«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e... a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, (...) privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos» José Saramago - Cadernos de Lanzarote
quinta-feira, dezembro 31, 2009
A intervenção-felácio
Na Assembleia de Freguesia de Leça da Palmeira a coisa funciona de forma diferente: Depois do período de antes da ordem do dia, cabe ao público intervir e é do público que sai a intervenção-felácio, havendo alguém que faz o papel de Assis. Os mesmos propósitos, os mesmos métodos. Nem bom nem mau, antes pelo contrário.
terça-feira, dezembro 22, 2009
Tinto a mais
O Tinto que transbordou foi mesmo o do rio, lá para os lados de Gondomar. Esta situação dramática para pelo menos 15 famílias, que acabaram desalojadas, era mais do que previsível, tendo em conta o desaparecimento do leito, que tem vindo, ao longo dos anos, a ser entubado, sempre a bem da especulação imobiliária.
A despoluição do Tinto é uma bandeira antiga do PCP e da CDU de Gondomar e Rio Tinto, tal como as alterações que têm sido efectuadas ao leito. A CDU e o PCP nunca deixaram cair estas reivindicações, dentro e fora dos períodos eleitorais. A população preferiu o apelo dos bilhetes do Tony Carreira. Aceito mas não percebo.
"O que está previsto é fazer passar o metro sobre o antigo leito do rio Tinto, desafectando uma parcela grande de terreno que se mantém em Reserva Ecológica Nacional", disse, considerando que esta solução "é uma operação de especulação imobiliária", disse Honório Novo, deputado do PCP eleito pelo círculo do Porto, em 7 de Janeiro de 2008.
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Ligações perigosas
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Eu, ignorante.
Um dia vou averiguar isto.
quarta-feira, dezembro 02, 2009
O twitter e a CMM (parte II)
O que não tem explicação, está explicado.
"Caro Ricardo Santos
Confirmamos, de facto, que a sua conta estava bloqueada junto do twitter da CMM. Desconhecemos totalmente a razão do dito bloqueio, uma vez que nenhuma medida foi tomada para tal.
Presumimos que poderá ter sido motivado por um problema técnico desta plataforma. Apresentamos, desde já, as nossas desculpas pelo sucedido, comprometendo-nos a analisar de forma detalhada o motivo que originou este bloqueio.
Sendo as redes sociais uma aposta da Câmara de Matosinhos na e-Democratização, o nosso objectivo é o de estender e potenciar a comunicação e a partilha de informação, interesses, valores e objectivos comuns e nunca de travar o contacto e a comunicação dos munícipes e dos cidadãos com a autarquia.
Reiteramos o nosso pedido de desculpas.
Com os melhores cumprimentos
Helder Gonçalves"sexta-feira, novembro 27, 2009
CMM, o Twitter e o bloqueio.
Exmos. Srs.
Responsáveis pela gestão da conta da Câmara Municipal de Matosinhos no Twitter:
Percebi ontem, dia 26 de Novembro de 2009, que me encontro impedido de seguir as actualizações da conta da CMM no Twitter.
Ora, sabendo eu que a CMM, com a riquíssima história democrática que a caracteriza, seria incapaz de tomar tal decisão com base em preconceitos políticos, venho por este meio solicitar o desbloqueio da minha conta (http://twitter.com/ricardomsantos), para que possa voltar a acompanhar a tremenda actividade levada a cabo pela autarquia para bem do Concelho.
Por outro lado, gostaria de saber o motivo que levou a tal bloqueio. Suponho que tenha sido por engano. Se não foi, custa-me entender que uma autarquia que preza tanto a cidadania e o envolvimento dos munícipes na vida política local, tenha optado por bloquear um cidadão que integra listas eleitorais desde que lhe é conferida possibilidade legal, ou seja, os 18 anos. Simultaneamente, o cidadão que se lhes dirige esteve sempre, nos termos da lei, nas mesas de voto da Freguesia de Leça da Palmeira, prestando um serviço à democracia. Serviço esse que, diga-se, V. Excias. optam por pagar tarde e a más horas, certamente porque terão outras áreas bem mais importantes onde gastar dinheiro, e ainda bem.
Fico, assim, a aguardar a resposta por parte de V. Excias., no sentido de perceber o que levou ao motivo do meu bloqueio.
Com os melhores cumprimentos,
Ricardo M Santos
quinta-feira, novembro 26, 2009
Democracia online na CM Matosinhos
sexta-feira, novembro 20, 2009
No país das maravilhas. É tudo normal.
Claro que não temos em Portugal relvados como o de Paços de Ferreira, o de Oliveira de Azeméis ou mesmo o de Alvalade, não sendo por isso algo a que os nossos virtuosos do chuto na bola estejam habituados. Nem há uns dias a polícia teve que dispersar a tiro uns civilizados adeptos de um clube.
É quase enternecedor ver o nosso país, onde não se passa grande coisa. No espaço de dias, passamos de irracionais a mestres nos bons costumes.
É tudo normal, neste rectângulo inclinado para o mar que se vai mantendo à tona, vá lá saber-se como. Tudo normal. Licenciaturas ao domingo, assinaturas de projectos alheios, Freeport, escutas, acusações de espionagem política a entidades do Estado.
Estamos anestesiados, talvez efeito secundário de uma vacina que procuramos culpar por uma realidade filha da puta que acontece, em média, 300 vezes por ano.
