Mostrar mensagens com a etiqueta eleições. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta eleições. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, junho 03, 2011

Democracia à moda da CM de Matosinhos

A Câmara Municipal de Matosinhos já nos fez saber mais que uma vez que vale tudo em campanha eleitoral. Mas a fotografia que a seguir se apresenta constitui crime. Por uma vez, tenham vergonha!

segunda-feira, maio 23, 2011

EXCLUSIVO Um Tal de Blog

O Um Tal de Blog está em condições de confirmar a notícia avançada no fim-de-semana pelo Correio da Manhã, onde se lê que o PS paga apoio de imigrantes provenientes da Índia e Paquistão, trabalhadores nas lojas do Martim Moniz, Lisboa, e na construção civil.

O Um Tal de Blog encontrou imagens inéditas e exclusivas das excursões organizadas pelo aparelho partidário do Partido Socialista.


quinta-feira, janeiro 27, 2011

Presidenciais - Uma análise a frio

Voltei às mesas de voto no passado domingo, para as Presidenciais, cujos resultados já foram analisados e mais que analisados por toda a gente e mais alguma.

Parece-me que falta, no entanto, uma análise a frio. Ao frio, mais precisamente. O choque tecnológico ainda não chegou à Escola Secundária da Boa Nova. Há 15 anos, quando entrei lá pela primeira vez, o frio que se fazia sentir nas salas de aulas, se não for o mesmo, é muito parecido. Tinha 13 anos quando cheguei à ESBN, cheio de frio e com herpes, ainda por cima, por causa do cieiro. Desde então, no que diz respeito ao aquecimento das salas de aula, nada foi feito.

Ao fim de 15 anos já alguém devia ter reparado que, quando está frio, está mesmo muito frio, particularmente nas salas viradas a nascente, entretanto tapadas pela construção desenfreada que aconteceu em Leça da Palmeira.

Já que se fala na ESBN, vamos mais atrás buscar o benzeno, salvo seja, que aquilo é coisa para fazer mal às pessoas. A proximidade da Petrogal é inevitável. Em Leça tudo é próximo da Petrogal; não porque Leça seja uma cidade pequena - é um mundo, como todos sabem - mas porque a Petrogal é mesmo muito grande.

Reza a lenda que os efeitos dos gases libertados pela refinaria se fazem sentir em zonas mais altas, como em Valongo e afins, o que até faz sentido, dada a dimensão dos "canos da Sacor". Deles se dizia que teriam de ser 10 metros mais pequenos, porque estavam a queimar as miudezas ao S. Pedro, mas isso é outra história.

Se no que à refinação diz respeito pode ser verdade, não é menos verdade que a Galp também trabalha com aromáticos, cujos gases são libertados ao nível do solo. Eu sei que há um estudo da Quercos, salvo erro, que conclui que a ESBN está construída precisamente no canal por onde passam esses gases, devido à direcção do vento que por norma se faz sentir. Obviamente, esse estudo há-de estar guardado em alguma gaveta da CM de Matosinhos, da Galp ou de uma qualquer direcção do ambiente.

Interessante seria estudar o impacto que este facto tem na saúde da comunidade escolar, nomeadamente entre aqueles que por lá ficam mais anos, professores e funcionários, e se há ou não uma relação directa com os casos de cancro que por lá existem.

Ficamos a aguardar.

terça-feira, outubro 06, 2009

Contas em dia - I

A sério que não percebo o que quer dizer o PSD/CDS com o lema "Um presidente tranquilo", que exibe nos seus cartazes com candidatos às juntas.

Agradece-se a quem puder esclarecer.

PS: Já agora, solicita-se à coligação que faça o favor de retirar o cartaz em frente à Secundária da Boa Nova, para que as mesas possam abrir sem atrasos no domingo.

quinta-feira, setembro 17, 2009

A Força da Mudança em Leça da Palmeira


(Clique nas imagens para aumentar)

Lamento, mas a CDU não tem t-shirts, bonés, canetas, sacos e jobs para oferecer - ia falar em carrinhas, mas parece que ofende.
Oferecemos aquilo que somos, o nosso trabalho e a nossa forma de encarar a política e na vida. Não nos move a sede de poder, move-nos a convicção de que podemos fazer mais e melhor, porque estamos na rua fora das campanhas e contactamos com as populações; porque as representamos efectivamente nos órgãos para que fomos eleitos; porque temos mais que uma lista: temos um projecto, que não depende só de uma figura. A CDU são todos os que quiserem participar em algo novo, algo diferente e melhor para Leça da Palmeira, para Matosinhos e para Portugal.

segunda-feira, agosto 24, 2009

Narciso Miranda - Publicidade não solicitada

Todos os dias recebo dezenas de mensagens de spam, com publicidade enganosa, por isso não me espantei quando vi na minha caixa de correio uma mensagem, de 27 de Julho - ainda este blogue estava de molho - da Associação Narciso Miranda, cujo conteúdo passo a divulgar, em itálico, permitindo-me fazer alguns comentários:

"Não tenho por hábito participar em blogs. Tal não significa, no entanto, que estou alheado desta nova forma de comunicar. Bem pelo contrário.
Ok... e?

