«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e... a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, (...) privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos» José Saramago - Cadernos de Lanzarote
sexta-feira, novembro 27, 2009
CMM, o Twitter e o bloqueio.
Email enviado à CMM, com vista a esclarecer o post anterior:
Exmos. Srs.
Responsáveis pela gestão da conta da Câmara Municipal de Matosinhos no Twitter:
Percebi ontem, dia 26 de Novembro de 2009, que me encontro impedido de seguir as actualizações da conta da CMM no Twitter.
Ora, sabendo eu que a CMM, com a riquíssima história democrática que a caracteriza, seria incapaz de tomar tal decisão com base em preconceitos políticos, venho por este meio solicitar o desbloqueio da minha conta (http://twitter.com/ricardomsantos), para que possa voltar a acompanhar a tremenda actividade levada a cabo pela autarquia para bem do Concelho.
Por outro lado, gostaria de saber o motivo que levou a tal bloqueio. Suponho que tenha sido por engano. Se não foi, custa-me entender que uma autarquia que preza tanto a cidadania e o envolvimento dos munícipes na vida política local, tenha optado por bloquear um cidadão que integra listas eleitorais desde que lhe é conferida possibilidade legal, ou seja, os 18 anos. Simultaneamente, o cidadão que se lhes dirige esteve sempre, nos termos da lei, nas mesas de voto da Freguesia de Leça da Palmeira, prestando um serviço à democracia. Serviço esse que, diga-se, V. Excias. optam por pagar tarde e a más horas, certamente porque terão outras áreas bem mais importantes onde gastar dinheiro, e ainda bem.
Fico, assim, a aguardar a resposta por parte de V. Excias., no sentido de perceber o que levou ao motivo do meu bloqueio.
Com os melhores cumprimentos,
Ricardo M Santos
Exmos. Srs.
Responsáveis pela gestão da conta da Câmara Municipal de Matosinhos no Twitter:
Percebi ontem, dia 26 de Novembro de 2009, que me encontro impedido de seguir as actualizações da conta da CMM no Twitter.
Ora, sabendo eu que a CMM, com a riquíssima história democrática que a caracteriza, seria incapaz de tomar tal decisão com base em preconceitos políticos, venho por este meio solicitar o desbloqueio da minha conta (http://twitter.com/ricardomsantos), para que possa voltar a acompanhar a tremenda actividade levada a cabo pela autarquia para bem do Concelho.
Por outro lado, gostaria de saber o motivo que levou a tal bloqueio. Suponho que tenha sido por engano. Se não foi, custa-me entender que uma autarquia que preza tanto a cidadania e o envolvimento dos munícipes na vida política local, tenha optado por bloquear um cidadão que integra listas eleitorais desde que lhe é conferida possibilidade legal, ou seja, os 18 anos. Simultaneamente, o cidadão que se lhes dirige esteve sempre, nos termos da lei, nas mesas de voto da Freguesia de Leça da Palmeira, prestando um serviço à democracia. Serviço esse que, diga-se, V. Excias. optam por pagar tarde e a más horas, certamente porque terão outras áreas bem mais importantes onde gastar dinheiro, e ainda bem.
Fico, assim, a aguardar a resposta por parte de V. Excias., no sentido de perceber o que levou ao motivo do meu bloqueio.
Com os melhores cumprimentos,
Ricardo M Santos
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quinta-feira, novembro 26, 2009
Democracia online na CM Matosinhos
O gestor da conta da CMM no Twitter decidiu bloquear-me, ou seja, impede-me de seguir as suas actualizações, sem explicação ou aviso prévio. Lá terá os seus motivos, que procurarei esclarecer.
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sexta-feira, novembro 20, 2009
No país das maravilhas. É tudo normal.
Quem nos viu preocupados com a malta da bola lá para os lados da Bósnia, mais o relvado e o clima de lá, ó, o clima. Que miséria. E os selvagens bósnios! Ó, os selvagens bósnios!
Claro que não temos em Portugal relvados como o de Paços de Ferreira, o de Oliveira de Azeméis ou mesmo o de Alvalade, não sendo por isso algo a que os nossos virtuosos do chuto na bola estejam habituados. Nem há uns dias a polícia teve que dispersar a tiro uns civilizados adeptos de um clube.
É quase enternecedor ver o nosso país, onde não se passa grande coisa. No espaço de dias, passamos de irracionais a mestres nos bons costumes.
