para tirar lapas das rochas ou ir aos caramujos. Nunca foi confirmado. As mãos eram verdadeiros barrotes, que, um dia, ajudadas por uma pá que usava para segurar os panos das barracas, correu com dois gunas de Perafita, que cometeram o pecado capital: jogar à bola perto das barracas azuis e brancas. E a voz dava-lhe um toque de típico homem do mar, das histórias que preenchem o nosso imaginário: grossa e rouca.

Homem do mar que se preze, não se preocupa com horário das digestões. Por isso, não eram raras as vezes em que o almoço do nadador-salvador era à base de feijoada. Sem quarto-de-banho, pelo menos uma vez o nadador-salvador foi obrigado a pegar na prancha do ISN e afastar-se da costa para fazer a vontade aos intestinos. Não é bonito, mas é real...

*A Praia dos Beijinhos não deve o nome a qualquer pouso romântico. Chama-se Praia dos Beijinhos porque abundavam ali uma espécie de conchas minúsculas, raiadas, parecidas com as dos caramujos. Hoje, quase não se encontram, mas o nome permanece.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Bambo

Não era preciso ser o professor Bambo ou a Maya - que, soube hoje, vai ter umas maminhas novas -, para perceber o que aí vinha com o Estatuto do Jornalista e a lei da Comunicação Social.

Evidentemente que este é apenas o primeiro passo e que outros despedimentos se seguirão, na Controlinveste e noutros grupos. Chocante, mesmo, é a quantidade de jornalistas do DN, JN e de outros jornais fora dos Oliveiras que produzem blogues de qualidade e com relevância no plano nacional e nem uma palavra sobre os 122 despedimentos na Controlinveste.

Afinal, que se lixe, é na província. O facto de a segunda maior cidade do país ter perdido referências como O Comércio e o Janeiro - uma sombra absurda do que já foi -, são coisas cá de cima. E perde agora a delegação do 24 Horas. E arrisca-se a perder o JN.

26 de Dezembro de 2007:

"Um post com conteúdo sobre conteúdos

O jornal O Jogo vai passar a produzir conteúdos para outros jornais da Controlinveste.

Nota prévia: O Jogo não produz conteúdos. Os jornalistas d'O Jogo produzem os conteúdos d'O Jogo. Se a lógica ainda imperasse, o justo seria dizer que os jornalistas d'O Jogo vão ceder, obrigatoriamente, o produto do seu trabalho a outras subempreitadas do grupo Controlinveste.

Está aqui a primeira consequência flagrante do novo Estatuto do Jornalista. Deixa de haver direitos de autor e passa a haver direitos de quem contrata o trabalho do autor.Segundo a notícia, este intercâmbio (?) vai ocorrer já no euro2008. É o primeiro passo. Depois, virão outras provas e eventos e vamos passar a ter uma espécie de mini O Jogo dentro do DN, do JN, do 24horas e, quem sabe, vamos começar a poder ouvir O Jogo, o DN, o JN e o 24horas na TSF.

Isto, até podermos ver O Jogo, o DN, o JN, o 24horas e a TSF num canal de tv que o grupo pretende lançar.Com esta "racionalização de meios" - que expressão tão na moda -, o que vai acontecer aos jornalistas "excedentários"? E aos recém-licenciados?

Como é possível ser o Manuel Tavares, jornalista antes de ser director d'O Jogo, a justificar esta medida?

O Capital, Karl Marx, Volume I, Secção 2:

O Processo de Produção de Mais Valia

"O produto, de propriedade do capitalista, é um valor-de-uso, fios, calçados etc. Mas, embora calçados sejam úteis à marcha da sociedade e nosso capitalista seja um decidido progressista, não fabrica sapatos por paixão aos sapatos. Na produção de mercadorias, nosso capitalista não é movido por puro amor aos valores-de-uso. Produz valores-de-uso apenas por serem e enquanto forem substrato material, detentores de valor-de-troca. Tem dois objectivos. Primeiro, quer produzir um valor-de-uso, que tenha um valor-de-troca, um artigo destinado à venda, uma mercadoria. E segundo, quer produzir uma mercadoria de valor mais elevado que o valor conjunto das mercadorias necessárias para produzi-la, isto é, a soma dos valores dos meios de produção e força de trabalho, pelos quais antecipou seu bom dinheiro no mercado. Além de um valor-de-uso quer produzir mercadoria, além de valor-de-uso, valor, e não só valor, mas também valor excedente (mais-valia)".

Ao contrário dos capitalistas - ou grupos económicos, chamem como quiserem -, a generalidade dos jornalistas faz sapatos por paixão aos sapatos. O novo Estatuto do Jornalista é o fim formal do Jornalista enquanto detentor da propriedade intelectual do que cria, para ser um sapateiro ao serviço dos grandes grupos económicos".

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Quimonda

Há uns anos, a então Infineon, que funcionava em laboração contínua, obrigou os trabalhadores a assinarem um compromisso para passarem a trabalhar 12 horas diárias em vez das 8 previstas para os três turnos, uma vez que funciona em laboração contínua.

Quem não assinou, não renovou contrato.

A explicação era óbvia: Suprir gastos com os trabalhadores e diminuir as perdas de tempo de trabalho que existiam a cada mudança de turno. Tudo em nome da competitividade, claro.

