quinta-feira, julho 05, 2012

mailto: Universidade Lusófona

Bom dia, 

Ouvi nos últimos dias que existe na vossa instituição a possibilidade de concluir uma licenciatura no período de um ano mediante apresentação de currículo profissional. Ora, conto actualmente 29 Primaveras - espero que me perdoem a não adopção do acordo ortográfico, mas, se for absolutamente essencial, comprometo-me a fazê-lo - dizia eu, conto actualmente 29 Primaveras, 20 das quais passadas em actividade física constante, interrompida apenas entre 2000 e 2002, salvo erro, mas o rigor das informações parece que não é condição fundamental para que possa ingressar na vossa licenciatura.


Sendo verdade que nunca fui atleta profissional, não é menos verdade que a licenciatura que agora está nas manchetes também não inclui qualquer currículo profissional, porque ser político não é profissão. Nestes termos, informo que fui campeão nacional e distrital de futsal na categoria de infantis e regional na categoria de iniciados, dos quais possuo diplomas certificados. Pelo meio, joguei futebol de 11 no SC Senhora da Hora e no FC Perafita. Pratiquei ainda andebol no Leça FC durante cerca de seis meses, como guarda-redes, mas uma bolada na cara, num remate da ponta esquerda, frente ao Infesta, deixou-me desmotivado e abandonei a modalidade.

Entretanto, praticava já Kung Fu na variante Wu-Shu, tendo sido campeão regional na categoria de pesos-leves, em 1999, modalidade que interrompi e retomei anos depois, perfazendo um total de sete anos de experiência comprovada. Era-nos ministrado também Tai Chi, armas tradicionais chinesas e defesa pessoal. Actualmente, pratico Muay Thay, modalidade que abracei, parece-me em 2009 - data a confirmar.

Julgo que, com este currículo, reúno as condições para concluir a minha licenciatura no período de um ano lectivo, mediante pagamento de propinas.


Rogo assim que esta mensagem seja enviada ao Digníssimo Reitor da Universidade Lusófona bem como ao departamento que coordena as licenciaturas em Educação Física.


Grato pela atenção dispensada e com a certeza de que em breve receberei resposta da parte de Vossas Excelências,

Subscrevo-me, com os melhores cumprimentos,

Ricardo M Santos


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9 comentários:

Epifânia disse...

Muito bem, apenas acrescentaria um posterior mestrado em Fisiologia, dada a vasta experiência que o português comum tem em levar pancada mas continuar a "dar o corpo ao manifesto"!

rms disse...

poderá seguir num próximo mail...

Anónimo disse...

Mediante pagamento de propinas?
Que é que o Relvas pagou?

rms disse...

Eu não sou o Relvas, quero fazer tudo dentro da legalidade e do bom-senso.

Anónimo disse...

Vi isto na página da Lusófona do Porto, que:
Em primeiro lugar é totalmente independente da Lusófona de humanidades e tecnologias de Lisboa.
Em segundo lugar, eu sou aluna da Lusófona do Porto e posso confirmar que o ensino é de excelência. Eu estive na Universidade pública e mudei porque os professores nem aulas davam, e nem os exames corrigiam. Trabalho imenso para obter resultados, e custa-me ver que estão a colocar o nome da Lusófona como se fosse a única a fazer isto, pois a Univ. Portucalense, e a Faculdade de Ciência da UP (sim, a pública)fazem-no igualmente , entre muitas outras, porque o problema é que isto que aconteceu é realmente legal.
Por isso procurem esclarecer os factos antes de criticarem apenas uma instituição, pois eu não vou deixar que ninguém ponha em causa o meu percurso académico, que muito trabalho me dá.

rms disse...

Nada no meu texto critica a Lusófona. Eu também quero ensino de excelência e quero apenas beneficiar daquilo que faz a Lusófona, entre muitas outras.

Obrigado pela visita, Jorge.

Pedro disse...

Anónimo, junte-se é à Associação de Licenciados da Autónoma que estão a pedir contas ao Relvas e à Universidades, e não perca tempo a mandar vir com quem não tem culpa de nada!

Mónica disse...

ò anónimo, tenha vergonha na cara; ou finja, vá. nunca tive grande respeito pelos cursos comprados, pelas universidades onde se entra mediante o que se pode pagar e não pelo mérito académico. deve haver excepções - mas, são excepções, não são a regra. devia ter vergonha de: não saber ler ou interpretar o que leu - e não, a culpa não é da lusófona, porque, quando lá chegou, já devia ter adquirido estas competências, aí pela quarta classe; além disso, que raio de argumento é esse de defender um comportamento inadmissível apontando comportamentos igualmente inadmissíveis de terceiros?! onde é que lhe ensinaram isso?!! se o vizinho do lado mente, eu posso mentir, porque não é errado; se o vizinho rouba, estou legitimado para roubar... e por aí fora. tenha vergonha, pá! e fique descansado com a lusófona, porque toda a gente sabe o que valem os cursos das privadas, em Portugal. todos sabemos, há muitos anos. e não foi o Relvas quem no-lo ensinou.

c disse...

oh monica, informe-se antes de falar, está para aí a pensar que nos está a ensinar alguma coisa mas parece uma ignorante. As faculdades privadas não são faculdades onde se compram cursos, quem tem cunha compra cursos em qualquer sítio. Por acaso também ando na lusófona, a de lisboa, e para sua informação, tinha média para entrar na pública (e esta, hein?). a questão é que, no caso do meu curso, não há grandes opções ao nível de faculdades públicas em lisboa. Fique sabendo que tenho 3 professores que tiraram o curso na lusofona e que são referências na área, para não falar dos restantes que lá leccionam. e se "pagar um curso" é sinónimo de "comprar um curso" então a católica e o ispa também são uma bela porcaria, não? páre mas é com a lógica da batata.