«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e... a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, (...) privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos» José Saramago - Cadernos de Lanzarote
segunda-feira, junho 13, 2011
Há seis anos.
sábado, junho 04, 2011
sexta-feira, junho 03, 2011
Democracia à moda da CM de Matosinhos
segunda-feira, maio 30, 2011
Juntas de boys*
Uma das medidas prevista no memorando que ninguém se lembrou de traduzir, à excepção do blogue “Aventar” (http://aventar.eu/), é a fusão e redução do número de freguesias e municípios. Vem, aliás, na linha do que já havia sido afirmado na AR pelo ministro Teixeira dos Santos, aquando da dotação orçamental para as freguesias, em que o mesmo afirmou que as juntas serviam para colocar boys dos partidos políticos. Com o pequeno detalhe de serem eleitos pelo povo.
Para o interior do país esta medida será gravíssima e terá como consequência um afastamento da população dos órgãos locais de decisão, proporcionando uma desertificação ainda maior das regiões mais deprimidas, sem a proximidade de quem tem por obrigação moral, mais não seja, defender os seus anseios e reivindicações.
Mas vamos fantasiar por uns minutos. E se houvesse em Matosinhos uma união de freguesias?
É que, apesar de o site da Câmara Municipal de Matosinhos não referir, por desconhecimento ou deliberadamente – qualquer dos motivos bastante grave –, Matosinhos foi elevada a cidade a 28 de Junho de 1984, através da lei n.º 10/84, com uma particularidade: passou a adoptar, oficialmente, a designação de cidade de Matosinhos – Leça da Palmeira.
E agora? Estarão os leceiros e matosinhenses dispostos a uma migração forçada de freguesia? E o que pensarão os boys – para usar palavras de Teixeira dos Santos – do poder local de ambas as freguesias?
*Artigo publicado no jornal Notícias de Matosinhos de Junho
segunda-feira, maio 23, 2011
EXCLUSIVO Um Tal de Blog
O Um Tal de Blog encontrou imagens inéditas e exclusivas das excursões organizadas pelo aparelho partidário do Partido Socialista.
terça-feira, maio 17, 2011
Aqui nasceu Portugal!
quinta-feira, maio 12, 2011
quarta-feira, maio 11, 2011
O que esperar das eleições
Também há os que já pedem a permanência indefinida do FMI, por considerarem que a culpa é "dos partidos", sejam eles quais forem, num argumento à Carlos Coelho. Pessoalmente, não tendo vivido os 48 anos de ditadura fascista, guardo com orgulho o património de luta do Povo português e do PCP em particular, que permitiu a conquista da democracia. E é por isso que tenho esta mania teimosa de defender o meu direito a escolher quem me representa na Assembleia da República, mediante o conhecimento dos projectos de cada um. E é isso que deixa de acontecer quando o FMI entra num país.
O que esperar, por isso, das eleições de dia 5?
Do PS, PSD e CDS espera-se a derradeira traição às conquistas de Abril, o ajuste de contas que tanto querem fazer, agora a cobro do FMI. Com pequenas diferenças entre eles, escolhem o mesmo caminho do desastre que levou a Grécia ao estado em que está - e que hoje vive mais uma greve geral, demonstrando assim a vantagem da intervenção externa. Mas há outros paralelismos entre Portugal e a Grécia. Os dois países seguiram, desde 1997, políticas de combate ao défice para cumprir metas irreais, que foram sendo alteradas ao longo dos anos, sempre para servir os interesses e a ineficácia dos países do centro da Europa, que controla as directivas da UE. Uma vezes conseguiu-se, outras não, mas sempre às custas da mesma receita: mais sacrifícios para os trabalhadores. E importa esclarecer que os desempregados também são trabalhadores, ao contrário do que às vezes se pretende fazer passar.
