Mantenhamos a calma. Percebo a alegria mas ainda há muito a fazer.
«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e... a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, (...) privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos» José Saramago - Cadernos de Lanzarote
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quinta-feira, abril 04, 2013
Relvas, o sem-vergonha
terça-feira, fevereiro 19, 2013
Miguel Relvas no Clube dos P... TÁ CALADA!
Ontem à noite, Miguel Relvas foi ao Clube dos Pensadores e aconteceu o que qualquer pessoa previria. Um protesto, com direito a Grândola. Pausa.
Parece que há muita gente a quem incomoda que a Grândola seja cantada em alguns sítios, seja na AR, seja numa Assembleia Municipal, seja onde for. A mim deixa-me que se volte a cantar a Grândola com a mesma força, com a mesma convicção com que há anos não se via. Continuando.
O protesto era previsível e o moderador devia estar preparado para isso. Da mesma forma que mostrou serenidade quando houve uma ameaça de bomba noutra edição do Clube dos Pensadores, deveria tê-lo feito agora. Mas não.
E, num instante, o Clube dos Pensadores deixou de ser um espaço para a "sociedade Civil", seja isso o que for, e passou a ser um "espaço privado onde não há direitos".
Perdeu a cabeça ao lado de um ministro podre, fraco, sem espinha e proporcionou-nos este episódio:
(clica na imagem para ver e ouvir o vídeo - cuidado com o volume)
Parece que há muita gente a quem incomoda que a Grândola seja cantada em alguns sítios, seja na AR, seja numa Assembleia Municipal, seja onde for. A mim deixa-me que se volte a cantar a Grândola com a mesma força, com a mesma convicção com que há anos não se via. Continuando.
O protesto era previsível e o moderador devia estar preparado para isso. Da mesma forma que mostrou serenidade quando houve uma ameaça de bomba noutra edição do Clube dos Pensadores, deveria tê-lo feito agora. Mas não.
E, num instante, o Clube dos Pensadores deixou de ser um espaço para a "sociedade Civil", seja isso o que for, e passou a ser um "espaço privado onde não há direitos".
Perdeu a cabeça ao lado de um ministro podre, fraco, sem espinha e proporcionou-nos este episódio:
(clica na imagem para ver e ouvir o vídeo - cuidado com o volume)
Joaquim Jorge estava mal preparado para o que previsivelmente seria o debate. Resta saber se o seu nervosismo teria a ver com estar a jogar em casa daquele que apoia e de cuja comissão de honra faz parte para a candidatura à Câmara do Porto. E mais: se alguém pode falar de Gaia, é ele. E o resto são cantigas.
Como bónus, abaixo, fica esta grande peça da TVI, para mim a melhor da noite, que mostra o ministro Relvas, o primeiro português da história a tentar relinchar a Grândola.
sexta-feira, novembro 23, 2012
Relvas, o mestre da táctica
Miguel Relvas não é doutor, mas não é por isso que deixa de ser esperto. A polémica das imagens da manifestação foi um pretexto óptimo para dar um passo no caminho pretendido por este governo para a RTP.
A saída de Nuno Santos - independentemente de qualquer balanço que façamos sobre a sua passagem pelo cargo de director de informação - da forma que ocorreu, pretende lançar o descrédito sobre a RTP e os seus trabalhadores e, de uma forma mais ou menos obscura, provar que como está a RTP não serve. No dia em que, supostamente, alguém exterior à RTP viu as imagens, nem Nuno Santos nem Vítor Gonçalves estavam, sequer, em Portugal.
A história tem dedo de Relvas. Luís Marinho prepara-se para assumir o cargo de Nuno Santos e o Governo fica assim com um homem de mão à frente da informação. Para breve, virá uma "reorganização" das direcções editoriais.
Luís Marinho tem currículo que agradará a Relvas. Recordemos Raquel Freire:
A saída de Nuno Santos - independentemente de qualquer balanço que façamos sobre a sua passagem pelo cargo de director de informação - da forma que ocorreu, pretende lançar o descrédito sobre a RTP e os seus trabalhadores e, de uma forma mais ou menos obscura, provar que como está a RTP não serve. No dia em que, supostamente, alguém exterior à RTP viu as imagens, nem Nuno Santos nem Vítor Gonçalves estavam, sequer, em Portugal.
A história tem dedo de Relvas. Luís Marinho prepara-se para assumir o cargo de Nuno Santos e o Governo fica assim com um homem de mão à frente da informação. Para breve, virá uma "reorganização" das direcções editoriais.
Luís Marinho tem currículo que agradará a Relvas. Recordemos Raquel Freire:
Raquel Freire confirma na ERC versão de que crónicas acabaram por imposição de Luís Marinho
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