É tudo normal, neste rectângulo inclinado para o mar que se vai mantendo à tona, vá lá saber-se como. Tudo normal. Licenciaturas ao domingo, assinaturas de projectos alheios, Freeport, escutas, acusações de espionagem política a entidades do Estado.
Estamos anestesiados, talvez efeito secundário de uma vacina que procuramos culpar por uma realidade filha da puta que acontece, em média, 300 vezes por ano.
Não há escutas que resistam à vontade de abafar tudo o que pode mexer com o que resta da dignidade de um político moribundo, que continua a ver a luz quando se olha ao espelho. E a horda segue feliz, nas media alinhados, não percebendo que está a caminhar de escândalo em escândalo, até ao escândalo final. Hão-de perceber que o principal factor de instabilidade governativa não é o novo desenho parlamentar, mas sim no líder que vê o jogo na bancada central da Assembleia da República.
Claro que não temos em Portugal relvados como o de Paços de Ferreira, o de Oliveira de Azeméis ou mesmo o de Alvalade, não sendo por isso algo a que os nossos virtuosos do chuto na bola estejam habituados. Nem há uns dias a polícia teve que dispersar a tiro uns civilizados adeptos de um clube.
É quase enternecedor ver o nosso país, onde não se passa grande coisa. No espaço de dias, passamos de irracionais a mestres nos bons costumes.
É tudo normal, neste rectângulo inclinado para o mar que se vai mantendo à tona, vá lá saber-se como. Tudo normal. Licenciaturas ao domingo, assinaturas de projectos alheios, Freeport, escutas, acusações de espionagem política a entidades do Estado.
Estamos anestesiados, talvez efeito secundário de uma vacina que procuramos culpar por uma realidade filha da puta que acontece, em média, 300 vezes por ano.
Não há escutas que resistam à vontade de abafar tudo o que pode mexer com o que resta da dignidade de um político moribundo, que continua a ver a luz quando se olha ao espelho. E a horda segue feliz, nas media alinhados, não percebendo que está a caminhar de escândalo em escândalo, até ao escândalo final. Hão-de perceber que o principal factor de instabilidade governativa não é o novo desenho parlamentar, mas sim no líder que vê o jogo na bancada central da Assembleia da República.
quarta-feira, novembro 11, 2009
Há dias assim
Às vezes acordo a pensar em coisas estranhas e sem sentido. Antes isso que acordar morto, não é? É. Hoje, acordei a pensar em portagens, no Porto de Leixões e na Petrogal.
Acordei então a pensar que é evidente que existe um estudo económico que verifique:
Acordei então a pensar que é evidente que existe um estudo económico que verifique:
- O impacto das portagens nos preços praticados no Porto de Leixões que, ao que julgo saber, não é propriamente barato;
- O impacto nos preços da entrada e saída de matéria-prima na Petrogal;
- O impacto nos preços de entrada e saída de mercadorias nos concelhos de área metropolitana;
- O impacto no bolso de cada um de nós.
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crise
segunda-feira, novembro 09, 2009
Hoje, não caiu há 20 anos
Dezenas de horas dedicadas nas tv's e rádios, outras tantas dezenas nas páginas dos jornais - impressas e virtuais. O Muro de Berlim caiu há 20 anos e vai haver festa de arromba em Berlim, excepção feita para os alemães de leste, cuja esmagadora maioria sentia-se bem na antiga Alemanha Democrática. Aliás, a Sic Notícias tem repetido até à exaustão que o "Mundo festeja a queda do Muro". O Mundo tem destas coisas e gosta de festejar, e ainda bem.
Mas isso são detalhes e nós temos de ser politicamente correctos e ficar contentes com aquilo que achamos ser melhor para os outros, mesmo quando os outros, à distância de 20 anos, consideram não o ser.
Vinte anos depois, há cada vez mais muros. Podemos é querer vê-los ou não. E não são só os verdadeiros, os físicos, seja na Cisjordânia, no México, nos condomínios fechados onde se festeja - não é irónico? - a queda do Muro. Há os muros da barreira ideológica e do preconceito, da corrupção das classes dirigentes, da pobreza galopante, da riqueza fictícia em que acreditamos viver e, se calhar mais grave que tudo, o muro da resignação e dos dados-adquiridos.
E estes ficaram bem mais difíceis de derrubar, depois da queda do outro, há 20 anos.
Derrubado um, quantos muros cresceram depois?