Entre PS e PSD, à parte do desastre Catroga e da cambalhota de Nobre, há pouco que os distinga. Programas fictícios, porque o verdadeiro foi o assinado com o FMI, à boleia do CDS, que fugiu da fotografia para continuar a capitalizar os descontentes do PSD e do PS.
O Bloco de Esquerda continua perdido no seu labirinto: entre o apoio à intervenção da NATO e a presença na manifestação contra a cimeira em Lisboa; entre o apoio à intervenção externa na Grécia e ser contra a intervenção em Portugal; entre a moção de censura que não era boa ao domingo e passou a ser fundamental na quarta-feira; entre o apoio a um candidato presidencial do PS e a rutura com as políticas do PS; entre as diversas correntes que defendem tudo e outras o seu contrário.
No entanto, o que mais me deixa curioso em relação ao Bloco é no que diz respeito às reformas laborais. Que posição assumirá o Bloco quando verificarmos que parte das medidas propostas pelo FMI são, afinal, aquelas que o bloquista Chora, o sindicalista-modelo, "conquistou" na Autoeuropa? Haverá espaço para mais cambalhotas no Bloco?
Resta a CDU, a única opção coerente e credível para quem quer dar, de vez, a volta a isto. E cabe a todos nós, militantes e activistas, fazer a nossa parte. Esclarecer o que é deturpado, mostrar o que é omitido, abrir novos horizontes a quem os últimos 35 anos de PS, PSD e CDS roubaram a esperança e as perspectivas de futuro.
Mostrar, por fim, que há alternativas. Critiquem-nas, concordem, discordem, mas conheçam-nas primeiro.
terça-feira, maio 10, 2011
Há 90 anos
Partido Comunista Português, 1921.
Através do Bruno Carvalho, do 5dias.
terça-feira, abril 26, 2011
25 de Abril à moda de Leça
Eu não era nascido há 37 anos, que os meus pais andavam ocupados a fazer outros filhos. Ou filhas, no caso. Foram três seguidas, as filhas. O resto prefiro não imaginar porque se aproxima de uma visão do inferno para um descrente.
No entanto, tive a sorte de crescer numa família que fez questão de ensinar-me o que foram o 24 e o 25 de Abril, numa perspectiva marcadamente ideológica. Não por uma questão de politização precoce, mas antes por uma perspectiva de classe da forma como o Povo sentia e vivia. Da classe do povo, dos explorados - palavra proibida, que é de comunista. E estou à vontade para falar. O meu pai ainda não era militante do PCP, embora já fizesse parte das listas da APU e da CDU para as Autárquicas; a minha mãe andava iludida com o PS do Soares. Passou-lhe, felizmente. Mas não me sai da memória ter ido festejar a vitória do Soares sobre o Freitas. E sim, era pequenino mas lembro-me bem disso.
Também não foi na escola que aprendi o que é o 25 de Abril, que a coisa é matéria non-grata. Ou antes, aprendi com alguns professores, mas à margem do que a escola "ensina". Professoras como Lurdes Castro, Ana Amaral, Luísa Félix e Maria Emília. Aprendi com elas, discordei, concordei, mas aprendi.
Ontem, na sessão solene comemorativa dos 37 anos do 25 de Abril, em Leça da Palmeira, a Junta não estava cheia, longe disso. Mas não só não estava cheia no espaço dedicado ao público como não estava nas cadeiras dos eleitos. Estavam todas vazias. Apenas cinco pessoas - o executivo. Nem PS, nem PSD-CDS, nem o movimento de Narciso Miranda, nem a eleita independente. Zero.
Não aprenderam coisa alguma, nem com a história, nem com a vida, nem com, mais não seja, o respeito para com aqueles que os elegeram. Sejam doutores, engenheiros, pedreiros, os representantes eleitos pelos leceiros não estiveram nas comemorações do 25 de Abril.
Afinal, é o povo que se divorcia de alguns políticos, ou são alguns políticos que se divorciam do povo?
terça-feira, abril 12, 2011
Pensar o futuro.