A falta de tempo impede-me, no entanto, de consultar de forma mais assídua, como desejaria, todos os blogs que falam sobre mim, todos sem excepção, os que dizem bem e os que dizem menos bem.
Hum... 'tou a ver.

Venho sendo, no entanto, alertado, justa ou injustamente, verdade ou não, para o facto de estar a ser criada a ideia que alguns dos participantes neste blog, identificados anonimamente ou através de pseudónimos, são por vezes agressivos e deixam evidenciar sinais de má educação, chegando quase a atingir, uma ou outra vez, a área do insulto.
Aaaaah! Então é isso... Vamos por partes, para ficarmos esclarecidos: Este blog não tem comentários moderados por opção minha, porque nunca senti necessidade de fazê-lo. Permita-me esta liberdade. Participa quem quer e diz o que quer, desde que o conteúdo não seja por mim considerado ofensivo. Se se refere a posts por mim escritos, não são anónimos. Estão assinados (RMS), iniciais do meu nome e o endereço de correio electrónico está no perfil. Nesse endereço de correio electrónico, encontra o meu nome completo. Logo, os alertas que lhe fizeram podem caber apenas no campo da má educação e do insulto, que, sinceramente, não encontro. Nem o ilustre ex-presidente da CMM quererá, certamente, colar-me tais atributos. Eu recorro às metáforas e aos eufemismos para evitar essas coisas.

Sobre esta matéria, quero que fique claro que não tenho, como nunca tive, porta-vozes, ninguém fala em meu nome, muito menos está alguém autorizado, mesmo que anonimamente ou recorrendo a pseudónimos, a fazê-lo.

Não é esta a minha prática, muito menos a minha orientação. Bem pelo contrário.
Insisto, permanentemente, na importância de se elevar o debate, de respeitar as diferenças e o contraditório, qualificando a participação neste processo eleitoral das autárquicas em Matosinhos.
O meu caminho e a minha orientação é a da promoção do debate de ideias, projectos e linhas estratégicas que melhor sirvam os interesses dos cidadãos, dos matosinhenses e o futuro de Matosinhos. É este o debate que quero, como sempre quis, promover.

Ainda bem que depois de décadas de governação autoritária da CMM descobriu o diálogo e a elevação do debate. Assinalo isso como positivo. Quanto ao contraditório aqui está ele, com a publicação desta carta. Não porque tenha obrigação de o fazer; este blog é propriedade do RMS e não um blog colectivo RMS-Narciso. Como tal, aqui ficam expostos os meus pontos de vista e não os seus. Para isso, tem à disposição a caixa de comentários.

Fique, portanto, claro que não aceito esta prática que vem, aliás, cansando as pessoas e afastando, cada vez mais, os cidadãos da política.
De acordo. A novidade vem, mesmo, por agora não aceitar este tipo de prática.

Fique claro que me demarco por completo deste tipo de mensagens, mesmo que partam de pessoas que se afirmem meus apoiantes.

A minha candidatura é feita pela positiva, agregando todos os matosinhenses, independentemente da sua classe social, cultural, profissional ou política.

Aos meus apoiantes, a todos aqueles que estão empenhados neste processo da minha candidatura independente, peço, sinceramente, que não entrem neste jogo, que valorizem o debate e não respondam a este tipo de provocações que em nada dignificam a liberdade de expressão e, muito menos, servem os verdadeiros interesses do concelho ou da união dos matosinhenses.

Peço a todos a melhor compreensão neste sentido.

Narciso Miranda"


Depois desta comovente prosa de Narciso Miranda, republico aqui um texto de 14 de Maio de 2009, sobre Narciso Miranda e a sua campanha:

Campanha em Matosinhos - O vale tudo

Com o aproximar das eleições, das autárquicas neste caso, começam a confirmar-se as expectativas de que a campanha será quentinha. Depois dos outdoors que Guilherme Pinto mandou retirar, da propaganda da CDU que Narciso cobriu, mas que afinal foi um erro da agência de publicidade, começa a campanha pelo correio.

