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sexta-feira, janeiro 23, 2009

Quimonda

Há uns anos, a então Infineon, que funcionava em laboração contínua, obrigou os trabalhadores a assinarem um compromisso para passarem a trabalhar 12 horas diárias em vez das 8 previstas para os três turnos, uma vez que funciona em laboração contínua.

Quem não assinou, não renovou contrato.

A explicação era óbvia: Suprir gastos com os trabalhadores e diminuir as perdas de tempo de trabalho que existiam a cada mudança de turno. Tudo em nome da competitividade, claro.

A agora Quimonda ainda no mês passado era estruturante para a economia nacional. Por isso teve direito a uma ajuda de 100 milhões de euros do Estado português, mais algum do governo alemão e da empresa mãe Infineon.

Hoje, a empresa entrou em processo de falência.

Só pode ser brincadeira.

terça-feira, outubro 28, 2008

Tudo tem um preço

Quanto custa uma parede de contentores com uma extensão de 1.500 metros numa capital europeia?

Uma página de publicidade nos jornais diários.
Um Jorge Coelho na administração de uma empresa.

terça-feira, setembro 30, 2008

Famílias felizes

Sócrates veio hoje a público para "tranquilizar as pessoas quanto às suas poupanças".

As cerca de 34 pessoas que conseguem poupar em Portugal agradeceram e 17 delas voltaram para o Conselho de Ministros.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Andem lá com isso!

Vamos lá acabar com esta discussão patética do casamento homossexual. Deixem casar quem quer casar para podermos preocupar-nos com coisas que deveriam ser bem menos básicas do que o direito de um cidadão a casar com quem bem entende.

Nem que seja com um Toyota.

segunda-feira, agosto 25, 2008

Notas soltas

  • Agora que aquilo no Cáucaso parece que está mais calmo, já posso dizer que o senhor Saakashvili tem a visão política e estratégica de uma alcaparra.
  • Agora percebi que o Kosovo da Geórgia não pode ser tão independente como a Ossétia do Sul da Sérvia.
  • Soube que a muda Manuela escreveu para criticar silêncios. Acho que, agora, o PSD tem, finalmente, uma líder credível para levar o partido de vez para o abismo. RIP.
  • Soube que para os números do desemprego não contam os 100.000 em formação profissional (mal) remunerada.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Tomá lá um tacho

Vítor Ramalho, um dos deputados do PS que, de vez em quando, põe a cabeça de fora para mandar umas postas de pescada, embora continue, invariavelmente, ao lado do Governo em tudo o que foi votado na AR, é o novo presidente do Inatel.

Parece que a campanha para 2009 já começou mesmo!

terça-feira, agosto 19, 2008

Engenharias

Proponho desde já a substituição de Vicente de Moura por José Sócrates no nosso Comité Olímpico.

Da forma que o nosso engenheiro trabalha os números do desemprego, quer-me parecer que, com um bocadinho de esforço e dedicação do nosso Primeiro, se ele der o mesmo tratamento ao número de medalhas conquistadas, ainda vamos a tempo de sair de Pequim com, pelo menos, umas 48.

Líquidas, claro.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Fado

No dia em que a Vanessa Fernandes trouxe a primeira medalha olímpica para Portugal, Sócrates regressou de férias...

quinta-feira, julho 03, 2008

Eu andei por aí

Eu andei por aí e, nestes dias, houve de tudo.

Portugal foi eliminado do EURO, Manuela Ferreira Leite foi ver o neto a Londres e deu uma entrevista à TVI, Jaime Silva esteve no seu melhor, o Cebola foi para o FC Porto, o Benfica já contratou 387456387 jogadores, a UGT acedeu à voz do dono e assinou o Código Laboral, o Bastonário da Ordem dos Advogados voltou a debitar umas bocas absurdas e mais e mais e mais.

Sócrates deu uma entrevista e ficámos a saber que, afinal, vão ser as instituições do Estado a suportar a crise. Não será o Governo, directamente, mas as Autarquias, as mesmas que asfixiou desde que chegou ao poder.

Ou seja, as instituições privadas que lucram com a crise, vão continuar a lucrar mais e mais e mais e mais.

Volto já!

quinta-feira, junho 12, 2008

Lost

Um morto, pelo menos três feridos, pelo menos três camiões incendiados.

Alguém viu por aí um primeiro-ministro, nem que seja a falar inglês técnico?

sexta-feira, junho 06, 2008

O medo da rua

Desde putos que somos habituados a ter medo da rua. Ouvimos, vezes sem conta, o prudente "não vás para a rua" saído da boca dos nossos pais. É coisa recente, com uns 40 anos ou 50 anos. Até então, não havia muito a temer nas ruas, porque os automóveis eram poucos as estradas ainda menos, muitas o acesso a elas estava politicamente vedado.

Hoje já não é assim. A rua exige cuidados quando a atravessamos, às vezes nem a passadeira nos safa.

Santana Lopes estendeu uma passadeira que permitiu a Sócrates atravessar as eleições com uma maioria absoluta que lhe deixou um enorme campo de manobra. De mão dada com a Imprensa, Sócrates foi fazendo e desfazendo o que bem entendeu, da forma que melhor quis, deixando apenas a alternativa da rua para a contestação.

Sócrates não tem medo das ruas. Tendo em conta o seu passado político, não sei se alguma vez teve.

Ontem, nas ruas, perto de 250.000 pessoas manifestaram-se.
Para Sócrates, podiam até ter sido 1.000.000.

A constante desvalorização do governo em relação às manifestações não cansa os portugueses. Acredito que lhes dá mais força. Mas é um caminho perigoso.

Desvalorizar as formas democráticas de descontentamento contra seja o que for, é empurrar quem protesta para outros modos menos convencionais, até que sejam ouvidos e respeitados por quem tem o dever de respeitar quem representam.

A luta continua!