De acordo com o blog Snapshots, já em Fevereiro o PS se preparava para eleições antecipadas.
Cai por terra a teoria de que Sócrates não queria o FMI nem eleições antecipadas. Ou então é uma visão de futuro tremenda.
É penalty?*
Caiu o governo. Bem, dizer que caiu não será a expressão mais adequada. Na verdade, o governo não caiu; só aproveitou uma entrada de carrinho de Cavaco Silva no novo mandato como Presidente da República para se fazer ao penalty.
E Pedro Passos Coelho caiu como um pato, sedento que estava para avançar para eleições. Apontou para a marca dos
Na verdade, não só não houve grande penalidade como Passos Coelho demonstrou ser o Olegário Benquerença da política. Sócrates sabe que o PSD, se ganhar as eleições, vai fazer um trabalho tão mau, ou pior, do que o PM demissionário vinha praticando. E isso dá a Sócrates uma almofada confortável para a campanha. Até porque Passos Coelho anunciou, logo após a demissão do PM, que aumentará o IVA.
A par disso, por coincidência, o Eurostat veio pedir informações ao muito nosso Instituto Nacional de Estatística sobre as contas do nosso défice, que, ao que parece, está um bocadinho acima do previsto, fruto da nacionalização dos prejuízos do BPN.
Felizmente, o mundo não é a preto e branco, ou a rosa e laranja, no caso. Há mais vida para além do que todos os dias nos apresentam como inevitável. E não, não são todos iguais. Mal estaríamos nós se, em 10.000.000 de habitantes, não houvesse diferenças. Saibamos nós distingui-las, para que percebamos que aquilo que temos em Portugal não são os políticos que merecemos; são antes os políticos que queremos, que escolhemos e que escolhemos não ser.
*Publicado na edição de Abril do Notícias de Matosinhos
quinta-feira, abril 07, 2011
O meu reino por uma lata de sardinhas
Enquanto o Luís dizia de sua justiça sobre o melhor perfil de Sócrates, lá em casa comentava-se a situação do país, intervalada pelas tiradas da B. e do T., que ainda não percebem bem o que nos seduz nos noticiários e nas declarações do senhor que fala como se estivesse a dizer uma coisa que não lhe agrada.
Voltemos ao Lidl, que é mais barato e tem sempre promoções. Não, vamos antes ao FEEF, que mais não é do que o FMI e a UE juntos. Sócrates falou para desmentir o desmentido que o seu governo de gestão tinha feito durante a tarde a uma notícia do Financial Times. Portugal vai mesmo pedir "ajuda" externa. Mas foi a meio de uma semana difícil, compreende-se. Desde segunda-feira que os donos dos principais bancos, um a um, anunciaram que não emprestavam mais dinheiro ao Estado. O mesmo Estado que, não há muito tempo, havia criado um fundo para salvar o sistema bancário, mais a nacionalização dos prejuízos do BPN. Vem aí uma "ajuda" que exigirá cortes nos salários e possíveis supressões dos subsídios de férias e de Natal. São assim, as "ajudas" dos nossos irmãos europeus.
Horas antes. No Lidl. Uma senhora de idade, na casa dos 70, foi apanhada a roubar. Uma lata de sardinhas. O senhor segurança privado, orgulhoso, comentou com o senhor João: "Já a apanhámos". Não só a apanhou. Chamou a polícia. Sim, o segurança chamou a polícia por uma septuagenária ter roubado uma lata de sardinhas.
O senhor segurança há-de ter o que merece, agora, quando formos todos "ajudados". E quando ele próprio perceber no ridículo em que caiu - embora isso possa muito bem nunca acontecer.
quinta-feira, março 03, 2011
12 de Março - Eu vou!
No dia 12 de Março estarei ao lado daqueles que não se conformam, daqueles que, licenciados ou não, estão fartos do rumo que querem impor-nos, da fatalidade da precariedade, do desemprego, dos salários miseráveis e da desigualdades.