Mas isso são detalhes e nós temos de ser politicamente correctos e ficar contentes com aquilo que achamos ser melhor para os outros, mesmo quando os outros, à distância de 20 anos, consideram não o ser.
Vinte anos depois, há cada vez mais muros. Podemos é querer vê-los ou não. E não são só os verdadeiros, os físicos, seja na Cisjordânia, no México, nos condomínios fechados onde se festeja - não é irónico? - a queda do Muro. Há os muros da barreira ideológica e do preconceito, da corrupção das classes dirigentes, da pobreza galopante, da riqueza fictícia em que acreditamos viver e, se calhar mais grave que tudo, o muro da resignação e dos dados-adquiridos.
E estes ficaram bem mais difíceis de derrubar, depois da queda do outro, há 20 anos.
Derrubado um, quantos muros cresceram depois?
segunda-feira, outubro 26, 2009
Tácticas
Está à vista a nova táctica do patronato e não é preciso um Freitas Lobo da Economia para perceber o que está a passar-se no que respeita às "reestruturações" e "reorganizações" que ocorrem no mundo empresarial.
É muito simples e fácil de adoptar:
É muito simples e fácil de adoptar:
- Encontra-se uma empresa com mais de 100 trabalhadores*.
- Anuncia-se o despedimento de 80% da força produtiva.
- Dois dias depois, anuncia-se que, afinal, a administração vai apenas despedir 50% e isso passa por positivo.
*O ponto 1 é o mais difícil de cumprir.
Fábrica da Delphi admite recuar em 200 despedimentos
quinta-feira, outubro 22, 2009
Saramago
Não, não vou escrever sobre as declarações de Saramago em relação à bíblia, a deus e à religião. Temo pela segurança deste blog que acabaria, provavelmente, queimado numa fogueira.
Em Espinho são uns meninos...
Ora bem, no seguimento da posta anterior e do suspense que se gerou em torno dela, dado o atraso na sequela, aqui ficam os factos e a prova de que tudo decorreu dentro da normalidade democrática quando concorrem duas listas do PS:
No tribunal de Matosinhos estiveram membros de várias mesas de voto, quatro só de Leça da Palmeira, para esclarecer os seguintes factos:
E só porque nestas eleições, ao contrário do que vem sucedendo há anos, a presença da polícia foi dispensada durante o transporte dos votos desde as assembleias até à Junta, para além de terem feito uma paragem na Câmara Municipal antes de seguirem para o tribunal, não é caso para preocupações. Foi tudo normal e tranquilo, como se quer.
No tribunal de Matosinhos estiveram membros de várias mesas de voto, quatro só de Leça da Palmeira, para esclarecer os seguintes factos:
- Numa das mesas de voto, o PS tinha mais dez votos na acta do que nos boletins contados. O PS perdeu dez votos depois de corrigido o erro.
- Noutra, a CDU tinha menos seis votos na acta do que nos boletins contados. A CDU contou com mais seis votos depois de corrigido o erro.
E só porque nestas eleições, ao contrário do que vem sucedendo há anos, a presença da polícia foi dispensada durante o transporte dos votos desde as assembleias até à Junta, para além de terem feito uma paragem na Câmara Municipal antes de seguirem para o tribunal, não é caso para preocupações. Foi tudo normal e tranquilo, como se quer.
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sexta-feira, outubro 16, 2009
Eu conto já o resto
Afinal, parece que a decisão de chamar ao tribunal os elementos das assembleias de voto não partiu de qualquer candidatura, mas sim do juiz, que terá ficado desagradado com o facto de os votos terem permanecido na junta cerca de quatro horas. Entretanto, numa das mesas, vai aferir-se por que motivo uma acta regista menos 6 votos para a CDU do que os que resultaram da contagem. Eu conto já o resto. Tribunal às 14h30.
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Recontagem, Narciso?
Elementos de algumas mesas de voto de Leça da Palmeira - não sei se apenas de Leça da Palmeira - vão ser contactados pelo tribunal devido a um pedido de recontagem dos votos pela candidatura oficiosa do PS. Pela parte que me toca, Narciso pode ficar descansado.
terça-feira, outubro 13, 2009
Maitê Proença: Era queimá-la, à bandida!