No mesmo dia em que Guilherme Pinto fez chegar às caixas de correio um desdobrável sobre a nova Quinta da Conceição - não é difícil de encontrá-la, está algures entre as torres do Narciso, ali onde era a FACAR - Narciso Miranda enviou cartas a convidar para a apresentação da sua candidatura. Ora, não haveria novidade, não fosse o facto de as cartas enviadas pelo ex-presidente serem dirigidas à minha avó e a um tio que vivia com ela. Mas chegaram a minha casa.

Por motivos secundários, a minha avó esteve a viver em minha casa durante algum tempo, pelo que a morada de residência foi alterada, nomeadamente, na Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede de Infesta, uma IPSS para onde a minha avó pagava, naqueles programas de "pense na sua vida, pague o seu caixão".

Posso garantir que a associação acima referida foi a única para onde foram indicados os nomes da minha avó e do meu tio com a morada de minha casa, pelo que podemos concluir que a Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede - ou alguém por ela - forneceu os dados dos associados ao movimento de Narciso. O que não só é ilegal como deplorável eticamente. Mas não estamos já habituados a isso?

Para finalizar, na carta que acompanhava o convite é afirmado que a minha avó o conhece bem - ao Narciso. Duvido, mas dê graças por o meu avô já ter falecido, de certeza pediria explicações sobre até que ponto conhece bem a minha avó.

De qualquer forma, e voltando ao que interessa, informo a associação do Narciso que a minha avó faleceu já há algum tempo, pelo que, mesmo percebendo que a "presença é muito importante" para o ex-presidente, não estará representada.

P.S.: Apelo também à Associação de Socorros Mútuos de S. Mamede que actualize o seu ficheiro.

domingo, agosto 23, 2009

O desafio

José Modesto, leceiro destas coisas da blogosfera, lançou o seguinte desafio, na caixa de comentários ali em baixo:

"As boas intenções têm sido a ruína do mundo. As únicas pessoas que realizaram qualquer coisa foram as que não tiveram intenção alguma.De: Oscar WildeAinda em férias, e porque todos nós nos preocupamos… as eleições estão aí,decidi efectuar uma pausa e através de um computador que não o meu lançar este desafio aos nossos candidatos através da nossa blogosfera:

Ensino:Será que os nossos candidatos no seu programa de campanha eleitoral vão incluir a oferta gratuitade livros no 1º ciclo do ensino básico?Aceitam-se os comentários.Saudações Marítimas (ainda em férias)

José Modesto


A posição do PCP, que concorre no quadro da CDU às legislativas e autárquicas, é clara e inequívoca no que diz respeito ao ensino - a todo, não só ao 1.º ciclo, e está no ponto 1.3 do programa eleitoral:

"1.3. Por uma Escola Pública de qualidade e gratuita, uma escola inclusiva
A gratuitidade de todo o ensino como elemento crucial da garantia ao acesso e sucesso escolares. O direito à educação e ao ensino como direito fundamental, simultaneamente individual e colectivo, constitui um pilar estruturante da própria democracia. A gratuitidade de todo o ensino, condição para um efectivo exercício do direito à educação independente das suas condições económicas e sociais e elemento crucial para o aprofundamento da democracia, exige: O investimento numa Escola Pública de Qualidade, com a gratuitidade de todo o ensino público como prioridade estratégica, objectivo a atingir de forma progressiva, num prazo máximo de seis anos, com a distribuição gratuita dos manuais escolares no ensino obrigatório, já no próximo ano lectivo; o incremento do apoio social escolar em todos os níveis de escolaridade com crescimento considerável das captações para atribuição dos respectivos apoios e dos montantes limite previstos para diversas áreas; a expansão do sistema público de Educação Pré-Escolar, articulado com a rede escolar do 1ºciclo, no cumprimento da obrigação que a Constituição impõe ao Estado, garantindo a frequência universal, gratuita e obrigatória no ano que anteceda o ingresso das crianças no ensino básico, bem como as condições para a universalidade da frequência a partir dos 3 anos. É, ainda, indispensável garantir, a curto prazo uma resposta de qualidade para as crianças de idade inferior aos 3 anos".

Importa referir que a CDU propõe ainda a "revogação do decreto que estabelece o processo de municipalização do ensino básico, com o objectivo de impedir a perda de autonomia administrativa e pedagógica das escolas ou a sua privatização.

Para além do que foi referido atrás, é necessário ter em conta o seguinte: As políticas educativas têm de ser integradas e transversais a todas as etapas do ensino, proporcionando uma aprendizagem que seja uniforme ao longo da vida. Não são medidas desgarradas - sejam elas certas ou erradas - que darão mais e melhor ensino, seja a crianças ou adultos.