No dia 12 estarei ao lado de quem, como eu, luta todos os dias contra o estado a que isto chegou, assumindo os erros que cometemos e enfrentando todas as dificuldades com que nos deparamos.
Não tenho formação superior por opção própria. Toda a gente sabe que, nos dias de hoje, qualquer calhau com olhos arranja um canudo - que está longe de ser sinónimo de conhecimento. É também por aqueles que, como eu, ficaram de fora dos Deolindas de serviço e são escravos mesmo sem terem estudado que estarei mais uma vez em luta no dia 12 de Março.
É pelo exército de desempregados que no dia 12 estarei ao lado deles, mesmo que muitos deles não o reconheçam, nem hoje, nem quando chega a hora de decidirmos o nosso futuro. É uma manifestação a favor da política, da participação participação política de todos a favor de soluções concretas e objectivas.
Dia 12 de Março será mais uma tremenda acção de luta, de protesto e, acima de tudo, de esperança.
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Quanto vale o espaço mediático?
Francisco Louçã acaba de anunciar uma moção de censura, depois de o PCP ter dito que esta seria uma possibilidade.
No entanto, no dia 6 de Fevereiro: "Sabemos que no dia em que estamos a discutir não tem qualquer utilidade prática a apresentação de uma moção de censura", disse Louçã.
Moção de censura sem «utilidade prática»
Depois das Presidenciais, o BE perdeu o norte, a vergonha e os princípios.terça-feira, fevereiro 08, 2011
O milhão
Agora, o milhão volta à carga numa manifestação que muito dificilmente sairá do Facebook, cujo objectivo é, passo a citar, "Pela demissão de toda a classe política", seja a classe política o que for. Mas ok, venha de lá esse milhão e a demissão da classe política. E depois vem o quê? Os militares? A classe política engloba governantes, deputados e autarcas? Isso resolveria exactamente o quê?
Nada, obviamente. Nada, porque agir sem uma linha condutora comum entre o milhão que pretenda construir uma alternativa, equivale a nada.
As imagens do Egipto e da Tunísia, as que hão-de vir da Síria e do Iémen dão enorme alento a quem quer mudar. Mas não é mudar para que fique tudo na mesma, é mudar efectivamente, de política, de economia, de relações laborais. E é essa mudança que a suposta manif não alberga. Dali não sai uma ideia, um princípio ou um fim. Os países do Magrebe lutam, precisamente, porque querem uma classe política em vez de uma classe dirigente. Nós, no nosso fado habitual, queremos andar para trás e substituir a classe política, que podemos escolher livremente, por uma classe dirigente. No Magrebe luta-se pela democracia que nós temos. Nós lutamos por coisa nenhuma, porque ou está demasiado sol para ir votar, ou demasiado frio, ou demasiado vento. Ou porque quando chegamos à cabina de voto olhamos para todos os quadradinhos mas a cruz acaba sempre nos do costume. Ou então porque é sempre mais fácil indignarmo-nos na poltrona.
Não sai, sequer, uma indignação genuína com alguma coisa. Sai uma indignação contra tudo aquilo em que se deixaram enredar, umas vezes por culpa própria, outras por culpa própria e de outros intervenientes, que Álvaro Cunhal tão bem explicou:
"Quando as forças reaccionárias dispõem e abusam do Poder, dos recursos e do aparelho do Estado, dos órgãos de comunicação social, nem sempre falar verdade conduz ao êxito imediato. Exemplo flagrante no tempo da ditadura fascista foram as perseguições, as torturas, as condenações, os assassínios de comunistas pela suprema razão que os comunistas diziam a verdade ao povo.