A agora Quimonda ainda no mês passado era estruturante para a economia nacional. Por isso teve direito a uma ajuda de 100 milhões de euros do Estado português, mais algum do governo alemão e da empresa mãe Infineon.

Hoje, a empresa entrou em processo de falência.

Só pode ser brincadeira.

terça-feira, janeiro 20, 2009

Ah, o poder!

Na hora de anunciar Obama, caiu o Hussein do nome de Barack.

Desce

No "sobe e desce" de hoje do Correio da Manhã, a imagem de Teixeira dos Santos vem na setinha virada para baixo, com um texto que considera negativo o orçamento ratificativo do Governo.

Concordo com tudo. Por mim, se há orçamento que não ratificava, era este.

Justiça Divina

Depois do cessar fogo em Gaza, os céus estão, neste momento, a brindar o Porto com uma intifada em forma de gelo. Como é que se pode não ser crente?

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Tiro ao lado (Parte II)

Porque não consigo comentar esta posta do 5Dias, aqui fica o comentário em jeito de contra-posta:

Vamos então aguardar o fim do inquérito, relembrando que, por questões de coerência, quem considera - e bem - que à polícia não cabe julgar, não se transforme ele próprio em juiz.

No entanto, no seguimento de comentários que deixei no post anterior, gostaria mais uma vez de realçar a postura da Direcção Nacional da PSP em casos que podem estar relacionados com a qualidade do serviço policial.

Esta notícia de 2 de setembro de 2008 é um exemplo disso mesmo:
http://www.aspp-psp.pt/comunicacao.php?id=263

«Contactado pelo JN, Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), considerou "preocupantes" os resultados conhecidos até ao momento. A começar pelas três mil candidaturas. "É muito pouco, se compararmos, por exemplo, com a década de 90, em que chegava a haver até 14 mil candidatos e, por vezes, 6000 passavam à última fase. Alguma coisa não está bem", afirmou.

(...)

«"Desta forma, poderá haver uma redução dos níveis de exigência e de qualidade para entrar na PSP, numa altura em que é preciso melhorar em todos os sentidos para responder aos problemas de segurança", argumentou o dirigente, explicando a pouca afluência de cidadãos como um "reflexo" da falta de condições que marca o quotidiano da Polícia. "Hoje em dia, ser polícia não é uma profissão atractiva. Vive-se em permanente risco de vida; não se trabalha com condições dignas e o salário é ridículo. É preciso uma política séria de segurança", concluiu Paulo Rodrigues.»

Ou seja, são os próprios polícias que se preocupam com esta questão. Do Governo e da DN da PSP nem uma palavra.

Como conclusão, deixo aqui um texto que me dei ao trabalho de bater, por não encontrar online, publicado na revista Focus de 28 de Dezembro de 2008, na rubrica Bilhete Postal:

"Pisar o risco

Paulo Rodrigues
Presidente da ASPP/PSP
Associação Sindical dos Profissionais da Polícia

Ser profissional da polícia é mais que uma profissão. É um modo de vida. Pelas restrições nos direitos de cidadania e pela natureza da missão que encarnamos. Temos um poder político que não reconhece a especificidade dos profissionais que integram a PSP e isso em nada beneficia as instituições ou a própria democracia. Das muitas reformas anunciadas ao longo dos anos, poucas são as que estão no terreno, as que beneficiam os cidadãos e as que tiveram em conta o contributo dos sindicatos nas reuniões com os diversos ministros da Administração Interna.
Este menosprezo constante dos profissionais da polícia assumiu contornos particularmente graves com este Governo: Desde a perda do poder de compra, dos descontos para o Sistema de Assistência na Doença, passando pelas condições de aposentação e pré-aposentação, até às condições laborais – dos meios e equipamentos às instalações – também a área da formação tem sido negligenciada. Defendemos uma formação constante, técnica e táctica, e na área das relações humanas. Por vezes, a intervenção de um polícia pode ter consequências socais gravíssimas. Viu-se há uns anos o que sucedeu em França e vemos o que acontece agora na Grécia. O paralelo entre os dois casos está na faísca que ateou o fogo: Tudo começou com uma intervenção policial. Também há muito que alertamos para a insatisfação crescente no seio da PSP, que o Governo teima em desvalorizar. Os polícias convivem com o risco, apenas pedimos ao poder político que não o pise, exigindo o respeito e reconhecimento que nos é devido".

À prova de tudo

Não é só Leça que é uma terra muito particular. Matosinhos também tem as suas características. Uma delas é o apreço da autarquia pelas portas da cidade. Pelo menos é o que mostra o ajuste directo para a reparação de uma porta na entrada do edifício municipal, supõe-se:

Data de registo:
24-11-2008 0:00:00

Identificação de anúncio(se aplicável)

Listagem de entidades adjudicantes
Nome entidade adjudicante
Matosinhos Habit - MH
NIF 504597221

Nome entidade adjudiatária
502370351
A construtora de Pedroso Lda.

Objecto do contrato(descrição sumária):
Reparação de porta de entrada do edifício

Preço do contrato (Euro):
142.320,00 €
Prazo de execução (dias):
1
Local de execução:
Matosinhos

Apesar do preço, nota-se e louva-se o profissionalismo da empresa a quem foi adjudicada a tremenda obra, que concluiu num dia