O assunto do dia foi o vídeo da Maitê Proença. Não, não vou colocar o link, porque está em tudo o que é blogue, site e rede social e eu gosto de ser diferente. Não percebo a indignação generalizada por um vídeo ranhoso, manifestamente infeliz. Tem muito pouco de humor, mas quantos sketches já vimos igualmente pobres? Eu até perceberia os milhares de insultos colocados no site da actriz - e que ela só os mantém publicados porque quer, note-se - se o Proença do apelido dela tivesse algo relacionado com um conhecido árbitro português. E se os autores dos insultos fossem todos benfiquistas.
Mas, não. É evidente que nós não podemos admitir que uma brasileira não conheça a história recente de Portugal. Só nós, portugueses, temos esse direito. Afinal, todos sabemos quantos anos esteve Salazar no poder. Mais ainda, se há coisa que nunca se viu em Portugal foi um lusitano de gema cuspir para uma calçada portuguesa. Ou mijar contra um edifício histórico enquanto tenta afogar formigas. Mas cuspir numa fonte está errado.
Ah! E se há coisa que não há em Portugal, é preconceito contra brasileiras: Toda a gente que sabe que ou são putas... ou são putas.
Mas, não. É evidente que nós não podemos admitir que uma brasileira não conheça a história recente de Portugal. Só nós, portugueses, temos esse direito. Afinal, todos sabemos quantos anos esteve Salazar no poder. Mais ainda, se há coisa que nunca se viu em Portugal foi um lusitano de gema cuspir para uma calçada portuguesa. Ou mijar contra um edifício histórico enquanto tenta afogar formigas. Mas cuspir numa fonte está errado.
Ah! E se há coisa que não há em Portugal, é preconceito contra brasileiras: Toda a gente que sabe que ou são putas... ou são putas.
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sexta-feira, outubro 09, 2009
quarta-feira, outubro 07, 2009
Debate Autárquico na RTPN
terça-feira, outubro 06, 2009
Mais valia uma sondagem...
O programa da CDU para Matosinhos já está online no site há alguns dias e mereceu uma análise do Eugénio Queirós, no seu O Porto de Leixões. O blogger que mais sondagens publica por byte quadrado decidiu folhear o programa e apresenta, como primeira conclusão, uma alegada obsessão pelo BE.
Ora, parece que há a ideia geral de que pode criticar-se tudo e todos, menos o BE, que são uma espécie de vacas sagradas da política. E eu, pouco dado às coisas sagradas, repito o que já há uns tempos aqui escrevi, mais coisa menos coisa. O BE vive, a nível autárquico, da projecção que tem a nível nacional e da simpatia que goza pelos media em geral. Ou de que gozou até há bem pouco tempo, quando os mesmos que o levaram ao colo perceberam que a génese do BE, que seria acabar com a CDU e com o PCP, acabou por retirar votos ao PS; afinal, a CDU continua a crescer. A manchete do Expresso no fim-de-semana antes das legislativas é bem um exemplo disso mesmo. Uma manchete descabida, mas que ilustra bem o tiro saído pela culatra dos que colocaram o BE nos píncaros.
Mais especificamente em Leça da Palmeira, o BE esteve apresente apenas em 6 das Assembleias de Freguesia realizadas ao longo dos quatro anos de mandato. Será um detalhe, talvez, mas acho que os eleitores deviam ter consciência disso mesmo. E é uma pena que os jornais cá do burgo não façam um levantamento da assiduidade de cada um dos eleitos.
Ora, parece que há a ideia geral de que pode criticar-se tudo e todos, menos o BE, que são uma espécie de vacas sagradas da política. E eu, pouco dado às coisas sagradas, repito o que já há uns tempos aqui escrevi, mais coisa menos coisa. O BE vive, a nível autárquico, da projecção que tem a nível nacional e da simpatia que goza pelos media em geral. Ou de que gozou até há bem pouco tempo, quando os mesmos que o levaram ao colo perceberam que a génese do BE, que seria acabar com a CDU e com o PCP, acabou por retirar votos ao PS; afinal, a CDU continua a crescer. A manchete do Expresso no fim-de-semana antes das legislativas é bem um exemplo disso mesmo. Uma manchete descabida, mas que ilustra bem o tiro saído pela culatra dos que colocaram o BE nos píncaros.
Mais especificamente em Leça da Palmeira, o BE esteve apresente apenas em 6 das Assembleias de Freguesia realizadas ao longo dos quatro anos de mandato. Será um detalhe, talvez, mas acho que os eleitores deviam ter consciência disso mesmo. E é uma pena que os jornais cá do burgo não façam um levantamento da assiduidade de cada um dos eleitos.