Exemplos flagrantes depois do 25 de Abril é o sistemático silêncio ou a grosseira deturpação das posições do PCP pelos grandes meios de comunicação social controlados pelo governo e a incriminação e condenação como caluniadores daqueles que com inteira verdade desvendam casos gravíssimos de corrupção nas mais altas esferas. O amor pela verdade pode temporariamente custar caro a quem o exercita. Mas a verdade acaba por triunfar da mentira. A política da mentira está condenada à derrota final. É à política da verdade que o futuro pertence."*
Agora podemos voltar a sintonizar a Al Jazeera e olhar, embevecidos, para a coragem daqueles povos, que não querem mais do que nós temos; ao passo que nós achamos que queremos o que eles não querem.
*Álvaro Cunhal, in O Partido com Paredes de Vidro
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
quinta-feira, janeiro 27, 2011
Presidenciais - Uma análise a frio
Parece-me que falta, no entanto, uma análise a frio. Ao frio, mais precisamente. O choque tecnológico ainda não chegou à Escola Secundária da Boa Nova. Há 15 anos, quando entrei lá pela primeira vez, o frio que se fazia sentir nas salas de aulas, se não for o mesmo, é muito parecido. Tinha 13 anos quando cheguei à ESBN, cheio de frio e com herpes, ainda por cima, por causa do cieiro. Desde então, no que diz respeito ao aquecimento das salas de aula, nada foi feito.
Ao fim de 15 anos já alguém devia ter reparado que, quando está frio, está mesmo muito frio, particularmente nas salas viradas a nascente, entretanto tapadas pela construção desenfreada que aconteceu em Leça da Palmeira.
Já que se fala na ESBN, vamos mais atrás buscar o benzeno, salvo seja, que aquilo é coisa para fazer mal às pessoas. A proximidade da Petrogal é inevitável. Em Leça tudo é próximo da Petrogal; não porque Leça seja uma cidade pequena - é um mundo, como todos sabem - mas porque a Petrogal é mesmo muito grande.
Reza a lenda que os efeitos dos gases libertados pela refinaria se fazem sentir em zonas mais altas, como em Valongo e afins, o que até faz sentido, dada a dimensão dos "canos da Sacor". Deles se dizia que teriam de ser 10 metros mais pequenos, porque estavam a queimar as miudezas ao S. Pedro, mas isso é outra história.
Se no que à refinação diz respeito pode ser verdade, não é menos verdade que a Galp também trabalha com aromáticos, cujos gases são libertados ao nível do solo. Eu sei que há um estudo da Quercos, salvo erro, que conclui que a ESBN está construída precisamente no canal por onde passam esses gases, devido à direcção do vento que por norma se faz sentir. Obviamente, esse estudo há-de estar guardado em alguma gaveta da CM de Matosinhos, da Galp ou de uma qualquer direcção do ambiente.
Interessante seria estudar o impacto que este facto tem na saúde da comunidade escolar, nomeadamente entre aqueles que por lá ficam mais anos, professores e funcionários, e se há ou não uma relação directa com os casos de cancro que por lá existem.
Ficamos a aguardar.
segunda-feira, janeiro 24, 2011
Esquerda a qualquer preço?
A esquerda é a verdade, tem de representar a verdade e a honestidade intelectual. De outro modo, nunca será esquerda, ou sê-lo-á apenas nas páginas de jornais dedicadas a uma esquerda que vende bem. Em Portugal, nos dias de hoje, o apelo a uma união de esquerdas implicaria por si só o fim das esquerdas. Falando por mim, que jamais estaria ao lado de um projecto com alguém que tem este baixo nível intelectual ao falar da esquerda com que me identifico. Por um motivo óbvio: eu defendo o meu projecto de esquerda e não outro, é por ele que luto e que procuro mobilizar e esclarecer mais e mais gente.
A esquerda será poder quando o povo quiser ser esquerda. E não é a esquerda que tem de ser menos esquerda para que o povo assim queira. O trabalho de um militante de esquerda faz-se nas escolas, nos locais de trabalho, nos cafés e na web, com a apresentação de soluções alternativas, contra as fatalidades que nos impõem e a favor da verdade.



