quinta-feira, maio 06, 2010

Do desnorte ao sentimento de impunidade vai um Ricardo Rodrigues de distância

Já se disse quase tudo sobre o episódio miserável que envolveu o deputado socialista Ricardo Rodrigues. É um deputado do PS, eleito pelo círculo dos Açores que, ironia das ironias, foi incumbido da tarefa de intervir no Parlamento para criticar a suposta falta de liberdade dentro de um partido que não o dele, como aqui se pode confirmar, no célebre episódio da Lei da Rolha que os socialistas decidiram levar a plenário. Estamos a falar do deputado que roubou dois gravadores a dois jornalistas durante uma entrevista, sem sequer ter a inteligência de levar também a câmara de filmar.

O desnorte do PS, nos últimos tempos, tem sido evidente, principalmente para quem segue a Comissão de Inquérito ao caso PT-TVI, onde está também - ó, surpresa! - o deputado Ricardo Rodrigues. Outro socialista, Manuel Seabra, uma espécie de Ricardo Rodrigues em pequenino tem procurado seguir as pisadas do mestre, mas ainda tem muito que caminhar. Embora o seu percurso também seja curioso: De presidente da Câmara de Matosinhos durante breves instantes, saltou para chefe de gabinete de António Costa na Câmara de Lisboa e chegou a deputado eleito pelo Porto.

Voltando ao Ricardo Rodrigues, é o rosto de um PS que se perdeu e vive na sombra de alegadas perseguições ao amado líder, um partido para quem vale tudo na defesa dos interesses não do Povo que o elegeu, não do PS, mas do amado líder. E seguem-lhe o exemplo, aproveitando o sentimento de impunidade que grassa entre os membros daquele partido: De que vale tudo e não há consequências.

Francisco Assis, ao defender Ricardo Rodrigues, desceu ao mesmo nível do deputado açoriano. São estes os homens-fortes do partido que suporta quem nos governa. E é por isso que não se pode esperar muito mais desta gente.

2 comentários:

Anónimo disse...

Uma coisa que tem pouca a ver com o texto comentado mas que resolvo partilhar:
José Manuel afirma no Jornal a Bola " entre 2004 e 2010, o Leixoes gerou proveitos entre 16 e 18 milhoes, distribuidos pela venda de terrenos( 3 milhoes), televisao (4,5 milhoes), transferencias de jogadores(1,7 milhoes), Cepsa (1,5 milhoes), Galp (! milhao), Mar á mesa (600 mil), publicidade (750 mil ) protocolo c camara (1 milhao), quotas e bilheteira (3 milhoes). Nunca o clube recebeu tanto dinheiro. Como se explica que haja salários em atraso e que o presidente da SAD diga que se nao fosse o dinheiro dele o clube acabava?

Parabens pelo blog. Acompanho com interesse.

rms disse...

Caro anónimo: São questões interessantes para colocar numa AG do clube e, até, numa reunião da CMM. Abraço!