O ensino vai muito além de Magalhães para os miúdos. Aliás, de que serve um Magalhães, se não pode ser usado nas salas de aula, fruto do desinvestimento constante nos equipamentos educativos?

Esta é uma factura que agora sobra para as autarquias. Todas elas. Mas nem todos os autarcas desgostarão deste facto: haverá agora mais espaço para criar uma empresa municipal e nelas colocar mais alguns afilhados: políticos e não só.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Tomá lá um tacho

Vítor Ramalho, um dos deputados do PS que, de vez em quando, põe a cabeça de fora para mandar umas postas de pescada, embora continue, invariavelmente, ao lado do Governo em tudo o que foi votado na AR, é o novo presidente do Inatel.

Parece que a campanha para 2009 já começou mesmo!

domingo, junho 08, 2008

Arrastadeira (II) ou: A Esquerda, os entendimentos e os diálogos possíveis

Excertos daqui.

Daniel Oliveira:
Bruno: em que encontrou as respostas que procura.
Já agora, qual é o modelo económico, social e jurídico que, por exemplo, o PCP defende.

rms:
“Daniel Oliveira:
Bruno: em que encontrou as respostas que procura.
Já agora, qual é o modelo económico, social e jurídico que, por exemplo, o PCP defende”.
Eu sei, e o Daniel sabe quais são os modelos económico, social e jurídico que o BE defende?

Daniel Oliveira:
Eu nem sei, neste tempo que vivemos, o que é isso de ter UM modelo económico. Sei o que é ter objectivos, princípios, coisas a conquistar e a defender.
Se ler o programa do PCP é completamente social-democrata. Depois tem uma leitura ideológica que não tem, não quer, nem se deve confrontar com a realidade, pois não é essa a função que o PCP lhe atribui. A própria forma como o PCP trata o marxismo é absolutamente anti-marxista. É dogmática e quase religiosa.
Sempre que falamos de qualquer exepriência comunista os militantes dizem que não é esse o modelo que defendem para Portugal. Quando perguntamos qual é não temos resposta. E quando chegam ao fim lembram aos outros que são os únicos que o têm.
Eu não tenho um modelo. Não tenho, confesso. Tenho várias soluções, respostas e dúvidas. Coisas a que me oponho e que defendo e que tento que sejam ideologicamente coerentes. Não tenho um modelo. E sinceramente, nisto os comunistas que conheço estão iguais a mim. Também não têm. O que foi experimentado foi mau e ainda não se pensou em melhor.
Feita a confissão da minha franqueza, a de ser um ateu, ajude-me: qual é o modelo então que dá ao PCP essa superioridade que lhe permite defender o capitalismo angolano e o capitalismo chinês? Estão mais próximos do tal modelo?
É que eu só encontro uma ponto em comum nos vários regimes pelos quais o PCP tem simpatia: não há liberdade política. De resto, não há modelo nenhum.
Se me diz que é o “socialismo”, então eu digo-lhe que isso não é resposta. Também é o meu, só que esse são milhares de modelos diferentes. Se me diz que é o comunismo, tem de me explicar o que será diferente do que tivemos. Se me diz que é a reconstrução disso tudo eu dou-lhe os parabéns e digo-lhe que está tão à nora como eu e como nós todos.
Porque neste tempo podemos ter algumas certezas. Mas quem tenha uma certeza, um modelo, uma resposta, está apenas no campo da religião. Nada tem a ver com política.