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Contas em dia - I
A sério que não percebo o que quer dizer o PSD/CDS com o lema "Um presidente tranquilo", que exibe nos seus cartazes com candidatos às juntas.
Agradece-se a quem puder esclarecer.
PS: Já agora, solicita-se à coligação que faça o favor de retirar o cartaz em frente à Secundária da Boa Nova, para que as mesas possam abrir sem atrasos no domingo.
Agradece-se a quem puder esclarecer.
PS: Já agora, solicita-se à coligação que faça o favor de retirar o cartaz em frente à Secundária da Boa Nova, para que as mesas possam abrir sem atrasos no domingo.
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quarta-feira, setembro 30, 2009
Antes o bolo-rei!
Cavaco voltou ontem a demonstrar que pode ser muito bom em muita coisa, mas é um político desastrado. É um político que vive de silêncios e, quando fala, opta por dizer coisa nenhuma. Ou dizer um monte de coisas, baralhando "imeiles" pessoais com a segurança das comunicações da Presidência, acrescentando mais combustível a um incêndio que não dá mostras de abrandar.
Falou ao país não para explicar o que sucedeu, mas para dar a sua opinião pessoal sobre o que poderá ter acontecido.
Foi uma trapalhada que não devia ter acontecido. E, agora, aguarda-se que Cavaco diga o que não disse na comunicação aos jornalistas.
Ao acrescentar suspeição à suspeição, Cavaco entrou num conflito com o partido que governou até agora e que formará governo para os próximos 4(?) anos.
Post-it: Vai ser uma semana em grande para os politólogos, uns mais governólogos, outros mais presidenciólogos, mas será em grande para todos. E têm um ponto em comum: acham que somos todos analfabetos. Por mais que uma vez, comentadores afirmaram que "isto é claro para nós, que acompanhamos estas coisas e estamos informados, mas a generalidade das pessoas não percebe". Ora, posto isto, recomenda-se um mínimo de humildade: os comentadores perceberam exactamente o mesmo que o resto das pessoas; Cavaco não explicou coisa alguma.
Falou ao país não para explicar o que sucedeu, mas para dar a sua opinião pessoal sobre o que poderá ter acontecido.
Foi uma trapalhada que não devia ter acontecido. E, agora, aguarda-se que Cavaco diga o que não disse na comunicação aos jornalistas.
Ao acrescentar suspeição à suspeição, Cavaco entrou num conflito com o partido que governou até agora e que formará governo para os próximos 4(?) anos.
Post-it: Vai ser uma semana em grande para os politólogos, uns mais governólogos, outros mais presidenciólogos, mas será em grande para todos. E têm um ponto em comum: acham que somos todos analfabetos. Por mais que uma vez, comentadores afirmaram que "isto é claro para nós, que acompanhamos estas coisas e estamos informados, mas a generalidade das pessoas não percebe". Ora, posto isto, recomenda-se um mínimo de humildade: os comentadores perceberam exactamente o mesmo que o resto das pessoas; Cavaco não explicou coisa alguma.
segunda-feira, setembro 28, 2009
quinta-feira, setembro 24, 2009
Porque não vivemos só de campanha: A greve dos pilotos e a TAP
Nos últimos anos, temos assistido às acusações mais miseráveis em relação aos sindicatos e aos sindicalistas. Ontem foram outros, hoje são os pilotos da TAP. A respeito destes, um administrador acusou-os de radicalismo e de colocarem em risco a viabilidade da empresa.
No entanto, a 4 de Agosto de 2009, o Correio da Manhã noticiava o seguinte, que reproduzo a partir do site TVI24:
Presidente da TAP duplica salário
No entanto, a 4 de Agosto de 2009, o Correio da Manhã noticiava o seguinte, que reproduzo a partir do site TVI24:
Presidente da TAP duplica salário
terça-feira, setembro 22, 2009
Metro, centímetro e Porsche
Dizem as notícias de hoje que António Costa, de metro, ganhou uma corrida a um Porsche.
Terão os autarcas de Matosinhos coragem para fazer o mesmo? Proponho uma corrida entre um Porsche e o metro num percurso que vai desde o fim da linha, junto ao Porto de Leixões, e a estação da Sra. da Hora.
Terão os autarcas de Matosinhos coragem para fazer o mesmo? Proponho uma corrida entre um Porsche e o metro num percurso que vai desde o fim da linha, junto ao Porto de Leixões, e a estação da Sra. da Hora.
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