Não há escutas que resistam à vontade de abafar tudo o que pode mexer com o que resta da dignidade de um político moribundo, que continua a ver a luz quando se olha ao espelho. E a horda segue feliz, nas media alinhados, não percebendo que está a caminhar de escândalo em escândalo, até ao escândalo final. Hão-de perceber que o principal factor de instabilidade governativa não é o novo desenho parlamentar, mas sim no líder que vê o jogo na bancada central da Assembleia da República.
quarta-feira, novembro 11, 2009
Há dias assim
Acordei então a pensar que é evidente que existe um estudo económico que verifique:
- O impacto das portagens nos preços praticados no Porto de Leixões que, ao que julgo saber, não é propriamente barato;
- O impacto nos preços da entrada e saída de matéria-prima na Petrogal;
- O impacto nos preços de entrada e saída de mercadorias nos concelhos de área metropolitana;
- O impacto no bolso de cada um de nós.
segunda-feira, novembro 09, 2009
Hoje, não caiu há 20 anos
Mas isso são detalhes e nós temos de ser politicamente correctos e ficar contentes com aquilo que achamos ser melhor para os outros, mesmo quando os outros, à distância de 20 anos, consideram não o ser.
Vinte anos depois, há cada vez mais muros. Podemos é querer vê-los ou não. E não são só os verdadeiros, os físicos, seja na Cisjordânia, no México, nos condomínios fechados onde se festeja - não é irónico? - a queda do Muro. Há os muros da barreira ideológica e do preconceito, da corrupção das classes dirigentes, da pobreza galopante, da riqueza fictícia em que acreditamos viver e, se calhar mais grave que tudo, o muro da resignação e dos dados-adquiridos.
E estes ficaram bem mais difíceis de derrubar, depois da queda do outro, há 20 anos.
Derrubado um, quantos muros cresceram depois?
segunda-feira, outubro 26, 2009
Tácticas
É muito simples e fácil de adoptar:
- Encontra-se uma empresa com mais de 100 trabalhadores*.
- Anuncia-se o despedimento de 80% da força produtiva.
- Dois dias depois, anuncia-se que, afinal, a administração vai apenas despedir 50% e isso passa por positivo.
*O ponto 1 é o mais difícil de cumprir.
Fábrica da Delphi admite recuar em 200 despedimentos
quinta-feira, outubro 22, 2009
Saramago
Em Espinho são uns meninos...
No tribunal de Matosinhos estiveram membros de várias mesas de voto, quatro só de Leça da Palmeira, para esclarecer os seguintes factos:
- Numa das mesas de voto, o PS tinha mais dez votos na acta do que nos boletins contados. O PS perdeu dez votos depois de corrigido o erro.
- Noutra, a CDU tinha menos seis votos na acta do que nos boletins contados. A CDU contou com mais seis votos depois de corrigido o erro.
E só porque nestas eleições, ao contrário do que vem sucedendo há anos, a presença da polícia foi dispensada durante o transporte dos votos desde as assembleias até à Junta, para além de terem feito uma paragem na Câmara Municipal antes de seguirem para o tribunal, não é caso para preocupações. Foi tudo normal e tranquilo, como se quer.
sexta-feira, outubro 16, 2009
Eu conto já o resto
Recontagem, Narciso?
terça-feira, outubro 13, 2009
Maitê Proença: Era queimá-la, à bandida!
Mas, não. É evidente que nós não podemos admitir que uma brasileira não conheça a história recente de Portugal. Só nós, portugueses, temos esse direito. Afinal, todos sabemos quantos anos esteve Salazar no poder. Mais ainda, se há coisa que nunca se viu em Portugal foi um lusitano de gema cuspir para uma calçada portuguesa. Ou mijar contra um edifício histórico enquanto tenta afogar formigas. Mas cuspir numa fonte está errado.
Ah! E se há coisa que não há em Portugal, é preconceito contra brasileiras: Toda a gente que sabe que ou são putas... ou são putas.
sexta-feira, outubro 09, 2009
quarta-feira, outubro 07, 2009
Debate Autárquico na RTPN
terça-feira, outubro 06, 2009
Mais valia uma sondagem...
Ora, parece que há a ideia geral de que pode criticar-se tudo e todos, menos o BE, que são uma espécie de vacas sagradas da política. E eu, pouco dado às coisas sagradas, repito o que já há uns tempos aqui escrevi, mais coisa menos coisa. O BE vive, a nível autárquico, da projecção que tem a nível nacional e da simpatia que goza pelos media em geral. Ou de que gozou até há bem pouco tempo, quando os mesmos que o levaram ao colo perceberam que a génese do BE, que seria acabar com a CDU e com o PCP, acabou por retirar votos ao PS; afinal, a CDU continua a crescer. A manchete do Expresso no fim-de-semana antes das legislativas é bem um exemplo disso mesmo. Uma manchete descabida, mas que ilustra bem o tiro saído pela culatra dos que colocaram o BE nos píncaros.
Mais especificamente em Leça da Palmeira, o BE esteve apresente apenas em 6 das Assembleias de Freguesia realizadas ao longo dos quatro anos de mandato. Será um detalhe, talvez, mas acho que os eleitores deviam ter consciência disso mesmo. E é uma pena que os jornais cá do burgo não façam um levantamento da assiduidade de cada um dos eleitos.
Contas em dia - I
Agradece-se a quem puder esclarecer.
PS: Já agora, solicita-se à coligação que faça o favor de retirar o cartaz em frente à Secundária da Boa Nova, para que as mesas possam abrir sem atrasos no domingo.
