quinta-feira, maio 10, 2007

Roseta dos ventos

O filme da Câmara Municipal de Lisboa chegou ao fim, mas parece estar já na forja uma nova novela. Helena Roseta, apoiante de Manuel Alegre nas presidenciais e co-fundadora do MIC (Movimento de Intervenção e Cidadania), deverá candidatar-se à presidência da autarquia, à margem do seu partido.

Na prática, à semelhança do que aconteceu nas presidenciais, o eleitorado socialista voltará a confrontar-se com duas candidaturas. Na prática, à semelhança do que aconteceu nas presidenciais, o facto de surgirem duas candidaturas dentro do PS, será um ponto a favor do PSD.

Noutro campo, surge o MIC e o que este movimento comporta. Sendo apenas um grupo de cidadãos sem aspirações a constituir-se como partido político - ponto 4 da Carta de Intenções -, não deixa de ser interessante que os seus elementos rompam com os partidos e avancem como "independentes". O independente eleito pelo MPT na Madeira também pertence ao MIC e foi o responsável pela campanha de Alegre no arquipélago.

Então, não sendo um partido, não tendo aspirações a tal, qual é a finalidade de apoiar candidaturas?

Contra os aparelhos partidários mas a favor dos aparelhos dos movimentos?

2 comentários:

Margarida disse...

E não pode isso ser uma solução para o caruncho que anda por ai?

rms disse...

Pois claro que pode.

Se não fossem as mesmas pessoas dos partidos, que criticam os aparelhos partidários, que concorrem como independentes.

O que acho sem nexo é afirmarem que são contra os aparelhos partidários. Tanto Manuel Alegre como Helena Roseta, não são candidatos do aparelho do PS porque não foram escolhidos. É aí que considero haver pouca coerência.