rms
Caro Daniel Oliveira:
Tendo em conta a quantidade de respostas que dá a perguntas que não me fez, deixe-me clarificar que não perguntei ao Daniel Oliveira quais os modelos social, económico e jurídico que o Daniel Oliveira defende, perguntei qual os modelos social, económico e jurídico que o Bloco defende. E são coisas completamente distintas, tendo em conta a liberdade Daniel Oliveira, que tanto pode defender uma economia de mercado, como uma economia ultraliberal ou qualquer outro tipo de economia, porque o BE é isso mesmo, uma amálgama de coisas que redundam em coisa nenhuma.
O facto de haver uma linha ideológica coerente faz com que apelide de religiosa a forma do PCP de encarar a política. Está no seu direito, para mim, é só mais um rotuleiro que cataloga tudo e todos os que não concordam com aquilo que defende; e, claro, isso sim, é democracia.
Essa forma de estar, cheia de superioridade intelectual e moral que despeja aqui mais não é que um ressabiamento em relação ao PCP, que, confesso, me faz alguma confusão.
Percebo que sendo o PCP uma religião, como afirma, passe mais tempo a denegrir um sector fundamental da Esquerda que quer unir; afinal, o Daniel é ateu;
Mas sendo o PCP uma religião, como diz, espanta-me que um ateu convicto como o Daniel Oliveira não se importe de estar ao lado dos seus militantes, como acontecerá já amanhã, segundo diz - porque a repetir o que sucedeu já em variadíssimas outras ocasiões, o Daniel Oliveira irá atrás de uma faixa identificada com o símbolo do Bloco, quando os restantes manifestantes seguem atrás de faixas de sindicatos e associações, independentemente do seu partido - chama-se a isto o respeito pela diferença no seio da CGTP, que o Daniel tanto apregoa, mas quando é para propaganda, lá vem o PCP outra vez instrumentalizar a Inter.
É que, ao contrário de noutros partidos e blocos, são os militantes que fazem o PCP, não é um ideólogo iluminado que dita a conduta do rebanho.
Confesso que fiquei desiludido com o argumentário que utiliza - equiparável ao que é utilizado pela direita mais reaccionária - em relação a modelos económicos de alguns países e, neste aspecto, transcrevo:
“Embora com graus e aspectos diferenciados, deve ser valorizado na resistência à nova ordem imperialista, o papel dos países que definem como orientação e objectivo a construção de uma sociedade socialista - Cuba, China, Vietname, Laos, R. D. P. da Coreia.
Para além de apresentarem profundas diferenças entre si, estes países constituem importantes realidades da vida internacional, cujas experiências é necessário acompanhar, conhecer e avaliar, independentemente das diferenças que existem em relação à nossa concepção programática de sociedade socialista a que aspiramos para Portugal, e de inquietações e discordâncias, por vezes profundas e de princípio, que nos suscitam”.
Isto está na Resolução Política aprovada no último Congresso do PCP, o resto são devaneios do Daniel, talvez por causa do clima abafado que estava no Teatro Trindade.
Quanto ao resto:“1. No ideal e projecto dos comunistas, a democracia tem quatro vertentes inseparáveis - política, económica, social e cultural.
democracia política baseada na soberania popular, na eleição dos órgãos do Estado do topo à base, na separação e interdependência dos órgãos de soberania, no pluralismo de opinião e organização política, nas liberdades individuais e colectivas, na intervenção e participação directa dos cidadãos e do povo na vida política e na fiscalização e prestação de contas do exercício do poder;democracia económica baseada na subordinação do poder económico ao poder político democrático, na propriedade social dos sectores básicos e estratégicos da economia, bem como dos principais recursos naturais, na planificação democrática da economia, na coexistência de formações económicas diversas, no controlo de gestão e na intervenção e participação efectiva dos trabalhadores na gestão das empresas públicas e de capitais públicos;democracia social baseada na garantia efectiva dos direitos dos trabalhadores, no direito ao trabalho e à sua justa remuneração, em dignas condições de vida e de trabalho para todos os cidadãos, e no acesso generalizado e em condições de igualdade aos serviços e benefícios sociais, designadamente no domínio da saúde, ensino, habitação, segurança social, cultura física e desporto e tempos livres;democracia cultural baseada no efectivo acesso das massas populares à criação e fruição da cultura e na liberdade e apoio à produção cultural”.
O resto, encontra em
http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=13&Itemid=39#27
Já no caso do BE, não encontra em lado algum, por um motivo simples: Não se encontra o que não existe.

Ou seja, o carácter "revolucionário" do BE resume-se a pensar muito e diferente; todos diferentes. Quem pensar da mesma forma é seguidista e debita cassetes. Desde que não seja no Bloco, porque por lá todos são bem-vindos: até o deputado indignado que faltou à votação da moção de censura que o BE apresentou, embora tenha dito que votaria contra, se lá estivesse.

Basicamente, não há um fio condutor, vivem o imediato e o mediático. Espero, muito sinceramente, que o PS não consiga maioria absoluta no próximo ano. Aposto que vai dar para tirar uma série de dúvidas...

E pronto, o diálogo resume-se a isto. Agora, pelo blog que linkei lá em cima, discute-se a aliança em Lisboa entre Sá Fernandes e o PS.

O dono do Arrastão continua no esforço hercúleo de defender o homem e atacar as decisões. É a coerência bloquista.


PS: Não, o grande adversário não é o BE, mas sim a direita. Mas há coisas que não podem passar sem resposta. E falar em Esquerda sem falar no PCP, é mais ou menos como falar em francesinha sem molho...